domingo, 31 de maio de 2020

Capitulo único


Em uma onde se tinha vários bailes, nas cortes reais, onde os nobres sempre se reunião para beber, dançar e festejar por qualquer motivo para os nobres esbanjar e esnobar toda a sua fortuna para os demais que estavam prontos há comer e beber de graça era uma alegria só.
            Naquele dia Bianca e Seine curtiam o baile da corte tomando um bom vinho enquanto conversavam sobre os negócios que estavam fazendo com a família de Bardiom famosos por ser os melhores exportadores daquela época enquanto Seine era o melhor comerciante para tratar dos valores de exportação.
Rindo e conversando Baidom não tirou os olhos da esposa de Seine, Bianca, uma bela mulher de cabelos cacheados e castanhos, sua pele alva e seus olhos amendoados atraiam muitos olhos e sem perceber Seine conversava animado com o Bardiom.
- Meu bem eu vou ao toalhete – ela pediu licença e saiu.
Não demorou muito Badiom deixou o seu “amigo” e foi a procura da mulher que era encantadoramente linda e não sabia por que havia se casado com um comerciante de pele parda, cabelos cacheados e nada bonito.
Ele encontrou conversando rapidamente com Piane uma amiga contemporânea de baile.
- Com licença senhorita, me de a honra de conversamos.
- Desculpe Bardiom mais meu marido que entende das rotas comerciais, creio que seu assunto seja com ele.
- Cara senhora Bianca, preciso ter uma conversa a sós para que depois convença Siene para mim.
Curiosa Bianca o seguiu até o jardim da casa do Barom Dante e disse:
- Diga me rápido, afinal uma mulher casada, não pode ser vista conversando com um homem longe do seu marido.
- Não tenha pressa senhora Bianca – ele tomou a mão dela e beijou.
Ela puxou rápido e disse:
- Vamos diga logo qual é o assunto que passarei para o meu marido – ela fechou o semblante enquanto Siene procurava pela esposa no baile e não demorou muito para ele ver da janela os dois no jardim e o exportados a puxando com força para perto de si, mas ele não percebeu, seus olhos viram outras coisas que fizeram ele ficar sego e com raiva ele foi para o jardim e com toda força e brutalidade ele a puxou enquanto ela tentava explicar o que estava ocorrendo ali no jardim, mas nada o fazia escutar, então ele a jogou no chão do baile com ela em prantos e disse:
- Encontrei minha mulher com o Don Bardion em adultério, estou me divorciar dela nesse momento por que ela não merece mais nada.
Bianca foi humilhada no meio de todos e sem poder se explicar ela apenas chorava o olhando e só via sego pela raiva.
O baile naquele momento acabou e Bianca estava sozinha chorando no meio da sala.
- Minha filha... Vá para casa – uma das criadas ficou com dó da mulher que apenas se levantou e saiu andando pela chuva só com sua roupa de corpo.
Ela queria explicar para o marido que o homem a atacou a força, fora algumas vezes em sua casa para falar com seu marido que era seu anjo, mas ele nunca a ouviu. Só com a roupa do corpo, com fome ela vagava pela cidade sendo mal falada por todos os lados, cansada ela pediu uma carona em um barco, mas infelizmente ela foi morta por homens que tentaram a estrupar.
O tempo se passou Siene encontrou a amiga de longa data de Bianca que percebeu o homem velho e solitário.
- Então meu amigo você falou com Bianca sobre o acontecido.
- Aquela mulher morreu para mim naquele dia, depois de tudo que eu fiz para ela, tudo, ela me trair na frente de todo mundo.
- Então vocês não voltaram?
- Não e nem voltaria.
- Deveria, pois Bianca nunca te traiu aquela noite?
- Como assim? Eu vi, com meus olhos – ele estava sem entender.
- Antes de você chegar eu fiquei olhando de longe e ouvi toda a conversa de Dom Badion com ela e ele a forçou a abraça-lo e a estar com ele, mas ela tentou gritar e berrar, mas com toda aquela música alta, ninguém a ouviu e você viu ele a forçando mais não percebeu que ele tentava algo a força. Achei que você tinha ouvido a versão dela, mas pelo visto você preferiu fazer aquela cena no baile e viver as segas.
Siene ficou confuso com que a baronesa Liana amiga de longa data te contara, mas agora era tarde de mais para se resolver esse mal entendido, porém ele procurou por Bianca para tirar satisfação e a ouvi-la, mas descobriu de sua morte a anos atrás e ele não sabia conviver com tudo em sua cabeça. Decidiu sair em uma viagem para que seu resto de vida solitário não se tornasse tão pesado, mas morreu no caminho cansado pela idade.
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Diana era uma menina doce e meiga, animada e sincera vivia em uma época onde já se usava calça jeans e que mulheres eram independentes. Com seus 25 anos trabalhando sorridente ela encontrou um homem moreno, mais ou menos de sua idade, terno bem passado e impecável, ao mesmo tempo que sentiu que o conhecia, senti um certo incomodo dentro do seu coração.
O homem a viu e sorriu a ela vendo seus olhos amendoados e meigo, doce e seu sorriso alegre e assim que terminou a reunião com seu chefe a convidou para almoçar.
Por algum motivo ela aceitou.
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Sentaram-se no restaurante e começaram a conversar, e conforme ela ia conversando vinham uns flashs estranhos na cabeça dele, que pareciam reais, mais de um tempo que ele nem sabia se tinha vivido.
Ela amou ter conhecido ele, começaram a sair e Roberto sentia que Diana tinha algo com ele, algo que pela sua religião poderia ser algo de alguma outra vida então depois de namorar a um tempo ele a convidou para fazer uma terapia de vidas passadas e foi nesse momento que ele descobriu que ela era Bianca e que ele tinha que concertar o mal entendido de uma vida que já tinha ido embora e depois de voltarem a terapia em sua casa sentados um em cada canto do sofá Roberto resolveu dar a palavra.
- Eu devia ter te ouvido, nunca imaginei que fosse ficar tão sego – ele sentou-se calmamente ao lado dela e pegou em sua mão.
- Estamos em outra vida meu bem, vamos viver essa vida juntos, afinal você sempre foi o amor da minha vida – ela o beija com toda a ternura e carinho sentindo o amor de Roberto que a séculos ela sentiu e que agora estava de volta ao seus braços e poderia viver tranquilamente sem mal entendidos.

