O sol já saia clareando o santuário
em tons de amarelo fazendo com que a claridade mostrasse o corre, corre para
fazer um baile em homenagem aos cavaleiros que cumpriram a missão e voltaram para
o santuário, além de firmar as desculpas ao Máscara da Morte.
Bela acordou lentamente,
sentou-se a cama e observou aquela casa e o cobertor que separava ela do
Máscara da Morte. Passou por ele e o olhou por um tempo dormindo no futun
quieto e calmo, nem parecia o homem sério, irritado e com o olhar frio.
- Bela! – uma voz suave soou
dentro da casa do canceriano.
- Shiooou! – ela colocou o
dedo nos lábios e sorriu a mulher de cabelos lilás que acabara de entrar.
Saori fez um gesto com a mão
a chamando para fora.
Bela a seguiu e já do lado
de fora da casa do canceriano à deusa diz:
- Eu tenho uma surpresa para
você usar mais a noite. Venha, eu vou te
mostrar – Bela segui Saori.
- Não precisava se incomodar
Saori, acho que eu não vou ao baile – ela ficou meio tímida.
- Ue por que? – ela ficou
sem entender. – Máscara salvou a sua vida e vamos nos desculpar com ele melhor
com essa festa, além de comemorar a chegada dos cavaleiros de suas missões bem
sucedida.
- O Máscara não parece muito
animado para ir, ainda mais comigo – ela foi puxada pela mão sendo arrastada
por Saori enquanto a deusa diz.
- Ele vai, não se preocupe –
ela disse com tanta certeza que Bela sentiu seu coração acelerar e acompanhou
Saori mais animada.
*************
Máscara da Morte sentiu a
claridade entrar em seus olhos incomodou-se com ela e aos poucos abriu
lentamente espreguiçando-se na cama quando ele deu por si do cobertor e lembrou-se
da garota, do baile e dos seus medos que ele tinha.
Olhou para ver se ela ainda
estava na cama, mas ela não estava, suspirou fundo e sentiu o cosmo dela perto
do da Saori. Deu um leve sorriso e preferiu deixar as duas sozinhas.
Retirou o cobertor o dobrando
e arrumou o futun e a cama dela para depois dar uma volta e ver os preparativos
para o baile que seria logo mais a noite.
****
Bela entrou no quarto junto
com Saori e a mesma a puxou para o seu closet e Bela viu vários vestidos de
gala dependurado em vários cabides envolvidos por uma capa de plástico para não
sujar.
- Fica a vontade para
escolher o que você quiser Bela – Saori sorriu vendo a menina olhar seu closet
com os olhos esbugalhados olhando o tanto de vestido que havia ali.
Bela olhou cada vestido,
admirada com tantos que a deusa tinha como se sela fosse uma fada madrinha do
conto de fadas que ela vivia.
- Saori, são lindos! – ela
pega um cor azul e o olha passando a mão nele.
Saori percebeu que ela havia
gostado daquele.
- Venha, vamos nos arrumar
para o baile, Bela – a deusa sorri a chamando para o tratamento de primeira,
que Bela nunca imaginou existir, como ir.
Máscara da Morte também já
pensava no seu terno e como será que a bela dama estaria com a deusa. Máscara
mesmo se achando um monstro e que ele não merecia aquela garota, ele não parava
de pensar nela um só minuto, afinal ela lia a alma dele como se fosse um livro
aberto, o que mais ninguém conseguia fazer. Ele deu um leve sorriso e foi se
arrumar.
****
As horas se passavam rápido,
no salão do santuário estavam quase todos os cavaleiros sentados, quase todos
em uma mesa redonda forrada com forro maior num tom meio amarelo claro e por
cima um leve tecido mais fino no tom de cinza, um vaso de flores do campo para
enfeitar. Alguns tecidos levemente acinzentados com a estampa de
microflorzinhas azul bem clarinho, desciam pelas pilastras dando voltas em
torno delas. O chão completamente limpo e as escadas forradas em um tapete
vermelho e no corrimão flores brancas entrelaçando o mesmo em volta de um lado
e do outro liso para que as pessoas pudesse se segurar para não cair. A
iluminação baixa das luzes do salão do Santuário com um spinning que trocava a
coloração das luzes na pista de dança que a própria deusa havia escolhido.
