quinta-feira, 13 de agosto de 2020

A comemoração sem a Bulma

 

Depois de voarmos alguns minutos chegamos à casa.

– Oi pai que bom que veio rápido, temos que ir logo levar esses chocolates aquelas crianças.

– Não precisa mandar a garota ir onde eu estava. Eu sei o que tenho que fazer - eu disse de braços cruzados e em tom ríspido como sempre.

– Se eu te conheço bem o senhor ia ficar no túmulo da mamãe até anoitecer e ia se esquecer das suas obrigações e da sua vida. Todas as datas comemorativas são assim. Eu também sinto falta da mamãe pai, mas o senhor se esquece até de você - Trunks meio irritado.

– Cale-se Trunks e ande logo com essa distribuição – Eu o desafiei.

Ele não teve escola e fomos entregar os ovos de páscoa em vários orfanatos, até que chegamos ao último, assim que adentramos o local as crianças vieram nos abraçar e receber seus preciosos doces. Eu como sempre estava com cara de poucos amigos, mas mesmo assim as crianças ficavam em minha volta, pois há anos eu ia naqueles orfanatos. Foi quando olhei e ao longe eu vi uma garotinha olhando envergonhada atrás da parede, seu ki era um pouco mais elevado que uma criança terráquea comum. Eu a olhava discretamente quando ouvi:

– Pai, já acabamos vamos para a festa em nossa casa?

– Vá na frente Trunks – um tom de ordem saiu de meus lábios.

– Está bem pai, mas não demore.

– Grsss. Vá logo e não enrole – eu o vi sair com a Bra, Kelly e os outros tinham ficado em casa para receber os nossos amigos.

Assim que eles sumiram da minha visão eu caminhei até aquela garotinha vagarosamente me abaixei e disse:

– Oi, olha só o que o tio Vegeta tem para você? - eu disse dando um leve sorriso de canto e dando a ela o único ovo de páscoa que ainda restava em minhas mãos.

– Obrigada tio Vegeta - ela me abraçando timidamente foi quando eu percebi que ela não tinha um dos bracinhos.

– Como você se chama? - perguntei a ela ainda abaixado.

– Me chamo Mel.

– Olha Mel o tio tem que ir, mas eu volto para te ver.

– O senhor promete? - ela perguntou com os olhinhos brilhando.

– Claro, mas não diga a ninguém é um segredo meu e seu. - eu disse me levantando

– Está bem tio. Obrigada pelo chocolate.

Eu apenas sorri de canto novamente e comecei a voar acenando para ela.

Depois de alguns minutos eu cheguei em casa e todos já comemoravam a páscoa em uma grande festa. Eu cumprimentei a todos com meu típico humor negro e fui caminhando para um canto mais isolado, eu parei próxima a porta de vidro que dava para o jardim e senti um ki muito familiar vindo do jardim. Eu adentrei o local e vi o seu rosto triste e mostrando muitas linhas do tempo e disse:

– O que está fazendo aí cafona? - perguntei a olhando.

– Oi Vegeta, eu estava olhando o céu estrelado - algumas lágrimas nos olhos.

– Sinceramente eu não sei o que Kakaroto viu em você – meu tom firme de sempre.

– Você não sente falta dela, Vegeta? Principalmente nessas comemorações. Bulma e o Goku eram sempre os mais animados. - ela disse deixando mais lágrimas descerem em seu rosto enrugado.

– Sim Chichi, eu sinto – minha voz saiu embargada e com muita dificuldade. – Bulma me ensinou muito nesses anos todos. Infelizmente os terráqueos envelhecem rápido demais. - eu disse me sentando e fitando céu com o meu humor negro.

– Sabe Vegeta, eu sempre estava gritando com o Goku, sempre fui histérica com ele, mas agora eu sinto tanta falta dele ao meu lado. Desde quando ele foi embora com aquele dragão nunca mais tivemos notícias dele - ela tristemente com bastante rugas no rosto, uma tosse seca e estranha.

Eu apenas olhei para ela e nós ficamos ali até a festa acabar em um silêncio fitado o céu onde Kakaroto e Bulma estariam.

Após toda a festa eu fui dormir e descansar para um novo dia.

No dia seguinte voltei aquele orfanato e adotei aquela menina sem ninguém saber, de lá do orfanato eu fui com ela até o túmulo de Bulma levando a Mel abraçada em mim, em um voo muito divertido.

– Oi Bulma – eu estava meio rubro e repousei as rosas azuis em seu tumulo. - Essa é a Mel, ela é uma garotinha muito especial e sei que você aprovaria a sua adoção para ela ser a nossa filha. - eu sorri de canto.

– Mel, eu não sou muito bom, mas espero que nós suprimamos nossas solidões.

– Tio Vegeta esse túmulo e de sua esposa? - ela perguntou com os olhinhos castanhos e brilhantes.

– Sim, Bulma me ensinou muito e não sou o mesmo homem de antes – Eu olhei a garotinha com um ar de superioridade e braços cruzados. – Tenho certeza que ela aprovaria.

A garotinha sorriu e me abraçou. Eu fiquei rubro mais respondi ao abraço.

– Tio Vegeta o senhor devia amá-la muito - ela ainda abraçada em mim, porém eu não era muito disso.

– Vamos voando para nossa casa. - eu disse cruzando os meus braços.

– O senhor vai me ensinar a voar? - ela me perguntou tão ingenuamente.

– Claro, mas é um segredo nosso. – me sentei ao chão e olhando aquele lapide.

– Bulma, a Mel será nossa filha adotiva e farei muito por ela, do meu jeito, mas farei. Não sou muito bom com essas coisas, mas ela é uma menina muito especial – eu sorri de canto a pequena garota.

