segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O passeio nas estrelas.

Mu entrou em sua casa acompanhado de Yana e seus companheiros de batalha. Os mesmo faziam piadas e curtiam, enquanto Mu apenas acompanhava a moça, calado e com a sua paciência de sempre.
– Essa é a minha casa, a de Áries – ele mostrava cada canto a ela. - Não há muita coisa, além disso.
– Ela é ampla e solitária – Yana comentou olhando para todos os lados.
– É! Às vezes sim - ele olhou para cima e ela acompanhou o seu olhar.
– Que lindas! – ela sorriu ao ver as constelações no teto da casa do ariano, no formando o signo de Áries, era como se estivesse em um planetário.
– Sim, as constelações no teto são o melhor das nossas casas – comentou Camus olhando para cima.
– Vamos à próxima – Mu começou a caminhar e sentiu-a pegar na sua mão, timidamente.
Mu não se importou com ela ter lhe dado à mão e continuou seguindo para a próxima casa.
Entraram na casa de touro, a casa do brasileiro mais sem noção.
O famoso bezerro desmamado.
– Aqui é a casa de Touro – Mu mostrava-lhe a casa.
– Pena que o bezerro desmamado esteja no país dele – comentou Shaka
– Qual é o país dele?
– Brasil – respondeu Shion.
– Ouvi dizer que lá é muito belo.
– Sim é eu fui lá uma vez – Dohko falou a olhando e já saiam da casa.
– Aqui é a casa de gêmeos – Mu já entrava na casa de gêmeos mostrando para a garota a mesma.
– Kanon e Saga estão em um treinamento fora do santuário – comentou Ikki aproveitando o passeio.
– Nossa! Vocês parecem não quietar.
Mu sorriu a ela e continuou a mostrar cada casa até chegar à de virgem.
Shaka viu os dois de mãos dadas e passou entre as mãos deles e disse:
– Olha só, quem diria que o carneirinho ia achar uma ovelhinha – Shaka fez Mu olhar para ele com certa raiva por separar os dois e puxou a moça para dentro de sua casa.
O cheiro de incenso era forte, a leve fumaça deixava a casa do indiano de Virgem levemente ofuscada.
– Essa é a minha humilde casa – Yana olhava a imagem do Buda gigante um tapete vermelho forrando o chão, umas travessas ao lado do tapete com o incenso queimando. – Quer que eu te ensine um mantra? – Shaka perguntou animado querendo a atenção dela.
– Obrigada pela gentileza, Shaka – ela olhou para o Mu, um pouco distante e calado. – Eu prefiro continuar o passeio com o carneirinho ali – apontou para o lilás. – Vamos Mu! – ela o olhou com um ar inocente. - Ainda temos algumas casas para conhecer – ela foi andando e atravessou a casa de virgem.
– Seu galanteador de quinta, nem sabe conquistar uma menina – Camus rindo dele sendo seguido por Ikki, Dohko, Shin e Afrodite.
Shaka ficou em sua casa mal humorado e foi meditar para tirar o pecado da inveja já que a garota que estava com Mu era muito bonita.
Dohko parou na porta da sua casa e disse:
– Bem vinda à casa de um velho cavaleiro – ele a olhou animado.
– Mu quantos anos ele tem?
– Melhor nem saber – sussurrou ele olhando o amigo do seu mestre.
– Venha conhecer a minha casa – ele a convidou animado.
Dohko tinha a sua aparência jovial já que tinha usado o seu poder para isso antes do surgimento do Hades.
Yana entrou na casa e viu que tinha uma mesa com um jogo de xadrez de um lado e do outro uma mesa com um jogo de dominó.
– Vocês gostam desses jogos? – ela sorriu vendo as mesas.
– Quando não se tem nada para fazer – Shion comentou sorrindo.
– É uma bela casa senhor Dohko – ela comentou olhando as constelações que formavam o signo de Libra no teto da casa. – Vamos continuar o turismo Mu? - ela olhou o rapaz com a armadura de ouro de Áries.
– Claro que sim! – Mu lhe sorriu e voltou a caminhar com ela.
Shion ia acompanhar o pupilo junto com o Afrodite, Ikki e Camus, mas Dohko segurou o seu braço e balançou a cabeça que não.
Mu, Yana e os outros cavaleiros deixaram Shion e Dohko que disfarçadamente ficaram na casa de libra.
– Por que disse para eu não ir com eles? – Shion fechou o semblante ao amigo.
– Os outros cavaleiros iram ficar nas suas respectivas casas, e Mu, provavelmente vai dar um passeio com a jovem a sós, então deixe os dois.
Shion suspirou fundo e disse:
– Mas você viu o que aconteceu com agente quando nos apaixonamos – ele disse triste.
– Eu sei Shion – Dohko olhou o teto da sua casa. – Os cavaleiros vivem tempo de mais para ter uma família, mas vivemos tudo que podíamos junto delas.
– Mas principalmente a nossa raça Dohko, vive muito mais.
– O Mu sabe disso, mesmo assim deixa eles serem felizes enquanto eles querem.
– Mas Dohko é muito sofrimento... – Shion ainda argumentava meio receoso e triste. - É, mas você se arrepende? – ele perguntou olhando o amigo a sua frente.
– Não e faria tudo de novo – Dohko sorriu e olhou o teto, uma estrela brilhava separadamente em um canto, longe da constelação que formava o signo de libra.
****
Mu passou pelas casas de escorpião, sagitário, capricórnio e finalmente chegou à casa de aquário.
– Finalmente chegamos a minha humilde casa – comentou Camus olhando o azul celeste dentro da mesma. – Então o que achou?
– Lindo, a neve, a cor – ela sorriu.
– Pó de diamante – disse ele fazendo nevar um pouco mais.
– É incrível como cada um de vocês tem um poder diferente – ela sorriu estendendo a mão e deixando alguns flocos de neve cair sobre a sua mão.
– Sim, cada um de nós temos um cosmo diferente – Mu sorriu a ela enquanto ela segurava a mão e a outra sentia os floquinhos gelados.
– Yana! – se aproximou um pouco dela. – A próxima casa já é a minha – Afrodite tocou-lhe os cabelos castanhos.
