Assim que Chichi entrou no
quarto, viu Goku só de sunga, com um lençol desalinhado sobre as coxas e as
nadegas dele. Ele estava de bruços, ressonando calmamente; ele estava deitado
de bruços, com o braço caído para o lado da cama, seu sono parecia tranquilo e
sossegado.
Chichi sentou-se lentamente na
cama e passou a mão pelo contorno dos músculos dele, ele se mexeu um pouco, mas
não acordou. Chichi deitou-se ao lado dele e ficou o olhando, aqueles músculos,
as suas coxas. Seu marido tinha se tornado forte, mas continuava praticamente o
mesmo de anos atrás. Ela passou ás mãos no cabelo espetado dele carinhosamente.
Ela queria verificar se ele realmente estava ali, pós ele sempre ia treinar em
algum lugar distante.
Involuntariamente Goku se
virou para ela e envolveu seus braços fortes em torno de seu pequeno corpo,
enfiou o nariz na curva do seu pescoço, ressonando. Chichi achou que ele ia
acordar, mas não ele relaxou mais o corpo e enfiou mais o rosto na curva do seu
pescoço.
Chichi riu-se, ele sempre
gostou de dormir com ela assim, era uma espécie de possessividade, era como se
ele quisesse a manter bem perto e marcar território.
Chichi o abraçou e ficou
acariciando enquanto ele dormia feito uma criança desprotegida em seus braços.
******
Goten copiava a matéria do
caderno de Coralina para o seu, parou um pouco, tombou a cadeira para que
ficasse em duas pernas, colocou as mãos de trás da cabeça e a caneta sobre o
lábio superior, enquanto se equilibrava balançando a cadeira e a caneta, seus
pensamentos foram até aquela professora, estranha e nada bonita, mas tinha algo
misterioso nela, algo que chamava a atenção dele, um misto de coragem,
sabedoria e um ar meigo que ela tinha, sim era isso.
“Talvez o Trunks tenha razão,
talvez eu esteja me interessando pela Kiria, mas não sei ao certo.” Pensava ele
e seus pensamentos foram para a loira filha do amigo de seu pai, seu coração
batia calmo quando pensou nela, algo lhe dizia que ela estava deixando os seus
pensamentos e sua vocação.
“Estranho, não consigo ver a
Maron do mesmo modo. Ah melhor não ficar pensando nisso e copiar a matéria.”
Voltou-se ao caderno e começou a escrever.
*****
Trunks estava em seu quarto
junto com Maron, ele estava deitado na cama com ela ao seu lado acariciando a
sua mão.
- Fico feliz que você e o Goten
tenham voltado a se falar – ela comentou vendo-o de olhos fechados sentindo o
carinho dela.
- Eu também fico feliz que
tenha me acertado com o meu mano – falou ele há puxando um pouco mais perto de
si.
- O que aconteceu para vocês
terem brigado? – perguntou ela sentindo a mão dele em sua costa.
- E que ele gostava da mesma
garota que eu, mas acho que ele já está em outra.
- E quem é a garota que ele
gostava e você também? – Perguntou ela ficando com a respiração próxima da
dele.
- Você... – ele desviou o
olhar...
- Hum – ela riu travessa. –
Então vocês dois me disputaram?
- Já está ficando convencida –
riu-se se levantando.
- Uai, tenho que ficar; não?
- Talvez – riu ele e abriu a
porta do quarto. – Vamos dar um passeio – ele a viu levantar e sair do quarto e
ele saiu depois.
*****
Um novo dia já havia começado
e Goten já saia da aula novamente, viu o seu amigo o esperar perto do portão.
- Então como foram as suas
aulas? – perguntou olhando.
-Entediante – Goten olhou para
o outro lado.
- Conseguiu visitar a
professora?
- Não... – ele ficou meio sem
jeito, mas hoje eu irei de novo.
- Trunks – a loira gritou e os
dois a olharam.
Ela sorria animada a eles.
- Oi Maron – ele foi
acompanhado do amigo. – Não teve aula hoje?
- Sai mais cedo e passei aqui
– ela deu um abraço nele.
- Oi Goten – cumprimentou ela
sorrindo.
- Oi... – ele virou meio de
lado. – Trunks, vou indo, depois nos falamos.
Deixou-os ali e saiu correndo
pelas ruas até chegar a uma rua deserta, concentrou o seu ki e começou a voar.
- O que deu nele? – perguntou
Maron olhando o ponto vago.
- Foi ver a nossa professora
que sofreu um acidente.
- A tá – ela deu a mão a ele.
- Vamos – o puxou.
Trunks só balançou a cabeça em
um gesto de sim e foi caminhando de mãos dadas a ela.
