Goku apareceu no quintal e Pan sentiu o seu ki, pois já
havia voltado da aula. Goku aproveitou e foi brincar um pouco com ela, afinal
já tinha prometido e nada melhor que se distrair um pouco com a neta, pois era
o seu novo porto seguro.
****
Os dias se passaram
rapidamente e o fim de semana chegou, era sábado de manhã, Goten já tomava café
com o seu pai animado, enquanto olhava os pratos quebrados no cesto do lixo,
junto com os talheres.
- Gohan tem razão, vamos
precisar de uma empregada, ou teremos que comer na mão - ele riu e viu seu pai
roçar a nuca sem jeito, então mudou o assunto. - Então pai, o senhor vai à
festinha conosco? - perguntou ele levando o pão à boca.
- Não sei Goten - Goku viu a
garotinha entrar e abraçá-lo. - Viu como seu irmão reagiu.
- Bom dia avozinho! - Pan
deu-lhe um beijo no rosto.
- Bom dia Pan!
- Há pai, mas o senhor pode
ir só para se divertir um pouco, não precisa ficar com as garotas - Goten queria
que ele fosse para acompanhá-lo, já que nunca havia feito nada de diferente com
o pai.
- Eu vou então, mas só por
insistência.
- Ebaaa! - ele comemorou
como uma criança.
- Se o papai descobre ele
vai ficar zangado.
- Você não vai contar a ele
vai? - Goten queria comprar a garota para não fofocar.
- E o que eu ganho tio Goten? - ela olhou com os olhinhos cerrados
interessada em alguma coisa.
- Um passeio na casa do
Mister Satã, com direito a sorvete no caminho e de dou vinte minutos para
avisar a Videl e o Gohan que eu vou te levar, começando agora - Goku sorriu e
viu ela pular de alegria, enquanto ele começava a contar os minutos.
- Não, espera vovozinho,
isso não é justo - ela saiu voando o mais rápido que pode e riu alegre que ia
ver o seu avô estava com saudades dele.
- O senhor sempre consegue
dobrar ela.
Goku sorriu ingênuo e
continuou a comer.
Não demorou muito e Pan
voltou toda animada, gritando.
- VOVOZINHO, VAMOS LOGO, A
MAMÃE E O PAPAI DEIXOU. EU QUERO VER O VOVÔ SATÃ.
- Calma, eu vou trocar de
roupa e nós vamos, certo? - ele acariciou os cabelos negros dela e saiu para o
seu quarto, pois estava só de bermuda.
- Tio Goten, o vovô vai
mesmo com o senhor, não é? - ela perguntou o encarando.
- Sim, ele vai, mas pense
pelo lado bom, vai ser bom para ele. Ele precisa ficar ainda melhor, mesmo
sentido falta da mamãe.
Ela deu um grande sorriso ao
tio e disse:
- Eu quero que ele fique
melhor tio Goten, o olho dele ainda está sem brilho e eu vejo que ele está se
esforçando.
- Sim, Pan ele está.
- Então pronta? - Goku a
pegou no colo sorrindo e brincando com ela, depois se virou para Goten. - Que
horas vamos sair?
- Ali pelas oito e meia,
nove da noite.
- Então nos vemos mais tarde
- ele levou os dedos à testa e apareceu na casa do Mister Satã.
Pan entrou gritando o avô e
Goku foi acompanhando olhando a casa para todos os lados e logo ouviu o homem
responder:
- Eu estou aqui, Pan! - ela
entrou na sala de estar e abraçou com força.
- Vovozinho, como está?
- Eu estou bem - ele olhou e
viu Goku. - Senhor Goku, tudo bem?
- Eu estou indo Mister Satã,
vim trazer a Pan um pouco.
- Pan, vá brincar com o Bee.
- Tá - ela saiu correndo e
chamou o cachorro.
- Eu lamento pela Chichi -
ele o encarou. - Não deve estar sendo fácil, pois eu sei como é ver uma pessoa
que se ama morrer sem poder fazer nada...
- Obrigado Mister Satã - ele
abaixou um pouco a cabeça.
Satã caminhou até uma
estante e abriu uma gaveta pegando um porta retrato. Goku ergueu a sobrancelha
e viu o homem se aproximar dele e disse:
- Essa é Viana, a mãe da
Videl... - uma lagrima escorreu de seus olhos.