Mu fechou o cenho e o encarou.
–Gosta de rosas?
– Sim eu adoro! – ela o encarou.
– Na minha casa tem um monte.
– Ótimo! Vamos lá Mu? – ela virou-se para ele e sorriu um sorriso meiogo.
– Claro! – ele a acompanhou a garota junto de Afrodite e Ikki que apensas observava em silêncio.
Mu, Afrodite, Ikki acompanharam Yana até a casa de peixes.
Assim que chegou lá o pisciano mostrou a sua casa e no fundo um jardim com rosas brancas, vermelhas e negras.
Um corredor a separavam e cabia uma pessoa para cuidar delas.
– Que lindas! – exclamou Yana e deu um passo para entrar no corredor que separava as flores.
Ela sentiu-se segurada pelo braço e olhou para traz.
– Você não pode ir ao meio delas.
– Por que Mu? – perguntou o encarando.
– São venenosas.
– Mais são lindas e o cheiro é tão agradável.
– Desculpe Yana, mas o Mu tem razão, são venenosas e só eu posso ir perto delas – ele a olhou com pesar.
– Entendo – ela ficou triste. – Então aonde vamos agora Mu? – ela perguntou o ariano.
Mu caminhou com ela até o salão do Santuário que ficava no topo e mostrou a ela acompanhado de Ikki e finalmente Yana olhou para o rapaz e disse:
– Você não tem uma casa?
– Não! – respondeu Ikki, vendo Saori e Seya entrarem no grande salão.
– Por que? – ela perguntou curiosa.
– Porque só os cavaleiros de ouro têm casas, regidas pelos seus respectivos signos. Eu sou um cavaleiro de bronze, sou o cavaleiro de fênix.
– E eu sou o de pégasus – comentou Seiya se aproximando e vendo Mu de mão dadas a garota.
– Ora Mu, não sabia que também estava namorando – a deusa de belos cabelos lilás o olhou carinhosamente.
Mu corou ferozmente e abaixou-se diante dela.
– Me desculpe por trazê-la aqui, Saori, sei que não é permitido pessoas da vila no santuário.
– Ora Mu, levante-se, não vou ficar brava com você.
– Além do mais Saori e eu ficamos muito feliz que o carneirinho arrumou uma ovelhinha, graças ao pégasus do amor – ele bateu a mão nas costas do Mu.
– Eu nem vou lhe responder a altura Seiya – Mu revirou os olhos e junto com a Yana se tele portou dali de volta a sua casa.
Ela se viu na casa do ariano e então ariano mostrou um banquinho a ela e disse:
– Sente-se – ele mostrou o local com a mão.
Ela se sentou olhando para todos os lados, estava meio nervosa quando ouviu a voz meiga e paciente de Mu.
– Olha, desculpe os meus amigos, eles são meios sem noção – ele desviou os olhos com o rosto ruborizado.
– Tudo bem Mu, eles me divertiram muito hoje, são umas figuras – ela deu um sorriso tímido a ele.
Os dois se olhavam em um silêncio constrangedor, na casa de Áries só estavam os dois.
– Aceita alguma coisa? – perguntou Mu quebrando o silêncio.
– Me diz Mu.
– O que?
– Por que não me disse que era cavaleiro? – ela o encarou seria, preocupada e curiosa.
– Eu... Eu... Bom... Na verdade, nós cavalheiros não podemos nos apaixonar.
– Por quê? – ela ergueu a sobrancelha e ficou sem entender
– Bom quero dizer podemos, mas como vivemos muitos e muitos anos mais que um ser humano comum, vê os pais, os filhos, as esposas morrerem e ainda continuamos aqui é meio doloroso – ele desviou o olhar do dela.
– Então você tem mais de vinte e dois anos? – ela levantou-se e caminhou em direção a ele.
– Não, mas o meu mestre Shion e o Dohko tem mais de duzentos anos.
– Você está brincando, não está?
– Não... – Mu se afastou um pouco dela virando de costas. – Eles viveram um amor, mas agora não resta mais nada... – ele fechou os olhos.
– E você se apaixonou por mim, Mu? – ela pegou a mão dele e ele ainda estava de costas a ela.
– Desde o dia que meus olhos cruzou com o seus, mas não disse nada por que você não confiava em mim e bom eu não queria ver você sofrer e nem sofrer também, por isso eu decidi continuar aqui e sem visitar você – Mu continuou do mesmo modo, mas sentiu ela abraçar por trás.
– Mu! – ela o chamou o abraçando, mas ele não se importou, além disso, colocou a mão dele sobre a dela.
– Você já teve algum relacionamento com alguma garota?
– Sim, mas nada sério – ele virou-se para ela e colocou a mão no seu rosto. – Apenas momentos – ele já ia se afastar, quando ela segurou o braço dele e o encarou, suas respirações começaram a pesar, seus rostos cada vez mais próximos um do outros, os lábios entre abertos quase tocando um no outro.
Mu por fim não resistiu a puxou pela cintura e a beijou de um modo másculo, ao mesmo tempo terno, movendo a sua língua de um modo que Yana sentiu as pernas bambas.
Mu passou a mão pelas suas costas com delicadeza, mas sua razão voltou,e então ele se afastou buscando o ar e a encarou.
– Melhor eu te levar para casa – ele deu um sorriso meigo a ela. – Vou tirar a armadura – ele saiu dali a deixando meio mole ainda.
Ela olhava o cavaleiro caminhar em direção a uma espécie de quarto, sorriu com as mãos nos lábios.
“Beijar quando quer sem ser forçada é mil vezes melhor, ainda mais quando se gosta de alguém”. Ela pensou enquanto sentia o seu coração palpitar, queria muito aquele guerreiro como o seu namorado, talvez mais que isso. Talvez fosse loucura de mais.
Ficou ali apenas admirando as estrelas que formavam o signo de Áries.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

As estrelas voltam a brilhar.

Não muito distante dali Mu olhava o céu azul e límpido da tarde, seus olhos se fixavam em um ponto qualquer. Suas lembranças estavam no dia que ele trombou com a garota de cabelos castanhos e olhos castanhos, mas sabia que ela nunca ia confiar nele, pois havia sofrido abuso e nunca poderia se aproximar dela.
