quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Capitulo único.

Ângela sempre foi uma menina meiga, alegre, com um temperamento um pouco instável e gentil.

Ela veio de uma família humilde de mais dois irmãos e ela, sempre fora a caçula da casa, sempre ajudou a mãe em casa em todos os sentidos, mas sua família queria que ela tivesse uma ótima educação e nada melhor que ela estudar em na School Orange, na cidade de Satã City.

O sim a cidade ganhara o nome do campeão do mundo depois de sua vitória contra Cell, mas isso era apenas o que o mundo acreditava, mas a verdade, bom essa vem em outra hora.

Ângela foi matriculada no melhor colégio da cidade por causa de uma bolsa que ela ganhou do Mister Satã pela passeata de mais um ano de sua gloria.

 Mas Ângela era sonhadora e sempre se encontrava com um ou outro rapaz, ela era assim: batia o olho e qualquer coisa servia para ela arriscar um encontro e ver se engatava um possível namoro.

Ela acreditava em amor a primeira vista, talvez por ter o seu lado sonhadora e romântica, mas era assim sempre ela arriscava com o sexo oposto.

Bom depois de um tempo estudando ali, Ângela fez algumas amizades, e sempre saía com um ou outro garoto, mas nenhum ainda havia acertado o seu coração em cheio e naquele dia lindo em que ela passava por um corredor vazio e sem uma alma viva, ela o viu, se trocando dentro do vestiário, com a porta entre aberta. Então ela passou lentamente e viu ele virado de costas, vestindo uma calça e viu ele vestido com uma cueca e no bumbum o desenho de um ursinho.

Ângela corou ao notar o quanto aquele garoto era fofo e tinha um ar infantil e por olhar sorrateiramente por de trás da porta escondida, não pode conter o rubor em suas bochechas.

- Como ele é fofo, e lindo! – suspirou ela torando o olhar da fresta que tinha entre a porta e o portal e volto a olhar um ponto qualquer.

Ângela adorou ver a cena onde o seu colega de classe trocava de roupa.

– Gohan é tão fofo! – ela juntou as mãos no alto no busto e suspirou.  - Quem sabe um dia eu possa usar esse segredo para sair com ele – ela sussurrava enquanto o olhava.

Decidiu ir para sala de aula ante que ele a descobrisse ali.

Agora ela tinha um segredo e tanto em suas mãos e talvez um novo pretendente a namorado, ou melhor, a paquera.

Saiu dali cantarolando disfarçando para ninguém não percebesse que ela estava o observando o garoto trocar de roupa.

Ângela via Gohan todos os dias e suspirava ao vê-lo e pensava sempre naquela cuequinha de ursinho pimpão. Aquilo a fazia sentir-se rubra e com vontade de chamá-lo para sair, mas ele sempre saia mais cedo, ou saia e sumia, chegava atrasado, então ela nunca conseguia o chamar para sair.

Então um belo dia, Ângela estava na sacada do colégio, com o pé encostado na parede olhando aquele lindo céu quando o jovem rapaz pouso distraído e desfez a sua transformação de super sayamam e ia passando correndo por ela quando finalmente ele percebeu que ela tinha visto ele se transformar em Gohan.

Gohan passou correndo por ela e Ângela olhou para a escada onde ele havia descido e ficou mais rubra ainda.

Ela voltou para sala de aula e se sentou a aula começou até animada.

Mais tarde um pouco o rapaz foi retirado da sala por falta de atenção.

“Agora é a minha chance de chamá-lo para sair.” Pensou a garota animada e com um plano em sua mente.

Ela ia fingir não estar prestando a atenção na aula só para conversar com o garoto no corredor, e foi assim que aconteceu o professor a chamou para participar da aula e ela nem deu moral e assim que o professor chegou perto dela ela chorou e logo se levantou, saiu para o corredor.

Já o professor não entendeu nada.

Ângela já estava ao lado de Gohan quando começou a puxar conversa com ele.

- Oi! – ele a cumprimentou meio tímido e foi ai que ela começou a sua jogada de conquista.

- Oi, Gohan, tudo bem?

- Eu acho que sim – ele olhou bem para ela.

- Aceita sair comigo? - ela foi direto ao ponto.

- Eu não posso, pois... – Gohan já ia argumentar quanto ela o cortou.

- Se não sair comigo eu conto o seu segredo.

Gohan começou a suar, achando que ela sabia que ele era o grande sayaman.

- Está bem – ele suspira cansado e derrotado.

- Mas sua namorada não vai importar? – ela jogou verde para ver.

- Eu não tenho...

- Ótimo! –ela uniu as mãos diante o busto, estava muito animada. – Me encontre na estação Satã, às nove da manhã no domingo – ela sorriu de orelha a orelha e Gohan teve que acatar, já que tinha medo de que ela contasse o segredo dele.

Bom depois daquela intimação Ângela voltou para casa e esperou ansiosamente até domingo, pois mal podia esperar para ver como Gohan era e se o seu encontro ia engatar em um namoro com ele.

Ela só pensava na cuequinha de ursinho dele e como era fofa.

Bom logo domingo chegou e Ângela se vestiu com um vestidinho amarelo sem mangas um pouco justo no busto e com uma saia descendo rodada, uma blusinha com meia manguinha por cima, uma bolsa, seus cabelos cacheados e ruivos penteados para o lado.

Ela se olhou pela ultima vez no espelho e saiu muito animada, afinal ela ia finalmente se encontrar com o menino da cuequinha mais fofa do mundo.

Ela chegou na estação toda animada, balançando a mão e chamando ele pelo nome.

- Gohan eu cheguei! –ela sorria e acenava.

- Ninguém notou – comentou Gohan consigo mesmo sem que ela percebesse.

- Que bom que você veio para o nosso encontro – ela uniu as mãos diante do seu colo.

- É – ele roçou a nuca. – Ângela, vai guardar o meu segredo?

