domingo, 28 de setembro de 2014

Arrependimento


Goten esperou o seu pai continuar a dizer...
- Sua mãe sempre reclamou de mim, e com muita razão...
- Pai...!
- Não me interrompa, pois você também tem razão - algumas lágrimas saíram de seus olhos. - Eu era criança quando conheci a Chi... Fiz a promessa de me casar com ela achando que era alguma coisa de comer, mas tudo andou de forma diferente e eu a vi uma ou duas vezes depois do dia que eu fiz a promessa... Fomos nos ver mesmo no torneio de artes marciais... Ela tinha se tornado uma moça linda que nem a reconheci... - ele fez uma pausa se lembrando daquele dia. - Ela lutou bravamente comigo, com aquele jeito nervosinha que ela tinha, me lembrou da promessa e foi ai que nos casamos, mas naquela época eu nunca soube direito como era ter uma vida de casados, até que ela me ensinou como era uma lua de mel e por que aconteciam coisas com o meu corpo quando eu estava com ela. Depois veio o Gohan, quatro anos depois descobri a minha origem e a partir daí eu nunca dei atenção devida a sua mãe... - Goten o abraçou o pai e sentiu as lágrimas dele molhar a camisa. - Eu fui um péssimo pai pro Gohan, para você e um péssimo marido para Chi... -  ele afundou o seu rosto no ombro do filho, molhando a camisa dele. - Eu á deixei sete anos sozinha, cuidado de você e do Gohan...
- Ei pai, não foi culpa sua. O senhor só queria nos proteger.
- Se ela tivesse se casado com um terráqueo legitimo, ela estaria aqui, cuidado de vocês e não teria morrido... Eu não a protegi, não pude, nem com esse poder todo.
- O senhor fez o que pode - Goten também deixou algumas lágrimas cair. - Vamos pai, vamos erguer a cabeça e seguir em frente - ele suspirou fundo, afinal ainda era o primeiro dia sem a sua mãe ali.
Goku sentiu-se ainda mais arrependido, pois foram varias falhas e vários deslizes.
Goten se afastou de seu pai e ficou em silêncio, não tinha mais palavras e não sabia como consolar o pai, não sabia o que dizer apesar de tudo ele entedia todos os motivos do pai ter deixado a família de lado e sempre soube que sua mãe o dividiu com o universo, ele tinha sido designado para ser o herói, o salvador, mesmo que ninguém soubesse de suas façanhas.
Goten o encarou em seus olhos e soube naquele momento o quanto o seu pai sofria, soube o quanto ele se arrependia de tudo, mas agora não tinha mais volta, era erguer a cabeça, seguir em frente e continuar.
- Pai, Goten! - uma voz chamou lá em baixo.
- Vovozinho! - Pan estava junto com o seu pai enquanto os dois subiam a escadas e Gohan bateu a porta do quarto antes de entrar e Pan já foi entrando que nem uma louca e abraçou o seu avô.
Goku permanecia ainda em silêncio, os olhos marejados e olhou para o seu filho.
Gohan viu o seu irmão e sabia que aquele olhar era de que seu pai não tava nada bem.
- Pai! Eu sei que não é fácil, mas quando o senhor morreu na luta contra o Cell, a mamãe ficou uns três dias nesse quarto chorando abraçada ao seu travesseiro, mas depois ela ergueu forças e continuou, agora é a sua vez - Gohan o encarou também.
- Vovozinho o senhor nos tem, sua família.
- Você cuidou do seu irmão muito bem Gohan e é um ótimo pai.
- Sim, assim como você, pai, se fosse preciso eu faria o mesmo para manter a minha esposa e filha a salvo, mas não é necessário de momento, mas eu treino quando dá para não perder o ritmo. - ele abraçou o pai, a filha e o irmão. - Sei que não será fácil, mas vamos superar essa, juntos - ele também deixou algumas lágrimas cair. - Agora vamos jantar, a Videl fez uma comida quentinha para gente.
- Não estou com fome - Goku suspirou fundo.
- Son Goku sem fome, essa é novidade para mim - riu os três quebrando o clima de tristeza.
- Vamos comer avozinho só um pouquinho - Pan sentou-se em seu colo.
- Só um pouquinho - ele deu um leve sorriso a ela e vestiu o sua roupa.
Os três logo saíram para jantar na casa de seu filho mais velho.
Eles comeram em silêncio e Goku mal comeu o que foi estranho para os seus filhos, nora e neta.
- Não vai comer mais vovô? - perguntou a garota olhando o seu avô.
- Estou meio sem fome - ele se levantou e já ia sair pela porta.
- Fica mais pai - Gohan queria que ele ficasse, mas o sayajin de sangue puro apenas olhou de um modo que Gohan entendeu que ele queria ficar sozinho.
Goku saiu e foi para sua casa, tirou a sua roupa e se jogou na sua cama, abraçado ao travesseiro e ao vestido de sua esposa, queria muito superar, mas era difícil, sentiu as lágrimas escorrerem novamente pelo seu  rosto até adormecer em cansaço.
*****
Os dias se passavam rapidamente, logo se passaram alguns meses, e Goku continuava comendo mal, se martirizando, se sentido culpado, arrependido e sem animo de seguir em frente. Sempre tentava sentir o cheio dela nas roupas, sempre olhavas as fotos e o quanto foi ausente, principalmente depois que o Goten nasceu e o quanto o seu filho mais velho havia se tornado responsável rápido de mais por culpa dele, por ele ter decidido ficar sete anos no outro mundo e depois uns anos treinando Oob, mesmo indo visitá-los e tentar ficar o máximo de tempo com ela, ele se sentia arrependido, se sentia só e se perguntava mentalmente varias e varias vezes:
"Como a Chichi conseguiu superar esses sete anos aqui, só com os meninos".
