Goten se jogou na sua cama com
o braço sobre a testa, suspirou fundo, ergueu uma da sobrancelha e pensou: “Por
que será que aquele cara está me seguindo? Será que a professora está mesmo
interessada em mim? Não, não, talvez seja só curiosidade mesmo, por eu ter sido
gentil com ela. Eu procurarei pelo ki dela quando ela sair do hospital”. Goten se levantou, puxou a cadeira e
sentou-se diante da escrivaninha, abriu o caderno e começou a olhar todo o
conteúdo.
- Por que eu entrei numa
faculdade? - se perguntou ele. – Porque eu fiz uma bendita aposta com o
Trunks... - respondeu a si mesmo e começou a ler, sem um pingo de vontade.
****
Já fazia uma hora que Trunks
voava na aeronave, o tédio tomava conta dele, odiava aquela coisa lenta, que
nunca chegava onde ele queria com a mesma exatidão se ele fosse voando, mas
tinha um passageiro que ele mesmo causou todo o alvoroço e esse mesmo
passageiro estava quieto de mais, amuado no banco do passageiro, olhando a
janela, aparentemente estava mais calmo. Ele olhava a paisagem pela janela da
nave, as arvores tão pequenas que pareciam algodões verdes e unidos em um lugar
só, deu um sorriso ao ver uma ave passar por eles.
Trunks olhou de canto, viu que
as calças ainda estavam úmidas em meio as penas, não conteve e sorriu fazendo o
homem o olhá-lo.
- Do que está rindo? –
perguntou ele com a sobrancelha erguida o olhando.
- Das suas calças – olhava
para frente enquanto segurava o volante. – Não teve tempo nem de ir ao banheiro
– riu novamente.
- Ora seu... A culpa é toda de
vocês que me fizeram gastar toda a minha gasolina.
Trunks parou de sorrir,
colocou no piloto automático, virou-se para ele e disse:
- Mas eu te salvei e ainda
estou te levando para casa, são e salvo – colocou os seus pés em cima do painel
de controle, os braços de trás da cabeça enquanto seus olhos azuis olhavam um
ponto qualquer pelo vidro transparente.
- Então está assumindo que me
fez de bobo?
- Humpf... – se ajeitou na
cadeira macia. – Por que segue tanto o Goten? – perguntou ele olhando o mesmo
ponto.
Lui remexeu na cadeira,
incomodado, olhou para a janela, olhou para Trunks que agora o olhava. Lui
suspirou fundo:
- Eu queria descobrir por que
ele se invocou tanto na Kiria – disse o nome da garota sem perceber.
- E alguma coisa dela? –
perguntou Trunks.
- Bem... – ele virou-se,
esfregou as mãos, meio nervoso, depois voltou a olhar o rapaz ao seu lado. – Eu
sou... O mordomo dela... – falou abaixando a cabeça
- Esperai – Trunks tirou os
pés do painel rapidamente, se endireitou na cadeira e o olhou com o semblante
surpreso. – Está me dizendo que é o
mordomo da professora? – perguntou intrigado, pensando no nome que Lui tinha
dito.
- Sim, foi isso mesmo que eu
disse – Lui olhou o vidro da nave, estava noite o céu cheio de estrelas e as
luzes da cidade do oeste já apontavam mostrando a beleza da cidade.
Trunks colocou a mão no
queixo, ficou pensativo um tempo.
“Não pode ser a mesma pessoa,
já que a garota da revista era linda, mas aquela professora tem algum dinheiro,
por que ter mordomo não custa barato.” Trunks ainda pensativo e Lui percebeu
que ele desconfiou de alguma coisa quando o ouviu dizer:
- Não pode ser a mesma
pessoa... –comentou mais para si mesmo.
Lui suspirou aliviado, o olhou
e disse:
- Me deixe no centro da
Metrópole está de bom tamanho, senhor Trunks – Lui viu que já sobrevoavam a
Cidade do Oeste.
- Olha senhor...
- Lui – respondeu o homem.
- Diz a Kiria que se ela
quiser o Goten vai visitar ela, daí ele mesmo pode explicar o que ela quer
saber. Ele não é uma pessoa má, só um
pouco ingenuo e tímido – Trunks parou no acostamento de uma das ruas.
Lui tirou o cinto de
segurança, abriu a porta da nave, desceu e antes de fecha-la disse:
- Muito obrigada pela carona,
Trunks – e já ia fechar a porta.