- Ham? – ela o olhava com as mãos unidas junto do queixo.

- A melhor você esquecer – ele queria que ela esquecesse o segredo dele.

- O que acha de irmos ao cinema, Gohan? – e antes que Gohan respondesse Ângela pegou a mão do garoto e saiu puxando pelas ruas da cidade.

O seu entusiasmo era visível.

Logo eles chegaram ao cinema e o filme começou, com o passar do tempo Ângela já acumulava lagrimas nos olhos por causa do filme romântico que se passava, porém olhou para o lado e viu Gohan cochilando.

- Eu já percebi que não gosta de ficar comigo. Eu vou embora – ela se levantou enfezada e saiu andando pelo cinema.

- Não! Espera Ângela... – Gohan ia falando com ela a seguindo, já que o filme estava muito tedioso aos olhos dele. – Não é isso Ângela, espera ai... – ele ainda andava atrás dela enquanto o povo pedia para fazer silêncio.

Ao sair do cinema Gohan colocou uma das mãos na nuca e com o seu terno amarelo, sua gravata vermelha e sua camiseta branca disse:

- Me desculpe Ângela.

Ângela virou-se para ele sorrindo e disse:

- Vamos a uma lanchonete?

- Ham? – Gohan, não conseguia entender o temperamento da ruiva, mas queria o seu segredo guardado.

Os dois foram para a lanchonete e se sentaram a mesa.

Gohan ria sem jeito e Ângela se anunciou animada, estava pensando na hipótese de ver a cuequinha do Gohan de novo.

- São nesses momentos que se pergunta a uma mulher quantas colheres de açúcar ela quer no chá.

- E quanta você quer? – ele perguntou tentando entendê-la.

- Quero quinze – ela pediu com um sorriso meigo.

Gohan começou a colocar as colheres na xícara de chá de Ângela e ela começou a conversar.

- É muito difícil te encontrar dentro e fora da sala de aula, isso quando você não sai mais cedo. Você é tão ocupado – ela levou à xícara a boca e bebericou o liquido. – Quando vi você daquele jeito fiquei muito surpresa.

- E o que você achou? – ele perguntou achando que ela tinha o visto de grande sayamam.

- Me parece uma coisa meiga e fofa – ela sorri a ele.  - Você usa sempre? – ela pergunta com a cabeça um pouco inclinada para o lado.

- Só quando necessário – responde Gohan. – Depende do dia.

- Ah! Gohan você é tão fofo – ela colocou as mãos unidas diante do seu queixo.

- Ah! Mas por favor, não conta para ninguém viu, eu quero manter isso em segredo.

Eles terminaram o chá e Ângela disse:

- Vamos continuar o nosso passeio? – ela perguntou se levantando delicadamente da cadeira.

- Claro! – ele se levantou também e a seguiu.

- Gohan hoje você está usando? – ela perguntou andando do seu lado.

- Sim eu estou com ela aqui – ele respondeu achando que era a sua roupa de grande sayamam.

Ângela olhava para todos os lados procurando um lugar que desse para ela ver, foi quando ela viu um beco mais deserto e não havia ninguém ali a não ser algumas latas de lixo, também era uma rua deserta onde eles passavam.

- Vem comigo, Gohan! – ela o puxou pela mão e o levou para o beco.

- Por que estamos aqui? – perguntou ele ingenuamente.

- Ela o empurrou para parede e começou a desabotoar as suas calças.

- Por que eu quero ver?

- O quê? – ele perguntou começando a ficar rubro e começando a ter outros tipos de pensamentos.

- Espere Ângela! – ele segurou as mãos dela, cerrou o cenho e encarou.

- O que você está tentando fazer? – ele perguntou com o rosto rosado e tentando saber onde ela queria chegar, apesar de ele já imaginar, mesmo tendo certa ingenuidade, Gohan sabia o que um homem e uma mulher fazia.

- Eu quero ver – ela o olhou para ele com os olhos em lagrimas enquanto ele segurava as mãos.

Envergonhando ele não teve coragem de perguntar o que ela queria ver, foi quando ele ouviu o barulho do corpo de bombeiros gritando:

- Fogo... Fogo... – Gohan soltou-lhe as mãos e abotoou os poucos botões que ela havia soltado.

- Ei! Você não vai me mostrar? – ela perguntou achando que ia ver a cuequinha de ursinho dele.

- Você ficou maluca? – ele achou que fosse outra coisa. - Além do mais eu tenho que salvar a cidade – e saiu correndo a deixando ali no beco, achando que ela sabia que ele tinha uma segunda identidade.

Ângela correu atrás dele e quando o viu ele tinha parado em frente ao prédio em chamas. Gohan entrou no prédio e Ângela ficou o chamando do lado de fora até não ver o rapaz mais diante da sua visão.

Gohan salvou o dia, ou melhor o grande sayamam salvou o dia e a Videl também.

Ângela o procurava em meio aos carros de bombeiros, enquanto Gohan saia sorrateiramente do lugar, mas ouviu Videl o chama e logo Ângela vê os dois juntos e diz:

- NÃOOOOOO!

- O que foi Ângela? O que aconteceu – o casal olhou para a ruiva.

- Por que você não me disse que tinha namorada, em Gohan? – ela perguntou deixando algumas pequenas lagrimas de seus olhos roxos. – Por que não me contou que a Videl era a sua namorada? – ela queria uma satisfação.

Os dois olhavam a ruiva sem entender nada do que ela dizia.

- Você entrou no prédio em chamas só para salvar a Videl, não foi Gohan?

O rapaz nem sabia o que dizer a ela.

- Videl agora eu vou contar o segredo do Gohan para você.

- E qual é? – perguntou Videl curiosa.

Gohan entrou em desespero, não queria que ninguém soubesse da sua identidade de grande sayamam.

- Isso não – ele não queria mesmo.

- Acontece que o Gohan...