Suspirou fundo olhou uma foto sobre a cômoda, onde ele estava com Gohan nos braços e Chichi ao seu lado abraçado a ele, com um sorriso terno no rosto. Ele passou a mão sobre o vidro do porta retrato, sentiu o seu coração doer, pois sentia falta dela, como nunca sentira antes, mesmo em suas viagens, ou suas mortes ele sentia a sua falta, mas ele sabia que ela estaria ali esperando por ele, mas agora era diferente, pois ele não tinha mais ela para esperar e sentia muita falta das broncas, das caricias, do calor dos seus corpos juntos, dos momentos que sempre tinham juntos. Continuou acariciando com o dedo, tentando sentir algo que ele não tinha mais.
Sentiu uma lágrima escorrer pelos seus olhos, sua dor não passava e Goten mesmo com a ajuda do seu irmão, não sabia mais o que fazer com ele, pois ele não reagia, não voltava o seu jeito alegre e animado de ser. Eles nunca imaginaram que o pai fosse tão apaixonado se culpasse tanto por todas as coisas que ocorreu durante a  sua vida.
Goten suspira olhando a fresta da porta e sua única solução é falar com a amiga de seu pai, pois não sabe mais o que fazer com ele, não sabe como animá-lo ou deixar de lado todo o arrependimento e culpa que sentia.
Fechou a porta vagarosamente e saiu a toda velocidade para a casa da Bulma.
Assim que chegou lá pousou no solo e antes que pudesse apertar o interfone à porta se abriu.
- Olá Goten - disse o rapaz ao ver o seu amigo.
- Oi Trunks, sua mãe está por ai? - Trunks deu espaço para ele entrar e o mesmo foi entrando.
- Não Goten, ela foi à Corporação Cápsula resolver umas coisas, por quê? Aconteceu alguma coisa?
Goten se jogou no sofá, suspirou fundo, passou a mão no rosto e viu o amigo se aproximar, então disse.
- Eu não sei mais o que fazer com o meu pai... - nesse momento Vegeta que em vinha pelo corredor e parou atrás da parede para ouvir.
-Ele ainda está mal por causa da tia Chichi?
- Acho que só não está pior por causa da Pan, ela vai lá e insiste muito para ele sair daquele quarto, até que consegue um pouco de atenção, mas ele não treina mais, não come mais da mesma maneira, está sempre se lamentando do que fez e que não devia ter feito. Gohan nem vai lá em casa mais por que a única conversa civilizada que ele tem conosco e como deveria ter passado mais tempo com a mamãe e que ele é culpado de tudo que aconteceu e por ai vai. A única que ele tenta não lamentar é a Pan, mas ele não age da mesma maneira...
- Já tentou o chamar para uma balada, alguma coisa assim?
- Já, ele não vai, toda vez que nos vamos sair eu o chamo, mas ele quer ficar enfiado naquele quarto, eu realmente não sei mais o que fazer.
Trunks ficou sem palavras e Vegeta deu um sorriso de canto e saiu pela janela, sem ninguém ao menos perceber.
Enquanto Goten e Trunks conversavam sobre uma solução de como melhorar o animo do seu pai.
*******
Vegeta entrou pela janela que estava aberta e viu Goku deitado abraçado com um vestido de sua amada.
- Quanto sentimentalismo - ele deu uns passos até aproximar da cama, de braços cruzados e o encarando.
 - Sou sentimentalista sim Vegeta, ao contrario de você - ele sentou-se e o encarou, com o cenho cerrado, onde seus olhos estavam avermelhados.
- Olha só para você, nem parece  o Kakarotto determinado e que me venceu com a ajuda dos vermezinhos quando eu cheguei a Terra.
- Você não iria entender os meus sentimentos, pois você nunca se importou com nada, e ainda tem esse seu orgulho que nada o derruba, melhor você ir embora - ele já ia deitar de novo quando sentiu Vegeta o pegar pela gola da camisa.
- Olha aqui Kakarotto... - ele engoliu o orgulho. - Se eu não me importasse com a Bulma eu não teria sacrificado a minha vida tentando matar o maldito Majin Boo, não teria ter feito àquela maldita fusão idiota, arriscando ficar unido para o resto da minha vida com um verme como você e ainda acha que eu não sei como está se sentindo? - ele cuspia as palavras em nervos à flor da pele o segurando pelo colarinho. - Lutei com o Boo arriscando a sumir com a minha alma para sempre e deixar de existir para te ajudar e foi naquela maldita luta que eu percebi o porquê de um verme terceira classe como você ficava mais forte.
Goku tirou as mãos dele com raiva de seu colarinho e o encarou.
- O que faria se fosse a Bulma no lugar da Chichi? - ele encarou de uma forma tensa, como se ali mesmo fossem medir forças.
- Eu... Iria ficar muito triste, mas eu iria erguer a minha cabeça e cuidar dos meus filhos, partilhar a vida com eles, pois eu tenho certeza que se a Bulma tivesse morrido, ela ia querer isso de mim, e não deixar os pirralhos preocupados comigo, como você está deixando - Vegeta apontou o dedo na cara do Goku e começou a acumular energia. - Até a sua neta está se preocupando com um idiota e criança como você - ele deu um soco na cara do Goku, o mesmo sentiu a dor e sentiu escorrer um pouco de sangue.  - Tenho certeza que a cafona ia querer o mesmo de você, pois ela foi mais forte que o idiota como você, pois ela se sentiu triste quando você morreu na luta contra o Cell, mas ela ergueu a cabeça e seguiu em frente, mudou e até treinou aquele pirralho do Goten, agora você está ai parecendo um mariquinha, chorando pelos cantos por causa da cafona. Acha que ela está satisfeita com isso, em? - ele deu um murro no estômago do mesmo.