Máscara da Morte sobe as
escadas e olhou a entrada suspirou fundo, pois não era do feitio dele aquele
tipo de festa que a Saori organizava algumas vezes, ele raramente ia, mas hoje
apesar de sentir seu coração bater meio descompassado na mistura de um medo,
dor, arrependimento e mais um monte de sentimento que nem ele conseguia mais
distinguir.
- Vamos amigo, coragem,
afinal ela gosta de você – Shaka da um tapinha nas costas do amigo e sorri.
Máscara da Morte viu Shaka de
cabelos loiro preso por um rabo de cavalo baixo que ia pelas suas costas, uma
camisa levemente azul clara por baixo do paletó do terno, uma gravata
borboleta, uma calça preta passada com vinco, um sapato preto muito bem
engraxado.
Ele nada disse apenas
desviou o olhar e Shaka ia dizer algo quando olhou sua roupa.
Máscara da Morte vestia uma
blusa branca por dentro, uma gravata azul escuro com uns detalhes brancos, um
colete em um tom de prata e sobre o conjunto um paletó de cor azul escuro, a
calça na mesma cor do paletó, assim como os sapatos bem engraxados.
- Meu amigo, se eu fosse
mulher, te dava um beijo agora – Shaka diz em tom de brincadeira.
- Fico feliz de não ser –
ele respondeu frio e subiu as escadas, finalmente adentrado o salão, pois
estava ansioso para ver sua dama, mesmo que ele se sentisse que não a merecia.
Sentou-se em uma das mesas e
começou a bebericar uma taça de vinho olhando os cavaleiros e as amazonas ali
presentes, mas quando ele viu a mulher que acompanhava a deusa não pode
acreditar no que via.
Seus cabelos pratas caia um
pouco diante do seu rosto, enquanto parte estava solto e parte trançado fazendo
um zig zag sobre ele solto com rosas levemente azuladas entre as tranças descia
pelas suas costas, uma tiara feita de trança com o próprio cabelo e uma rosa na
ponta. Um brinco levemente delicado com uma gota de chuva no fim azul clarinho,
uma maquiagem leve realçando seus olhos cor de mel e um batom no tom de vinho
claro realçando os seus lábios. No pescoço um colar prata que no pingente
desenhava rozinhas silvestre com strass na cor dos seus olhos. Seu vestido era
tomara que caia em renda levemente azul claro para o lado de branco formando o
corpo e quando chegava a sua cintura ele abria-se com a primeira saia em um tom
de azul mais escuro sem renda, a saia de baixo ficou um azul um pouco mais
claro levemente rendado nas pontas da mesma cor e a terceira saia era o tom de
azul um pouco mais claro que o primeiro com rendas nas pontas da mesma cor. Não
dava para se ver a sandália por que o vestido rodado se arrastava no chão de comprido
que era.
Máscara conseguiu ver cada
detalhe dela ali, estava realmente uma princesa, digna de um príncipe, o que
realmente não era ele, não de fato ele não a merecia, ainda mais linda daquele
jeito.
Máscara se levantou da sua
mesa para ir embora, pois ele não queria que ela visse o monstro ali diante
dela, ela não merecia... Suspirou fundo e virou-se de costas para sair, foi
quando ela o viu e saiu correndo se equilibrando no salto e segurando o vestido
para cima e quando estava mais próximo dele ela diz.
- Máscara – com um sorriso
de um lado no outro em seus lábios.
Ele olha com um leve
sorriso. “Eu não consigo fugir dela desse jeito” – ele pensa e sai de sua boca
em um tom baixinho.
- Você está linda, Bela... –
ele pega em sua mão e sente a macies e
leva até seus lábios para um beijo.