- Ahhhhhh! – ele gritava atrapalhando a conversa das duas e foi assim todas as vezes que Ângela tentava dizer a ela o “segredo”.

Até que Ângela conseguiu finalmente dizer.

- Acontece que o Gohan usa cuecas de ursinho e não quer contar.

Gohan deu mais um grito e ouviu Videl dizer:

- Cuecas de que?

- De ursinhos? – ele ainda assimilava aquela informação.

- Sim! Eu tenho certeza que eu vi outro dia – ela estava meio brava com os dois, ali diante de seus olhos. – Eu tenho certeza que eu vi era de ursinho.

- Era esse o segredo? – perguntou Gohan confuso.

- Era sim – ela respondeu com mais calma.

- Então você não viu nada do que aconteceu no terraço da escola naquele dia?

- Mas do que você está falando? – ela não entendia onde ele queria chegar e Videl apenas observava os dois.

- Quando eu me aproximei de você no terraço, Ângela.

- AH sim! Como eu estava sem as minhas lentes de contato eu só pude ver quando você se aproximou de mim e sorriu – ela comentava.

Gohan gritou desesperado enquanto Videl comentou:

- Usa cueca de ursinho? Eu não sabia que tinha esses gostos tão infantis, Gohan – ela o olhava com as mãos na cintura.

- Não... E que a minha mãe se enganou na hora de comprar – Gohan estava sem jeito e tentava se explicar para as meninas em volta dele.

- Ah! Eu não quero mais saber de você Gohan – a ruiva deu a costa para o garoto e saiu andando triste, pois o seu encontro tinha dado errado mais uma vez.

Mas uma vez ela falhara, mas ela ia erguer a sua cabeça e já tinha um garoto em mente, iria tentar com ele um novo encontro, uma nova aventura e quem sabe agora ela não engatava um romance ou algo parecido e com esse encontro entre ela com o Aki.

Na manhã seguinte Ângela seguiu até o Aki e foi chamar ele para sair.

Essa era a Ângela, uma menina meiga, com um temperamento meio difícil, mas sensível, simpática e romântica, que só buscava um amor para ir além das nuvens de seus sonhos.

Fim.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

           

 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Vamos ver estrelas... ou não.

Yana entrou na casa de Áries e viu Mu sentando a cama olhando o teto, a constelação que forma o seu signo sempre o encantava.
– Hora de trocar as faixas – ela sorriu vendo os olhos verdes dele ir para os delas.
– Achei que a minha enfermeira particular tinha fugido das suas obrigações – Mu a viu pegar a pequena maleta com as faixas e os remédios, depois colocar o joelho sobre a cama e aproximar dele para tirar as faixas velhas e sujas.
Devagar ela retirou a faixa, limpou o ferimento bem delicadamente e passou o remédio necessário, depois colocou uma faixa nova e limpa. Assim que terminou viu um Mu com a respiração meio ofegante e os olhos cravados nela com um brilho que nem ela mesma podia explicar.
Ela colocou a mão no seu rosto olhando nos olhos dele também. Sentiu Mu a puxar pela cintura e a beijar ferozmente.
Yana sentiu-se nas nuvens e após alguns segundos o sentiu soltar de seus lábios e ir até o seu pescoço.
Ela gemeu meio baixo, fechou os olhos e sentiu Mu passar as mãos pelas suas costas, depois deslizando pelos seus braços delicados.
Yana suspirou fundo e sentiu-o apertar os seus seios com ambas as mãos, gemeu um pouco mais alto e viu ele a afastar um pouco a olhando.
Ele levou as mãos por debaixo do vestido que ela vestia e já ia retirar, quando ele há viu um pouco assustada olhando para o meio de suas pernas. Afastou-se um pouco dele e ficou tensa.
Lágrimas escorreram de seus olhos e lembranças dolorosas vieram em sua mente. Levantou-se assustada.
– Espera Yana... Desculpe-me... Eu não vou te forçar a nada... – ele suspirou a vendo correr sem um rumo.
Mu olhou o ponto vago, suspirou fundo, bateu com uma das mãos fechadas em cima do colchão.
“Eu estraguei tudo... Agora ela não vai confiar em mim de novo.”
******
Yana corria sem direção e não viu quando entrou na casa de virgem e parou assustada e ofegante, viu Shaka sentado em posição de lótus, de olhos fechados e com uma das mãos para cima, o cotovelo apoiado em uma das pernas e o dedo indicador encostado no dedo polegar e disse:
– O que a bela dama que não sai da casa de Áries faz em minha humilde residência?
– Como sabe se eu estou aqui, sendo que eu nem fiz barulho e você nem abriu os olhos? – ela estava um pouco ofegante e sua voz parecia assustada.