 Goku se curvou levando as mãos no abdômen, cuspiu e sentiu as palavras de Vegeta entrarem em sua mente.
- Não, ela não está satisfeita. Com certeza a cafona deve estar revirando no túmulo por ver o homem mais forte do universo se entregando desse jeito, nem parece o Kakarotto que eu conheci - ele virou-se de costas e já ia sair pela janela, mas Goku segurou o braço dele.
- Venha comigo, ou acha que eu vou deixar esses socos assim sem revidar.
Goku apenas colocou a mão no ombro dele e o tele portou dali levando para um planeta deserto e distante da Terra.
Os dois estavam frente a frente, Goku estava sério e sabia que Vegeta tinha um pouco de razão, tinha um fundo de verdade em tudo que ele disse. Sabia que o príncipe tinha mudado bastante depois de se envolver com a sua melhor amiga, e não sabia que o príncipe tinha esse sentimento forte, mas sabia que o mesmo tinha crescido tanto com a ajuda dele. 
O sayajin de sangue azul mudou o seu coração para melhor, mesmo sendo orgulhoso, ele deixou o seu orgulho de lado para fazê-lo despertar de sua tristeza, de sua negatividade e Goku parou para pensar o quanto Chichi devia estar brava com ele agora, por ter se deixando cair daquele jeito, não era do feitio dele.
- Então Kakarotto vai ficar ai apenas me olhando desse jeito, ou vai lutar?
Goku deu um sorriso inspirador e saiu voando a toda velocidade para cima dele, começou a dar socos e chutes, mas Vegeta defendia todos, nenhum estava transformado em super sayajin, porém começaram um treino corpo a corpo como aquecimento.
Vegeta inverteu agora ele dava chute e socos e Goku quem defendia e se divertia, sentia a emoção subir no seu sangue.
Vegeta conseguiu dar um soco no rosto de Goku e ele também deu um soco no Vegeta, os dois viraram o rosto ao mesmo tempo voltaram a se atacar.
Usaram algumas rajadas de ki, mas elas se colidiram fazendo dar pequenas explosões no ar. 
Eles continuaram em um desafio que poderia ser interminável, pois Goku devia essa luta há tempos para Vegeta, porém eles estavam em um treinamento, que nenhum ia matar o outro, mas sim limpar a alma de ambos e sentir o fulgor das batalhas, já que elas corriam em ambos o sangue.
Goku se aqueceu com aquela pequena luta, sentiu que já estava pronto para uma "luta" mais séria, Vegeta também percebeu isso e deu um sorriso lateral fechou os olhos para depois abri-los.
- Pelo visto vai elevar essa luta para mais sério.
Goku deu um sorriso à maneira de sempre e se transformou super sayajin e Vegeta fez o mesmo e partiram em um combate muito tenso, onde saiam faíscas como se fossem relâmpagos pelo céu enquanto os seus poderes se chocavam em um combate que começava a ser muito tentador, aos olhos das estrelas do universo.
Os dois continuam mano a mano, entre sucos e chutes no ar tentando um acertar o outro... Raios cruzavam o céu e os tremores rachavam a terra.
Goku tentou usar um Taioken, mas Vegeta fechou os olhos a tempo para depois lançar um garlyck ho em direção a Goku, o mesmo impediu com o braço e o poder foi para o lado e causou uma explosão grande e levantou poeira.
Os dois estavam em um combate sério, que era para por os pingos nos is, e Vegeta sabia que era a única coisa que podia animar o seu amigo rival.
****
Bulma chegou em  sua casa e abriu a porta, logo ele conseguiu visualizar Goten sentado no sofá conversando com o seu filho.
- Olá rapazes! - ela cumprimentou fechando a porta.
- Tia Bulma que bom que a senhora chegou! – Goten se levantou do sofá e foi dar um abraço nela.
- Aconteceu alguma coisa, Goten? – ela perguntou correspondendo e logo soltou.
- Você tem que falar com o meu pai, ele está entrando em depressão, ele está cada dia pior com a falta da mamãe - ele suspirou triste. 
-Olha Goten, eu também não sei como ajudar o seu pai, eu fui lá esses dias e vi como ele estava, mas não sei mesmo como ajudar, por que eu já falei muitas coisas para ele, mas não adiantou. - ela também suspirou. - Gohan já havia me pedido para falar com ele, então eu fui lá, mas não supriu resultado. - ela o encarou, desanimada. - Porém vou ver se eu falo com ele de novo, mas vai ser em vão...
- Obrigada tia Bulma, nem o Gohan tem paciência com ele mais... – ele ficou triste, mas despediu dos amigos e foi para casa voando.
*****
Goku já estava transformado em super sayajin dois e Vegeta também, os amigos-rivais lutavam em um treino árduo, mas não o suficiente para matar um ao outro, os dois tinham bastante ferimentos, as roupas rasgadas, o ar cansado, o suor escorrendo pela pele deles.
Goku preparava mais um kamehameha para lançar em Vegeta e Vegeta do outro lado acumula um final flash os dois lançam ao mesmo tempo um em direção ao outro, mas as energias se chocam causando  uma grande explosão e o vento levou os dois para lados opostos fazendo a poeira subir no ar e uma cratera no chão.
Goku caiu sentindo a costa no chão, Vegeta caiu sentindo todo o seu tórax, abdômen. Um levantou com dificuldades, entre alguns gemidos, o sangue escorrendo em alguns cortes nos braços, pernas e testa. O outro cuspiu uma golfada de sangue e mal conseguia se mexer, seus olhos fixavam um ponto qualquer enquanto tentava manter o seu corpo elevando alguns centímetros do solo.
- Aquele verme insolente, mesmo sem treinar ainda continua mais forte que eu... - Vegeta conseguiu se levantar segurando o braço meio emborcado para frente olhando o seu amigo-rival, também se levantar com um pouco mais de facilidade e foi até ele.