Goku olhou a foto e a mulher
tinha cabelos negros como a noite, olhos azuis bem claros, pele branca e
lembrava muito a sua nora.
- Ela faleceu quando Videl
nasceu, foi um parto muito complicado e se eu não tivesse que criar a Videl, eu
teria morrido junto.
- Elas se parecem muito -
ele comentou ainda olhando o quanto a mulher parecia determinada e feliz.
- Sim... Foram esses
olhinhos azuis e pequeninos que me deram forças para continuar... Não nego que
depois de alguns anos eu me envolvi com uma
ou outra garota por ai, mas Viana, eu nunca me esqueci... Dela, pois ela
fora a única que me compreendeu e esteve ao meu lado até aquele dia, mas ela
deixou um presente lindo para mim e hoje esse presente está com um ótimo rapaz
e muito mais poderoso que eu, coisa que eu duvidava que a minha filha
arrumasse.
Goku sorriu um sorriso
tímido, sentiu um calor em seu coração era como se todos o tivessem o apoiando
o tempo todo.
- Obrigado Mister Satã, eu
sei que o senhor está querendo me animar - ele roçou a nuca meio sem jeito. - E
realmente o Gohan é bem mais forte que o senhor - ele encarou mais animado.
- Não só ele não é? - ele
colocou a mão no ombro de Goku. - Gostaria de me ajudar aqui no dojo?
- Como? - ele o encarou de
uma forma ingênua.
- Sendo mestre, sei que é
difícil para você controlar a sua força, mas pelo ao menos ficara com a mente
ocupada.
- Seria ótimo! - ele ficou
animado e ele acompanhou coversando sobre os detalhes dele ir ajudá-lo no dojo.
*****
Yana ouvi bater na porta de
sua casa, corre para atender e vê a sua irmã Yuna.
- É você - ela está um pouco
decepcionada, após abrir a porta.
- Achou que seria quem? - a
sobrancelha erguida.
- Ninguém - ela deu passagem
para a sua irmã passar.
- Achou que era o seu herói?
- ela olhava desconfiada. - Diga a
verdade - ela entrou já pegando no pé dela.
- Eu achei mesmo. - ela
cruzou os braços e bufou. - Mas ele nem sabe onde eu moro e eu não faço ideia
de como encontrar para entregar a jaqueta dele. - ela estava meio decepcionada
e deixou os braços cair os descruzando.
- Deixa o seu "herói de
lado" e vamos dar umas voltas, fazer umas compras, almoçar fora hoje - ela
estava animada.
- Eu... Não sei... - ela
olhou a janela, e viu o sol entrar pela mesma clareando a sua casa.
- Olha Yana, ficar em casa
com medo não vai resolver, vamos - ela juntou as mãos e fez cara de cachorro
sem dono a ela.
- Droga Yuna, você sempre me
convence - ela suspirou sendo vencida por ela.
- Vai lá se vestir, ficar
lindona e quem sabe não aparece uma coincidência acontece e você encontra o seu
herói por ai.
- Seria coincidência de mais
para o meu gosto, ou para minha alegria - ela foi se arrumar e logo as duas
saíram para passear um pouco.
****
As horas iam se passando e
Goku viu que já era quase quatro da tarde, então ele chamou à pequena.
- Pan, está na hora de
irmos.
- Ah! Vovozinho... - ela fez
beiço.
Goku se abaixou rente ao
ouvido dela e sussurrou.
- Ainda temos o nosso
sorvete.
- Ah! É mesmo - ela
sussurrou de volta como se fosse realmente um segredo.
- Despeça-se do seu avô.
- Tá - ela foi até ele se
despedindo e os dois saíram andando.
- Vovô, nós vamos andando?
- Sim Pan, vamos andar um
pouco - ele sorriu e pegou na mãozinha dela.
Ele queria ver as pessoas
mais de perto, olhar o movimento da cidade e procurar uma boa sorveteria, se
distrair um pouco.
Eles andavam tranquilamente
pela rua e Goku estava distraído alheio a sua neta e as pessoas em volta.