– Não é necessário ver, quando se tem os outros sentidos aguçados – ele permanecia do mesmo modo conversando com ela. – Então que bicho te mordeu para você chegar aqui tão assustada?
Ela ficou rubra, ficou um pouco nervosa, e Shaka percebeu pelos movimentos dela e pelos barulhos e inquietude nos movimentos que ela fazia.
– Pode me dizer, nada sairá daqui – ele finalmente abriu os olhos e caminhou até ela, mas ela deu uns passos atrás.
Shaka viu que algo tinha realmente acontecido e esperou ela falar, pacientemente.
– Eu... Mu... Agente... Então eu me lembrei do... – ela ficava cada vez mais assustada e se afastava.
– Ei... Diga devagar, eu não estou entendendo – ele deu um passo aproximando dela.
– Eu a beijei Shaka, e quase entramos em uma intimidade maior – Mu apareceu na casa do amigo com o seu tele transporte.
Yana havia se encostado ao peitoral dele, sem camisa e sentiu o calor da pele.
– Você sempre assusta as garotas, Mu – deu um sorriso torto a ele e encarou.
– Não tanto quanto você Shaka – ele o encarou da mesma forma.
– A CULPA NÃO FOI DELE! – Yana gritou e correu para perto de Mu com os olhos marejados e o abraçou.
Mu ficou sem jeito diante de Shaka, mas a abraçou carinhosamente e se teleportou dali deixando o amigo.
– Quanto drama – comentou-o voltando a posição de lótus.
****
Mu havia voltado a sua casa, abraçado com a moça e disse:
– Tudo bem... Eu não vou fazer nada a força com você – ele acariciava os cabelos castanhos dela de uma forma carinhosa.
– Me desculpa Mu. Eu fiquei com medo, eu... Lembrei-me de tantas coisas... – ela estava encostada no tórax dele e ele em pé abraçado a ela.
– Eu imagino. – ele tentava lhe passar segurança. - Está tudo bem! – ele a abraçou estava abraçado de forma carinhosa. - Como eu disse, não forçarei você a nada – ele pegou um pedaço dos fios de cabelo dela e levou as narinas.
Seu jeito carinhoso, sua forma serena e paciente a fez ir se acalmando aos pouquinhos e de vagar ela se afastou e ergueu os olhos castanhos encontrando com as verdes dele.
– Me... Faça sua Mu... Prometo nunca mais sentir medo de nada ao seu lado.
Mu deu um sorriso enigmático a ela, passou a mão no seu rosto claro e sereno.
– Não vai fugir de novo? – perguntou ele a encarando com a mesma calma e serenidade de sempre.
Ela fez um gesto de não com a cabeça e Mu deu um sorriso ao olhar o seu rosto rosado.
Há puxou bem devagar e pouco a pouco foi beijando ela nos lábios lentamente, pouco a pouco os beijos iam se tornando profundos e quentes, suas línguas dançavam dentro de suas bocas e pouco apouco Mu foi a levando para a sua cama, pouco a pouco ele a deitou sobre a mesma.
Seus olhos vidrados um no outro e ele com a maior paciência do mundo perguntou.
– Quer mesmo ir até o fim, como eu disse, eu não... – ela colocou a mão nos lábios dele e fez um gesto de sim com a cabeça.
Mu desceu os seus lábios pelo pescoço dela passando a mão pelas suas coxas, e levando o vestido consigo.
Ela às vezes gemia, ou o olhava, às vezes o acariciava e sabia que ia até o fim, pois sabia que podia confiar nele o seu cavaleiro, o seu ariano, que sempre esteve ao seu lado protegendo e passando calma e confiança.
Ela sabia que poderia viver com ele enquanto a sua vida durasse, mesmo sendo mais curta iria aproveitar cada momento, por que era ele que ela sempre sonhou para sua vida.
Eles entraram em um êxtase profundo juntos.
Mu a puxou para si e acariciava o seus cabelos castanhos e molhado de suor.
– Então Mu o que o Shin te disse na linguagem de Jamiel? – ela estava curiosa ergueu o rosto e o encarou envolvida no lençol.
Mu corou ferozmente tirou os olhos do dela.
– Foi algo tão vergonhoso assim?
– Vindo do meu mestre, sempre e algo bem constrangedor – ele ainda permanecia incomodado.
– Me diz vai – ela insistiu com o seu charme.
– Melhor você ficar sem saber, pois meu mestre é um pervertido.
Ela riu alto e disse:
– Tem algo haver com o que aconteceu entre agente certo?
– Sim – ele a abraçou de novo e já puxou para beijá-la o que ele me disse foi: Para eu te lambuzar todinha com o meu... – o surrou no ouvido dela.
– Hum! - ela ficou rubra, mas aquelas palavras a deixaram querendo mais.
– Acho que você está fazendo direitinho – ela deu um sorriso travesso e o beijou começando a o amar mais uma vez.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Capítulo único.