– Agora vamos para a sua nova casa - eu me levantei e a peguei no colo, levantei voo. Eu sorri de canto na esperança de que a páscoa do próximo ano ainda seria melhor do que essa porque eu sabia que Bulma estava olhando por mim e vendo tudo do outro mundo.

 

Fim.

 

Eu ainda me lembro

 

Depois de observar o céu límpido e azul por um tempo eu voltei a olhar aquela lápide fria e prossegui.

– Até hoje eu não acredito que fiquei distribuído chocolates para crianças órfãs antes mesmo de a Bra nascer, o Trunks virar um rapaz e a Bra virar uma moça e ver que eles continuam com essa tradição que você começou. Era e é incrível ver aquelas crianças tão felizes por receber ovos de chocolate – Eu disse com o meu típico sorriso de canto, cabeça encostada na lápide.

– Vou te confessar uma coisa Bulma... - Eu também mantenho essa tradição que você criou. Hoje à noite eu vou ao orfanato levar os ovos de chocolate para as crianças sem pai e mãe.

Eu respirei fundo e uma breve lágrima escorreu pelos meus olhos negros e alguns fleches vieram em minha mente.

******

 

Flash Black on

 

– Vegeta, Vegeta! - ela me procurava.

– O que você quer mulher? - eu disse a assustando-a.

– Eu quero um favorzinho seu - disse ela fazendo charminho passando a mão no meu tórax com um biquinho nos lábios.

– Grsss. Lá vem você me fazer de ridículo para os outros de novo - Eu disse a ela com cara de poucos amigos e mãos na cintura.

– Vegge, não faz essa cara. Eu só quero que você vá comigo comprar ovos de páscoa e também quero que se vista de coelhinho para a Bra.

– Eu me vestir de coelhinho, nem aqui nem no planeta Vegeta, pode ir tirando seu cavalinho da chuva. – Eu estava muito nervoso e empinava o corpo um pouco para frente. - Eu sou um príncipe não vou me rebaixar a isso. Ir com você eu até posso pensar no seu caso, mas de coelhinho não, eu não vou me humilhar assim.

– Nem para a sua princesinha Vegge. _ ela disse fazendo beicinho e alisando meu tórax.

– Grsss. Não sei como você consegue fazer um príncipe como eu mudar de ideia. Grsss... Está bem eu visto. _ Eu disse com a cara mal humorada.

Ela me deu um beijo terno.

 

Flash Black off

 

***************

Eu sai da minha lembrança e voltei me novamente no meu monologo solitário.

– A Bra ficou tão feliz em me ver vestido daquele jeito, a Pan também. Eu via o brilho nos olhos das garotas de tanta felicidade. Depois que elas comeram os ovos de páscoa, ela foram dormir e Kakaroto chegou para mim e disse:

– Você está ótimo de coelhinho Vegeta, só a Bulma mesmo para conseguir essa façanha - ele disse sorrindo e com aquele ar de tonto que ele tinha.

– Cale-se verme - Eu disse irritado e tirando a fantasia.

– Vou te contar outro segredo Bulma... Eu sinto falta do tonto do Kakaroto, ele sempre foi um rival, mas depois se tornou um amigo. – Minhas lembranças viajaram em um passado tão distante e sorri de canto de novo ouvi os pássaros cantarem ali por perto, então voltei ao monologo.

– Aquela aula sobre a páscoa e coelhos foi realmente irritante, você tentava me explicar como funcionava esse costume terráqueo bizarro, como todos os outros também eram para mim da mesma forma, bizarros. – passei a mão no chão gramado. - Sabe Bulma eu daria tudo pra te ver me irritando de novo com todas aquelas idiotices que você me metia. Era cada uma pior que a outra e eu um príncipe guerreiro me submetendo a minha princesa como sempre fiz, mesmo sobre todo aquele orgulho, aquela carranca, grosso e rude, eu fazia por você.

– Quando foi que eu comecei a te amar em? – me perguntei, me respondendo. - Eu nem me lembro mais, quando percebi, eu não parava mais de pensar em você, naquela época você parecia uma terráquea maldita que me enfeitiçou. Incrível não é como você realmente fez isso, me enfeitiçar, com o seu jeito vulgar, irritante, corajoso, destemido e doce de estar ao meu lado e tirando a minha solidão, me dando amor, carinho e uma linda família, uma que eu nunca tive.

Nesse momento eu não aguentei, senti as lágrimas escorrerem pelos meus negros olhos.

Fiquei um tempo olhando o horizonte com o meu olhar perdido e marejado. Senti o vento quente tocar meu rosto, meus olhos foram pesando e eu acabei adormecendo sobre o seu túmulo.

Quando acordei novamente vi o sol alto e quente sobre minha pele, mais uma vez olhei aquele lugar tão vazio e triste. Era exatamente como eu estava me sentindo.

– Sabe Bulma nesse tempo que eu estive aqui ao seu lado eu me lembrei de uma coisa realmente bizarra. - sorri de canto novamente e prossegui. – Você se lembra daquela fantasia de coelho? Eu a encontrei em uma caixa muito bem guardada, eu te perguntei: - Bulma que fantasia é essa? Você respondeu:

– A essa fantasia aí eu vesti há alguns anos atrás, quando o Goku e eu buscávamos as esferas do dragão na nossa juventude. Eu te olhei com um olhar malicioso e disse para você:

– Na próxima páscoa você vesti-la e lembrara o ridículo que você me fez passar. Você ficou tão vermelha, mas concordou. Logo a páscoa chegou e como você havia prometido se fantasiou de coelhinha. A fantasia ainda cabia perfeitamente em você e ficou extremamente linda nela. Naquele dia eu me segurei várias vezes para não te puxar para o nosso quarto.