Deu um suspiro fundo, olhou para os seus próprios pés, quando ouviu.
– Esses suspiros tem nome, Mu – Afrodite sentou-se ao seu lado em um dos degraus da casa.
– O que quer dizer com isso, Afrodite? – ele ergueu o seu pontinho roxo que ficava no lugar da sua sobrancelha.
– Esse suspirou seu, só tem um nome para ele – Afrodite o encarou.
Mu sabia onde aquela conversa ia dar.
– Qual é o nome Afrodite? – ele perguntou mais uma vez, mas já sabia a reposta.
– Mulher! Quando se suspira assim, tem mulher no meio – Afrodite deu lhe um sorriso sapeca. – Se quiser posso te dar uma mão.
– A mais nem morto – riu-se ele o olhando. - Você fica aprontando e depois vem com essa sua cara de peixe morto.
– Melhor ter cara de peixe morto, do que de carneiro chifrudo – Afrodite se levantou e saiu com raiva dali.
Mu apenas balançou a cabeça em um gesto de não e se levantou indo para dentro de sua casa.
Mais uns dias se passaram e Yana sempre pensava no jovem de cabelos lilás, que nunca mais deu as caras e apesar de tudo ela tinha gostado do jeito dele.
Ela aproveitou o seu dia de folga e se lembrou da palavra santuário, resolveu dar uma volta pelo Olimpo, mesmo sem a permissão de Atena. Talvez visse o rapaz por ali.
Ela já estava no jardim próximo às doze casas, olhou cada casa sonhando um dia entrar em uma delas, ou se lembrar do cavaleiro que um dia a salvou quando sua família tinha sido morta pelos espectros de Hades.
Andava lentamente vestindo uma saia rodada perto dos joelhos, uma blusa de alcinha em ceda, com um sutiã sem alça, seus cabelos castanhos amarrados em um rabo de cavalo, ela caminhava entre as flores ali por perto.
O vento passava levemente fazendo a sua saia movimentar e ela sorrir com o movimento quando ouviu uma voz.
– O que uma flor está fazendo no meio de outras? – perguntou o homem loiro se aproximando.
– Eu estou dando um passeio por aqui, mas espero que a deusa não fique brava comigo – ela deu um sorriso tímido.
– E por que uma deusa ficaria brava com outra? – ele deu um passo para aproximar, seu jeito encantador, seu porte sedutor, ele queria conquistá-la.
Ela deu um passo atrás, meio receosa.
– Quem é a donzela, Shaka? – perguntou Camus vendo a moça encostar nele sem querer.
– Não sei, mas ela disse que estava dando um passeio – Shaka estendeu a mão para cima com o dedo polegar encostado no indicador, como se fosse começar um mantra.
– Procura alguém moça? – perguntou o aquariano com a sua armadura dourada.
– Você é um cavaleiro? – ela o encarava maravilhada, com os olhos relusuzetes ao ouro da armadura do homem de madeixas verdes claro.
– Eu sou o Camus, esse é o Shaka – apontou para o loiro ao seu lado. - Tem o Aldebara, o Mu entre outros.
– Mu? – ela perguntou incrédula. – Você disse Mu?
– Disse, por quê? – o aquariano não entendeu a pergunta.
– Não, não pode ser o mesmo Mu, ele é de Jamiel. Não pode ser o mesmo – ela comentou em voz alta tentando saber se era o mesmo Mu ou não.
– Mas o Mu é de Jamiel, e é o cavaleiro de ouro de Áries.
– Você só pode estar de brincadeira, não é? – perguntou ela espantada com a notícia.
– Não! Por que íamos brincar com coisa séria? – perguntou Shaka com as suas vestimentas braças.
– Eu posso ir até a casa dele? – ela perguntou encarando os dois, com os olhinhos brilhantes e implorativos.
– Aonde a senhorita quer ir? – perguntou Afrodite com a sua armadura dourada.
– Ela quer ir à casa do carneirinho – riu Shaka.
– Carneirinho anda bem em! – ele aproximou um pouco da garota. – Agora eu sei por que ele andava suspirando pelos cantos. Sabia que tinha mulher no meio – ele deu a volta a olhando e deu um sorriso e depois fez um beicinho satisfeito.
– Será que dá para vocês me levarem até a casa do Mu, por favor? – ela pediu meio encolhida.
– Será um prazer mademoiselle – Camus estendeu a mão para ela, mas ela não aceitou, apenas os acompanhou até a casa de Áries.
Alguns minutos depois, os três estavam diante das escadas da primeira casa, a casa de Áries.
– Pronto mademoiselle, chegamos! – Camus estendeu a mão mostrando as escadas da casa do ariano.
Yana olhou para cima e viu Mu parado, com sua armadura dourada, olhando um pouco qualquer, não havia percebido que tinha visitas, mas Yana gritou alto:
– MU! – ela correu degrau por degrau e viu o rapaz olhar para baixo e a viu correr em sua direção.
Sem ao menos perceber ela pulou nele e o abraçou e ele se desequilibrou e caiu no chão de armadura e tudo.
– Ual, essa ai é maluca! – falou Afrodite olhando os dois.
– Você deveria saber melhor que qualquer um como é o amor, Afrodite – comentou Camus olhando o casal estendido no chão.
– Mu seu idiota! – ela o encarou. – Por que você sumiu? Por que mentiu para mim? – ela ficou sobre ele o encarando.
– Yana... – ele custou a reconhecer e desviou os seus olhos. – Você não confiava em mim, além do mais eu não queria que soubesse que eu era um cavalheiro de Atena.
– BAKA, BAKA! – ela batia nele com as mãos sobe a sua armadura.
– Para, ou você vai se machucar! – ele segurou as mãos dela e a encarou firme
Ela o encarou e ele soltou as mãos lentamente, em seguida ela colocou as mãos no rosto dele e encarou.
– Não era para você sumir, eu fiquei preocupada, sabia! – ela ainda estava sobre ele, mas estava feliz em vê-lo.
Mu sentiu o cheiro gostoso vindo dela, respirou fundo e se segurou, pois o jeito que estavam não era muito apropriado, ela sentada sobre a cintura dele.