Pan sentiu ele meio triste,
mas viu o quanto ele estava se esforçando para dar atenção a ela, então ela viu
uma sorveteria perto de um shooping e disse:
- Vamos naquela ali, vovô? -
ela apontou com o dedo indicador para o local, parecia singela, porém
aconchegante, com cadeiras mais antigas em madeira, sobre a mesa uma espécie de
guarda sol.
- Tá - ele caminhou com ela
até lá e entrou, fez o pedido do sorvete para ele. - Qual você quer Pan?
- Hum... São muitos vovô -
os olhinhos dela brilhavam diante de tantos sabores, coberturas e confeitos.
Enquanto Pan tentava se
decidir qual sabor ela queria as duas mulheres saiam do shooping ao lado
carregada com sacolas e riam animadas então Yana olhou para dentro da
sorveteria e viu os cabelos rebelde de seu herói e o reconheceu na hora.
- Yuna!
- O que foi?
- Olha - ela apontou para
dentro da sorveteria.
- Caramba, eu posso jogar na
loteria viu - ela olhou e viu o rapaz de cabelos que desafiavam a natureza e
como Yana havia mostrado ele a ela, ela sabia que era o homem que a salvou.
- Coincidência de mais para
o meu gosto e a minha felicidade.
- Ou destino - Yuna pegou a
mão da garota e foi em direção a soverteria e entrou.
Yana foi meio relutante e
tímida, mas foi.
Assim que ela se aproximou viu
que ele estava com uma garotinha ao lado dele.
- Será que é filha dele? - Cochichou
Yuna.
- Não sei. Mas eu já
esperava que ele não fosse solteiro - ela ficou meio triste.
- Então Pan, decide logo
- ele a olhou com aqueles olhinhos
cintilantes que Goku não resistiu a pegou no colo e colocou-a para ver mais de
perto. - Assim fica mais fácil de você escolher.
- Muito mais vovozinho - ela
olhava as variedades de cores e sabores dos
sorvetes expostos dentro do freezer.
- Você ouviu o que a pequena
disse?
- Mas ele é muito novo para
ser avô! - Yana deu um passo criando coragem para se aproximar mais dele e foi
se aproximando até que ela tocou em seu ombro delicadamente o fazendo olhar
para trás.
- Posso ajudar moça? - ele
não a reconheceu, pois estava com a pele branca, sem hematomas e vestida.
Pan abraçou o pescoço do avô
meio tímida.
- Eu queria te devolver a
sua jaqueta, mas não sabia que ia te encontrar aqui, será que pode me dar o seu
nome e endereço para eu levar lá depois?
Goku fez uma cara de quem
não tava entendendo nada do que ela dizia, pois realmente não se lembrava.
- Jaqueta? Endereço?
Ela sorriu uniu as mãos,
envergonhada.
- Você me emprestou para me
cobrir e me levou ao hospital.
- Ahhhh! Você é a garota que
foi estrupada - ele sorriu. - Nossa nem te reconheci, está diferente.
Ela ficou mais rubra ainda
da forma ingênua que ele falou.
- Sim... - ela respondeu
quase num sussurro.
- Aceita um sorvete? - ele
perguntou a olhando de cima em baixo, mas desviou o olhar.
- Não, obrigada... Eu só
quero entregar a sua jaqueta mesmo, claro se a sua esposa não se incomodar em
levá-la até a sua casa...
- Pan, já escolheu o seu
sorvete? - ele perguntou a garotinha.
- Sim vovô, então vamos nos
sentar ali com a moça. - ele virou-se para ela e apontou para uma mesa. - Tem
certeza que não quer um?
- Não, obrigada.
- Então venha, sente-se aqui
- ele caminhou até uma mesa e ela se sentou em frente a ele e a garotinha ao
seu lado.
- Meu nome é Son Goku e eu
moro na montanha Paozu e você? - ele levou o sorvete à boca se deliciando com
ele.
- Yana... - ela olhou para
irmã disfarçadamente e viu a mesma tomando sorvete para despistar.
- Então Yana, vejo que está
ótima - ele brincou com a neta passando sorvete no rostinho dela.
- Ah vovô isso não vale -
ela limpou com a mão e passou nele também.
- Claro que vale, ele limpou
sorrindo.