– Eu queria ter estado ao seu lado no lugar de Kakaroto na sua adolescência, nas suas aventuras e andanças por aí atrás das esferas do dragão – sentia o sol quente da tarde sobre a minha pele. - Pelas histórias que você me contava parecia ridículas, mas hoje noto que são muito divertidas e foram divertidas todas as circunstância que você me meteu também acabaram se tornando divertidas com o passar dos anos – lágrimas ainda escorriam pelos meus olhos negros. - Agora você não está aqui ao meu lado para me pedir para fazer aqueles papeis ridículos que você sempre me fazia passar - Mas uma vez olhei o horizonte esperando algo que não ia acontecer.

– Bulma, enquanto eu estava aqui dormindo eu sonhei com você. – me levantei e olhei para estatua. - Quer saber o que eu sonhei? - perguntei como se eu soubesse a resposta e prossegui. - Como você sempre foi curiosa tenho a certeza que quer saber o que eu sonhei...  Bom no meu sonho você vestia um vestido vermelho bem colado ao seu belo corpo, aquela cor sempre realçava seus olhos e sua pele branca... Nós estávamos indo a um lugar, mas só fui ver quando chegamos lá. Foi até engraçado, porque era um lugar cheio de chocolate, tinha um rio de chocolate, vários coelhos de chocolate, a grama era de chocolate e nos dois corríamos nesse vale todo achocolatado... Depois nos deitamos e você me abraçou tão forte, sua aparência era a mesma de quando nós conhecemos. Depois você me beijou docemente e me pediu pra continuar a ajudar aquelas crianças mais carentes, mas eu continuo viu - eu parei mais uma vez e olhei mais uma vez toda aquela solidão, os túmulos ali quietos e algumas pessoas visitando seus entes queridos.

– Eu vou continuar distribuído os ovos nos orfanatos como eu fazia com você antigamente. Não se preocupe, eu continuarei com essa tradição que você inventou - dei um leve sorriso de lado e prossegui. – Você não comemorava só a páscoa, mas também a ressurreição de Kami-sama. – coloquei a mão no bolso e olhei as flores sobre a pedra no chão. - Você sempre dizia que era o amor de Kami-sama que unia os seres da terra. Acho que foi por esse motivo que você deve estar no paraíso.

– E toda a páscoa era assim, alegre e você sempre me convencia a fazer algo que eu não queria, me obrigava a ficar junto com os seus amigos vermes de sempre, mas depois me recompensava tão bem. Sabe Bulma, você poderia estar aqui nesta páscoa, Bra e Trunks estão preparando algo especial para nossos netos, seria uma surpresa para você se estivesse aqui. – Outra vez senti as lágrimas escorrer nos meus olhos. - Comemoraríamos a páscoa brincando e brigando como sempre. - eu disse com um leve sorriso de canto encostando a minha cabeça na lápide sentindo o vento bater nos meus cabelos levemente esbranquiçados quando ouvi uma voz ao longe.

– Vovô eu estava procurando você. - Disse Kelly, minha netinha filha de Bra.

– O que você quer garota? Como me achou aqui? Não vê que eu estou ocupado? - Eu disse cruzando os braços fechado meu semblante e a olhando.

– E que o tio Trunks disse que estaria aqui e pediu para o senhor não demorar muito.

– Grsss. O que ele quer? - eu disse nervoso mais ainda sentado.

– Ele disse que não é para atrasar com as entregas dos ovos de páscoa aos orfanatos. - ela disse me olhando e aproximou da lápide e prosseguiu. – Vovô o senhor está com saudades da vovó? - ela disse me olhando com aqueles olhos azuis iguais os da mãe e os da avó, mas seus cabelos eram lilás como o do tio.

Eu a olhei em silêncio e voltei meus olhos negros aquele túmulo e finalmente disse com certa dificuldade.

– Sim... Nessas datas eu sinto falta da sua avó. Agora vamos antes que seu tio venha me buscar pessoalmente, apresado do jeito que ele é. - eu disse com meu jeito de sempre.

Nós levantamos voou e eu olhei o túmulo de Bulma e a vi olhando pra mim. Eu a ouvi dizer:

– Eu estarei sempre com vocês meu amor, mesmo do outro mundo e esperarei ansiosa por você aqui no céu. Eu te amo Vegge.

“Eu também estou ansioso para te ver, eu também te amo.” Eu pensei enquanto olhava.

– Vovô está tudo bem.

– Claro Kelly. - eu disse com um leve sorriso de lado e prossegui. – Esse ano eu vou comer todos os seus chocolates.

– Há mais não vai mesmo. - ela disse voando mais rápido.

Continua...

Lembranças

 

Eu, o príncipe dos sayajins, nunca pensei, ou se quer imaginei que um dia ficaria sem ela, sem o meu apoio, minha tormenta, meus olhos e cabelos azuis que me ensinou a não ser tão solitário mesmo com meu jeito orgulhoso, arrogante, teimoso e tempestuoso. Ela me aceitou como eu sou e como seu marido, mesmo não tendo nos casado como Kakaroto se casou com aquela cafona.

Já havia se passado quatro anos desde quando você me deixou aqui nesse planeta e hoje dia da comemoração da páscoa, uma data sempre comemorada por você, sempre gostava de festas, bagunça e ainda me arrastava junto.

Ah!!! Bulma, como eu sinto a sua falta, como sinto falta dos seus gritos ensurdecedores para que eu pudesse participar dessas festas malucas e me fantasiar.

 

Eu me arrumei e sai voando na direção da floricultura, comprei as rosas azuis que ela sempre gostava, sai voando novamente até chegar aquele lugar triste e sóbrio.