Capitulo único



Em um país muito conhecido por ter tirados negos para ser levados as terras das américas para ser escravos bem no meio de estado chamado Nigéria, escondido de toda a população humana havia uma tribo de negros chamados Oriene.
Nessa tribo o rei tinha descoberto muitas riquezas que ele não sabia que eram riquezas, mas para ele era e seu povo sempre era próspero e escondido de toda a humanidade onde só tinha acesso por eles mesmo por trilhas e barcos pequenos que eles utilizavam para pescar, caçar, procurar pedras bonitas para os adereços das mulheres da aldeia e se locomover pela mata.
Poderia acessar por céu, mas a época ainda não existia helicópteros, nem carro, nem aviões. Mal haviam barcos motorizados e os que tinham eram construídos por esses negros que viviam nessa tribo, tudo era novo para eles e então e nesse momento que começa a lenda.
Em uma noite de lua cheia com o céu carregado de estrelas Mariene sente forte dores e começa a entrar em trabalho de parto o rei seu esposo Obae fica preocupado e manda chamar a parteira da tribo e logo a mesma chega em sua cabana para fazer o parto.
Todos da aldeia estavam ansiosos para a chegada do filho do rei da aldeia.
Após algumas horas a Mariene dá à luz a duas crianças, uma negra como a escuridão da noite sem nenhuma estrela e a outra branca como as nuvens do céu durante o dia.
A parteira entregou as meninas gemias a Mariene e o rei então disse:
- E certo o que eu estou vendo? – ele perguntou em um linguajar africano que só eles compreendiam.
- Eu não sei, melhor chamar o curandeiro da aldeia – ela olhou a Mariene cuidando das filhas e mesmo que fossem diferentes ela as amava igual.
Não demorou muito o curandeiro chegou à cabana do rei e viu as garotas no colo de Mariene mamando.
Ele ficou muito assustado afinal nunca tinha visto isso acontecer durante sua vida e olha que já vivera muito.
- Essa garota não pode ficar aqui, é um mal presságio dos deuses, se ela ficar causara catástrofe em nossa aldeia.  – o curandeiro da aldeia falou junto a Mariene.
- Como uma criança pode trazer catástrofe? – ela ficou meio sem saber.
- Magestade essa criança que não é negra não pode ficar na aldeia é um mal presságio.
Mariene olhou seu marido e ele nunca deixava de ouvir o curandeiro e pediu para que todos saíssem e os deixassem a sós.
- Minha amada, não sabemos o que isso significa, temos que ouvir o curandeiro, ele sabe das coisas.
- Mais meu amor ela também é nossa filha – ela passou sua mão no rosto da menina e ela abriu os olhos mostrando o azul da cor do céu.
- Olha esses olhos, são estranhos, a cor dela também é estranha, não sabemos o que os deuses pretendem, mas melhor não deixa-lá aqui.
Mariene deixou uma lagrima cair em seus olhos e afagou a menininha recém nascida.
- Eu te amo mesmo você sendo de cor diferente – ela entregou para o marido e o mesmo colocou em uma cesta e saiu a noite levando a criança pela mata sem saber o rumo que ia tomar a menina.
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            O rei caminhou por uma trilha por hora e horas que o dia já havia amanhecido e então colocou o cesto em formato de barco no rio.
            - Nos perdoe minha menina, se cuida e fica bem e que um dia o ciclo possa trazer você de volta.