- Estou sim.
- Eu fui ao hospital, mas
você já tinha ganhado alta.
- Você foi? - ela ficou
super feliz.
- Hurum - Goku comia o
sorvete com a boca cheia. - Pode levar a jaqueta quando quiser - ele terminou o
sorvete tão rápido e viu a garotinha se deliciar com o dela deixando cair nas
mãos.
- Fazendo bagunça, danadinha
- ele pegou o guardanapo e começou a limpar as mãos dela.
- Ela é sua neta mesmo?
- Sim - ele terminava de
limpar as mãozinhas dele.
- Mas parece tão novo.
- Hehehe - Goku sorriu sem
graça a ela. - Tenho 49 anos.
Ela esbugalhou os olhos.
- Qua...Renta... E nove... -
ela gaguejou.
- Sim.
- Meu avozinho parece mais
novo, nem parece a idade que tem - a pequena também tinha acabado de tomar o
seu sorvete e olhava a moça.
- Não mesmo, achei que tinha
uns vinte e cinco anos - ela comentou pensando o quanto ele era mais velho que
ela. - Deve ter sido pai novo então.
- É... Eu fui pai perto dos
vinte e um anos, meu filho mais velho tem vinte e sete e essa pentelha aqui tem
sete - Goku bagunçou os cabelos da garotinha.
- Eu não sou pentelha, vovô - Goku sorriu
carinhoso a ela, quando viu a fazer bico super brava com ele.
- Bom, quando puder e quiser
pode levar a jaqueta para mim, já sabe o meu nome e onde eu moro - ele se
levantou e deu um dinheiro para garotinha pagar o sorvete e logo ela voltou. -
Foi um prazer Yana - ele deu um sorriso meio singelo, com aquele ar ingênuo. -
Vamos Pan, despeça-se da moça.
- Até mais - ele saiu voando
com a garotinha do lado.
Yuna viu a irmã se aproximar
e disse:
- E ai o que ele disse?
- O nome dele, onde ele mora,
a idade dele e pelo visto é casado... - ela suspirou meio triste.
- Vendo-se que realmente é
um homem que parece mais desenhado por deuses, era o mais certo - ela sentou-se
ao lado da irmã. - Então diz ai quantos anos e onde ele mora.
- Ele tem quarenta e nove,
mora na montanha Paozu e se chama Son Goku.
- Eu já ouvi esse nome em
algum lugar... - Yuna ficou pensativa e disse:
- Não...
- Que foi Yuna? - Yana se assustou com o jeito dela.
- Esse homem participou do
ultimo torneio de artes marciais, o filho dele é casado com a Videl, filha do
Mister Satã.
- Em...? - agora era Yana
que estava não entendia nada.
- Son Gohan saiu em varias
capas de revista, quando se casou com a filha do salvador do universo, dizem
que o Mister Satã autorizou o casamento por que ele era mais forte que o
próprio, mas não se sabe o quanto... E também se isso é verdade.
Yana ficou pensativa, mas
ela queria mesmo era só devolver a jaqueta, nada mais que isso.
- Vamos, depois eu levo a
jaqueta para ele - ela se levantou e as duas foram para casa.
*******
Goku chegou à casa do Gohan
e foi entrando na mesma.
Videl os viu entrar na casa
e disse:
- Olha quem já voltou - Videl deu um sorriso animado aos dois. - Se
divertiu muito? - ela perguntou para pequena.
- Sim mãe, o vovô está
voltando a ser como ele era.
- Isso é ótimo, agora sobe e
vá tomar banho.
- Tá - ela despediu do avô
com um beijo no rosto e depois saiu levando um tapinha de brincadeira no
bumbum.
Ela saiu rindo e Videl o
olhou carinhosamente.
- O senhor está melhor? -
ela perguntou e a ele o olhando.
- Sim, eu estou sim - ele
olhou todos os lados e viu Gohan descendo as escadas encarou e disse:
- Olá papai!
- Olá filho! - tentava
forçar o sorriso.
- O senhor vai à festinha
mais Goten? - foi à primeira coisa que ele perguntou, pois não havia se
esquecido da mesma.
- Eu vou, mas é só para me
distrair um pouco e passar um tempo com o Goten.
