Chichi voltou novamente até
onde Goku estava e o viu dormindo ali no meio daquela calma.
- Como ele consegue, acabou
de acordar - ela sorri e cutuca-o com o pé.
- Acorda preguiçoso, você
vai me levar na casa da Bulma.
Goku se mexeu um pouco,
abriu os olhos lentamente e viu a morena com suas roupas azuis e vermelhas
chinesas, de cabelos amarrados e com a sapatilha. Era a roupa dela de luta.
Suspirou fundo se levantou e
a agarrou pela cintura trazendo para perto de si.
- Voando ou tele transporte?
- Tele transporte - ela
estava ansiosa, o que fez Goku não gostar muito.
Goku levou os dois dedos a
testa e concentrou-se no ki de Vegeta e Bulma.
Goku apareceu de frente ao
casal fazendo Bulma se assustar.
- Continua mal educado como
sempre - ela protestou de cara feia.
- Desculpe - ele esfregou a
nuca e soltou Chichi.
- Olha só! A cafona veio
mesmo - Vegeta a olhou e viu a determinação nos olhos dela.
- Ainda não entendo por que
quer lutar com a Chichi Vegeta, ela é uma guerreira, mas não é poderosa como
vocês e...
- Eu sei Bulma, mas será
interessante saber o que a esposa do Kakarotto aprendeu no outro mundo - ele
sorriu de lado olhou novamente para a
mulher de seu amigo. - Me acompanhe cafona.
- Vegeta...
- O que é verme insolente.
- Não machuque a Chichi -
ele falou preocupado.
- Prometo não deixar ela
muito machucada, Kakarotto - e riu o vendo fechar o semblante quase indo para
cima dele de raiva.
Goku viu os dois entrarem
pelo corredor e ficou apreensivo.
- Vai dar tudo certo amigo -
Bulma tentava amenizar a agonia dele, mas ela também estava preocupada.
*****
Vegeta caminhou até á
maquina de gravidade e aumentou para dez.
- Creio que tenha treinado
na gravidade dez vezes maior que a Terra.
- Sim - ela respondeu
sentindo o corpo pesar.
- Ótimo - ele se colocou em
posição de luta e ela também.
Chamou com a mão com aquele
sorriso lateral dele.
Chichi partiu para cima dele
com toda a velocidade que podia alçar dando chutes e socos bem centrados.
Mesmo defendendo Vegeta se
sentiu satisfeito com o porte dela, agora ele entendia por que Kakarotto morria
por ela.
Ela era uma guerreira nata,
lembrava muito as sayajins do seu planeta pelos cabelos pretos, pele branca só
faltou à cauda.
Ele sentia socos e chutes
deferidos a ele, ela parecia tentar achar uma brecha, mas ele tinha o mesmo
modo do seu marido quando fez um pequeno treinamento com ela. Foi ai que ela
entendeu o que ele queria lhe mostrar. Sorriu gostando da sensação.
Afastou-se um pouco e
escutou o sayajin marrento.
- Já cansou, cafona? - ele
partiu para cima dela em ataques corpo a corpo enquanto ela também se defendia,
porém sabia que ele não usava nem um quarto do seu poder com ela, pois se
usasse a mandaria longe.
Ela sorriu, o encarou de uma
forma séria e passou os punhos em meio os braços dele dando um soco e jogando
ele um pouco mais distante.
- Ora, ora, conseguiu me
acertar - ele se levantou fez o vento soprar só com o braço a mandando contra a
parede da sala gravitacional.
Chichi bateu com as costas
na parede, caiu no chão, gritou em dor, mas ergueu furiosa.
Juntou as mãos e lançou
energia em direção a ele.
- Ela aprendeu soltar energia
- ele riu sarcástico. - Mas ainda não está bom e assim que se solta energia.
Ele lançou em direção a ela
e Chichi tentou bloquear com os braços, porém não conseguiu muito, sentiu os
braços queimando tirou os da frente e foi lançada novamente caindo no chão.
Gemeu baixo, se ergueu
sentiu o gosto de sangue na boca passou a mão, viu o sangue em seus braços,
pois não esperava que ele usasse uma energia assim.
- Acho que os deuses foram moles
de mais com você - ele riu, viu que ela havia se ferido um pouco, mas viu a
determinação nos olhos dela.
Ela partiu para cima dele
com chutes, socos, mas nenhum o acertava, ela parecia se perder na raiva.
Sentiu-o acertar ela, jogar
para longe de novo, sentiu seu corpo no chão. Levantou-se com certa
dificuldade, olhou vendo a imagem do sayajin embaçada diante de si.