- Melhor voltarmos, estou morto de cansado e de fome - ele sorriu com um dos olhos meio fechados.
- Consegue levar-nos de volta?
- Sim - Goku apoiou em Vegeta e Vegeta fez e o mesmo. Goku sentiu a energia de seus filhos na casa de sua nora e os tele portou para sua casa e apareceu no quarto, o deixou e foi até a gaveta e abriu, tirou um saquinho, dentro do saquinho tirou uma semente dos deuses e dividiu em dois e lançou a metade para o amigo.
Vegeta comeu recuperando a energia e Goku fez o mesmo.
- Obrigada por me animar, Vegeta - Goku tocou o ombro dele em um gesto de agradecimento.
- Hump- Vegeta bufou , suspirou, limpou um pouco da poeira de sua roupa e sentou-se a cama unindo as mãos e encarou Goku sério e deixando o seu orgulho de lado novamente. - Você é um terceira classe, insolente, idiota, verme e uma criança completa, mas  graças a você eu aprendi a ser um terráqueo com um pouco de sentimento no meu coração, percebi meus erros depois da nossa luta antes de eu lutar com o Majin Boo, foi a primeira vez que eu senti que precisava proteger alguém e eu nunca tinha sentido isso antes. E foi naquela sua luta com o Kid Boo que eu percebi o porquê você fica mais forte e aceitei que você  um terceira classe é capaz de me superar mesmo tendo todo esse sentimentalismo idiota, mas foi nele que eu aprendi muitas coisas com a Bulma e foi através de você, verme insolente que eu a conheci... - Vegeta parou e encarou-o de uma forma que Goku pode entender perfeitamente.
- Eu sei Vegeta e como sei.
- Se você dizer a alguém sobre o que conversamos aqui hoje se considere um sayajin morto - Vegeta apontou o dedo indicador a ele e se levantou da cama, deu um sorriso de canto a ele e saiu voando pela janela.

Goku sorriu, entrou no banheiro, tomou um banho tirando toda a sujeira grudada nele junto com o sangue, depois sentiu o seu estômago roncar, saiu vestiu uma roupa e foi procurar algo para comer. Ele estava com saudade de sua própria comida. Também precisava ajeitar os seus pensamentos, depois da luta e da conversa com Vegeta, apesar de se sentir muito melhor ainda sentia falta da sua Chichi. 

domingo, 21 de setembro de 2014

Enterro

Goku entrou em seu quarto a frente e Vegeta entrou em seguida e viu o amigo passar a mão no canto da boca mais uma vez.
- Por que fez isso? - perguntou limpando a mão e o olhando.
- Para fazer você voltar à realidade - disse o encarando seriamente, frente a frente com ele.
- Ela estava parecendo uma princesa... Queria muito que ela acordasse com um beijo meu... - ele sentou-se a cama e abaixou a cabeça.
- Kakarotto, você tem que ser mais forte que tudo com essa perda, pois nossa raça é diferente em muitas coisas e bem eu sei que você supera - ele viu o encarar com os olhos cheios de lágrimas, mas percebeu que o seu amigo rival queria ajudar, mas não resistiu e perguntou?
- Se fosse a Bulma, o que você faria?- ergueu os olhos vermelhos para ele procurando uma resposta.
Vegeta arregalou os olhos e tentou disfarçar o nervosismo que lhe alçou.
- Não diga asneiras, verme insolente. - ele cruzou os braços e fechou o cenho o encarando.
- Não estou dizendo asneiras Vegeta. Eu também achei que a Chichi fosse ficar comigo por muito tempo... -cerrou os punhos e deixou algumas lágrimas sair. - Pense bem Vegeta, Bulma é uma terráquea frágil como a Chichi, então ela também pode ter alguma doença.
- Sua mulher morreu por aquele primo do Freeza lançou alguma feitiço nela, ou sei lá o que ele fez, portanto não confunda as coisas Kakarotto - ele ficou muito nervoso e com uma carranca imensa.
Goku suspirou olhou todo o quarto se sentiu tão solitário que resolveu descer e passar os últimos minutos ao lado de sua esposa.
- Kakarroto eu estou falando com você, verme insolente! - Vegeta gritou em plenos pulmões, mas Goku nem deu moral, continuou o seu caminho.
-A Bulma... Vai... Ficar comigo para sempre - ele socou a parede com raiva que a trincou e uma lágrima escorreu de seu olho. - A Bulma sabe muito sobre ciência, ela pode até se curar caso fique doente - Vegeta queria acreditar muito naquelas palavras, mas ele sabia que Bulma era tão humana quanto a cafona, e as palavras de seu rival e amigo, mexeu muito com ele, pois sabia que o que aconteceu com a mulher do verme insolente poderia acontecer com a Bulma, mas preferiu deixar isso de lado por enquanto e desceu as escadas para ver o que estava acontecendo.
****
Todos os amigos de Goku dava uma força ao amigo enquanto o mesmo ficou sentado em volta do caixão passando a mão no rosto de sua esposa enquanto a olhava com os olhos foscos e também sem vida, sentiu uma mão lhe tocar no ombro e olhou para ver quem era.
- Pai, não vai comer nada? - Gohan viu a sua esposa aproximar com uma vasilha de bolo perto do sayajin.
Apesar de ter passado muitas horas acordado, ao lado da mulher sem vida, já era madrugada e alguns já tinha ido para casa e voltariam para o enterro, mas Kuririn, Piccolo, Tenchinhan, Chaos, Yamcha, Bulma e Vegeta permaneciam ali.
- Não Gohan, eu estou sem fome - disse com a voz sem vida.
Videl estranhou o fato, o sayajin devia estar muito mal mesmo.
- Gohan vou ver se as meninas continuam dormindo lá em casa mais tarde eu volto com a Pan e a Bra.