Gohan não gostou nem um
pouco da resposta, pois desde o dia que Goten chamou o seu pai para ir a essa
festa ele ficou revoltado, pois sua mãe sempre ficou em casa, cuidando deles
durante sete anos e o máximo que ia era nas festas do mestre Kame e da Bulma.
- TSC! AGORA VOCÊ QUER
PASSAR UM TEMPO COM O GOTEN? POR QUE NÃO PENSOU NISSO ANTES EM? - ele
esbravejou. - A mamãe se dedicou a ele sete anos de sua vida sem quase nem sair
de casa e eu ajudado ela a criar o Goten e agora você quer agradar ele indo a
festinhas. - Gohan tentou se acalmar e
viu Goku abaixar a cabeça. - VOCÊ SEMPRE FAZ AS COISAS DO SEU JEITO, NÃO É
MESMO? NUNCA SE IMPORTOU CONOSCO, COM A MAMÃE, NEM QUIS ME TREINAR DIREITO, FOI
TREINAR O OOB PARA DEIXAR O SEU LEGADO... - ele soltava tudo que estava
engasgado na garganta. - Sabe quanto tempo eu me senti culpado pela sua morte?
Goku fez um gesto de não com
a cabeça ainda cabisbaixa.
- Muito tempo, mas a mamãe
sempre me aparava e dizia que eu não tinha culpa nenhuma...
Goku suspirou levantou o
olhar e buscou os olhos azuis de Videl,
suspirou fundo e disse:
- Não Gohan, você nunca foi
culpado de nada, nenhum de vocês... Eu realmente fiz as coisas do meu jeito
pensando que era o melhor para vocês, para Chi... Mas eu errei e errei feio em
muitas coisas... Eu sou o culpado de não estar presente na sua vida e na vida
do Goten, eu sou o culpado de deixar a Chi tanto tempo sozinha... Eu mesmo com
esse poder todo em minhas mãos não fui
capaz de protegê-la - uma lágrima
escorreu pelo seu rosto. - Não precisa me desculpar, ou me compreender... Nem mesmo me perdoar... - ele virou-se e saiu
pela porta voando a toda a velocidade.
- Vovô... - Pan olhou de
cara feia para o pai e Videl também.
- Por que vocês duas tão me
olhando assim? - ele encarou as duas.
- Você fez o vovô ficar
triste de novo - Pan começou a chorar. - Ele tava feliz, brincou comigo, me
levou no vovô Satã, me levou para tomar sorvete e olha só, você o fez ficar
triste de novo.
- Pan é pro bem dele, ele
tem que entender como a mamãe conseguiu viver sem ele, agora ele tem que viver
sem a mamãe e como ela viveu...
- Não Gohan, não é assim -
Videl o encarou. - Depois que a sua mãe morreu você só joga as coisas ruins que
o seu pai fez na cara dele, em vez de dar apoio, você fica com raiva dele, o
faz ficar triste, você é o único que não percebeu que ele está se esforçando, tanto
que ele aceitou ajudar o meu pai no dojo dele hoje. Seu pai pode até ter errado, mas ele tem o
direito de viver a vida dele do jeito dele... - Videl o encarou. - Meu pai me ligou dizendo que ele estava até
alegre, principalmente quando ele contou da mamãe para ele.
Gohan suspirou fundo e
disse:
- Mas a mamãe nunca foi a
festinhas assim, a não ser a da casa da Bulma...Ou do Mestre Kami
- Olha Gohan, sua mãe fez as
escolhas dela e seu pai esta fazendo a dele, mas isso não quer dizer que ele a
esqueceu, ou que a deixou de amar, ele só ta tentando seguir em frente sem a
Chichi. Pensa bem Gohan... - ela
suspirou fundo. - Ela era a escora dele, mesmo com os problemas em ser o herói
ele sabia que mesmo levando bronca da sua mãe, ela estaria ali à espera dele,
agora ele não tem mais ela, não tem uma escora. Pensa o que faria se fosse eu
no lugar dela.
- Não diga isso Videl, nem
de brincadeira.