- Depois diga a Kiria para ela
deixar o Goten a vê-la – Trunks viu o homem acenar que sim com a cabeça, fechou
a porta da nave e começou a caminhar.
Trunks estava muito atrasado
para o seu encontro, voou com a nave a toda a velocidade para a sua casa, iria
explicar tudo a Maron o motivo do atraso.
****
No dia seguinte Lui já chegava
à recepção do hospital e assim que entra no corredor para ir ao quarto da Kiria,
ele encontra o médico.
- Bom dia senhor Lui – falou o
médico vendo com as mãos no bolso do jaleco branco.
- Bom dia doutor –
cumprimentou e o olhou. – E Kiria como está?
- Já pode levar ela para casa,
ela já está de alta – o médico tirou as mãos do bolso. – Ela só volta para
tirar o gesso e fazer a fisioterapia.
- A que notícia boa doutor, eu
vou agora mesmo levá-la para casa – Lui sorriu e caminhou rapidamente para o
quarto da garota, sem ao menos dizer nada ao médico.
O médico apenas sorriu e
continuou a caminhar pelo corredor.
Lui entrou no quarto e Kiria
sorriu ao vê-lo entrar.
- Pronto para me levar para
casa?
- Sim senhorita – ele pegou as
muletas e a ajudou a se levantar.
- Então descobriu mais alguma
coisa? – perguntou ela ajeitando as muletas debaixo do braço com a ajuda do
homem.
- Não... - ele abaixou a
cabeça se lembrando do que passou.
- Aconteceu alguma coisa Lui –
a moça já o conhecia bem de mais para saber que tinha algo de errado.
- Eles parecem saber que estou
atrás deles, ou algo assim. Parece que eles sentem.
Kiria sorriu gostoso e ele a ajudou
a ir caminhando pela porta.
- Conte-me tudo – ela o olhou
carinhosamente.
- Eles entraram em uma aero
nave, depois voaram e voaram e voaram, até acabar a minha gasolina, tive que
aterrissar, mas o mais estranho e que eles também estavam com a gasolina no fim
e não aterrissaram simplesmente sumiram das minhas vistas. – Lui a ajudava a
caminhar pelo corredor. – Pior fui perseguido por um dinossauro carnívoro. Eu não
sei de onde ele saiu, mas o Trunks Briefs me ajudou e me deu uma carona e ainda
me pediu para lhe pedir desculpas.
Kiria ficou pensativa, deu um
sorriso e Lui a ajudou a entrar no carro.
- Trunks disse para você
aceitar ver o amigo dele – Lui fechou a porta e entrou no carro e começou a
dirigir.
- Trunks não de desconfiou de
nada, não é Lui?
- Bem... Ele começou, mas disse que você era bonita demais
para ser a mesma pessoa.
- Hum... Os Briefs são bem
inteligentes, ele só não me reconheceu por causada feiura – Kiria sorriu alto.
- Vou descansar um pouco, relaxar em um gostoso banho e aproveitar que amanhã é
domingo e vou visitar esse rapaz chamado Goten. – Ela se ajeitou no banco do
carona. – Agora fiquei curiosa – viu Lui estacionar na porta de sua casa.
Lui a ajudou a descer e a
entrar, sua perna ainda tinha um gesso, mas o resto estava bem. Lui a deixou no
quarto e chamou a empregada para ajudá-la.
Depois de uns dias no hospital
que foram muito cansativos, Kiria foi dormir para descansar.
****
Goten estava treinando com o
seu pai, aquele domingo fresco, com os cheiros das árvores, do ar das montanhas
o deixava mais animado, teria um fim de semana mais sossegado. Ele já tinha
terminado com seus trabalhos da faculdade, agora estava no céu transformando em
super saiyajin e já se preparava para atacar o pai.
Goku também estava
transformado em super sayajin também sorria ao filho.
- O que está esperando Goten
me ataque – provocou ele.
Goten partiu dando socos e
chutes no seu pai, mas ele de defendia facilmente, o estrondo das energias eram
alto.
Goku conseguiu socar o filho e
fez ele se afastar.
- Seja mais atencioso Goten –
falou vendo o filho se levantar.
- Está bem pai – Goten se recuperou
e já ia partir para cima do pai quando ouviu:
- Vovozinho – uma menininha
voando em direção aos braços dele.
- Oi Pan, veio treinar
conosco? – perguntou Goku sorridente.