            O rei colocou a criança no rio e ela começou a ser levada o rei retornou a sua aldeia com a fé de que nada de mal poderia acontecer.
            Depois ele caminhou de volta pela trilha e quando chegou novamente a aldeia já estava escurecendo.
            Ele entrou em sua cabana e viu sua esposa amamentar a outra criança e disse:
            - Será que foi certo?
            - Eu não sei meu amor, mas eu a amo independente de como ela tinha nascido – Mariene chorou copiosa no ombro do marido.
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            O  cesto barco navegou rio abaixo sem rumo, com o choro de uma criança ecoando pela floresta, foram dias, noites e a criança com fome, sede e suja e logo ela encostou em uma barragem com uma casa solitária e foi nela que a criança encontrou uma senhora que ouviu seu choro e caminhou até a barragem e a pegou a olhando.
            - Oh! Como uma garota branca esta em meio os negros em – ela sorriu balançando a garota em seus braços e começou a cuidar dela.
            A mulher era uma velha bruxa negra que morava sozinha e começou a cuidar do bebê deu ate um nome a ela Yonarxim aquela que vem do rio.
            O tempo foi se passando e Yonarxim foi crescendo e mudando a cor da sua pele para um moreno mais acentuado e tomando belas curvas, além de ficar com seus belos olhos azuis que lembrava o seu. Ela aprendeu vários tipos de cura com aquela senhora, mas com o tempo descobriu que tinha um poder oculto o poder de sensualizar, fertilizar, além de saber decifrar qualquer tipo de pedra preciosa sem saber se era realmente valiosa, além de dominar todos os rios e cachoeiras do local, ela pode trazer o sol e a chuva quando ela bem entender.
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            Na aldeia Yansanai também crescia alegre com a família real que continuava do mesmo modo, porém Mariene nunca esquecera a filha que por ser diferente poderia ser um mal presságio e naquela noite ela olhava o céu negro carregado de estrelas orando para que sua menina estivesse bem e a salva, afinal ela a amava, e nunca deixou de ama-lá mesmo que não pudesse ter ao seu lado e o rei vendo ali olhando as estrelas disse:
            - Quem sabe ela não vire uma Deusa bela e olhe por nós – Mariene abraça o seu marido Obae com um sorriso nos lábios pensando que sua filha poderia ser uma deusa e poderia olhar por eles.
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                        Muitos anos se passaram e o rei perto de morrer ouviu sobre a lenda de uma deusa chamada Yonarxim.
A lenda diz que é uma deusa que foi enviada aquela tribo para trazer prosperidade e abonança aquele povo, mas o rei ficou com medo de sua cor diferente, afinal não conhecia, não sabia, não existia ninguém ali de olhos azuis e pele morena cor de jambo mas que tinha nascido branca como leite.
            Yonarxim ficou isolada nessa casa até descobrirem que ela era uma deusa mandada por um deus chamado Galion para ajudar o rei Obae, por ele ser muito generoso com seu povo, mas agora Yonarxim é do povo de toda a Nigeria e ajuda com os seus poderes todos que precisam e vai onde eles a chamam, para curas, para acolher as crianças que nascem e quem chama ela colhe com amor e sabedoria para cuidar, afinal era fora acolhida em um lugar que ela jamais imaginava que ela fosse parar.