Era uma manhã fresca carregada de uma brisa silenciosa e que só se ouvia o uivo do vento bater nas doze casas.
Mais um dia monótono sem quaisquer novas lutas ou problemas em relação à Saori, a atual deusa Atena. Ela nem estava no santuário tinha ido viajar mais o seu noivo Seiya.
Na casa de peixes Afrodite curtia suas flores, e cuidava delas com muito carinho enquanto o vermelho cintilava com as gotas de orvalho, o branco realçava a cor de seus olhos e as rosas negras dava um ar de melancolia.
O pisciano adorava olhar as suas belas rosas,  era a sua maior diversão.
Sentia falta de lançar alguma rosa e ver ao menos as brancas se tingirem de marfim com o sangue do inimigo, mas agora eram novos tempos, apenas lhe agradava o perfume das mesmas em suas sensíveis narinas.  
Saga foi se divertir com o seu irmão gêmeo Kanon, afinal eles tinham que conhecer melhor, pois após a derrota de Hades, ele pode ter o privilégio de conhecer o seu irmão gêmeo.
Camus havia indo ensinar novos golpes ao seu discípulo Hyoga, pois o garoto precisava de um reforço.
Dohko tinha ido para as montanhas treinar enquanto seu discípulo Shiryu fazia companhia a Shunrei, já que a bela dama tinha certa quedinha pelo o cavaleiro de dragão.
Mascara da morte estava em passeio no submundo, como sempre visitando as profundezas e pensando em novas cabeças para moldar as madeixas das mesmas e enfeitar a sua casa.
Aiolia estava em um passeio com sua atual namorada Marine, seu namoro evoluía ainda mais com a amazona mestre de Seiya. .
O passeio era bem agradável e vira e mexe eles trocavam palavras de amor e caricias. Meloso de mais para um leonino é uma amazona que veste a armadura de prata de águia.  Mas o que o amor não faz, não é?
Milo estava muito bem acompanhando em sua casa, com sua bela dama grega se deliciando no veneno mais picante e delicioso a luxuria. O cavaleiro se deleitava em baixo dos lençóis em seu quarto na casa de escorpião.
Shura bom esse ninguém sabia o seu paradeiro, afinal o capricorniano nunca ficava muito fixo em sua casa. Talvez tivesse ido ver as touradas no seu país de origem, Espanha, afinal ele tinha essa tendência de gostar das grandes touradas e ouvir o povo gritar olé.
Mu estava sem a sua armadura com a sua roupa típica que usava em sua terra natal Jamiel. Uma camiseta amarela, um chalé vermelho por cima, um cinto branco, sapatilhas pretas com umas cordas que subiam até o meio da batata da perna, seus cabelos lilás sendo levando pelo vento em um rabo de cavalo. Ele olhava o céu lindo e azul, os pássaros a piar ao longe.
Aquela monotonia o matava.
Resolveu ir até a casa de virgem para ver e espantava a chatice e a monotonia do momento.
Assim que chegou a casa do virginiano ele escutou a voz de Shaka ao longe.
- O que você quer Mu? – perguntou o virginiano em posição de lótus e olhos fechados.
- Só queria uma companhia para um passeio matinal. Afinal estamos todos no mesmo barco.
- Vá chamar Aldebaran, ele que gosta de dar voltar por ai feito um touro atrás de um tecido vermelho. Aproveita é da umas mugidas com ele, já que seu nome começa com Mu – o indiano permaneceu de olhos fechado e na mesma posição e deixou a suavidade da sua voz sair.
- Primeiro o Aldebaran não está na casa dele, pelo que eu fiquei sabendo o taurino foi ao país dele, provavelmente está comendo pequi em Goiás, ou sambando pelo Rio de Janeiro com alguma mulata. Também não sou boi para ficar mugindo por ai junto com outro boi, ou melhor, bezerro desmamado. E você está muito mal humorado para estar em meditação. Onde está a sua brilhante paciência indiano fajuto?
Shaka se levantou nervoso, ainda vestindo a sua armadura, o virginiano caminhou em direção ao ariano.
- Quer ficar sem seus cincos sentidos, Mu?
- Não Shaka – Mu deu um passo atrás e balançou as mãos. – Mas queria sair dessa monotonia que anda o santuário, da uma volta pelos vilarejos sei lá, mas ir sozinho é chato – Mu o olhava do mesmo modo.
- Mu eu não sou dama de companhia, além do mais você não faz o meu tipo.
Mu revirou os olhos e resolveu não insistir, Shaka estava pior que mulher com TPM.
Virou de costa e começou a caminhar e ouviu a voz de Shaka.
- Espere! Eu vou... – ele se levantou, abriu os olhos espichou bem os braços e as pernas. – Ficar assim o tempo todo já está me dando cãibras, meu corpo está todo dormente.
- Oh! Mas eu achei que o senhor virginiano tinha acabado de me dar um tremendo de um fora – ele estava irônico, afinal Shaka tinha ofendido ele duvidando da sua masculinidade.
Shaka mancava de cãibras, aquela posição o matava e ele precisava espichar as pernas.
- Vamos de uma vez antes que eu mude de ideia – resmungou o indiano.
- Você vai de armadura? – Mu olhava para Shaka todo em ouro.
Revirou os olhos e tirou a armadura ali mesmo ficando só com uma túnica branca presa pelo ombro por um broche em ouro na lateral direita mostrando parte do seu tórax, seus cabelos loiros descendo pela sua costa. A túnica descia até próximo aos seus pés e um chinelo indiano em cor marfim.
- Satisfeito ariano? – perguntou ele de olhos abertos.
- Bem melhor.
- Então vamos de uma vez, por que ficar aqui meditando está um saco.
Mu deu um sorriso e os dois começaram a caminhar conversando animadamente sobre os podres dos demais cavaleiros, pareciam duas fofoqueiras de plantão que falavam sempre mal da vida dos outros.
Mas quando não tem o que fazer, dá em fofoca da vida alheia para passar o tempo.
****
Shaka e Mu caminhavam distraidamente olhando a paisagem, passando pelas vilas, próximo ao santuário, querendo se distrair e fazer com que o tempo se passar. Estavam tão distraídos ali que nem viram quando chegaram a um vale coberto por uma grama verde, alguns pinheiros espalhados, grandes árvores, umas com flores, outras com frutos, outra com flores e frutos, alguns arbustos com pequenas flores espalhadas, uma pequena cascata de água escorrendo limpa e cristalina que dava para ver os peixinhos que escorria entre pedras, o sol dando um ar de imponência e refletindo seus raios pela água e pelo verde dando um ar de misticismo e encantamento ao local.