- O papai também veio – ela
apontou onde Gohan já pousava.
- Bom dia para vocês!
- Bom dia filho!
- Bom dia Gohan!
- Apanhando muito Goten? – riu
em tom de brincadeira.
- Não mais que você – riu ele
o provocando.
- Isso é um convite – sorriu
animado, fazia tempo que não espichava seus músculos.
- Eu sei que não gosta muito
de lutar, mas não negaria um treino com o seu irmão aqui – Goten sorriu.
- Oh! Claro que não – Gohan se
transformou em super sayajin e partiu para cima de Goten, enquanto Goku
ensinava a sua neta.
Estavam se divertindo ao modo
sayajin.
******
Kiria já se espreguiçava em
sua cama, puxou o ar e soltou, sorriu animada, apesar da perna engessada ela
iria visitar esse rapaz, queria ver onde ele morava e como vivia com a família.
Pegou um sininho sobre o
criado e o balançou; rapidamente uma empregada entrou no quarto:
- Deseja alguma coisa
senhorita.
- Sim – ela olhou o quarto
ainda escuro. – Me ajude a tomar um banho e a me vestir, depois peça que tragam
o meu café da manhã ao meu quarto. Também diz ao Lui para deixar a aeronave
pronta, irei visitar uma pessoa.
- Sim senhorita – a empregada
pegou um radio transmissor e comunicou com Lui e com as outras empregadas para
levar o café da manhã para ela e foi ajudá-la.
Alguns minutos depois Kiria
estava pronta, vestida de seu modo feio como sempre, sorriu vitoriosa e ouviu
alguém bater a porta.
- Entre – disse ela.
- Kiria, está pronta? –
perguntou Lui se aproximando.
- Sim, vamos falar com o meu
aluno – a garota sentou-se na cama com a perna engessada e viu Lui pegar as
muletas e ajudar ela a coloca-las em baixo do braço e caminhar para fora do
quarto até chegar à aeronave.
- Tem certeza que quer ir,
senhorita? – perguntou Lui. - Será uma viagem bem cansativa.
- Quero sim Lui, fiquei
curiosa com esse menino, somos quase da mesma idade – ela entrou na nave com a
ajuda do mordomo.
Lui deus os ombros, entrou na
nave e começou a dirigi-la.
****
Algumas horas depois Kiria já olhava
as montanhas pela janela, via o verde, os pequenos lagos, os bambus balançando
com o vento, as maravilhas naturais e o sossego que era aquela montanha.
- É lindo! – ela olhava para a
janela.
- Sim, apesar de ter
dinossauro que pode nos transformar em almoço – Lui riu dirigindo a nave.
- Goten deve sair bem cedo
para ir para faculdade, por que é longe demais.
Lui deus os ombros e
aterrissou a nave perto de uma das casas.
- É aqui senhorita – ele abiu
a porta e desceu, depois foi ajudá-la a descer.
Kiria apenas olhava a casa
modesta a certo modo, mas confortável de se viver.
- Ele não parece tão rico, Lui
– Kiria comentou e foi ajudada a ir até a porta.
- Não, eu só disse que eles
eram meio amigos do Briefs, e o Goten parecer ser cunhado da filha do mister
Satã, mas eu não disse que eles eram ricos.
- Olha o jeito de falar, Lui –
Kiria já caminhava para porta e bateu.
Chichi caminhou até a porta e
abriu, viu o homem e o reconheceu, olhou a moça e fez algumas caretas:
- Em que posso ajuda-los? –
perguntou ela com uma cara mais fechada.
- O Goten está? – perguntou
Kiria mostrando o par de metais nos dentes.
Chichi colocou as mãos na
cintura, curvou-se um pouco para frente:
- O que quer com o meu filho?
– ela estava um pouco brava.
- Eu sou a professora da
faculdade dele, apenas vim visitá-lo – Kiria mantinha a pose de educada.
- Ele não está em casa no
momento – ela tirou as mãos da cintura voltou ao normal. – Está pelas montanhas
vagamundeando com o pai – Chichi falou meio nervosa.
- Hum entendo – falou a moça
abaixando a cabeça.
- Gostaria de entrar e esperar?
- Chichi perguntou.
- A sim, mas eu gostaria de
esperar aqui fora, se não for muito incomodo.
- Claro que não – Chichi
começou a suar pela lateral da testa. – Aceita um suco, alguma coisa – ofereceu
Chichi vendo a moça ir para debaixo de uma árvore e sentando na grama.