– Me desculpe, mas você tinha medo de mim, achava que eu ia te atacar como o seu antigo dono. Achou que eu tinha pagado o valor para você ser a minha escrava e eu nunca quis isso – ele desviou o rosto do dela meio rubro.
– Eu sei, eu entendi depois de um tempo.
– A beija logo, Mu! – gritou Shaka olhando os dois, ele deitado no chão e ela sentada sobre ele.
– Aquele ali é mole de mais, eu no lugar dele já estava com ela na cama – comentou Afrodite morrendo de inveja.
Mu ficou rubro, muito rubro e percebeu a situação que tinha se metido.
– Pode se levantar, Yana?– ele não conseguia olhá-la estava muito envergonhado.
Ela pegou o seu rosto e virou-se para ela, abaixou-se lentamente, também meio rubra tocou os lábios dela no dele e Mu envolveu suas mãos em sua cintura, seus rostos aproximavam cada vez mais, as respirações um pouco pesada foi até que ele a beijou, um beijo terno e profundo. Ficaram assim por alguns segundos e Mu ouviu uma foz forte.
– O que pensa que está fazendo, Mu? – perguntou meio bravo.
Mu reconheceu a voz na hora e soltou a garota olhando para cima.
– Mestre! - ele ergueu se levantando assustado e ajudando a moça a se levantar.
– Essas coisas na minha época se chamavam pouca vergonha – Shion o encarava com o semblante fechado.
– Shion, vai dizer que nunca ficou assim com uma garota? – perguntou Dohko os olhando curioso, os deixando mais constrangido.
Mu estava com o rosto muito vermelho e a garota não tirava os olhos dos cavaleiros em volta e viu que tinha feito uma tremenda de uma asneira o beijando ali na frente de todo mundo, agora ela também estava envergonhada.
– Velho, deixa de ser chato e invejoso, o Mu precisa divertir - era Ikki com o seu jeito rebelde chegando ao santuário.
– È mesmo! O carneirinho precisa de uma ovelha – riu Shaka ao olhar o casal a sua frente.
– Além do mais ele tinha que ter tomado à atitude e não ela – comentou Afrodite com um sorriso maroto.
– Onde está o cavalheiro em? – Camus zombou dele. – E a descrição do Mestre com o pupilo nem se fala. – Camus viu Shion meio rubro.
– O cavalheiro sempre deixa as damas ir primeiro – Mu o olhou com um sorriso lateral. – Camus tem razão, mestre! – ele argumentou menos vermelho.
Shion começou a rir e o olhou.
– Na sua idade eu fazia pior – ele dava gargalhadas ao ver que o pupilo tinha caído
A garota que estava ao lado de Mu ficou bem rubra e perguntou:
– Quantos anos o senhor tem? – ela o olhou o rosto jovem e belo com duas marcas nas sobrancelhas como Mu.
– Não se pergunta a idade a um cavalheiro velho, minha criança – Dohko filosofou.
– Mu quantos anos tem? – ela ergueu a cabeça deduzindo que ele também não parecia ter a idade que tinha.
– Tenho vinte e dois anos, Yana – ele respondeu e olhou em volta. – Me diz o que faz aqui? – ele perguntou a olhando profundamente.
– Eu queria te achar, já que você havia sumiu – ela estava um pouco rubra. – Daí, me lembrei do você e o Kiki falando em santuário, daí resolvi vir aqui. Então eu encontrei aqueles ali – ela apontou para Shaka, Camus e Afrodite.
Mu sorriu e olhou os amigos.
– Quer conhecer as demais casas do zodíaco? – ele perguntou.
– Claro! – ela estava animada.
– Na minha casa eu a acompanho – Shaka aproximou da garota com um sorriso travesso.
– Também mostro a minha – Camus a olhou competindo com o Shaka - Faço até nevar, se ela quiser.
– Eu lhe dou todas as flores que quiser, na minha casa – Afrodite estava dando uma de galanteador para cima da menina.
– Eu fico lisonjeada cavalheiros, mas prefiro ir a casa de vocês acompanhada pelo Mu – ela deu um sorriso.
– È parece que os galanteadores perderam para o ariano – comentou Ikki os olhando e rindo dos foras que eles levaram.
– IKKI VOLTE PARA CINZAS – comentou Shaka meio irritado.
– Indiano, que palavras são essas. Agora vai ter que cantar quantos mantras? – ele queria enfezar o virginiano e fazer o mesmo cometer o pecado da ira.
– Ora sua ave de rapina! – ele começou a enervar e Yana começou a rir deles.
Eles olharam a garota e Mu disse:
– Só vou trocar a armadura por minhas roupas.
– Mu!
Ele a olhou e esperou ela dizer.
– Pode continuar com a armadura? – ela havia gostado de ver ele assim todo douradinho.
– È claro! – ele sorriu a ela. - Então vamos ao passeio pelas casas.
Mu subiu as escadas e entrou em sua casa, o passeio pelas doze casas ia começar.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Capítulo único.

Bi, bi, bi era o barulho do radar do dragão estava na mão de Pual, que olhava o aparelho sentado no banco do carro.
- Então Pual, ainda falta muito? – perguntou Yamcha dirigindo um jipe, o sol quente do deserto o fazia suar muito, os cactos passavam um a um dando certa distância do caminho.
- Não, nós estamos perto! – o gatinho olhou para o amigo meio triste. – Ainda acho que devia solucionar o problema com a Bulma de outro jeito.
- Não há outro jeito, Pual. Bulma sempre fica brava quando vê as garotas perto de mim, ou quando alguma me liga, mas dessa vez ela pegou uma me beijando e eu não tive como reagir, ainda tenho um pouco de medo de garotas.
- Não foi o que pareceu – comentou o gatinho olhando de canto de olho. - Bulma tem toda a razão sabia? – a voz do bichando defendia a garota.
- Vai ficar defendendo ela? – perguntou o rapaz fazendo mais uma curva e levantando poeira.
- Não, mas ainda acho que você agiu errado. Parecia que estava gostado do beijo da garota. – o gato mantinha-se atento ao radar do dragão. Estavam quase lá.
- Não Pual, eu nunca trairia a Bulma assim, sabe disso. Ela foi quem me ajudou e pouco a pouco estou perdendo o medo de garotas.