- Ok - ele deu um beijo em sua testa e a viu sair.
Goten cochilava no sofá, apesar de triste não conseguira permanecer acordado a noite toda, Trunks também cochilava no carpete perto do sofá onde Goten dormia.
****
A manhã na montanha Paozu surgiu com nuvens negras e pesadas encobriam o céu,  alguns trovões e relâmpagos, dando sinal de que ia chover. Era como se o dia estivesse querendo chorar pela perda da esposa do guerreiro mais forte do universo.
Não demora muito e os pingos de chuva começam a molhar o solo verde da montanha Paozu, a molhar as folhas das árvores, os pequenos lagos começaram a se mover com as gotas grossas era como se tudo ali tivesse chorando.
Todos estavam reunidos na casa dos Sons novamente dando apoio aos dois híbridos e ao seu amigo de infância para a maioria deles.
- Pai! - chamou Gohan olhando o mesmo ainda sobre o caixão acariciando a pele da sua esposa que estava gélida e sem vida.
O sayajin olhou o filho com o olhar fosco.
- Está na hora de fechar o caixão e irmos ao enterro - ele deixou algumas lágrimas escorrer em seu rosto.
Goku apenas fica encarando o filho e sem se mover, seus olhos foscos e perdidos, até que Goten se aproximou e disse:
- Vem pai, está na hora... - ele não conseguiu deixar de chorar ao ver o pai naquele estado.
O puxou lentamente ajudando ele junto com Gohan enquanto Tenshinhan e Piccolo cobriram o caixão com a tampa e os dois saíram carregando o caixão pela porta até chegar ao carro da funerária, os demais pegou as suas cápsulas carros e naves e saíram atrás em um comboio, em um silêncio que só os pingos de chuvas eram capaz de quebrar.
Logo chegaram ao cemitério  todos abriram o seu guarda-chuva tampando dos pingos agora um pouco mais suaves.
Kuririn, Gohan, Tenshinhan e Piccolo tiraram o caixão de dentro do carro e foram carregando lentamente. Goku aproximou de Tenshinhan  pegou a alça que ele segurava. O amigo entendeu que o sayajin de sangue puro queria, então colocou a mão no ombro dele e deixou segurar.
Eles foram andando até a cova com o caixão em mãos e os demais acompanhando aquele momento triste. Goku, Piccolo, Kuririn e Gohan puseram o caixão sobre uma espécie de base que ia descer a sete palmos da terra.
Goku tocou sobre o caixão a ultima vez, enquanto que cada um foi fazendo a sua própria homenagem. Por ultimo Dendê disse algumas palavras e fez um pedido especial a Emmadayo para que Chichi fique com o seu corpo e em um lugar muito bonito e com lágrimas nos olhos o namekuseijim virou para Goku e disse:
- Me perdoe amigo, eu não pude fazer nada para impedir - abraçou Goku e o mesmo apenas retribuiu de uma forma terna.
Após soltar namekuseijin, o caixão começou a descer e a clarineta soava triste ao fundo até que o mesmo sumiu das vistas de todos que estavam ali presente.
Pan se aproximou de seu avô e abraçou as suas pernas.
Goku sentiu o calor de sua neta e olhou para baixo, abaixou e a pegou no colo.
Pan viu que seu avô estava muito triste e que não era o mesmo que ela conhecera.
- Vovô, a mamãe me disse que o senhor Emmadayo vai cuidar bem da vovó pela gente - ela passa a mão no rosto dele.
- Eu sei Pan... - ele fica olhando para o ponto onde Chichi havia sido enterrada e sente uma mão em seu ombro.
- Vamos para casa pai - Gohan queria dizer alguma coisa, mas tinha um no na garganta.
- Podem ir na frente - ele estendeu Pan ao jovem rapaz. - Vá com o seu pai Pan...
- Pai não pode ficar ai - Goten já ia se aproximar, mas Gohan o impediu.
- Deixe-o Goten - puxou o garoto e viu Bulma se aproximar.
Só sentiu a mulher abraçar ele com força, mas ele nem se móvel. Ela o soltou e o deixou ali.
- Força, amigo! - Kuririn tocou o ombro dele, mas nada amenizada a sua dor.
Todos tentaram confortar, menos Vegeta que saiu voando deixando Bulma e seus filhos para trás.
Goku finalmente ficou sozinho embaixo do pequeno chuvisqueiro que ainda insistiam cair do céu. Abaixou-se sobre o túmulo, pegou um pouco de terra nas mãos e gritou o mais alto que pode. Suas lágrimas escorreram pelos olhos e ele finalmente notou que sua amada tinha ido para o outro mundo, ele finalmente acreditou que era tudo verdade e que não teria mais o corpo quente dela ao lado do dele. Socou a terra algumas vezes e tinha  vontade de explodir a Terra toda, mas seria egoísmo de mais. Suspirou fundo e sentiu alguém ao seu lado.
Ele colocou a mão no seu ombro e abaixou na altura dele. Goku estava de joelhos no chão de frente com a lápide e olhou para o lado sabendo quem exatamente era.
- Senhor Goku, eu sinto muito, mas o senhor tem que ter forças para superar isso.  Kibitishin tentava amenizar o sofrimento do amigo. - Eu já pedi ao senhor  Emmadayo para permitir que a sua esposa fique com o corpo físico no outro mundo.
Goku olhou para ele e ergueu a sobrancelha e seu rosto estava molhado pelas lagrimas e pelo chuvisqueiro.
- Eu vou poder vê-la Kibitoshin? - perguntou pensando que poderia se teleportar para o outro mundo e a ver quantas vezes ele quisesse.
- Sabe que não Goku, ela não pertence mais a esse mundo.
- Só um pouquinho então - seus olhos brilhantes e com jeito de cachorro pidão.