- Isso sim é um ótimo lugar para meditar e relaxar.
- Shaka, larga essa vida de indiano, curte a natureza um pouco.
- Deixa de ser chato Mu e me deixa meditar em paz – Shaka se colocou em posição de lótus debaixo de uma arvore, fechou os seus olhos e ficou ali parado.
- Como ele consegue ficar assim o tempo todo? – Mu se perguntou deitando a grama e olhando o céu azul, os pássaros a voar e piar pelo céu e pelas arvores, algumas borboletas volitando.
Estar ali olhando a natureza era melhor que estar na casa de Áries olhando para o nada.
Mu fechou os olhos com as mãos debaixo da cabeça e ficou apenas ouvindo o cantar dos grilos, cigarras e pássaros.
De repente eles ouviram risadas finas e divertidas, quebrando o som da natureza.
Mu abriu um dos olhos e não viu nada.
Agora ele ouviu palavras.
- Olha essa flor Lina que linda, parece você, delicada e tímida.
- E aquela borboleta parece você Kiria, gosta de aparecer e muito extrovertidas.
- A para! Agora vamos ficar nos comparando com os bichos conosco – ria Kiria.
- A mais é bom – falou Lina um pouco vermelha.
- Ei, Shaka!
- Estou em meditação, não me amole – a voz calma saiu meio baixa.
- Está ouvindo?
- Claro, além de não ser surdo, eu tenho a audição mais apurada que a sua, seu carneiro desolado.
- Melhor ser um carneiro desolado, do que um virginiano que ainda é virgem.
- Posso ser virgem, mas eu sei tratar uma mulher melhor que você. Além do mais eu mantenho a minha alma pura. Não saiu por ai ficando com qualquer uma como você.
- Não fico com qualquer uma Shaka, apenas curto o momento, é diferente – Mu falou nervoso encarando.
E Shaka abriu os olhos em raiva e dos olhos de Mu saiam faísca.
As vozes alteradas dos dois homens haviam chamado à atenção das meninas que foram até lá e ficaram olhando.
- Lina quem será eles? – perguntou Kiria em sussurro olhando os dois lançar farpas um no outro.
- Não faço ideia.
- São lindos, não são? – Kiria sorria de orelha a orelha os olhando. – Eu achei o de cabelo lilás tão divino.
A morena ficou rubra, colocou as mãos no rosto tampando para esconder o rubor.
- O de cabelos loiros tem certo charme - sussurrou ela de uma forma que Kiria mal pode ouvir.
- Ai Lina, deixa a vergonha de lado e vamos até lá falar com eles.
- A não Kiria, de jeito nenhum. Vai você, eu fico aqui – ela virou de costas evitando olhar os dois.
- Está bem, mas eu vou trazer o loiro aqui. O que acha?
- Que?  Você ficou maluca? – ela pendeu um pouco para frente com as mãos na cintura e muito rubra.
- Não fiquei maluca.  Você gostou dele, não foi? – Kiria deu um sorriso e uma piscadela.
- Sim – sussurrou a garota de cabeça baixa.
- Você não tem jeito – Kiria deixou a sua irmã ali a aguardado enquanto o vento batia em seus cabelos castanhos balançando e ela ia em direção aos dois cavalheiros discutindo debaixo de uma árvore.
- Olá rapazes! – Kiria fez os dois olharem assustados, não sabia que elas iriam ali.
Shaka virou o rosto e viu a dama que estava mais distante de cabeça baixa mãos unidas próximo ao colo, seu rosto rubro, seus cabelos castanhos médios sendo levado pelo vento. Shaka sorriu e saiu de sua posição.
- Olá! – Kiria cumprimentou enquanto Mu babava na garota de cabelos castanhos diante dele, sendo extrovertida, sem timidez, com um grande sorriso no rosto, grandes brincos nas orelhas, um batom rosado nos lábios, uma roupa que lembrava uma cigana.
- Olá – Mu mal respondeu, pois olhou a garota com seus olhos verdes de cima em baixo.
- Tudo bem com você? – Kiria deu um passo aproximando dele.
- Tudo – ele não parava de olhar os seus olhos castanhos e delicados.
- O que faz por aqui? – ele buscava assunto.
- Estava me divertindo com a minha irmã Lina. Moramos na vila – ela apontou em direção à vila.
- Fica bem perto do santuário – Mu aproximou um pouco dela.
- Sim é bem perto e fico bem tranquila sabendo que os cavaleiros de Atena estão nos protegendo.
- É mesmo?
- Sim.
- Como se chama? – ela uniu as mãos diante do colo, ficou as balançando e inquieta com o nervosismo.
- Me chamo Mu – ele pegou a mão dela e a beijou como um cavalheiro. – E a senhorita tem nome?
- Kiria – ela deu um sorriso meio ingênuo e começaram a se conhecer.
***
Shaka foi automaticamente em direção à mocinha que mais parecia um bichinho assustado. Lina queria sair dali correndo, pois havia percebido que ele ia em direção a ela.
Lina estava muito vermelha, mal conseguia erguer a cabeça, quando sentiu o virginiano tocar-lhe as mãos.
- Tu és a mais bela das flores do jardim proibido – Shaka a fez erguer o rosto e olhá-lho.
Lina desviou seus olhos castanhos dos olhos azuis de Shaka, seu rosto rosado encantou o virginiano.
- Bela dama, sua beleza é tão grande que eu até esqueci o caminho da Índia. Queira por gentileza dizer o nome da flor mais bela desse jardim de ébano?
- Lina – um sussurro saiu da boca da moça, mas foi o suficiente para que Shaka achasse que fosse como uma bela melodia Sarangui. – E o seu... – a voz da menina saia como sussurros melódicos em um tom perfeito.
- Minha deusa, sua voz é uma grande melodia para os meus ouvidos – a deusa grega do amor acertou cavaleiro em cheio. – Prazer, meu nome e Shaka – pegou a mão dela e deu um leve beijo na costa da mesma.
Shaka também começou a conversar com a garota tímida e que chamou muito a sua atenção, queria saber tudo dela, sua vida, o que fazia; seu signo do zodíaco para ver se combinava.
O mesmo acontecia com Mu e Kiria eles se conheciam, queriam saber mais um do outro.
