Lui se afastou e deixou o
casal sozinho.
Kiria olhou o rapaz e sorriu
- Vai ficar aí em pé me
olhando? – perguntou ela encontrando os olhos negros dele.
Ela viu Goten se sentar ao seu
lado meio sem jeito, mas ela o continuou o olhando e com um sorriso nos lábios
disse:
- Você mora em um lugar muito
bonito e simples.
- Eu amo essas montanhas, aqui
eu fico em contato com a natureza o tempo todo – ele evitava a olhar, ainda
estava meio tímido.
- Mas como vai para faculdade?
– perguntou ela erguendo a sobrancelha.
- Voando – ele disse
ingenuamente.
- Disso eu sei – ela fez uma
cara de tédio.
- Sabe como? Você nunca me viu
voar – ele ainda estava ingênuo e ainda não tinha percebido o que disse.
- Você não vai de aeronave? –
ela perguntou. - Mais deve levantar muito cedo, pois é muito longe.
- Haha – ele esfregou a nuca
sem jeito, foi aí que ele percebeu que quase cometeu uma gafe.
- Sim eu madrugo, mas não me
incomodo, estou acostumado – ele ficou rubro.
- Mas então Goten, por que se
preocupou comigo a ponto de ir ao hospital?
- Bom... – começou Goten sem
jeito. - Eu não tinha ido à aula no dia anterior e no dia seguinte fiquei
sabendo do acidente; então eu fui procurar o... – ele ia falar o ki, mas então
se lembrou de que não podia contar a ela, não ainda. - Então procurei pelo
reitor e pedi o endereço do hospital, mas ele não queria me dar, tive que insistir
muito até que ele me passou - ele estava meio rubro. – Então eu fui visitá-la,
mas não me deixaram entrar. Eu fiquei muito preocupado com a senhorita – Goten
terminou de narrar.
Kiria o olhou, ergueu a
sobrancelha, e encarou com os seus olhos castanhos, os negros de Goten.
- Eu ainda não entendi por que
Goten? Por que você é tão legal comigo?
– ela perguntou tentando entender. - Eu nem sou bonita, a maioria das pessoas
me odeiam pela minha aparência e você não parece dar a mínima para isso – ela
falou um pouco rubra.
Goten a olhou; sorriu
disfarçadamente, com o rosto rosado e disse:
- Você não é feia – Goten
colocou a mão atrás da cabeça. – Além do mais você pode ser você mesma – a voz mal
saiu, mas deu para Kiria ouvir.
Ela ergueu a sobrancelha, o
encarou, fez algumas caretas.
- Obrigada pelo elogio, mas eu
não entendi o que quis dizer com pelo ao menos posso ser eu mesma?
- Nada não, Kiria – ele
balançou as mãos em gesto de não a sua frente quando ouviu:
- GOTEN CHAMA A SUA AMIGA PARA
ALMOÇAR E VEM COMER TAMBÉM – era Chichi da janela.
- TÁ – ele gritou de volta. - Então quer almoçar conosco? – perguntou ele
se levantando e em seguida estendendo a mão para ajudá-la.
Kiria segurou e Goten a ajudou
a se levantar, depois deixou ela apoiada nele e pegou as muletas dela. Depois
ajudou ela a segurar as muletas a levou para dentro da casa.
Ajudou a garota a senta-se e
Chichi disse:
- Pode se servir – ela falou
com uma cara de poucos amigos a ela.
- Obrigada, senhorita – Chichi
sorriu a moça, tinha gostado da senhorita apesar de já ser uma pessoa casada,
tinha dois filhos e uma neta, mas se sentiu como se fosse mais nova.
Kiria levava o seu garfo a
boca, enquanto olhava os saiyajins esfomeados atacando. Ela estava com os dois
olhos esbugalhados pela rapidez e pela quantidade de comida que eles comiam.
Chichi percebeu e viu Kiria se
virar e dizer:
- Como eles...