- Eu vou falar com o senhor Emmadayo e depois te procuro.
Goku suspirou olhando para o ser supremo e disse:
- Obrigada Kibitoshin... - Goku se sentiu um pouco mais feliz e viu o seu amigo sumir da sua frente.
Goku chega à sua casa e sentiu o cheiro da sua esposa espalhado pela casa, viu o fogão vazio e limpo, sem panelas e sem cheiro de comida. Olhou todos os lados  como se procurasse ela, mas nada, suspirou fundo e viu um vasilhame, lembrou que era o bolo que o Gohan havia oferecido, abriu e comeu alguns pedaços, suspirou fundo e circunvagou os olhos pela cozinha, sentiu os olhos molharem novamente.
- Chichi...! - subiu as escadas, entrou no banheiro, tomou um banho tentando relaxar, mas era impossível ainda mais com a falta de sua esposa.  Vestiu o calção e ficou só com ele, olhou o relógio e viu que já passava da hora do almoço.
Ele ainda estava sem fome, mesmo com aqueles pedaços de bolo, Goku já estaria com fome novamente, mas o sayajin não estava muito disposto, viu o vestido que ele deixou em cima da cama, foi até ele, sentou-se a cama, passou a mão no tecido de ceda, abraçou forte e colou as suas narinas no mesmo.
- Eu fiquei tanto tempo longe de você, pois na minha mente eu sabia que quando eu voltasse você estaria me esperando, mas agora eu te perdi e para sempre... Nunca pensei que isso aconteceria - derramou lágrimas sobre o vestido, enquanto tentava achar o corpo morno e branco de sua esposa, para poder rasgar e desejá-la, amá-la como ele sempre fazia, mas agora não havia mais jeito, agora ele só tinha o cheiro dela que só piorava a sua consciência.
Adormeceu com o vestido em seus braços fortes, junto ao travesseiro, seu rosto úmido e tranquilo.
Um pouco mais tarde Goten chega da casa de seu irmão e sente o ki calmo de seu pai, sobe as escadas e bate a porta do quarto.
- Pai! - a porta abre bem devagar e Goten consegue ver o seu pai só de calção, abraçado com o vestido de sua mãe. Sorri e entra vagarosamente no quarto, vê o rosto dele marcado com as lagrimas e se senti triste, e meio mal por ter dito palavras duras a ele antes da morte de sua mãe.
  Senta-se a cama e passa as mãos delicadamente nos cabelos que desafiam a gravidade, seu sono é tão profundo que ele só se mexe um pouco e balbucia.
- Chi... - da um sorriso involuntário.
Goten sorri e pensa: "Ele deve estar sonhando com a mamãe". Suspirou fundo e deitou-se ao lado dele se sentindo inútil, pois agora percebera que o seu pai amava de verdade a sua mãe, e que se ele foi do jeito que foi, era para proteger eles dos perigos que sempre vinham para alarmar os habitantes da Terra e se não fosse por ele e seus amigos, talvez eles agora nem estivessem ali.
Goten acabou adormecendo do lado do pai, pois o cansaço era imenso, pois passou a noite toda quase acordado, havia cochilado só de manhã e nem foi muito.
***
Algumas horas se passaram e Goku começou a sonhar.
"Ele viu a sua esposa no quarto enquanto adentra vagarosamente e a abraça por trás, funga no pescoço dela á fazendo sorrir.
- Meu gorilinha fofo, hoje eu estou meio indisposta.
- Não diga isso Chi - tinha mais de um ano de casados.
Ele a virou de uma vez para si e começou a beijar-lhe o pescoço".
Goten sentiu  algo estranho, um calor em seu cangote, meio úmido, ele olhou, se levantou rapidamente e olhou o pai meio sonâmbulo vir atrás dele.
Suspirou fundo ia ter que acordar o pai.
- Pai! - ele o empurrou, mas não adiantou.
O homem vinha em sua direção, achando que era a sua mãe.
- Vem aqui Chi, por que foge de mim, hum - ele ia para abraçar a mulher, mas viu ela lhe dar uma joelhada no meio das pernas.
- Aooooo! - ele levou as mãos no meio das pernas e abriu os olhos, arregalando eles e viu Goten a sua frente.
- Droga pai! Mal a mamãe morreu e eu vou ter que arrumar uma mulher para o senhor - ele falou bravo.
Goku olhou o filho com as mãos em meio as pernas, deitado no chão e uma lagrima saiu de seus olhos.
- Desculpe Goten... Eu não sabia que estava ai, nem que era você... Eu estava em um sonho bom... - Goten se aproximou do pai, estendeu a mão a ele para ajudar a se levantar.
- Eu que peço pai - Goku levantou sentido dor, mas um pouco mais leve. - Se fosse em outra ocasião aposto que isso nem teria acontecido.
- Talvez não - ele se sentou na cama e seu filho ao seu lado.
Goku suspirou fundo, passou a mão no rosto e disse:
- Você tinha razão...
Goten esperou o seu pai continuar a dizer...




sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Funeral

Goku viu sua esposa sobre uma maca toda coberta em um lençol branco. Ele caminhou passos lentos até o local, parou diante da maca, inseguro e pela primeira vez ele sentiu medo, mas tomou coragem e puxou o lençol para baixo o dobrando delicadamente, mostrando o rosto acetinado, marcados pelo tempo.
Ela parecia estar dormindo, mas ele sabia que ali não havia vestígio de vida. Tocou a pele do rosto dela e a sentiu meio morna.
- Chi... - ele abaixou e tocou os seus lábios no dela, mas eles não se moveram e pouco a pouco a sua pele ia esfriando lentamente.
Goku tocou os seus cabelos curtos e sentiu mais lágrimas escorrer.