- Você já perdeu – o gatinho soou sarcástico. – E vai acabar perdendo a Bulma se continuar nessa.
- Ora Pual, eu não vou perder a Bulma, por que essa é a ultima esfera do dragão e eu vou a fazer esquecer o que aconteceu.
- Não sei, mas eu pressinto que isso não vai dar certo – o gatinho apontou o pequeno dedo azul peludo. – É ali que está a esfera do dragão.
Yamcha sorriu, parou o jipe, abriu a porta e caminhou até onde a esfera estava. Abaixou-se, tirou a areia que estava sobre ela, a tirou do chão e ergueu diante dos seus olhos. Sorriu satisfeito, vendo aquele fascinante brilho alaranjado que ela emitia.
- Vamos chamar Shenlong, Pual e fazer a Bulma esquecer aquele beijo.
O gatinho não disse nada apenas flutuava ao seu lado.
Yamcha foi até o jipe, pegou as outras esferas e as colocou no chão junto com a que ele havia acabado de encontrar. As mesmas começaram a brilhar juntas, como se uma chamasse a outra, com a ressonância da magia que existia dentro delas.
Yamcha estava muito feliz e acreditava que o seu desejo ia dar certo. Esfregou as mãos e as estendeu diante das bolinhas douradas, cada uma delas marcada com uma estrela.
- Saia daí Shenlong e realize o meu desejo. – ele bradou.
O céu começou a escurecer, as esferas começaram a brilhar intensamente, raios cruzavam o céu, e de repente subiu um foco único de luz em direção ao mesmo e foi se formando um imenso dragão gigante, com olhos vermelhos penetrantes, o corpo comprido fazendo curvas e mais curvas sobre si mesmo.
- Diga-me qual é o seu desejo? – a voz esplendorosa ressoou.
- Eu gostaria que a Bulma esquecesse o mal entendido que aconteceu entre mim e a garota - Yamcha falou tão baixo que Shenlong não entendeu o desejo.
Uma fumaça cinza começou a sair das esferas do dragão envolvendo todo o dragão verde com grandes bigodes e olhos vermelhos.
Yamcha não sabia o que estava acontecendo e começou a tossir diante da fumaça que ficava cada vez mais densa.
Pouco a pouco o cenário foi se transformando e Yamcha foi sumindo no meio daquela fumaça, tudo era tão confuso e sem sentido.
Tudo mudou, e a partir de um mal entendido, ou um desejo mal pronunciado começa um reencontro jamais esperado.
******
A fumaça cinza já havia sumido e lá estava ele sentado à beira de um lago, não muito longe de sua casa.
A grama verde e orvalhada debaixo de si, o vendo balançava levemente o seus cabelos rebeldes. O cantar das cigarras anunciavam o verão em plena montanha Paozu, onde o verde reinava e as árvores balançavam suas folhas timidamente. As borboletas flutuavam no ar dançando entre as pequenas flores que saiam no verão e davam ao ar um aroma gostoso de campina, num ambiente singelo onde ele vivia.
Pegou uma pequena pedrinha e lançou no lago, seus pensamentos vagavam sem um rumo certo quando ouviu alguns passos leves sobre a grama e uma voz peculiarmente conhecida veio por detrás dele.
- Son-Kun, o que faz aqui? – ela perguntou o vendo virar o pescoço e ver a bela moça de cabelos exóticos trançados, no seu típico vestido rosa, uma luva em uma das mãos, a pochete na sua cintura para guardar o radar do dragão.
Seus olhos azuis brilhavam e seu sorriso travesso o encantava.
- Bulma – ele se levantou e foi até ela. – Eu estava treinando, mas resolvi parar um pouco, estava distraído quando você chegou – deu um passo e encarou a dama à sua frente.
- Típico vindo de você. – ela riu e olhou o céu azul, o vento mexeu a sua trança. – Eu vi você lutando no torneio de artes marciais.
- Eu sei! Você estava linda, com aqueles lábios pintados – ele a olhava, ainda usava os lábios rubros de batom.
- Também admirei bastante ao ver você, se tornou um rapaz forte e bonito.
Ele esfregou a nuca e seu rosto ficou rubro. Seu ar de inocência a encantava.
- Aposto que já tem uma namorada – ela riu-se e aproximou dele.
- Namorada? – ergueu a sobrancelha a olhando.
- Ah! Esqueci-me. Você mal sabia o que era uma menina até pouco tempo atrás.
O rosto ingênuo dele fitava o dela com um enorme ponto de interrogação.
- Eu já sei o que é uma garota Bulma, aliás, eu sei algumas coisas também - aproximou dela á encarando de uma forma que Bulma se assustou.
-Tipo o que Son-Kun? – ela colocou as duas mãos para trás e esperou a reação dele.
Goku sempre fora ingênuo demais, puro demais, mesmo depois de ter tirado a calcinha dela para comparar a diferença entre ela e o avô dele.
Ela sorriu ao se lembrar do constrangimento que aquilo tudo havia lhe causado, mas eram águas passadas.
Ela já era uma moça de certa forma experiente e uma atração por aquela carinha ingênua a fazia querer sentir os lábios dele, sentir o toque dele.
Desde o dia que o viu no torneio de artes marciais, viu o quanto ele se tornara forte, másculo, cheio de vida, apesar de carregar a inocência e a infantilidade que vinha com ele desde criança.
Goku sentou-se novamente, pegou outra pedrinha e jogou no lago, a mesma saiu quicando e fazendo a água se mover, sentiu o cheiro da garota perto de si. Sentiu as mãos dela sobre seus ombros e a voz doce lhe disse:
- Você parece um pouco tenso Son-Kun – sentiu as mãos suaves sobre o seu doji laranja e pós se a massagear seus ombros.
Começou a sentir-se relaxado com aquilo e de certa forma estava gostando.
Bulma viu que ele relaxou um pouco, mas a sua vontade de ter aquele homem ao seu lado um instante e seu desejo só aumentava, então ela passou as suas narinas no pescoço dele o fazendo se assustar e se arrepiar.
Goku olhou para ela com os olhos arregalados e sua cara ingênua de sempre.