terça-feira, 26 de maio de 2020

Capitulo único.



         O dia estava nublado, chuvoso e sombrio, como se a qualquer momento o céu fosse desabar em água e ele caminhava com a sombrinha em uma das mãos erguida, na outra uma pasta preta. Vestido com um sobretudo preto aberto na frente, uma camisa de maga curta em tricô em branco e azul, uma calça preta semi-social, um sapato preto muito bem engraxado.
O tempo naquele dia não estava ajudando em sua jornada de todos os dias e tudo parecia ter dado errado, juntamente neste dia frio, chuvoso e nublado. Seu carro estragou, o uber cancelou todas as viagens que ele tinha pedido, o aplicativo do pop estava fora do ar, a internet estava ruim para tentar olhar o horário do ônibus então ele resolver caminhar naquela chuva para ir para o seu trabalho era uma distancia bem grande e a chuva não parava apesar de estar fina.
Ele caminhava rapidamente, pois havia avisado seu chefe que ia se atrasar e do dia cheio de coisas que pareciam estar contra ele ir trabalhar.
Caminhando passos apressados ele estava chegando perto de um cemitério de muros brancos, portão preto e aberto, os túmulos espalhados em fileiras com espaços para as pessoas passarem e visitar seus entes queridos que haviam partido para vida eterna.
E João por mais que passasse ali nunca tinha reparado a arte daquele cemitério, muito menos os mausoléus e suas esculturas impecáveis que ficavam lá dentro, foi nesse momento que ele parou de frente o portão e ficou olhando para dentro, não sabia por que mais justamente naquele dia chuvoso, nublado e frio. Ainda parado ele se esqueceu completamente que estava atrasado e começou a entrar no cemitério bem lentamente observando túmulo, por túmulo e sua beleza naquele dia que parecia improprio para ele.
Depois de um tempo andando João viu uma mulher com um guarda chuva todo preto, um vestida em um vestido todo preto longo até os pés, com um decote em v no busto, com alças finas mostrando sua pele branca como a neve, olhos delineados em preto, sombra preta, seus olhos azuis como a cor do céu e em seus lábios destacava o batom vermelho, realçando o seu rosto.
Ela passou por ele e sussurrou
- A vida é muito curta para não usar batom vermelho, e também é a cor do pecado – ela deu um sorriso de lado chamando a atenção de João que não parou de olhar um só segundo até ela sair pelo portão e sumir virando para o lado direito do muro branco.
João continuou a caminhar pelos túmulos e logo se deparou com o túmulo com a foto da mulher que viu saindo para fora do cemitério e olhou seu nome.
“Maria Eduarda, filha amada e que achava a vida curta de mais para não usar batom vermelho e que era a cor do pecado. Data de Nascimento 10/05/1980, falecida em 18/10/2015”.
João arregalou os olhos de frente o túmulo e realmente aquele dia não fora nada comum, principalmente chuvoso e frio.  Ele não sentiu medo, mas se lembrou que tinha que caminhar para o trabalho e começou a caminhar de volta em um dia incomum que tudo deu errado, mas que ele tinha visto a fantasma mais linda naquele dia que realmente estava sendo incomum.