Tudo corria bem entre os casais.
O cupido tinha acertado a flecha em seu coração direitinho, ou será que foi o Seiya com o seu meteoro do amor? Não se sabe ao certo, mas os dois cavaleiros estavam caidinho pelas garotas.
****
Mu olhava a garota sentada próximo dele conversando animadamente e quando ela parou ele disse:
- Eu gostei muito de você, Kiria – Mu pegou algumas mechas do cabelo castanho dela. – Eu sinto as ondas do puro amor me envolver. É como se Afrodite tivesse lançado uma poção do amor em mim.
- Mu você é um fofo, sem falar que também é um cavaleiro de Atena, um de ouro ainda por cima, me sinto como eu quisesse cantar uma canção com você.
- Então cante!
Kiria ficou meio rubra e começou a cantar.
- Pra você eu espero ser uma voz. Uma luz. Um momento de paz. Pra velar seu sono – Kiria parou deu um sorriso.
-Você tem a voz linda – ele passou a mão em seu braço. - Poderíamos ficar juntos se você quiser – Mu a encarou de um modo fundo. queria dar um beijo nela, mas ela se afastou.
- Está indo um pouco rápido se mais não?
- O tempo é curto para um cavaleiro solitário como eu. Quero ouvira sua voz varias vezes – ele aproximou-se um pouco mais dela.
Kiria riu alto e disse:
- Isso tudo e carência senhor cavaleiro de ouro de Áries?
- Eu quero seguir a voz do meu coração, Kiria.
Kiria levou mão em seu pescoço e sentiu falta de algo?
- Onde está a minha correntinha?
Mu se assustou quando ela mudou de assunto do nada e afastou um pouco.
- Correntinha?
- Sim, era uma gargantilha muito importante para mim, eu ganhei há muito tempo – Kiria soou meio triste e olhava para todos os lados.
- Que jeito era ela?
- Tinha um carneirinho em ouro como pingente e era em ouro também. Droga! – ela se levantou e começou a procurar e Mu começou a procurar com ela.
****
Enquanto Mu procurava a gargantilha de Kiria junto com ela. Shaka conversava com Lina intertido sem saber o que acontecia.
- Eu sinto algo estranho em meu coração.
- Está com alguma dor? – perguntou ela esfregando as mãos diante de seu colo e em pé tentando não olhá-lo.
- Não, eu que estou ligado em seu ser e quero que você me ensine o que é o amor, me ensina a amar – ele tocou o rosto dela com as mãos e toda a paciência do mundo. – Esperarei o tempo que for preciso.
Lina apenas sorriu e olhou a sua mão.
- Oh! Não!
- O que ouve minha flor delicada?
- Eu perdi um anel muito importante para mim – ela deixou uma lagrima cair.
- Anel? – o virginiano ergueu a sobrancelha loira e limpou a lágrima da moça com o seus dedos polegares, usando as duas mãos.
- Sim, ele era muito importante, uma pessoa me deu há muito tempo.
- E como ele era? – perguntou Shaka preocupado.
- Ele era dourado com uma pedrinha de uma espécie de anjo de joelhos, parecia estar rezando.
- Vamos procurar – o virginiano deu a mão a ela e os dois começaram a procurar.
Kiria e Mu procuravam de um lado e Shaka e a Lina do outro até que voltaram ao ponto que eles haviam se visto pela primeira vez.
- É uma pena – falou Lina olhando para o chão eu queria tanto o meu anel de volta.
- Mana, eu também queria o minha gargantilha de volta, mas não achei – Kiria ainda olhava ali perto.
Quando os dois cavaleiros sentem um cosmo maligno se aproximando.
- Mas o que significa isso? – perguntou Mu sério e passando a frente de Kiria.
- Achei os espectros tinha indo embora junto com Hades – Shaka também se pós à frente a garota.
- Eu também achei – Mu colocou uma muralha de cristal para proteger as garotas.
- Acho que o nosso dia está melhor do que esperávamos – Shaka da um sorriso lateral e olha para frente e vê dois espectros.
- São dois? – Mu ficou assustado, mas logo se recopos.
            - Vamos ter que agir – Shaka fechou os olhos e chamou a sua armadura e logo elas vestem neles.
 O mesmo faz Mu e sua armadura também o veste rapidamente.
As duas garotas se olham, conheciam aquela cena se lembrando de que tinha que fazer.
Mu olhou para trás e não entendeu enquanto um dos espectros disse:
- Ora se não é os cavaleiros de Áries e Virgem.
- Será uma honra acabar mais uma vez com esse virginiano de merda.
- Com certeza.
Mu acumulou o seu cosmo e lançou a extinção estrelar.
Shaka lançou uma rendição divina, mas nenhuma surtiu efeito.
- O que? – se perguntaram quando viram que eles vinham novamente na direção e um deles disse:
- Isso vai ser fácil de mais – riu um dos espectros malignamente.
Eles começam a correr e a lutar, usar os seus cosmos ao extremo tentando proteger as garotas, mas era tudo em vão.
As garotas sabem exatamente o que eles vão fazer e com o cosmo delas quebram a barreira de Mu e ficaram na frente dele e sem dar tempo de nada as duas são atingidas em cheio.
- Nãooooooooo! – Mu corre até Kiria.
Shaka também corre em direção a Lina.
- Kiria resista, por favor - ele olha e só vê ela machucada em seus braços.
- Adorei te conhecer Mu e espero um dia te encontrar no além.
-Kiria, por favor... – Mu deixou umas lágrimas cair de seus olhos azuis marinhos e aproximou os seus lábios e a beijou sendo correspondido ternamente.
***
Shaka também estava com Lina em seus braços, sentia que a vida da moça se esvairia pouco a pouco, sentia que nunca mais ia vê-la.
- Por que minha flor de ébano? Por quê? – ele a olhava ela delicadamente para o rosto branco.
- Por que esse é o nosso destino – ela deu um sorriso tímido e sentiu os lábios macios de Shaka tocarem os seus em um beijo terno.
Um barulho ensurdecedor soou no meio daquele vale fazendo com que o ariano e o virginiano se sentassem rapidamente na grama e olhassem de onde vinha o barulho.
- O que vocês estavam sonhando? – perguntou Aldebaram com uma buzina spray em uma das mãos um buzina spray a outra enroscada na cintura de uma mulata afro-brasileira vestida em uma mini saia, uma blusa amarrada no pescoço, seus cabelos afros em um volume bonito e razoável.