- O que está fazendo Bulma? – perguntou ainda com os olhos penetrantes no dela. Sentiu algo ao olhá-la, um desejo súbito que nunca havia sentido antes.
Era um rapaz e seu corpo começou a reagir de uma forma estranha, ao sentir aquela garota ali apenas fixando o olhar no rosto ingênuo e robusto dele.
Ela passou a mão no rosto dele e disse:
- Sabe o que acontece com um garoto e uma garota que estão sozinhos no meio do nada? – ela aproximou-se mais.
- Não. – ele respondeu e sentiu a sua respiração pesar um pouco.
- Que tal descobrir Son-Kun? – ela colocou o seus lábios no dele, seu desejo era maior que tudo.
Goku se assustou no primeiro momento, mas sentiu-a mover os lábios e tentou imitá-la, de alguma forma estava conseguindo, não sabia como, mas seus instintos falavam mais alto enquanto sentia as suas línguas dançarem dentro de suas bocas.
******
Ele se afastou buscando o ar, encarou os olhos azuis da garota um pouco confuso tentando entender todas aquelas sensações que vieram em seu ser, seu corpo pedia algo que ele não sabia o que era. Seus olhos negros estavam em uma confusão só.
- Bulma o que está acontecendo comigo? – ele se afastou um pouco dela.
Talvez aquilo tudo fosse errado, talvez não devesse, se afastou dela um pouco.
Bulma suspirou fundo, não sabia como ele tinha a beijado, era tão ingênuo e a inocência estampada em seu rosto.
- Você está sentindo atração por mim Goku, isso é normal para rapazes da sua idade. Ainda mais com uma garota linda como eu – ela se gabou o encarando.
- Atraído? – perguntou tentando entender aquela palavra.
- Sim – ela deu um passo à frente com as mãos unidas sobre o seu colo. – Quando você sente que quer algo mais com alguém.
- Hum! Eu ainda não entendi, Bulma – roçou a nuca com aquela carinha de sempre.
- Sabe o que é sexo Son-Kun? – perguntou ela querendo saber se ele sabia algo.
- Bom, o mestre Kame andou me explicando algo, mas eu não entendi muito bem – ele deu um passo à frente.
- Goku o que eu vou lhe propor pode parecer errado, mas... – “Eu quero me vingar daquele idiota do Yamcha”.  Ela pensou com raiva. – Mas eu gostaria de ficar com você, tipo friendzone, entende?
- Não entendo Bulma – ele a olhava de cima em baixo.
- Agente fica, mas não sai da linha de amigos.
- Ainda não entendi.
Ela bufou enfezada e o único modo de o fazer entender era mostrando.
Aquela ingenuidade a deixava com os nervos à flor da pele.
Pulou no pescoço dele e antes de beijá-lo novamente disse:
- Apenas sinta o desejo tomar conta de você e não diz mais nada – ela o beijou fortemente.
Ele apenas deixou, envolvendo os seus braços em volta da cintura dela e sentiu os beijos tornarem mais quentes.
Bulma soltou dos lábios dele e foi para o pescoço dele o fazendo arrepiar.
Goku se perdeu completamente no cheiro e no calor da pele dela, podia ser ingênuo, mas não deixava de ser um homem. Deslizou a sua mão até o seu bumbum a ergueu fazendo ela se enroscar com as pernas na cintura dele.
Deslizou as mãos pela parte de trás até chegar às costas dela e a afastou o rosto dela para olhá-la.
- Bulma eu não sei o que... – ela colocou os dedos nos lábios dele o calando.
- Apenas sinta Son-ku, apenas sinta – ela o viu beijar o pescoço dela também e logo ele a deitou na grama, as pernas dela em volta da cintura dele. Ela tirou a roupa dele tão rápido que ele viu-se nu diante dela. Logo ela também se desfez das roupas.
Mãos bobas eram passadas por todos os lados, gemidos e sussurros eram ditos entre eles.
Goku conheceu ali o corpo de uma mulher e tudo que podia vir dela. Achou incrível cada sensação que estava tendo com a sua amiga, mesmo que ele não entendesse bem o que era um sexo casual, ou algo como ficar com uma amiga, ou apenas ficar na linha do friendzone.
Logo eles se deliciaram do prazer que eles sentiram juntos, mesmo Goku sendo virgem e ingênuo, soube exatamente o que aconteceu com os dois.
Deitou de lado um pouco suado e olhou a amiga ao seu lado, também suada e um pouco descabelada.
Deu um sorriso meigo a ela.
- Bulma, isso foi demais! –  ele riu alto e virou-se para a amiga.
- É o que eu diga! – ela exclamou encarando o seu ex-amigo de infância e atual amante, ou algo parecido.
- Podemos ir de novo? – ele perguntou e abraçou o pequeno corpo da garota.
Ela deu um sorriso sem graça, mas ia ficar mais uma vez, afinal ele foi um homem e tanto, porém quando ela foi dar a resposta novamente uma fumaça surge e pouco a pouco o cenário muda de novo, pouco a pouco Bulma se vê nua na cama de sua casa ainda pensando em que loucura foi aquela que havia acontecido, mas de uma coisa ela tinha certeza, que nunca ia se esquecer daquele dia.
Bom enquanto Yamcha, esse viu as esferas subir ao céu sem ter realizado o seu desejo e de alguma forma sentia tinha dado errado.
Entrou no jipe junto com o seu gatinho flutuante dizendo que ele sabia que aquilo não ia dar certo e ia tentar resolver as coisas com a sua namorada do seu jeito.
Quanto a Goku, bom ele sabia o que havia ocorrido, não sabia se era certo ou errado, não sabia por que foi tão fundo com a sua “amiga”, mas ele sabia que um dia ele iria ter que achar uma garota para poder fazer o que ele fez com a Bulma, ou talvez ele pudesse procurar ela de vez enquanto e ter novamente aquelas sensações, mesmo que a amizade deles ficassem na divisão entre um sexo casual e a amizade que eles sentiam um pelo outro.

Fim. 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Estrela da manhã.