Eu adentrei o local voando, olhei para baixo e vi a lapide mais majestosa, feita toda em mármore azul com alguns detalhes em branco, com uma placa escrita em alto relevo, e uma pequena estátua dela. Pousei a frente daquela lapide e vi a estátua dela, ela estava linda. Sorri de canto, me abaixei e repousei as rosas sobre a mesma e ainda olhando a lapide me sentei ao chão e disse:

– Oi, Bulma - dei meu leve sorriso de canto e encarei a estátua de mármore azul. – Estou mais velho, mas ainda tenho a quase a mesma aparência. Eu possuo mais algumas rugas e alguns cabelos grisalhos, mas para um sayajin não pareço ter oitenta anos, em vista desses terráqueos comuns pareço ser o mesmo que você conheceu há tantos anos. Realmente nunca pensei que alguém da minha raça fosse viver tanto tempo para ver você partir - sorri mais uma vez de canto e olhei para o céu, ele estava azul com algumas nuvens espaçadas e o sol escondia de traz delas.

– Sabe Bulma, hoje é páscoa e você sempre fazia uma grande festa para reunir aqueles amigos vermes que você adorava - eu olhei em torno de todo aquele cemitério e senti uma leve brisa em meu rosto, as árvores chacoalhando em um vem e vai, algumas folhas caindo e voando com a leve brisa, meus cabelos remexendo desafiando a gravidade.

– Você se lembra da páscoa em que a Bra estava com sete anos – Coloquei a mão no rosto e pensei. “Como eu sou idiota, nem sei se você me ouve, pareceu um louco falando sozinho”. Mas continuei o meu monologo. - Você me obrigou a ir a todas aquelas lojas que vendiam ovos e coelhinhos de chocolate. Eu fui tão mal humorado que você me fez dormir no chão do quarto porque eu não queria ir e nem fazer aquelas coisas que para mim pareciam ser tão idiotas. Aí você escondeu todos os chocolates pela casa e fez uma competição com os garotos e as garotas. Kakaroto comeu quase todos os chocolates, pois ele tinha um ótimo faro.

Novamente voltei a olhar para o céu, nuvens brancas passavam lentamente, hora ou outra elas tampavam o sol que cintilava majestosamente;.

– Nunca pensei que os humanos pudessem envelhecer tão rápidos e partir para o outro mundo. Nunca pensei que um dia eu ia me sentir solitário de novo. Nunca imaginei que o meu orgulho fosse tão grande a ponto de te desapontar tantas vezes. – Parei e passei a mão no mármore, no rosto da estátua como se eu tivesse acariciando o rosto dela de verdade. – Eu não sei se você está me ouvindo, mas com certeza você deve estar no céu em um lugar muito bonito, cheios de chocolates e festas, tudo que você sempre gostou. Eu sempre fui rude com esses costumes bizarros deste planeta, sempre ia contra, achava idiotice, mas daria tudo para você comemorar essa páscoa comigo, só mais uma vez.

Eu me encostei minhas costas na lapide e prossegui;

– Se lembra de quando você contratou um cara que se fantasiou de coelho e eu realmente achei que fosse um extraterrestre – Me lembrar do passado não era meu forte. - Eu já ia atacá-lo quando você me disse que era de mentira e que eu tinha estragado tudo e ficou furiosa comigo. Você foi para um lado e eu fui para o outro. Ficamos o dia todo de cara virada um para o outro, você era tão teimosa e sabia como me convencer a fazer o que você queria. – Era incrível como ela sabia fazer chantagem emocional. - Naquela noite nós fomos para o nosso quarto e fizemos as pazes na cama. AHHHH! Bulma você era perfeita, mesmo depois de tantos anos.

– Ouve outro ano que na páscoa você inventou de dar ovos de páscoa às crianças carentes. Você me fez ficar ridículo com aquela blusa de coelhinho, eu fiquei muito irritado, principalmente quando Trunks começou a rir quando me viu daquele jeito. Eu perguntei ao bem assim: “Do que você está rindo?” Em um tom ameaçador. – Alisei uma das pétalas das rosas. - Agora Trunks é um pai de família e seu filho já se casou e a esposa dele já está grávida. Nós teremos um bisneto Bulma e Trunks será vovó. Parece até brincadeira - Eu olhei aquele lugar triste mais uma vez para ver se não havia ninguém me observando, não gostava de demonstrar meus sentimentos às pessoas.

– Nós fomos distribuir aqueles ovos para aquelas crianças e quando acabamos eu estava morto de tão cansado, mesmo sendo sayajin, aquelas atividades terrestres que você sempre inventava me cansava mais do que lutar contra um inimigo forte. Mas eu fiquei ainda mais surpreso quando te vi felizes por fazer aquelas crianças felizes, você estava satisfeita e revigorada, eu te admirei ainda mais naquele dia e sempre que aqueles inúteis dos seus amigos precisavam de dinheiro você dava, também dava cápsulas carros, cápsulas casas. Era incrível como você sempre estava ajudando alguém.

Eu parei um pouco de falar e fiquei observando o seu por vários minutos.

 

Continua...

 

domingo, 9 de agosto de 2020

Négocios

 

 

As aulas terminaram e Goten descia as escadas e logo se encontrou com Trunks.

- Onde está a Kiria? – perguntou o rapaz de cabelos exóticos.

- Deve estar na sala dos professores – Goten comentou.

Logo Kiria apareceu e encontrou-se com os dois.

- Prontos para irmos ver a Bulma Briefs?

- Por que está tão animada em ver a mamãe? – perguntou Trunks sorrindo.

- Por que a sua mãe é a lenda da ciência – ela sorriu, pois estava linda e ansiosa.

- Vamos para uma rua mais desperta, de lá decolamos.

Eles caminharam conversando animadamente até acharem uma rua deserta e Goten pega Kiria no colo e sai voando. Trunks também pega voou vão para a casa dos Briefs.

Alguns minutos depois Trunks, Goten com Kiria no colo já pousavam em frente à casa do garoto de cabelos exóticos.

Goten colocou a garota no chão e ela olhava admirada.