Aldebaram vestia uma bermuda verde com flores amarelas e uma camisa gola polo com um colar havaiano no pescoço, uma chinela havaiana no pé.  
- Como vocês podem dormir em um lugar desses.
- Aldebaram seu bezerro desmamado, eu vou te matar – Mu gritou enfurecido.
- Esse brasileiro inútil tinha que aparecer logo agora – Shaka levantou-se e estava a ponto de tirar todos os sentidos de Aldebaram quando olhou para todos os lados.
- Ei Mu!
- O que foi Shaka? – perguntou ele o olhando.
- Onde estão as garotas? – perguntou vasculhando em todos dos lugares e não as viu.
- Acho que agente estava sonhando Shaka – Mu tinha ficado triste e também olhou para todos os lados e suspirou fundo.  – Eu tenho certeza que foi só um sonho Shaka.
Viu pequenos grãos que pareciam areias, ou um pó colorido qualquer em suas roupas.
- O que é isso?  - perguntou Aldebaram apontando para as roupas deles. – Vocês estavam brincando com purpurina – riu em um tom de critica.
Mu e Shaka olharam as roupas e viram os pontinhos coloridos realmente parecendo um pó ou purpurina, se olharam e ergueram as sobrancelhas um olhando para o outro.
Começaram a andar por ali e Mu viu umas coisas de metal brilhante e disse:
- Ei Shaka da uma olhada nisso – ele desenterrou a gargantilha e um pouco mais adiante tinha um anel.
- Será que foi real? – perguntou Shaka olhando o ariano.
- Ei Aldebaram, você viu duas garotas por aqui enquanto agente estávamos dormindo.
- Não. – ele respondeu atarracado na cintura da mulata, mas que vocês faziam uns biquinhos enquanto dormiam, isso faziam. Foi muito engraçado – riu ele se lembrando dos dois tentando beijar a grama enquanto dormiam.
Mu e Shaka se olharam e dois olharam os seus objeto em suas mãos.
- Vamos falar com o Dohko e o Shion, talvez eles possam nos explicar alguma coisa – Mu ainda se sentia estranho com tudo que havia acontecido, ou se era um sonho, ou realidade, as garotas que eles haviam encontrado.
- Eu não sei o que esta acontecendo, mas acabei de chegar do Brasil e estou indo para minha casa de touro curtir a mulata aqui – sorriu Aldebaram animado.
- Não sabia que gostava de vacas Aldebaram, achei que touros eram as suas preferências sexuais – riu Mu e se teleportaram para a casa de Libra.
Encontraram dois velhos jogando xadrez.
- Mestre! 
- O que foi Mu? – perguntou movendo a peça sem olhá-lo.
- Pode dar uma olhada nesses itens – estendeu a gargantilha e Shaka mostrou o anel.
Shion arregalou os olhos e se levantou caminhando até onde os dois estavam.
- Dohko, olhe isso? – ele mostrou ao libriano.
- Não pode ser! – ele estava abismado.
- Onde encontraram esses pertences? - perguntou Dohko com os olhos esbugalhados.
- Perto da Vila Santa, ali perto da floresta.
Shion caminhou até um antigo armário, pegou uma caixinha de musica, deu corda e a abriu.
A caixinha começou a tocar:
Lá no final
Há um lugar
Ondas de puro amor
Vão nos envolver
Feito o mar
- Essa musica... – Mu se lembrou imediatamente da voz da moça.
- Eu imaginei que tinha ouvido ela Mu – Shion voltou-se para seu discípulo. – Muito antes de o Hades aparecer novamente tivemos uma guerra santa a mais de duzentos anos atrás e nesse local que vocês estiveram um cavaleiro de ouro de virgem chamado Asmita e um cavaleiro de Áries chamado Shion lutaram bravamente para proteger duas lindas garotas, mas antes que eles impedissem o pior... Foi quando tudo aconteceu, elas morreram em um ataque dos cavaleiros das sombras do submundo.
Os dois cavaleiros acabaram por ter uma queda pelas garotas, mas infelizmente o antigo Hades era muito mais forte e os cavaleiros das sombras também, elas morreram jurando que um dia elas iam ser felizes. – Shion sentiu uma lagrima escorrer em seu rosto.
- Então o senhor se apaixonou pela Kiria, mestre? – Mu queria entender.
- Sim, mas naquela época não dava para ficarmos juntos a guerra havia começado e logo depois da morte delas, Asmita também deu a vida para purificar o rosário que o Shaka usa atualmente.
- Eu entendi – Shaka finalmente deixou a sua voz sair. – De alguma forma nossos signos estavam ligados a elas.
- Como as conheceu mestre? – perguntou Mu, ao seu mestre.
- Da mesma forma que vocês em seu encontro astral – Shion deu as costas a eles. – Foi isso que vocês dois viveram, um encontro astral.
- Entendo – Mu ficou triste, caminhou até o seu mestre e estendeu a pequena gargantinha a ele. – Era dela, não era?
- Shion a pegou e olhou.
- Sim, era – olhou a gargantilha lembrando-se do que dia que deu a ela, o pequeno carneirinho em ouro feito com um pequeno pedaço da sua armadura. Ele não quis contar esse detalhe ao seu discípulo.
- Então ela lhe pertence, mestre – Mu saiu os deixando ali.
Shaka olhou o anel e sabia por que motivo ele tinha aquele anjo de joelhos, suspirou fundo e sabia que aquele anel pertencia ao seu antecessor, mas ele não estava mais ali então agora pertencia a ele.
“Pelo ao menos eu ficarei com uma lembrança, mas o Mu não pode ficar com nada.” Pensou ele olhando o ponto vago que o amigo deixara.
Shaka resolveu ir para a sua casa, iria meditar e talvez sonhar com aquela garota novamente, mas isso não se sabia ao certo.
Já Mu sentou-se no degrau de sua casa e olhou o céu que começava a tingir de negro por a noite estar chegando, um suspiro fundo e um ar de tristeza no seu rosto angelical, sentiu que talvez nunca fosse feliz ao lado de alguém afinal nunca teve muita sorte com mulheres não era agora que teria.
Ele sentiu se deprimido e talvez ele ficasse um bom tempo em sua casa vendo o tempo passar e esperando que um dia, talvez ele possa encontrar novamente a moça de cabelos castanhos que esteve em seus sonhos, ou talvez aquilo fosse real de mais, vai saber.


Fim.