*******
Goten já entrava a grande
porta de vidro do hospital, depois caminhou lentamente até a recepção, parou,
escorou no balcão e disse:
- Pode me dar notícias da
Kiria, por favor.
- Você de novo? – perguntou a
moça da recepção. – Já disse que eu não posso passar informações para
estranhos.
Lui que passava por eles ouviu
a conversa e viu o jovem rapaz perguntar e suspirar fundo.
- Deixe-me falar com ele,
senhorita – aproximou-se da recepção e virou-se ao rapaz:
Goten olhou aquele homem bem
vestido, com um boque de flores em mãos, era um senhor até jovem.
- Ouvi a sua conversa e posso
te dar notícias da Kiria – Lui se afastou um pouco da recepção e Goten o
acompanhou. – Ela está bem, apenas sofreu algumas faturas, então jovem não
precisa se preocupar tanto – sorriu um sorriso meigo e Goten não gostou muito.
- Permita-me vê-la senhor –
ele estava com o semblante fechado e sério.
- Desculpe-me jovem, mas ela
pediu para não receber visitas.
- O que o senhor é dela – ele
cerrou os punhos o encarando.
- Isso não vem ao caso – Ele
começou a caminhar – Já te dei informações que queria, agora volte para casa e
vá estudar moleque – continuou caminhando e deixou Goten bufando de raiva.
- Se esse velhote acha que
isso vai ficar assim ele está muito enganado – saiu pisando forte para não
causar um escândalo no hospital, mas sua raiva era imensa. – Quem esse velho,
pensa que é? - perguntou-se já voando a toda a velocidade para sua casa. Queria
descontar a raiva e a melhor forma era o seu pai.
Goten logo avistou o seu pai
limpando o rosto com uma das mãos, já ia levar os dedos a testa quando sentiu
um ki próximo de si.
Goku olhou e Goten veio com
toda a gana com um soco já formado, Goku conseguiu bloquear.
- Ei Goten, o que te deu... –
Goku mal falou e já viu mudar o golpe e o Goku defendeu o chute. Fechou o semblante
e começou a aumentar o seu ki.
Goten se transformou em super
saiyajin e começou a atacar o seu pai com toda força, mas Goku também se
transformou em super saiyajin três e o parou o imobilizando.
Goten estava ofegante e
tentava se livrar dos braços de seu pai.
- Ei rapaz se acalme e me fale
o que ouve – Goku viu que ele estava com raiva e só queria uma boa luta para pôr
seus nervos no lugar.
Goten desfez a transformação,
suspirou fundo e disse:
- Só queria tirar o estresse
de mim – ele viu seu pai o soltar lentamente e desfazer a sua transformação
também.
Goku colocou a mão no ombro do
filho e disse:
- Não é só isso que está te
incomodando – Ele riu, sentou-se na grama verde e fresca. – Vamos conte-me o
que aconteceu.
- Não consigo esconder nada e
você, não é pai?
- A consegue sim – riu-se
novamente e pegou uma pedrinha qualquer e lançou ela para longe.
Goten olhou o céu azul e
límpido, o sol brilhava alto, depois catou uma pedrinha e lançou também para
longe.
- Eu gostava da Maron... –
começou ele.
- Da Maron? – Goku perguntou
surpreso.
- Sim pai... – ele ficou meio
rubro. – Mas ela se declarou para o Trunks na minha frente... Então eu desisti
dela – estava meio triste. – Eu fiquei distante do Trunks um tempo, mas daí
veio à nova professora. Ela deve ter mais ou menos a mesma idade que eu. – ele
fez uma pausa olhou para o pai e Goku passou lhe confiança. – Ela não é bonita,
mas tem algo nela que me deixou confuso, só que ela sofreu um acidente na
faculdade e agora está no hospital. Fui visitar ela, mas não me deixaram
entrar, e um velho idiota ainda me tratou mal. – ele voltava a ficar com raiva.
- Pelo visto você gosta dela,
até ficou com ciúmes da garota – Goku pegou outra pedrinha e jogou longe.
- Pai! – repreendeu Goten
rubro.
- Espera ela sair do hospital,
depois ache o ki dela e vá a casa dela, a você pode entrar voando – Goku falou
em uma forma de brincadeira para descontrair.
- Olha pai que ótima ideia –
Goten sorriu animado e olhou para o pai.
- Agora vamos para casa por
que eu estou morrendo de fome.
- Eu
também – Goten segurou no braço do Goku e eles foram para casa com o tele
transporte.
No quarto
do hospital Lui já havia comentando que o Goten esteve ali e como ele fez com
ele.
- Você foi
muito mal educado Lui, mas é melhor assim, por que daí ele não volta mais – ela
olhou a janela meio triste.
- Ele
ficou meio nervoso Kiria e também pareceu uma pessoa simples.
