domingo, 26 de outubro de 2014

O Começo.

Goku apareceu  no quintal e Pan sentiu o seu ki, pois já havia voltado da aula. Goku aproveitou e foi brincar um pouco com ela, afinal já tinha prometido e nada melhor que se distrair um pouco com a neta, pois era o seu novo porto seguro.
****
Os dias se passaram rapidamente e o fim de semana chegou, era sábado de manhã, Goten já tomava café com o seu pai animado, enquanto olhava os pratos quebrados no cesto do lixo, junto com os talheres.
- Gohan tem razão, vamos precisar de uma empregada, ou teremos que comer na mão - ele riu e viu seu pai roçar a nuca sem jeito, então mudou o assunto. - Então pai, o senhor vai à festinha conosco? - perguntou ele levando o pão à boca.
- Não sei Goten - Goku viu a garotinha entrar e abraçá-lo. - Viu como seu irmão reagiu.
- Bom dia avozinho! - Pan deu-lhe um beijo no rosto.
- Bom dia Pan!
- Há pai, mas o senhor pode ir só para se divertir um pouco, não precisa ficar com as garotas - Goten queria que ele fosse para acompanhá-lo, já que nunca havia feito nada de diferente com o pai.
- Eu vou então, mas só por insistência.
- Ebaaa! - ele comemorou como uma criança.
- Se o papai descobre ele vai ficar zangado.
- Você não vai contar a ele vai? - Goten queria comprar a garota para não fofocar.
- E o que  eu ganho tio Goten?  - ela olhou com os olhinhos cerrados interessada em alguma coisa.
- Um passeio na casa do Mister Satã, com direito a sorvete no caminho e de dou vinte minutos para avisar a Videl e o Gohan que eu vou te levar, começando agora - Goku sorriu e viu ela pular de alegria, enquanto ele começava a contar os minutos.
- Não, espera vovozinho, isso não é justo - ela saiu voando o mais rápido que pode e riu alegre que ia ver o seu avô estava com saudades dele.
- O senhor sempre consegue dobrar ela.
Goku sorriu ingênuo e continuou a comer.
Não demorou muito e Pan voltou toda animada, gritando.
- VOVOZINHO, VAMOS LOGO, A MAMÃE E O PAPAI DEIXOU. EU QUERO VER O VOVÔ SATÃ.
- Calma, eu vou trocar de roupa e nós vamos, certo? - ele acariciou os cabelos negros dela e saiu para o seu quarto, pois estava só de bermuda.
- Tio Goten, o vovô vai mesmo com o senhor, não é? - ela perguntou o encarando.
- Sim, ele vai, mas pense pelo lado bom, vai ser bom para ele. Ele precisa ficar ainda melhor, mesmo sentido falta da mamãe.
Ela deu um grande sorriso ao tio e disse:
- Eu quero que ele fique melhor tio Goten, o olho dele ainda está sem brilho e eu vejo que ele está se esforçando.
- Sim, Pan ele está.
- Então pronta? - Goku a pegou no colo sorrindo e brincando com ela, depois se virou para Goten. - Que horas vamos sair?
- Ali pelas oito e meia, nove da noite.
- Então nos vemos mais tarde - ele levou os dedos à testa e apareceu na casa do Mister Satã.
Pan entrou gritando o avô e Goku foi acompanhando olhando a casa para todos os lados e logo ouviu o homem responder:
- Eu estou aqui, Pan! - ela entrou na sala de estar e abraçou com força.
- Vovozinho, como está?
- Eu estou bem - ele olhou e viu Goku. - Senhor Goku, tudo bem?
- Eu estou indo Mister Satã, vim trazer a Pan um pouco.
- Pan, vá brincar com o Bee.
- Tá - ela saiu correndo e chamou o cachorro.
- Eu lamento pela Chichi - ele o encarou. - Não deve estar sendo fácil, pois eu sei como é ver uma pessoa que se ama morrer sem poder fazer nada...
- Obrigado Mister Satã - ele abaixou um pouco a cabeça.
Satã caminhou até uma estante e abriu uma gaveta pegando um porta retrato. Goku ergueu a sobrancelha e viu o homem se aproximar dele e disse:
- Essa é Viana, a mãe da Videl... - uma lagrima escorreu de seus olhos.
Goku olhou a foto e a mulher tinha cabelos negros como a noite, olhos azuis bem claros, pele branca e lembrava muito a sua nora.
- Ela faleceu quando Videl nasceu, foi um parto muito complicado e se eu não tivesse que criar a Videl, eu teria morrido junto.
- Elas se parecem muito - ele comentou ainda olhando o quanto a mulher parecia determinada e feliz.
- Sim... Foram esses olhinhos azuis e pequeninos que me deram forças para continuar... Não nego que depois de alguns anos eu me envolvi com uma  ou outra garota por ai, mas Viana, eu nunca me esqueci... Dela, pois ela fora a única que me compreendeu e esteve ao meu lado até aquele dia, mas ela deixou um presente lindo para mim e hoje esse presente está com um ótimo rapaz e muito mais poderoso que eu, coisa que eu duvidava que a minha filha arrumasse.  