- Você tinha razão Goten, essa casa é maior que a minha.

Goten sorri enquanto o Trunks abre a porta e os convida para entrar.

- Mãe, chegamos! – falou o garoto a procurando.

Goten o seguia e Kiria apenas admirava a casa, por mais que a sua fosse cheia de detalhes aquela dava de dez.

- Oi filho! – deu um beijo no rosto dele.

- Oi tia Bulma! – Goten sorriu e sentiu-se abraçado pela mulher.

- Então você deve ser a Kiria? – perguntou Bulma a olhando.

- Sim – ela abaixou-se em sinal de respeito e cumprimento. – É um prazer conhecer a senhorita.

- O prazer é todo meu – Bulma a cumprimentou da mesma forma. – Me acompanhe e vamos conversar.

Kiria olhou para o Goten meio sem jeito.

Goten fez que sim com a cabeça e disse.

- Eu vou te esperar, pode ficar à vontade com a tia Bulma – ele sorriu e Kiria sorriu de volta.

Trunks e Goten foi para um lado conversando e Bulma para o outro.

Bulma entrou em seu laboratório e Kiria entrou atrás e viu os fios, chave de fendas alguns projetos sobre a mesa que ela nem sabia como Bulma entendia aquilo.

- Eu nem sei o que dizer Bulma... – ela estava meio tímida.

- Bom Kiria, eu vou direto ao assunto – Bulma puxou a cadeira para a garota e outra para ela. – Eu vi a sua entrevista e bom, como você divulgou a minha empresa eu gostaria de te dar uma mãozinha. Esses saiyajins são cabeça de vento e você impediu que algo pior acontecesse.

- Bulma, não precisa me ajudar com nada. Eu fiz aquilo pelo Goten e ele me disse que vocês são muito amigos.

- Uma família, pode se dizer – Bulma sorriu. – O Goku é como um irmão para mim, eu o conheci na adolescência.

- Sim, o Goten me disse, mas realmente não há necessidade.

- Claro que há Kiria. Você divulgou a Corporação Cápsula e eu não deixarei isso passar em branco – riu meiga.

Kira sorriu de volta e viu aporta se abrir e se assustou quando viu um homem baixinho entrando de braços cruzados e as encarou com uma cara muito fechada.

- Vegeta, quantas vezes tenho que dizer para bater à porta antes de entrar.

- Não me venha com chatice, mulher – ele a encarou bem. – Arrume a máquina de gravidade – ele disse em ordem. – Aquilo sempre estraga quando eu estou treinando.

- Ai Vegeta! Não está vendo que eu estou com visitas.

- Grss – ele rosnou e encarou a moça - Então você é a mulher que Goten andou se exibindo? – Kiria se encolheu ao olhar o baixinho invocado.

- Sim Vegeta, mas ela divulgou a empresa e eu vou ajudá-la.

- Humpf. Vocês terráqueos adoram um sentimentalismo – ele ainda encarava a moça, como se estudasse ela.  – Não demore a arrumar a porcaria da máquina, pois estou perdendo meu tempo não treinando – saiu pisando forte da sala.

- Me desculpe Kiria, meu marido é assim mesmo.

- Tudo bem Bulma – Kiria deu um leve sorriso, mas ainda sentia a intensidade do jeito do homem que esteve diante de si.

- Bom, eu vou lá arrumar a sala para ele. – Bulma se levantou e pegou uma agenda e entregou a ela. – Anote os seus números aqui e em breve nos falaremos.

- Claro Bulma – Kiria fez o que ela pediu e saiu do laboratório junto dela.

As duas foram conversando pelo corredor enquanto isso Trunks estava conversando com Goten.

- Então vocês já ficaram juntos?

- Sim... – respondeu ele meio rubro.

- Você não é fraco e ela é muito bonita.

- É sim – comentou-o e a viu entrando e mudou de assunto.

- Vamos combinar qualquer dia desses para sairmos eu e você a Maron e a Kiria.

- Agora você quer sair junto comigo e a Maron.

- Ia ser ótimo Trunks – Kiria sentou-se ao lado de Goten e deu um beijo em seu rosto.

Trunks sorriu, sabia que o agora o amigo estava feliz, sabia que agora eles poderiam viver em paz de vez, pois não havia mais mágoa, mais raiva ou algo parecido, agora eles poderiam sair como amigos e junto com as suas namoradas. Ele com a Maron e Goten com a Kiria.

Sorriu e ouviu a empregada o chamar para almoçar.

Eles foram para a mesa e logo em seguida chegou Bulma, Vegeta e Bra.

Eles almoçavam animadamente e Kiria ainda tentava se acostumar com o apetite dos nossos saiyajins, mas sorria ao ver que estava entrando em um mundo diferente.

Kiria combinava os últimos acertos com Bulma, já que a mulher de cabelos exóticos e estava muito feliz com tudo que estava acontecendo na sua vida.

Graças ao Goten, ela estava indo em direção a coisas mil vezes melhores e ergueria a sua empresa. Ela realmente achou o rapaz ideal para ela.

Kiria sorriu e se sentiu muito feliz em meio àquela família em que Goten tinha contato.

O almoço seguiu animado até que todos terminaram de comer e Goten foi para sala com Trunks e Kiria o seguiu.

A campainha tocou e Trunks foi atender e assim que abriu a porta, ele ganhou um abraço muito empolgado e um beijo no rosto.

- Oi Maron! – correspondeu o abraço e deu-lhe um selinho. – Entre.

A garota se soltou dele e entrou e logo viu Goten de mãos dadas a garota de cabelos castanhos.

- Oi Goten! Tudo bem? – perguntou ela o abraçando.

- Oi Maron. Tudo sim – ele correspondeu. – Essa e minha namorada Kiria – apontou a moça de cabelos castanhos a ela.