- Lui –
ela o chamou.
- Sim,
senhorita.
-
Investigue esse rapaz, para mim.
- Claro, senhorita, eu
começarei amanhã, pela faculdade.
- Ótimo – ela sorriu animada,
queria saber um pouco daquele rapaz, queria saber o porquê dele ter insistido
em ir vê-la e essa era a sua chance. –
Lui no bilhete tem o nome dele, pode começar hoje mesmo.
- Tem razão senhorita; irei
fazer isso agora mesmo – Ele colocou as flores em um vaso.
- Então vá Lui e me passe tudo
sobre esse rapaz.
- Certo – Lui se despediu e
saiu com o nome do Goten em mãos e foi para casa de Kiria.
Lui entrou na casa, depois foi
rapidamente ao escritório, ligou o computador assim que o sistema operacional
iniciou. Lui digitava rapidamente o site da faculdade, acessou o banco de dados
em uma velocidade incrível, vasculhou o nome Son Goten pelos matriculados.
Achou o nome do rapaz o
endereço, anotou em um papel, penetrou ainda mais no banco de dados da
faculdade ver o que tinha mais sobre o garoto, mas foi bloqueado e pego
hakeando.
- Droga – bateu com punho
fechado sobre a mesa. Pegou o papel, ergueu a altura dos olhos. – Pelo ao menos
tenho o seu endereço Son Goten – balançou o papel sorriu vitorioso, levantou-se
da cadeira, desligou o computador, saiu do escritório, saiu da casa trancado a
porta, olhou mais uma vez o endereço.
“Vou ter que ir de aeronave,
mas como ele vai para faculdade se mora tão longe?” Se perguntou, jogou a cápsula
que explodiu no ar, depois que a fumaça branca baixou, apareceu uma aeronave,
ele entrou e decolou em direção à montanha Paozu.
**********
O céu já estava avermelhado, os raios de sol já começavam
a se despedir dando boas-vindas à noite.
Goku assava um peixe do lado
de fora da casa, já que Pan tinha pedido. Ela estava sorrindo enquanto via o
seu avô cutucar a fogueira com um galho.
Videl estava sentada do lado
dele olhando o quanto a filha estava animada.
- Avô e avó sempre fazer as
vontades dos netos.
- Videl, o que eu posso fazer
se essa figurinha aqui gosta dos meus peixes assados – Goku esfregou os cabelos
negros da garota que estava sentada em seu colo.
- Oi pessoal – Gohan acabava
de unir-se a família, deu um beijo na esposa.
- Eca... – reclamou Pan com
nojo.
- Hum, esse peixe cheira bem,
pai - sentou-se ao lado de Videl.
- Fazia tempo que eu não
assava um – Goku riu-se e suas lembranças voaram para momentos que fizera
aquilo sozinho. “Realmente sua vida é boa, com uma família”.
Trunks pousa e vê, eles
reunidos ali no quintal, curtindo o anoitecer e as primeiras estrelas aparecer.
- Oi pessoal – cumprimentou
Trunks.
- Ola Trunks – cumprimentaram
todos juntos.
- Hum, esse peixe cheira bem –
moveu as narinas e fechou os olhos.
- Daqui a pouco está pronto –
respondeu Goku virando o peixe.
- O Goten está? –perguntou não
o vendo ali.
- Está no quarto, pode entrar
e subir lá - Goku cutucou mais uma vez a fogueira.
- Obrigada senhor Goku – o
garoto de cabelos lilás subiu entrou animado.
Lui chegou à montanha em sua
aeronave, demorou horas para chegar, aterrissou em um lugar mais afastado,
desceu da nave, apertou o botão a transformando em cápsula, há guardou no bolso
e começou a procurar pela casa.
“Ainda não entendo como ele
vai para faculdade, deve madrugar, pela distância que ele mora”. Pensava
enquanto caminhava procurando o endereço.
Assim que achou viu um grupo
reunido no quintal, mas não poderia deixar que ninguém o visse, afinal estava
ali para investigar.
Circunvagou os olhos pelo
local e achou um grande arbusto que daria para observar bem o grupo do lado de
fora comendo o peixe.
- Vovô seu peixe está uma delícia
– Pan lambia os dedos.
- Só tome cuidado com os
espinhos Pan – Videl viu Chichi se unir a eles com alguns petiscos e colocar
ali.
Lui olhava
em meio ao arbusto viu uma moça morena de cabelos curtos e negros, olhos azuis,
com um rapaz ao lado dela. Depois viu o Goten e um rapaz de cabelo lilás sentar
junto a eles. Estreitou bem os olhos para ver se reconhecia, pois eles pareciam
conhecidos.
- Não pode
ser... – falou ele reconhecendo os dois ali no meio daquele grupo.
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