Secou com os seus dedos e saiu dali a deixado e foi até onde Bulma estava.
Logo chegou com o seu tele transporte e viu que a garota já tinha encontrado uma das esferas.
- Me de o outro radar - ele estava determinado a tentar, mesmo que não teria chance nenhuma.
Bulma lhe entregou e ele saiu voando o mais rápido que pode enquanto os demais também procuravam.
Não demorou muito e as sete esferas estavam reunidas, piscando em um brilho amarelo dourado como se uma chamasse a outra, com a ressonância da magia que existia dentro delas.
Goku tentava se animar, mas sabia que talvez o seu desejo não se realizaria, pois sabia que aquele ser fez algo que a morte da Chichi fosse natural e o dragão não realizaria o seu desejo nesse caso, mas tinha um resquício de esperança no fundo do seu coração.
- Saia daí Shenlong e realize o meu desejo. – ele bradou.
            O céu começou a escurecer, as esferas começaram a brilhar intensamente, raios cruzavam o céu, e de repente subiu um foco único de luz em direção ao mesmo e foi se formando um imenso dragão gigante, com olhos vermelhos penetrantes, o corpo comprido fazendo curvas e mais curvas sobre si mesmo.
            - Diga-me qual é o seu desejo? – a voz esplendorosa ressoou.
- Desejo que a Chichi reviva - Goku tinha esperanças de que o deus Dragão pudesse ressuscitá-la.
- Não posso atender esse pedido, por que essa pessoa morreu naturalmente.
Goku abaixou a cabeça e segurou o choro.
- As esferas de Namekusei podem? -tinha esperanças, queria que ela voltasse de qualquer maneira.
- Não ressuscitamos pessoas que morrem naturalmente - o ser estava parado os olhando. - Algum outro desejo?
- Aquele ser jogou alguma coisa nela e ela morreu...
- Lamento, mas ele colocou uma espécie de magia que a matou naturalmente, então não posso fazer nada a respeito.
- Não...  Isso não pode acontecer - Goku começou a caminhar lentamente, mas logo em seguida decolou.
- Eu disse que não tinha esperanças - Vegeta encarou a esposa e o filho.
- O tio Goku não merecia isso - Trunks comentou olhando o lugar vago.
Vegeta e Bulma ficaram calados, acharam melhor voltar para casa e se preparar para o enterro.
O dragão viu que nenhum desejo ia acontecer e se desfez espalhando as esferas pelo mundo novamente.
*****
Goku entrou pela porta e suspirou fundo olhando para todos os lados e não vendo quem ele sempre via.
- Pai! - Goten apareceu correndo ao sentir o ki do sayajin de sangue puro assim que se aproximou da casa. - E ai conseguiu ressuscitar a mamãe? - ele estava ansioso, mas Goku o olhou, seus olhos sem brilho, com lagrimas começando a se formar e ele tentando não demonstrar.
- Não Goten... Shenlong disse que ela morreu de morte natural... Sabe que assim ele não ressuscita. - Goku cerrou os punhos e viu o filho lhe abraçar com força.
Deu um leve sorriso sem graça e sentiu as lágrimas dos filhos escorrer sobre o tecido laranja do sua roupa.
Goku abraça o filho de forma terna, tentava ser forte o suficiente, mas não sabia se conseguiria, pois ela era o seu suporte, a razão por se tonar  o herói de todos os tempos, a razão por ele sempre fazer as coisas do jeito dele tentando protegê-los, mas agora ela se foi e para nunca mais voltar.
Agora ele viu que fora egoísta e se dedicara de mais as lutas, ao seu egocentrismo, e a sua forma desenfreada de ser.
Ele não conteve suas lagrimas e ainda abraçado ao seu filho disse com a voz embargada.
- Eu... Nem tive tempo de pedir perdão... - Goten soltou o pai e o encarou e viu o seu pai com lágrimas nos olhos.
O hibrido sabia do que seu pai estava falando então se soltou dele e deu um sozinho entre as lágrimas, quando viu Gohan entrar pela porta, jogar a chave sobre a mesa e se jogar no sofá, suspirou fundo e os olhou, viu o quanto eles estavam abatidos.
- Logo o corpo da mamãe vai chegar...
- Já avisou a Videl e a Pan? - perguntou Goku  com a voz embargada.
- Já sim pai - ele ergueu os olhos e viu que até àquela hora não tinha nada de comer. - Não estão com fome? - perguntou o mais velho dos híbridos.
- Não... Eu vou descansar um pouco, me avise quando o corpo chegar.
Goku subiu as escadas enquanto o seus filhos o olhavam.
- Eu nunca vi o papai assim - comentou Gohan passando a mão nos olhos.
- Ele disse que nem teve tempo de pedir perdão a ela... - Goten se jogou no sofá com os olhos vermelhos e encarou o irmão.
Gohan suspirou fundo e olhou tudo em volta.
- Será duro mais duro para ele do que para nós...
Goten nada respondeu, apenas encostou a cabeça no sofá e ficou fitando  teto.
****
Goku abre a porta do quarto lentamente  e vê a cômoda cheia de porta retratos, batons de tons leves, algumas bijuterias delicadas e discretas espalhadas sobre a mesa, ao lado da mesma um cesto com algumas roupas sujas. Goku virou-se para o guarda-roupa branco com o local de abrir prateado, abriu uma das portas e viu os vestidos típicos chineses de sua esposa dependurado lado a lado, pegou um e abraçou, sentiu o cheiro dela nele. Aquele cheiro de avelã com mel e aquele ar de mistério que ele sempre descobriu entre aquelas quatro paredes. 
- Chi... Como você conseguiu ficar aqui... Sem mim - foi até a cama, deitou com o vestido em mãos e chorou começando a se culpar de seu jeito de ser.