- Eu vi a entrevista – comentou-a. – Sua namorada é muito bonita.

- Obrigada, Maron – respondeu Kiria e viu Trunks se sentar ao lado da bela jovem.

Os casais e conversavam animadamente quando Kiria virou para Goten e disse:

- Vamos Goten! - ela se levantou e o puxou.

- Claro – ele olhou o casal a sua frente. – Até mais para vocês dois – ele sorriu e Kiria se despediu também.

Trunks e Maron os viu saindo.

Ao sair Goten a pegou no colo e saiu voando.

- Obrigada por tudo – ela deu um beijo no rosto dele. – Você está me fazendo muito bem e graças a você a minha empresa tem o apoio da Corporação Cápsula.

- Eu não fiz nada – ele estava meio rubro e pousou no quintal da casa dela.

- Claro que fez – ela abriu a porta e entrou e ele entrou logo em seguida. – Você me aceitou mesmo feia, me perdoou e de quebra me fez conhecer Bulma Briefs e agora minha empresa vai se erguer de novo, tudo graças a você – ela aproximou dele.

Goten sorriu e desviou o rosto e sentiu ela o abraçar.

Goten ainda se sentia meio tímido, mas aos poucos correspondeu.

- Sabe Goten... Eu sei que estamos juntos há muito, mais muito pouco tempo – ela ergueu o rosto e o encarou. – Mas você não imagina o quanto eu estou feliz.

Goten sorriu e olhou nos olhos dela.

- Eu também estou muito feliz. Até por que eu sou meio aliem e você me aceitou do jeito que eu sou.

- Você também em aceitou do jeito que eu sou mesmo usando aqueles trajes de menina feia.

Goten a puxou para mais perto de si e foi aproximando o seu rosto do dela.

- Você me fez esquecer um antigo amor e me fez tirar ela do meu coração agora eu quero ir com você até onde der – Goten a beijou delicadamente a envolvendo em seus braços.

Logo o mesmo a pegou no colo a beijando fervorosamente e a levou para o quarto entre beijos, a colocou na cama e a encarou.

Ele estava um pouco vermelho enquanto a olhava, mas sentiu que ela seria como sua mãe e seu pai, ou sua cunhada e seu irmão.

Ela seria sempre dele, mesmo com pouco tempo que a conhecia e agora era pouco tempo que eles estavam juntos, ele já sentia que ela seria a sua cara metade pelo resto da sua vida.

Ele voltou a beijá-la e então ela envolveu as suas pernas em volta dele e sentiu as mãos dele acariciar o seu corpo com certa avidez e então escutou ele sussurrar em seu ouvido:

- Tem uma coisa que eu ainda não te contei – ela sentiu o ar entrar em sua orelha e arrepiar-se todinha.

- O que? – ela perguntou fechando os olhos e sentindo os beijos em seu pescoço.

- Eu posso ficar loiro e de olhos verdes – ele parou, estava sobre ela e a encarou.

- Você só pode estar brincando, Goten – ela sorriu o encarando.

Goten se levantou já sem a sua camisa e concentrou a sua energia, as cortinas do quarto voavam, o chão tremia e logo ele se transformou e disse:

- Eu viro um super saiyajin – ele a encarou agora seus cabelos loiros e seus olhos verdes.

Kiria foi até ele e tocou o seu cabelo, depois o seu rosto. Ela estava apenas de roupas intimas.

Ela encostou a testa na dele:

- Não devia duvidar de você, não é? – ela envolveu os braços sobre o pescoço dele. – Afinal você e cheio de surpresas – ela riu-se. – Posso ficar com o Goten loiro hoje.

Goten assentiu com a cabeça e a beijou ferozmente a levando novamente para a cama, aproveitando cada segundo com ela.

Afinal foi ela que ocupou o vazio que a Maron havia deixado, foi ela que fez que ele esquecesse a magoa que tinha com o Trunks, foi ela que chamou a sua atenção e foi ela que ele escolheu para conviver até quando der.

 

Fim.

Tudo resolvido

 

Goku apareceu dentro de sua casa e viu Chichi ainda olhando a televisão, quando o visualizou.

- Por que não trouxe o Goten com você? – ela perguntou com as mãos na cintura e cara de poucos amigos.

Goku se encolheu um pouco para trás e disse:

- Ele estava com uma garota e a mesma disse que ia chamar os repórteres para resolver o ocorrido por isso deixei que ele a levasse em casa.

- Moça... Repórteres?

- Sim Chichi, ligue a televisão – Goku apontou para o aparelho da sala que já estava desligo.

Bulma que estava por ali com a sua família sentou-se ao sofá e ficaram aguardando o noticiário.

***

            Goten logo aterrissou na porta da casa de Kiria e ela entrou e correu ao telefone e marcou uma entrevista para aquele mesmo dia, foi ao quarto e se arrumou logo ela voltou e recebeu todos os jornalistas possíveis em um salão e deu a entrevista, dizendo que tudo aquilo foi feito por efeitos especiais, e que era uma propaganda para uma nova roupa e jogada de marketing para a sua fábrica e para o nome dos Mioni.

- Mas Kiria aquilo pareceu tão real – falou um dos repórteres.

 - Era essa a ideia, tanto que eu já vou providenciar o pagamento pela porta do avião. Usamos um dispositivo inventado pela Corporação Cápsula, para parecer real.

- A senhorita deve ter gastado muito dinheiro com isso, pois os Briefs têm a tecnologia mais cara da Cidade do Oeste.

- Meu namorado conhece os donos da Corporação Capsula. Ele conseguiu a um excelente preço e foi um dispositivo exclusivo para a nossa empresa.

- Então tudo aquilo era uma propaganda para a sua empresa.