Chichi riu-se olhando os dois
saiyajin e disse:
- Eu já me acostumei, eles
comem assim mesmo.
Kiria apenas ficou olhando
incrédula, mas preferiu não comentar muito.
Depois de almoçarem, Goten a
olhou; ela ainda estava sentada a mesa e disse:
- Quer conhecer a montanha?
- Goten, andar com esse pé,
vai ser meio complicado.
- Goten, por que não leva ela voando?
– Goku perguntou ingenuamente.
Goten que já levava o suco a
boca, engasgou-se e cuspiu todo o liquido, tossiu e Chichi fechou a cara para o
Goku que não entendeu nada.
- É mesmo Goten, podíamos usar
uma aero nove.
O garoto acamou, respirou
fundo e disse:
- Claro que sim Kiria –
levantou-se, há ajudou a se levantar e caminhar para fora da casa.
Chichi fez cara de poucos
amigos para o Goku e ele não entendeu nada.
- Essa garota é muito feia e
no mínimo deve ser pobre. Goten merece coisa melhor – ela estava muito mal
humorada. – E você... – ela apontou para ele com o dedo. – Cuidado com o que
diz.
Goku ficou a olhando com cara
de ingênuo e apenas disse:
- Deixa o Goten, a moça parece
gostar dele e já ia saindo.
- Onde pensa que vai? –
perguntou ela ainda enfezada.
- Tirar um cochilo – ele deu
os ombros e já ia subindo quando a sentiu abraça-lo por trás.
Goku parou, virou-se para ela
com a mesma carinha de sempre.
- O que foi Chichi?
- Arg... Goku – ela o soltou,
estava brava e foi recolher a louça.
Goku moveu as sobrancelhas,
deu os ombros e subiu.
Goten lançou a cápsula nave e
assim que a fumaça branca desfez, ele ajudou Kiria a subir, depois entrou no
banco do motorista e foi mostrando a ela a floresta de bambu, os lagos, as
árvores, cada cantinho que Goten conhecia, mostrou a ela. Viu que ela ficou
encantada com o lugar, sorria enquanto olhava a janela.
- Quer que eu desça em algum
lugar? – Goten a fez olhar para ele.
- Sim, desça ali – ela apontou
para um pequeno lago, algumas árvores frutíferas em volta, alguns pássaros se
banhando no lago, as borboletas voando dando mais cor a montanha.
Goten aterrissou, saiu do
banco do motorista e foi ajudar ela sair da nave e com as muletas.
- Goten é simplesmente
maravilhoso, onde você mora.
- Eu amo aqui – ele olhava
puxando o ar puro. – Cresci brincando com os dinossauros.
Kiria virou-se para ele,
franzindo o cenho, o encarou.
- Goten me explica...
- O que Kiria? – ele fez cara
de ingênuo.
- Como consegue comer tanto?
Como vai para faculdade e como brincava com dinossauros?
Goten havia percebido que
tinha dado outra gafe, tentou disfarçar.
- Bem...
- Não adianta dizer que é de
nave que vai para faculdade, por que você teria de sair quase no dia anterior da
sua casa.
- Você não acreditaria se eu
dissesse – ele sentou olhou um ponto qualquer abraçando os joelhos.
- Por que não tenta me dizer?
Goten suspirou fundo e disse:
- Só se prometer que não vai
achar que eu sou louco, ou contar a alguém – ele a olhou com o queixo apoiado
sobre os joelhos.
- Eu prometo – ela sorriu
enquanto ele olhava para ela.
- Eu sou descendente de uma
raça de outro planeta, posso voar, comemos muito por que nosso organismo
precisa para se manter e manter as energias, pois gastamos muitas energias com
lutas, etc... Mamãe sempre disse que nos saiyajins temos estomago sem fundo.
Kiria não resistiu e começou a
rir de escorrer água nos olhos.
- Você está brincando, não é?
– ela ria, mal conseguia falar de tanto rir.