- Não é brincadeira Gohan,
se põem um pouco no lugar dele. Ele já está se sentindo culpado de mais, se
sentindo um fraco e você ainda o deixa
pior com palavras duras... Mesmo ele ter errado, ele precisa do nosso apoio
agora e tenho certeza que a Chichi deve ter recebido apoio dos amigos, de vocês
quando ele não estava presente.
Gohan suspirou cansado e
sentou-se na sua poltrona pensativo.
****
Goku voou a toda a
velocidade até chagar ao túmulo de sua amada, viu a lápide pousou, sentou-se e
escorou a cabeça nela.
- Me perdoa Chi... Perdoa-me...
- as lágrimas desciam pelos seus olhos e fechou para tentar sentir ela perto
dele enquanto sua cabeça estava encostada na lápide. - Eu não sei mais o que fazer... Eu tentei ir
te ver no outro mundo, mas você não quis, eu...
- ele abraçou as pernas e enfiou a cabeça em meio os braços e ficou ali.
******
Chichi via tudo do outro
mundo, ela estava no planeta do senhor Kaioshin olhando a bola de cristal do
supremo senhor Kaio de quinze gerações então viu o Kibitoshin aproximar-se dela
e colocar a mão sobre os ombros dela.
- Não é melhor ir lá? O
senhor Emmadayo já autorizou...
Ela suspirou fundo, estava
com suas vestis chinesas azuis, seu rosto um pouco mais jovial e seu cabelo
comprimo amarrado em um rabo de cavalo, com uma franja sobre a testa, ela
lembrava quando tinha vinte anos afinal ela teve o direito de escolher como
queria ficar, já que era a mulher do homem mais forte do universo. Ela tinha as
suas vantagens no outro mundo.
Ela olhou para o ser
supremo, com algumas lágrimas escorrendo pelos seus olhos.
- Vamos, mas tenho certeza
que eu vou piorar a situação, pois eu também vou sofrer muito ao me encontrar
com ele.
O Kibitoshin fez que sim com
a cabeça e viu-a olhando a bola de cristal.
Ele a tele portou dali e
pareceu um pouco longe de Goku onde ele não podia vê-los.
****
Goten chegou em casa animado
procurando o pai, mas não o encontrou.
- Talvez ele esteja na casa
do Gohan - ele saiu voando para lá todo animado e bateu à porta, Videl veio e
atendeu.
- Oi cunhadinha, você viu o
meu pai por ai?
Videl suspirou fundo e
disse:
- Sim, ele veio trazer a
Pan, mas já tem um tempinho.
- Mas nos combinamos de sair
juntos, ele o Trunks e eu - ele então viu o irmão descendo as escadas.
- Desculpa Goten, eu
estraguei o seu passeio com o papai e ainda o deixei triste de novo - ele
suspirou fundo.
- O QUE DISSE PARA ELE DESSA
VEZ?
Gohan abaixou a cabeça,
envergonhado.
- Eu disse que agora ele se
importava com você, que agora ele queria passar um tempo com você, mas antes
ele não pensou nisso... Eu disse coisas horríveis.
- Você não entende... Eu
chamei o papai para ir, para ele se animar, ocupar a cabeça - ele andou de um
lado para o outro com as mãos na cabeça, meio desesperado. - Eu o chamei para
ver se ele para de sonhar com a mamãe todas as noites, para que ele não se
sinta mais só naquela cama enorme com o cheiro da mamãe ao lado dele o tempo
todo - ele parou e o encarou. - Ele tem que seguir em frente e não se culpar do
modo que ele se culpa o tempo todo... - Goten suspirou fundo. - Sabia que o tio
Vegeta veio aqui para tentar animar ele e eles lutaram para valer - Goten o encarou com lagrimas nos olhos. - Tia
Bulma me contou o que o tio Vegeta chegou lá com a roupa toda suja e ela o fez
falar onde estava e o que estava fazendo. Então ela descobriu que o tio Vegeta
que é orgulhoso, cheio de marra tava o apoiando, foi graças a tio que ele resolveu
seguir em frente, sem a mamãe e você estraga tudo - Goten partiu para cima dele
e deu um soco no rosto.
Gohan apenas recebeu e
limpou o filete de sangue que escorreu.
- Eu vou falar com ele
Goten... - ele se levantou e saiu voando para tentar concertar o que havia
feito.