- Sim, era – Kiria deu um sorriso a Goten. – Era para ser surpresa, mas acho que acabamos chamando a atenção de mais, por isso chamei vocês para essa entrevista. Em breve editaremos e faremos nossa propaganda. Desde já eu agradeço a todos pela atenção.

Kiria viu os jornalistas se arrumarem para ir embora enquanto ela se aproximou de Goten.

- Viu como foi fácil – ela deu um sorriso.

- Mas vai custar dinheiro – ele falou preocupado.

- Não se preocupe já falei com os meus advogados para negociar com a empresa do avião e o Lui já deve estar chegando com as minhas malas.

Goten ainda continuou meio inquieto já que envolvia dinheiro.

- Venha – ela o puxou pela mão o levando para dentro.

****

Chichi olhava a televisão vidrada.

- Você viu Goku? – perguntou ela abraçando o marido. – O Goten está namorando uma empresária – Chichi sorria de orelha a orelha.

- É sim – Goku deu um sorriso.

- Ela fez propaganda da nossa empresa, eu vou procurar ela amanhã para ver se ela precisa de algo – Bulma se levantou do sofá. – Bom foi tudo resolvido, agora e só ir para casa – ela olhou para Vegeta que já caminhava em sua direção com cara de poucos amigos.

- Pelo ao menos vocês pararam de coaxar como sapos por causa de nossos poderes – Vegeta passou a frente de Bulma.

A mesma revirou os olhos em tédio.

- Chichi, nos vemos depois – despediu a mulher de madeixas exóticas.

Em seguida foi Trunks e Bra, já Vegeta apenas pegou a Bulma no colo e saiu voando e Bra estava com o Trunks.

- Goku, nosso filho deu uma sorte imensa.

Goku apenas fez que sim com a cabeça e sentou-se novamente no sofá.

****

 Kiria se jogou no sofá e Goten sentou-se ao lado e disse:

- Olha, eu sei que eu fui meio impulsivo e acabei lhe causando problemas – ele falou esfregando as mãos.

- Não precisa se desculpar Goten, pelo contrário, por causa desse marketing todo eu vou dar uma decolada na minha empresa e de quebra levo a da Bulma junto, já que você é amigo dela.

Goten sorriu e fez que sim com a cabeça.

Kiria colocou a cabeça sobre o ombro dele e disse:

- Quer saber o que mais?

- Hum... – ele estava meio rubro.

- Eu nunca fui tirada de um avião daquele jeito e eu adorei – ela virou o rosto para ele e o encarou. – Você será um excelente namorado – ela aproximou-se um pouco dele.

As respirações bem próximas, uma cruzando com a outra.

- Será que tem algo que eu ainda não sei? – ela o beijou.

Goten correspondeu e envolveu os braços dele na cintura dela, mas Kiria afastou e pegou-lhe a mão o puxando. Goten sem entender muito a acompanhou e viu Kiria entrando no quarto o puxando para dentro.

Goten olhou a cama redonda e larga, a penteadeira carregada de perfumes, maquiagem, bijuterias, as cortinas fechadas em um tom marfim claro tampado a janela da sacada.

Goten sentiu duas mãos delicadas e envolver por trás, corou ao sentir as delicadas mãos subir pelo tórax dele por debaixo da camisa.

Goten fechou os olhos e segurou a mão dela e virou-se para ela. Ele tremia e a encarava.

- Kiria eu... – ele estava muito vermelho e a respiração entrecortada.

- Nunca esteve com uma garota antes? – ela envolveu os braços em volta do pescoço dele.  

- Bem eu... É... – ele virou o rosto e ia tirando as mãos dela do pescoço dele. – Está ficando tarde eu... Tenho faculdade amanhã cedo e... – ele sentiu os lábios dela o calando.

Goten sentiu a língua dela invadir a sua boca, as mãos dela ir puxando a camiseta para cima, só se separando para ela jogar para o lado.

Kiria voltou a beija-lo e foi empurrando pouco a pouco para cama e ficou sobre ele. Separou e olhou para ele rubro e meio desajeitado. Goten estava trêmulo, sua respiração ofegante.

- Você e tão fofo Goten – ela pegou as mãos dele e foi mostrando o caminho a ser percorrido.

Goten ainda estava rubro, mas acabou seguindo os seus instintos meio atrapalhado, mas sentia o seu corpo clamar por ela, sentia um desejo enorme, sentia as mãos delicadas o despindo vagarosamente.

Ele não resistiu mais a virou e foi a despindo também, fazendo o caminho, ainda tentando se acostumar com a ideia e meio atrapalhado, mas pelo ao menos estava pelo caminho certo.

Kiria só estava de roupas intimas e Goten com sua cueca samba canção, se perdendo totalmente no clima, quando ouvem batidas na porta.

- Senhorita a suas malas – Lui gritou do lado de fora.

- Deixe aí Lui, depois eu pego – ela gritou e já ia voltar ao rapaz.

- Mas senhorita, tem umas pessoas da agência de viagem querendo falar com a senhora sobre o ocorrido.

Kiria suspirou fundo, olhou para Goten que estava muito rubro.

- Droga... – reclamou ela e olhou o garoto seminu. – Você me espera? Ela deu um sorriso e levantou-se.

Goten a encarou em pé e se levantou e a puxou para a cama.

- Eles que se lasquem – já tinha tido provocação de mais e agora ele não pararia mais.

- Kiria o pessoal está te esperando – Lui falou batendo novamente a porta.

Kiria sorriu a Goten e gritou;

- Avise que amanhã à tarde eu falo com eles – sentiu-se beijada no pescoço

E foi descendo e acabando de despir a garota em sua frente. Sua razão e vergonha já tinha ido às favas, apesar de ainda estar meio atrapalhado por ser a primeira vez que estava com uma garota seguiu seus extintos sayajins e aproveitou cada toque, cada gesto, cada momento que estavam ali juntos, sentindo o seu corpo se unir ao dela em um só. Palavras doces de gemidos eram ouvidos entre eles, no momento de amor, de desejo e de conhecimento, eles ficaram ali sentindo cada vez mais o corpo um do outro até que entraram em um clima e êxtase juntos.