Goten a pegou no colo, com
cuidado, mas também com uma velocidade incrível. Kiria assustou-se, mas viu que
não estava no chão e sim no alto, ela olhou e envolveu os braços em volta do
pescoço dele.
- EU VOU CAIR! – ela fechou os
olhos e escorou no peito dele, sentiu um cheiro do rapaz.
- Você não vai cair, eu estou
te segurando, pode olhar – ele que ria dela agora.
- Ora, para de rir de mim –
ela se mexeu um pouco.
- Foi você que começou –
continuou rindo. - Viu – ele a encarou. - Eu sei voar – ele falou e já ia
descendo, mas ela disse:
- Goten...
- Hum – ele a olhou. – Voa
comigo... – ele ficou meio rubro, mas deu uma volta com ela ali pelo lago,
depois a pousou no chão, ainda segurando em sua cintura.
Ela viu que ele ia soltar, mas
ela o pegou de surpresa em um leve beijo. De momento ele ficou imóvel, mas logo
fechou os olhos e deixou-se levar por aqueles lábios.
Kiria o soltou buscando o ar,
Goten a olhou totalmente rubro.
- Eu... Bem... – ele passa a
mão no cabelo sem jeito. – É melhor irmos... – ele jogou a cápsula, mas sentiu
Kiria segurar a sua mão.
- Podemos nos ver mais vezes
se você quiser Goten.
- Você não vai querer me ver,
ainda mais de descobrir que eu sou um aliem... – ele ficou meio triste.
- Você não se importou com o
meu lado feio.
- Mas você pode ser você mesma
e eu... – ele sentiu o dedo indicador nos lábios dele.
Ela sorriu a ele, deu lhe um beijo
no rosto, pegou as muletas, colocou debaixo dos braços e disse:
- Preciso voltar para casa,
estou começando a ficar cansada, sem falar que eu saí do hospital ontem.
- Eu entendo – ele enfiou as
mãos no bolso e tirou a cápsula. – Eu te levo na sua casa, se quiser? – ele já
ia lançando a nave quando ela disse:
- Por que vai perder tempo
nessa coisa lenta? – ela aproximou-se dele. – Eu aceito a carona se... Você me
levar voando – ela parecia uma criança pidona.
Goten sorriu, guardou a cápsula
novamente no bolso:
- Então eu levo – ele pegou as
muletas com cuidado, depois a pegou no colo e ficou meio rubro, deu impulso –
Se segure firme.
Kiria envolveu os braços no
pescoço dele e Goten usou uma velocidade razoável a levando no colo. O cheiro
da garota entrava em suas narinas de uma forma diferente. Goten estava adorando
sentir o cheiro e o toque dela, realmente ela era diferente.
Kiria ia mostrando por onde
ele tinha que ir; e Goten foi seguindo, depois de um tempo chegaram a uma casa
muito grande, do alto parecia um grande palácio, em volta da casa um jardim com
orquídeas das espécies mais raras, alguns arbustos cortados em formato de
bichos. De trás da casa uma piscina grande com algumas decorações em volta.
Goten pousou e a colocou com
cuidado no caminho feito em pequenos pedaços de mármore cinza em volta uma
grama verde.
Goten a
colocou com cuidado no chão e ajudou ela com as muletas e disse:
- Ual,
você mora aqui?
- Sim
Goten – ela respondeu e foi até a porta abri-la.
- A mãe do
Trunks mora em uma casa assim. Parece até um palácio.
- Está
falando de Bulma Briefs? – ela abriu a porta e foi entrando.
- Sim, a
casa dela é só um pouco maior que a sua. – Goten entrou atrás.
- O que é
dela?
- Meu pai
é quase um irmão para ela e o Trunks é quase meu irmão, crescemos praticamente
juntos.
- E por
que você vive naquela casinha? – ela perguntou ingenuamente. - Apesar de ter
gostado muito do lugar.