Vegeta foi até a maquina,
desligou a gravidade.
- Parabéns cafona, você pode
lutar ao nosso lado, só não sei se sobrevive - ele foi caminhando para a porta.
- Não terminamos ainda - ela
o encara de forma determinada.
Vegeta viu nela uma sayajin
de sangue puro num corpo de uma terráquea.
- Se você se machucar mais, vou ter que lutar
contra Kakarotto com todas as minhas forças e acho que você não vai querer
isso, vai? - ele saiu da sala e ela saiu logo atrás. - Mas admito, você
conseguiu manter uma luta razoável comigo - ele riu sarcástico. - Porém seu eu
usar todos os meus poderes - ele deu um sorriso lateral a deixou ali e foi para
o seu quarto.
Goku viu Chichi aparecer,
correu até ela e abraçou.
- Ai! Goku não aperte muito.
- Ele te machucou? - ele
perguntou preocupado.
- Só uns amassados e um
corte - ela mostrou a boca.
- Eu vou... - ela o parou.
- Eu aceitei o desafio,
também tenho que aceitar as consequências - ela deu um sorriso sentindo dor. -
Vamos a um hospital - ela o viu pegar ela no colo e a levando para o hospital,
nem se despediram da amiga, já que Goku estava preocupado com ela.
Goku a levou ao hospital,
mas não acharam nada quebrado, apenas alguns hematomas e roxos.
Goku a levou para casa e a
deitou no cochão delicadamente.
Ela olhou para ele com carinho.
- Eu treinei para ajudar você
em suas missões, mas vi que ainda estou longe de ter o mesmo nível que vocês,
então Goku pode me treinar - ela o encarava sério.
- Chi, você não é uma
sayajin e...
- Eu sei, mesmo assim de
agora em diante eu quero estar ao seu lado até nas lutas.
Goku sorriu, tocou-lhe os lábios
delicadamente para não machucar mais e deu-lhe um beijo terno.
Estava orgulhoso dela, sabia
que ela poderia ajudar algum dia, mas temia em pensar em vê-la morta de novo,
porém ele sabia que não podia interferir. Afinal ele sempre levou a vida dele
do jeito dele, não podia proibir a esposa, a mulher que sempre o fez feliz.
Sorriu acariciou os cabelos
negros e ficou vigiando o seu descanso depois de um pequeno treino com Vegeta.
Nada podia mudar. Nada podia tirar ela dele novamente, pelo ao menos agora não.
Chichi voltara do outro
mundo, mas para ficar mais ainda no seu coração, e com certeza estava
conseguindo, ainda mais depois de tudo, ela ficaria eternamente dentro do seu
coração.
****
Yana havia chorado horrores
por ter visto o seu herói com a esposa, pois sabia que com ele não teria mais
chance alguma, porém se lembrou de um rapaz. Sim ele lembrava bem o pai, era
solteiro e muito bonito, talvez pudesse tentar alguma coisa com ele, afinal
poderia ficar na mesma família.
Ela se arrumou toda, e foi
dar uma volta perto da faculdade onde ele estudava, afinal já tinha ouvido
algumas vezes ele falar onde estudava.
Ficou ali por perto e
esperou até vê-lo, e logo ela o viu.
- Goten! - ela acenou e ele
a olhou.
- Olá Yana, quanto tempo! -
ele sorriu a garota o mesmo sorriso do pai. - O que faz aqui?
- Eu estava dando uma volta,
então me lembrei que você estudava aqui - ela deu um sorriso tímido a ele.
- Legal - ele olhou e viu a
garota se aproximar.
- Demorei muito Goten?
- Não Parz - ele deu um
beijo nela.
Yana suspirou fundo e pensou
realmente não tinha sorte com aquela família, discretamente e disse:
- Foi bom te ver Goten - ela
se despediu e o deixou ali.
Parz perguntou quem era e
ele contou, eles saíram conversando.
Yana andava cabisbaixa,
quando deu de cara com um rapaz trombando com ele.
- Me desculpe eu estava distraída
- ela o olhou e viu ele lindo, cabelos ruivos, olhos verdes e um pouco rubro.
- Eu que peço - ele ficou
meio tímido, mas começou a conversar com ela já que tinha sido uma trombada,
Bom era um começo, talvez
Yana esquecesse tudo que aconteceu com ela e a família Son, Talvez um amor
surgisse desse encontro, talvez sua vida tivesse um final feliz de agora em
diante.
Fim.