- Você nem ia falar comigo –
ela o olha triste e ele nota a tristeza nos seus olhos...
- Eu não a mereço Bela...
Você parece uma deusa, nesse momento e eu me sinto o carrasco... – ele abaixou
o olhar e soltou a mão dela.
Más ela tomou a mão dele e
disse:
- Não precisa, eu estou aqui
– ela o abraça e Máscara fica meio rubro em meio ao publico. – Vamos dançar –
ela pega na mão dele e o puxa para o salão e quando começa a musica e Máscara
coloca a mão na cintura dele e a outra ele segura em sua mão e começa a conduzi-la.
“Sentimentos são fáceis de mudar.
Mesmo
entre quem, não vê que alguém
Pode
ser seu par
Basta
um olhar que outro não espera para assustar
E
até perturbar mesmo a Bela e a Fera”.
Máscara da Morte a conduzia
pelo salão com a mão em sua cintura rodopiando, apesar de ter seus olhos frios
e estar sério. Ele a conduzia galanteadoramente.
“Sentimento
assim, sempre é uma surpresa.
Quando
ele vem, nada o detém é uma chama acesa.
Sentimentos
vem , para nos trazer
Novas
sensações doces emoções e um novo prazer”
Bela estava emocionada em
como ele conduzia, parecia viver o conto de fadas do seu livro, ali naquele
momento. Sim ela parecia flutuar enquanto Máscara da Morte a conduzia pelo
salão.
“Em
uma estação, como a primavera.
Sentimentos
são como uma canção para a Bela e a Fera.
Sentimentos
são como uma canção para a Bela e a Fera.
A canção havia terminado e
Bela o encarou com um grande sorriso no rosto e disse:
- Me senti dentro do meu
livro – ela o encarou.
Máscara apenas sorriu e a
conduziu dali, quando os cavaleiros iam se aproximar para se desculparem Saori
fez um gesto de não a todos sem que Máscara percebesse e ele a levou para fora
e caminhou vagarosamente sem dizer uma palavra indo até a árvore que a conhecerá.
À noite com um luar
gigantesco iluminando aquela região bem servida de varias flores silvestres,
com algumas estrelas no céu, o som da água caia bem distante em um corgo não
muito distante dali. Os grilos e os sapos faziam a serenada da noite para eles.
Ele a olhou bem dentro dos
seus olhos e como pedisse permissão, ele aproximou-se lentamente dela colocando
seus dedos de uma de sua mão no rosto branco dela, e a outra em sua cintura a
puxou para mais próximo dele.
Ela sentiu o ar quente vindo
de seu nariz e de sua boca e sem dizer uma palavra ele a toma em seus lábios em
um beijo vagaroso e lento.
Seu coração bateu forte e
descompassado, sua dor e seu arrependimento iam sumindo aos poucos, o ser
monstro ou não para ele se foi ali naquele momento, pois ele não resistiu ao
charme e a beleza da garota, ao amor que ela queria lhe dar para salvar a sua
própria alma perdida no tempo e espaço do arrependimento e como se ela tivesse
o dom da cura, uma a uma das cabeças da casa do canceriano foram sumindo e uma
delas disse em voz baixa em seu ouvido.
- Que bom que finalmente
você aprendeu a amar Máscara da Morte, pois agora você tem o nosso perdão,
mesmo das almas que já se foram, você tem o nosso perdão. Siga seu caminho
livre de nos que éramos o seu fardo.
Máscara da um leve sorriso
ainda sentindo o gosto da boca da Bela e quando ele se afastou e a olhou ele
disse:
- Que bom que você acredita
em conto de fadas e agradeço por me dar um final feliz.
Bela sorri a ele e os dois
deitam na grama olhando o luar, para depois trocar mais alguns beijos
carinhosos, trazendo para o psicopata o amor e o ensinando a amar de volta o
libertando de toda a sua sina de ser um monstro, cruel e sem coração que um dia
fora, mas agora ele não seria nunca mais...
Fim...