*****
As horas se passaram e logo o corpo de Chichi chegou à residência dos Sons. Ela estava em um caixão branco, com uns detalhes prata, em volta dela havia flores coloridas suas mãos sobre o seu abdômen  unido sobre a mesmo, em volta do caixão alguma coroa de flores.
Alguns dos guerreiros z já estavam ali para dar uma força à família. O ar estava pesado e tenso.
- Goten vá avisar o papai que o corpo já chegou - Gohan disse passando a mão no olho e olhando a mãe.
- Tá - Goten saiu cabisbaixo e foi até o quarto do casal, bateu a porta, mas seu pai não abriu.
- Pai! - ele bateu de novo e nada. - Pai, estou entrando - mexeu na maçaneta e girou, a porta se abriu e ele viu o seu pai abraçado com um vestido de sua mãe e com os olhos fechados e a umidade em seu rosto.
"Posso não ser o marido que a sua mãe sempre quis e ser tudo o que ela disse, mas eu a amo".
Nesse momento Goten viu o quanto o seu pai amava a sua mãe, mesmo com todos os defeitos do mundo, ele a amava.
- Pai! - ele tocou o braço do homem de uma forma carinhosa, para que ele pudesse acordar.
- Hum - Goku abriu lentamente os olhos que estavam um pouco inchados, encarou o filho, achando que tinha tido um pesadelo.
- Onde está a sua mãe! - ele olhou o vestido sobre a cama.
- Lá em baixo, em um caixão... - Goku engoliu seco, não era um sonho ruim, era tudo verdade, era realmente tudo verdade.
Seus olhos desfocaram e ele levantaram automaticamente e começou a caminhar em direção a sala, queria ver com o seus olhos, não ele queria acordar daquele pesadelo que era real de mais, ele realmente estava sem chão, sem uma escora, sem a sua companheira.
- Pai,  senhor vai ficar bem? - Goten olhou o seu pai saindo pela porta do quarto como se fosse um zumbi.
Suspirou fundo e olhou o vestido ainda sobre a cama.
- De forças a ele mãe, ai do outro  mundo - ele deixou algumas lágrimas cair e saiu atrás do pai.
Goku chegou à sala e sentiu alguém lhe abraçar.
- Meus sentimentos meu amigo - Kuririn tinha lágrimas nos olhos, queria dar uma força ao amigo nesse momento, mas não sabia como.
Goku olhou para o pequeno homem e apenas o desviou do seu caminho.
Kuririn notou algo errado com o seu amigo e o viu puxar um banco e sentar-se ao lado da esposa.
Passou a mão no rosto pálido e gélido dela.
Mesmo sentindo a pele rígida e fria, ele pensou que ela pudesse estar dormindo, já que parecia um anjo deitada naquele caixão, ou talvez uma princesa de contos de fadas só esperando um beijo do príncipe encantando para poder acordar.
Sim, por que não tentar, não custava nada, pois quem sabe ela não acordaria e pularia dali em seus braços, como sempre fizera quando ele voltava do seu heroísmo constante, ou quem sabe com as suas broncas irritantes quando ele entrava pela janela.
Abaixou o rosto diante do caixão e colocou os seus lábios, mas os mesmo estavam frios, sem cor, sem sabor e sem movimento nenhum.
Goku olhou para ela esperando um sinal qualquer, uma sombra do seu mal humor, ou um resquício de brigas, ou sua implicância constante com os seus treinos só para testar a paciência dele que nunca se abalava, pois gostava dela do jeito que ela era.
- Chi...! Fala comigo Chichi! - ele passou a mão no rosto novamente e encarou a face da mulher. Sacudiu os ombros a chamando e começou a se desesperar. - CHI... ACORDA... CHI! - Goten e Gohan correram lá para dar um apoio, assim como Kuririn também fora. Lágrimas escorriam de seus rostos.
- Pai! Para - Gohan tentava tirar o pai de perto do corpo de sua mãe, com a ajuda de Goten, pois o mesmo estava muito descontrolado, mas os dois híbridos não estavam conseguindo.
Goku chorava, a beijava e pedia ela para acordar, foi quando Bulma entrou junto com Vegeta, Trunks e Bra, vendo a cena começou a chorar e disse:
- Vegeta ajuda, por favor.
- Não sou babá de sentimentalistas e vermes insolentes - ele cruzou os braços e começou a caminhar lentamente.
- Chi acorda... Por favor - ele deu mais um beijo, mas nada.
- Pai ela não vai mais voltar para nós - Gohan tentava trazê-lo mais para trás.
Goten ajudava, mas também chorando foi quando Goku só sentiu o soco em seu rosto pegando perto do canto da boca, sentiu apenas a dor lancinante, sentou-se no banco próximo ao caixão, voltou os olhos agora um pouco menos desfocados ao baixinho que estava ao seu lado e o ouviu dizer:
- Deixa esse sentimentalismo de lado um pouco e seja mais racional, verme - ele olhou para a mulher deitada no caixão com a pele pálida e sem vida. - Ela não vai voltar - terminou a frase o encarando com aquele ar de superioridade e com aquela carranca que sempre tinha.
Goku passou a mão no canto dos lábios, limpando o sangue que insistia em escorrer, a boca dolorida e já começando a ficar meio roxeada.
Vegeta pegou ele realmente desprevenido, ele nem sentiu o ki do sayajin mais velho aproximar dele, só sentiu o soco.
- Venha comigo insolente - ele saiu caminhando para cima enquanto todos olhavam admirados com a atitude de Vegeta, até mesmo Bulma.
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Bulma chegou perto de sua amiga e chorou muito, pois tinha sido uma amiga e tanto.
Após alguns minutos Videl entrou e abraçou o marido e olhou a sogra que parecia estar dormindo, mas ela sabia que não.

Os demais ficavam ali dando forças para todos os Sons que passava por um momento difícil.