- Não,
obrigada eu estou bem.
Chichi deu
os ombros e já ia caminhando para dentro de casa quando ouviu um estrondo, uma
fumaça branca subia aos seus e a solo deu uma leve tremida.
- O que é
isso? – Kiria perguntou olhando o local, a fumaça subindo através das árvores.
O suor
escorria pela testa de Chichi e olhou para o local, logo viu o rapaz subir no ar
e ficar flutuando e antes que a mulher a percebesse se jogou na frente chamando
a atenção de Kiria e disse:
- Meu
marido é muito criança. Ele adora brincar com aquelas bombinhas que sai fumaça
por todo canto.
Kiria
olhou a mulher desconfiada, mas aceitou a desculpa, sorriu e viu outra mulher
aparecer.
- Ola –
ela sorriu olhando a fumaça sumir aos pouquinhos.
Chichi agarrou o braço da moça
sem que Kiria pudesse responder e cochichou.
- Eu acho que os meninos não
sentiram os kis das visitas, pelo amor de Kami, Videl, vá avisá-los, por favor
– Chichi quase implorou a moça.
Videl fez um gesto de sim com
a cabeça enquanto via a moça olhar desconfiada par elas.
- Eu vou chamar o Goten para
você – gesticulou e viu a moça fazer um gesto de agradecimento com a cabeça.
Videl saiu disfarçadamente e
quando saiu das vistas da moça começou a voar em direção onde os saiyajins
estavam treinando.
Chichi voltou-se para o casal
que aguardava na sombra e olhava a paisagem das montanhas e disse:
- Não aceitam nada mesmo? –
Chichi queria disfarçar o suor ainda escorria na testa.
- Não obrigada, eu estou bem.
- Eu também estou bem – Lui
respondeu cordial.
Chichi deu os ombros e entrou
a casa.
- Bando de malucos, não é Lui?
– perguntou ela olhando para ele com desconfiança.
- Acha que tem algo mais aqui?
- Não só acho como eu tenho
certeza – ela olhava a casa simples, as árvores balançando com a brisa, os pássaros
voando, os dinossauros rugindo longe dali.
Alguns minutos depois Goten
aproximava-se da sua casa, junto com o seu pai, seu irmão e sua sobrinha. Viu a
moça sentada sobre a grama, com a perna engessada, o homem de um lado e as
muletas do outro.
- Professora! – ele soou
surpreso e foi até ela.
- Olá Goten, tudo bem? – ela o
cumprimento.
- Estou ótimo e a senhorita? –
ele perguntou a olhando meio rubro.
- Como pode ver, estou me
recuperando.
- Isso é ótimo! – ele falou
animado. - Deixe-me apresentar – ele apontou uma das mãos para um lado. – Esse
é o meu pai, Son Goku.
- Muito prazer, senhorita –
Goku sorriu a ela e a ficou olhando.
- O prazer e todo meu, senhor
Son.
- A senhorita é muito bonita.
Kiria sorriu e se perguntou:
“Será que ele está mesmo enxergando bem?”.
- Obrigada senhor Goku – ela
mostrou os seus dentes cobertos por metal.
- Esse é meu irmão – ele
apontou para o outro lado.
- Professor Gohan! – ela o
reconheceu, empurrou os óculos tentando disfarçar.
- Kiria seja bem vinda a nossa
casa – ele deu um sorriso ela.
- Obrigada professor – ela o
encarava, estava com medo dele falar a verdade ao irmão.
- Não sabia que era você a
professora do Goten – Gohan reconheceu a aluna.
- A sim, agora sei por que ele
é tão gentil – ela viu a morena aproximar.
Kiria torcia para que Gohan
não comentasse nada.
- Gohan, vamos deixar os dois
conversarem as sós – Videl o puxou pelo braço. – Venha Pan.
- Mas mãe eu queria... – Pan
fez biquinho.
- Anda logo Pan – Videl fechou
o semblante e a garotinha os acompanhou.
- Foi bom te rever Kiria – Gohan
ainda era puxado pelo braço por Videl e olhava para trás, depois iria falar com
o seu irmão.
- Vou ver o que a sua mãe está
fazendo para o almoço – Goku saiu de fininho e entrou na casa.
Kiria olhou para o Lui e ele
entendeu perfeitamente o que ela queria ficar ali com ele, a sós.
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