- Há eu
não gosto de coisas sofisticadas de mais – ele olhou tudo aquilo sem o mínimo
interesse. – Meu pai sempre viveu e ainda vive de alimentos que ele mesmo caça,
pesca, colhe nas árvores, meu irmão também é assim. Nós gostamos do simples –
ele a olhou e deu um sorriso. – Bom eu vou deixar você descansar – ele já ia se
virando quando a sentiu segurar a sua mão.
- Você vem
amanhã? – ela perguntou desviando o olhar do dele.
- Sim depois
da faculdade sorriu ele e viu ela se aproximar e lhe dar um beijo no rosto.
Ela soltou
a mão dele e viu-o acenando com a mão e saiu.
Kiria
suspirou fundo e ficou olhando o vago, sorriu de orelha a orelha e pensou
consigo mesma.
“Goten é
quem eu sempre quis. O rapaz perfeito para mim. Ele não tem interesse em coisas
materiais e ele é lindo. No entanto eu tenho que mostrar o meu verdadeiro eu a
ele”.
Mais tarde
Lui chegou à mansão e encontrou a garota sentada no sofá vendo televisão.
- Fiquei esperando,
mas a senhoria sumiu – ele a viu tranquila, sentada no sofá.
- Goten me
trouxe em casa, Lui. – ela olhava o filme sem dar muita atenção a ele.
- Então
senhorita, o que achou dele? – perguntou curioso.
-
Perfeito. – ela deu um sorriso e finalmente olhou o seu mordomo.
- Ele não
é do tipo que se aproxima das pessoas pelo que elas têm.
- Então o
plano da senhorita deu certo? – ele ficou em pé ao lado dela.
- Sim. No
entanto eu vou mostrar o meu verdadeiro rosto a ele, mas ainda não sei quando. Porém
não posso continuar mentindo por muito tempo – ela sentou-se com cuidado. – Ele
me revelou algumas coisas sobre ele, não é justo que eu esconda dele o meu
verdadeiro rosto.
Lui
sorriu, pediu licença e saiu da sala a deixando sozinha.
****
Goten voou até a Torre de
Karin e assim que chegou onde o ermitão morava, entrou na grande redoma e posou
no chão do mesmo.
- Olá Goten! – o gato
ronronou, passou a pata na boca e esfregou nos olhos. – Tudo bem com você?
- Tudo sim mestre Karin – ele
abanou a cabeça sorrindo. – O senhor tem sementes dos deuses aí?
- Hum... – ele ficou
pensativo, mexeu na bengala e ainda o olhando. – Você a quer para ajudar aquela
moça, não é?
- Sim mestre – ele fez um
gesto de sim com a cabeça. – O senhor sempre sabe de tudo.
- Você é o
Gohan tem o mesmo coração puro igual ao do pai de vocês – riu o gato com um
ronronado misturado.
- Então,
tem a semente? – perguntou Goten ansioso.
O gato
ermitão ponderou, virou-se de costas, caminhou lentamente com a ajuda de sua
bengala em direção a uma das muitas portas e parou.
- Não se
acostume Goten, não estamos tendo muitas ultimamente.
- Não se
preocupe mestre. Eu quero apenas uma, nada mais que isso.
O gato
ronronou, virou se para ele com a semente entre as grandes unhas de uma de suas
patas brancas e peludas e lançou para ele:
- Boa
sorte, Goten.
- Obrigada
mestre Karin, obrigada mesmo – agradeceu ele e saiu voando dali para a sua
casa, pois no outro dia ele queria ver a sua professora.
Ele já nem
se lembrava mais de Maron, nem do que Trunks havia feito a ele. Ele agora
estava muito entusiasmado com um possível relacionamento com aquela garota.
Apesar de ser feia, ela tinha algo que chamava a atenção dele, e outra ele não
ligava para a aparência, mas sim para o que a pessoa tinha por dentro de si, e gostou
da garota com todos os metais nos dentes e toda a sua cafonice até mais que sua
mãe, mas ele iria ir vê-la e ajudá-la com a sua perna. Bom o resto vem depois.
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