O dia amanheceu rapidamente e a garota acordou mais disposta, viu o menino dormir amuado em um cantinho da sua cama e deu um sorriso. Levantou-se devagar e começou a andar pelo palácio de Mu. Queria conhecer aquele lugar novo, queria ver como era, mas ao descer as escadas não viu porta nenhuma, subiu novamente abriu porta por porta procurando o rapaz de cabelos lilás.
Logo ela o viu ainda dormindo em sua cama e foi até lá puxando as cobertas com brutalidade.
O viu de pijama de carneirinho em um tecido azulado, quis voltar atrás na ideia, mas estava apavorada de mais.
– O QUE SIGNIFICA ISSO? – ela gritou forte e ele acordou assustado e deu um pulo da cama.
– Isso o que? – ele perguntou esfregando os olhos, sentado na cama.
– Você disse que eu seria livre e me trouxe para um lugar que não tem portas, não da para sair do lugar – ela o encarou, estava brava. – O que quer realmente de mim? O que pretende fazer comigo? – ela sentia as lagrimas escorrerem pelo seu rosto.
Mu a encarou sonolento e disse:
– Fique calma – ele se levantou e tentou se aproximar, mas ela se afastou dele. – Meu palácio não ter portas por que Kiki e eu podemos atravessar as paredes com o nosso teletransporte.
– MENTIRA! – ela começou a derramar lagrimas pelos olhos. – Você quer me usar como aqueles caras. Você quer... – ela não terminou a frase, se encolheu um pouco e deu um passo atrás.
Um suspirou, abaixou os olhos verdes para o chão e disse serenamente.
– È isso mesmo que você acha? – ele perguntou se levantando lentamente da cama.
Ela não respondeu e se recuou um pouco mais.
– Nossa! Quanto barulho – comentou Kiki entrando no quarto. – Você é uma garota muito barulhenta e escandalosa – Kiki reclamou. – Mu onde achou essa garota? – perguntou o mesmo apontando para a moça.
– No festival Kiki, em um vilarejo perto do santuário – Mu começou a caminhar lentamente. – Arrume uma roupa para ela, um pouco de dinheiro e acompanhe ela até um vilarejo qualquer – Mu nem olhou para eles.
– Mas por que eu? – ele perguntou indignado.
– Por que você ainda é uma criança – ele saiu dali os deixando e desapareceu.
– Droga, eu odeio quando ele faz isso – ele comentou olhando a garota. – Venha comigo! – ele a chamou e a viu o seguir.
– Por que ele pediu para você me dar uma roupa, dinheiro e me levar a uma vila.
– Não pergunte para mim – ele começou a caminhar perto dela.
Segurou em sua mão e se teleportou dali para fora do castelo.
Ela olhou o lugar e viu certa solidão e deserto.
– Onde estamos? – ela perguntou mais calma.
– Jamiel.
Ela arregalou os olhos e o encarou.
– Você está brincando?
– Não! – ele caminhou um pouco mais a frente. – Fique a vontade para conhecer – ele deu um sorriso travesso.
– Kiki.
– Diga.
– Que santuário é aquele que o Mu citou? – ela olhava o local ao lado do garoto, um lugar que não tinha nada a não ser aquele castelo sem portas e apenas com janelas.
Ele sorriu começou a correr e disse:
– Melhor irmos ver uma roupa para você – ele saiu à frente voltando ao castelo – VOU PEGAR DINHEIRO E TE LEVO NA ALDEIA - ele gritou a deixando ali.
Ela olhava o céu e foi para perto de um precipício ligado por uma ponte onde tinha vários corpos no fundo com um tipo de lança que saia do chão passando no meio do mesmo.
Ela se afastou um pouco assustada e olhou para todos os lugares, mas não viu o rapaz de cabelos lilás, suspirou e viu o rapazinho aparecer novamente.
– Eu arrumei essas roupas para você – ele ergueu para ela ver.
Ela o viu correr em sua direção e entregou a roupa para ela.
Ela olhou era uma saia longa na cor rosa com uma camiseta um pouco mais curta na cor branca, um cachecol azul claro e ela sentiu-se animada com as roupas.
– Kiki, eu gostaria de tomar um banho e vesti-las - ela se levantou e olhou o pequeno.
– Está bem – ele cruzou os braços e fez uma careta. – Eu levo você para dentro do palácio novamente – ele pegou na mão dela e tele transportou para dentro.
Mostrou a onde era o banheiro e deu-lhe uma toalha e saiu procurando o seu mestre a deixando ali em seu banho.
A garota abriu o chuveiro deixando a água cair sobre o seu corpo, sentiu os seus ferimentos arder com a água batendo e depois ao ensaboar.
Alguns minutos depois ela saiu enrolada na toalha e viu a roupa sobre a cama, vestiu ela rapidamente e pós a enxugar o seus cabelos castanhos.
Ela olhou todo o quarto e sentiu um aperto em seu peito.
O rapaz de cabelos lilás só tinha ajudado e ela estava sendo mal agradecida, achando que ele queria outras coisas com ela, achando que seria tratada como uma escrava sexual e seria forçada a fazer sexo com ele, mas ele só tinha a ajudado e ela ainda não confiava nele.
“Será que eu devo confiar nele?” Se perguntou em sussurro.
– Por que ainda pergunta? – ele a viu pentear os cabelos e vendo o quanto a sua beleza era melhor que antes.
– Mu! – ela deu um passo atrás.
– Você nunca vai acreditar em mim, não é mesmo? – ele já ia se virando de costa a ela.
– Mu! – ela o chamou e deu um passo mais próximo. – Eu... Bem... Eu gostaria que você me levasse até a vila – ela aproximou-se mais.
– Eu! – ele virou-se para ela e ergueu a sobrancelha.
– Sim – ela deu mais um passo em direção a ele.
– Por quê? – ele virou-se completamente para ela.
– Porque eu... – ela ficou meio rubra, mas continuou. – Seria um pedido de desculpas – ela uniu as mãos, envergonhada.
– Claro será um prazer – ele deu um sorriso olhando para garota de cabelos castanhos e olhos castanhos, não perguntou o nome dela, mas para ele não importava.
Ela sabia o nome dele por ter ouvido seu discípulo falar, mas se não fosse por isso ela nem saberia.
Mu saiu e logo Kiki entrou.