Goten a abraçou puxando para o seu tórax nu e acariciando os seus cabelos molhados de suor.

- Para um marinheiro de primeira viagem você foi incrível – ela estava sonolenta.

Goten virou o rosto e ficou meio rubro.

- Você é um fofo sabia? – ela disse olhando para ele querendo fechar os olhos.

Goten apenas sorriu e a viu adormecer sobre o peito dele.

Ele suspirou fundo e olhou pelo quarto a sua roupa espalhada pelo chão, mas estava feliz, afinal estava com a garota que gostava. Sorriu e ficou acariciando-a ali mais um tempo.

Após um tempo Kiria se virou para o lado e Goten percebeu que ela havia saído de cima dele. Sorriu e cobriu a garota com o lençol, deu um beijo lento em seu rosto e levantou com cuidado para não a acordar.

Saiu catando as roupas pelo quarto e vestiu calmamente para não a acordar, mas antes de ir em direção a janela foi dar mais um beijo em sua bochecha, então Kiria abriu os olhos meio sonolenta e o olhou.

- Aonde você vai? – perguntou e pegou a mão dele.

- Eu vou para casa, já é tarde e meus livros então todos lá. – Ele sentou-se à beira da cama. – Amanhã eu ainda tenho aula.

- Que pena... – ela pronunciou em um sono.

- Nos vemos amanhã na faculdade.

- Uhum... – ela adormeceu novamente.

Goten sorriu abriu a janela e saiu voando o mais rápido que pode para a sua casa.

Assim que chegou à casa subiu direto para o seu quarto, tomou um banho e foi dormir. Afinal a sua vida tinha dado uma reviravolta e estava imensamente feliz.

****

Na manhã seguinte Goten aparecia na cozinha para tomar o seu café e encontra o seu pai já no terceiro prato enquanto Chichi apenas observava.

- Bom dia! – ele puxou a cadeira e se sentou. – Deixa um pouco para mim pai.

- Bom dia filho! – Chichi sorriu de orelha a orelha. – Chegou muito tarde ontem? Passou um tempo com a sua namorada nova? Eu vi o quanto ela é rica e linda – Chichi mal respirava de alegria.

- Mãe... – Goten levava o copo de café à boca. – Não sei a hora que eu cheguei ontem olhou para o pai e Goku deu um sorriso entretido com a comida. – Eu passei um tempinho sim. E sim ela é rica e bonita, mas estou interessado nela e não no que ela tem.

- Goten você ganhou na loteria – Chichi se levantou e abraçou o filho lhe dando beijos no rosto.

- Mãe... – ele a repreendeu e viu o seu pai sorrir.

- Goten sabe como é a Chichi, ela ama as meninas ricas e riu.

- Claro, vocês nunca trabalham pra colocar dinheiro em casa – ela fechou o semblante e foi para pia.

Goten riu e levantou-se da cadeira.

- A senhora não tem jeito mãe – Goten pegou os livros, deu um beijo no rosto dela. – Agora eu tenho que ir ou me atraso.

- Você vem almoçar em casa?

- Acho que não...  – respondeu ele se despedindo dos pais.

Goten voou rapidamente até a sua faculdade, pois queria ver logo a sua namorada, a sim ainda sentia o calor dela em sua pele o cheiro dela. Sorriu e logo chegou a uma rua mais deserta e foi caminhando.

- Bom dia, senhor confusão! – a voz do Trunks sorriu ao ver o amigo.

- Bom dia, Trunks – ele o olhou.

- Ainda bem que a Kiria resolveu tudo ou estaríamos em maus lençóis. – Trunks o olhou bem. – Devia tomar mais cuidado ao usar os nossos poderes assim.

- Eu sei Trunks, mas não havia outra maneira, pois o avião da Kiria já tinha decolado.

- Hum, eu te avisei, não foi?

- Sim, mas eu só percebi quando o mordomo dela foi lá em casa me avisar.

- E pela a sua cara, você deixou de ser virgem – ele riu-se.

- Trunks! – o repreendeu meio rubro.

- Bom dia meninos! – Coralina deu um sorriso largo a Goten. – Está ficando famoso em Goten.

- Hehe, poise – ele esfregou a nuca. – Fui convidado para fazer aquele comercial. – Goten sentiu duas mãos sobre os seus olhos.

- Kiria – ele virou-se para ela.

Ela atirou nos lábios dele e ele correspondeu meio sem jeito.

- Não vale Goten – ela se afastou, cruzou os braços e fez biquinho.

Coralina que estava perto deu um jeito de sair ali de fininho e muito triste, pois sabia que tinha o perdido.

- Bom dia Kiria! – Trunks a olhou.

- Bom dia, Trunks, tudo bem? – ela perguntou dando um sorriso.

- Tudo sim – ele a encarou. – Minha mãe pediu para ir até a nossa casa. Goten pode te levar depois da aula.

Kiria arregalou os olhos e disse:

- Por que razão, motivo, circunstância a sua mãe, ou seja, Bulma Briefs quer me ver? – Kiria disse de uma forma pausada e incrédula.

- Pela mesma razão, motivo e circunstância de você ter citado o nome da nossa empresa na sua entrevista.

- Está bem, eu irei – ela começou a caminhar. – Vejo vocês na aula.

Goten suspirou a olhando.

- É amigo – Trunks colocou a mão no ombro dele. – Você se deu bem.

- Foi sim – ele deu um sorriso. – Vamos juntos para sua casa.

- Claro que sim.

Despediram-se e cada um foi para sua sala.