– Está tudo bem?
– Sim está – ela deu um sorriso.
– Vamos, eu tenho que fazer o que o mestre pediu, te levar a vila.
– Pode deixar, Kiki, eu a levarei - Mu apareceu novamente com um sorriso calmo nos lábios.
Kiki sorriu, pois não queria bancar a babá de uma moça tão escandalosa como aquela.
Mu se aproximou lentamente da garota e disse:
– Posso pegar na sua mão? – ele perguntou temendo que ela ficasse brava com ele novamente.
– Claro! – ela ficou rubra e sentiu-o pegar na mão dela a levando dali com o seu teletransporte.
Passou alguns segundos e eles já estavam em um vilarejo simples, com algumas casas de madeira, um caminho de terra batida e começaram a caminhar.
Mu a olhou e caminhou um pouco mais afastado dela.
– Deve estar com fome – ele viu uma pequena padaria e apontou para a mesma. – Vamos até lá!
– Espere! – ela o fez parar e a olhar.
– O que foi? – ele perguntou ingenuamente.
– Não vai me pergunta nada?
– E você quer que eu te pergunte alguma coisa? – ele respondeu com outra pergunta enquanto caminhava em direção à padaria.
– Não quer saber meu nome? De onde venho? Ou por que eu me tornei uma escrava?
Mu parou e a olhou pacificamente com o seu olhar verde e tranquilo.
– Fique a vontade se quiser falar – ele caminhava tranquilamente um pouco a frente dela e logo chegou à panificadora.
Pediu o café da manhã para a atendente e sentou-se a mesa esperando por seu desejum ao lado da moça.
– Mu! – ela se sentou ao lado dele em uma cadeira.
– Hum! – ele a olhou.
– Você não perde a paciência nunca?
Mu não resistiu e sorriu dela.
– Ei pare de rir de mim – ela desviou o rosto dele.
– Eu perco em casos muito sérios, mas a maioria das vezes eu sou calmo e sereno – ele viu a atendente os servir.
– Então qual o nome da escrava? – ele colocou as mãos sobre a mesa.
– Yana – ela desviou olhou para o misto quente no seu prato. – Você disse para eu dizer se eu quisesse.
– Sim, mas eu tenho que saber ao menos o seu nome para conversamos é injusto que só você saiba o meu.
Ela balançou a cabeça em um gesto meio tímido e viu-o levar o copo de leite a boca.
– Eu...
Mu a olhou disfarçadamente, não queria forçá-la a nada, mas estava curioso em sua situação anterior.
– Eu perdi a minha família com a luta dos cavaleiros com Hades, os espectros invadiram a minha aldeia e matou a minha família, mas um cavaleiro vestido em uma armadura toda dourada me salvou, mas não me lembro o formato da armadura dele e nem como ele era, pois eu desmaiei em seus braços.
– Então sabe da existência dos cavaleiros de Atena? – perguntou ele erguendo a sobrancelha.
– Hurum – ela levou o misto quente a boca e mordeu mastigando educadamente continuou. – Acordei no hospital, alguns dias depois me deram alta e eu fui procurar emprego, mas não sabia que aquela casa fazia as pessoas virarem escravas e vendiam para grandes senhores que tem enormes terras nos vilarejos próximos ao santuário.
– Hum! – Mu não a olhou e a deixou continuar, tinha medo de olhá-la e ela perder a confiança.
– Achei que ia ser um emprego de doméstica ou algo parecido, mas vi aquela mulher me vender como objeto e depois aquele homem tentar, me... – ela ficou envergonhada e o encarou. – Ele tentou tudo que podia fazer com as mãos... Ele rasgou a minha roupa na frente dos capachos dele – lágrimas começavam a rolar, foi quando eu conseguir fugir, nem sei como e sai correndo pelo festival e me trombei com você... Desculpe-me, mas como eu ia confiar em alguém de novo – ela derramou mais lagrimas.
– Tudo bem Yana... - ele foi para tocar a mão dela, mas recuou. – Sei que é difícil confiar em alguém depois de tudo que você passou, mas de agora em diante tudo será diferente – ele levou o copo de leite à boca.
– Como pode ter tanta certeza? – ela perguntou olhando para a mesa. – Aquele homem ainda é o meu dono e ele virá atrás de mim.
– Ele não virá – ele colocou o copo pela metade sobre a mesa e a olhou.
– Como pode ter tanta certeza?
– Por que paguei um bom preço por sua liberdade e bem acho que eles se assustaram um pouco comigo – sua serenidade passava confiança à moça.
– Como assim passou um susto e pagou um bom preço? – ela se levantou da cadeira.
– Yana, agora você é livre – ele se levantou também e foi até o caixa pagar o café da manhã.
Mu voltou-se a ela e colocou uma sacolinha com ouro diante dela.
– Esse dinheiro dá para você comprar uma casinha e começar a sua vida – ele empurrou em direção a ela. – Espero que seja muito feliz – ele deu um sorriso triste a ela. – Foi ótimo ter conhecido você, Yana! – ele começou a ficar invisível, quando a sentiu segurar o seu braço.
– Por que Mu? – ela o encarou. – Você nem me conhece e age como se me conhecesse. Você parece não querer nada comigo... – ela estava se confundindo.
Mu apenas a olhou penetrantemente e disse:
– Seja feliz, Yana! – ele sumiu das vistas dela.
– Mu, espere você ainda não me respondeu. Mu! – ela gritou olhando para todos os lados, mas não o viu mais.
Suspirou fundo, pegou o pequeno saco de moedas e guardou com segurança saiu da padaria e começou a andar pela pequena aldeia.
Achou uma casinha simples com uma plaquinha de aluga-se, procurou o dono e a alugou num valor cômodo.
****
Os dias se passavam lentamente Yana conseguiu um emprego de atendente na padaria que Mu tinha ido com ela.
Aquele lugar a fazia se sentir bem e ela se lembrava do jovem rapaz de cabelos lilás ali com ela tentando lhe passar confiança.
Lembrou o quanto Jamiel era pacato, deserto e solitário.
– Tirando o Kiki, será que Mu vive sozinho em Jamiel? – ela sussurrava com o seus botões.
E voltou ao seu trabalho.