Goku sorriu um sorriso tímido, sentiu um calor em seu coração era como se todos o tivessem o apoiando o tempo todo.
- Obrigado Mister Satã, eu sei que o senhor está querendo me animar - ele roçou a nuca meio sem jeito. - E realmente o Gohan é bem mais forte que o senhor - ele encarou mais animado.
- Não só ele não é? - ele colocou a mão no ombro de Goku. - Gostaria de me ajudar aqui no dojo?
- Como? - ele o encarou de uma forma ingênua.
- Sendo mestre, sei que é difícil para você controlar a sua força, mas pelo ao menos ficara com a mente ocupada.
- Seria ótimo! - ele ficou animado e ele acompanhou coversando sobre os detalhes dele ir ajudá-lo no dojo.
*****
Yana ouvi bater na porta de sua casa, corre para atender e vê a sua irmã Yuna.
- É você - ela está um pouco decepcionada, após abrir a porta.
- Achou que seria quem? - a sobrancelha erguida.
- Ninguém - ela deu passagem para a sua irmã passar.
- Achou que era o seu herói? - ela olhava desconfiada. -  Diga a verdade - ela entrou já pegando no pé dela.
- Eu achei mesmo. - ela cruzou os braços e bufou. - Mas ele nem sabe onde eu moro e eu não faço ideia de como encontrar para entregar a jaqueta dele. - ela estava meio decepcionada e deixou os braços cair os descruzando.
- Deixa o seu "herói de lado" e vamos dar umas voltas, fazer umas compras, almoçar fora hoje - ela estava animada.
- Eu... Não sei... - ela olhou a janela, e viu o sol entrar pela mesma clareando a sua casa.
- Olha Yana, ficar em casa com medo não vai resolver, vamos - ela juntou as mãos e fez cara de cachorro sem dono a ela.
- Droga Yuna, você sempre me convence - ela suspirou sendo vencida por ela.
- Vai lá se vestir, ficar lindona e quem sabe não aparece uma coincidência acontece e você encontra o seu herói por ai.
- Seria coincidência de mais para o meu gosto, ou para minha alegria - ela foi se arrumar e logo as duas saíram para passear um pouco.
****
As horas iam se passando e Goku viu que já era quase quatro da tarde, então ele chamou à pequena.
- Pan, está na hora de irmos.
- Ah! Vovozinho... - ela fez beiço.
Goku se abaixou rente ao ouvido dela e sussurrou.
- Ainda temos o nosso sorvete.
- Ah! É mesmo - ela sussurrou de volta como se fosse realmente um segredo.
- Despeça-se do seu avô.
- Tá - ela foi até ele se despedindo e os dois saíram andando.
- Vovô, nós vamos andando?
- Sim Pan, vamos andar um pouco - ele sorriu e pegou na mãozinha dela.
Ele queria ver as pessoas mais de perto, olhar o movimento da cidade e procurar uma boa sorveteria, se distrair um pouco.
Eles andavam tranquilamente pela rua e Goku estava distraído alheio a sua neta e as pessoas em volta.
Pan sentiu ele meio triste, mas viu o quanto ele estava se esforçando para dar atenção a ela, então ela viu uma sorveteria perto de um shooping e disse:
- Vamos naquela ali, vovô? - ela apontou com o dedo indicador para o local, parecia singela, porém aconchegante, com cadeiras mais antigas em madeira, sobre a mesa uma espécie de guarda sol.
- Tá - ele caminhou com ela até lá e entrou, fez o pedido do sorvete para ele.  - Qual você quer Pan?
- Hum... São muitos vovô - os olhinhos dela brilhavam diante de tantos sabores, coberturas e confeitos.
Enquanto Pan tentava se decidir qual sabor ela queria as duas mulheres saiam do shooping ao lado carregada com sacolas e riam animadas então Yana olhou para dentro da sorveteria e viu os cabelos rebelde de seu herói e o reconheceu na hora.
- Yuna!
- O que foi?
- Olha - ela apontou para dentro da sorveteria.
- Caramba, eu posso jogar na loteria viu - ela olhou e viu o rapaz de cabelos que desafiavam a natureza e como Yana havia mostrado ele a ela, ela sabia que era o homem que a salvou.
- Coincidência de mais para o meu gosto e a minha felicidade.
- Ou destino - Yuna pegou a mão da garota e foi em direção a soverteria e entrou.
Yana foi meio relutante e tímida, mas foi.
Assim que ela se aproximou viu que ele estava com uma garotinha ao lado dele.
- Será que é filha dele? - Cochichou Yuna.
- Não sei. Mas eu já esperava que ele não fosse solteiro - ela ficou meio triste.
- Então Pan, decide logo -  ele a olhou com aqueles olhinhos cintilantes que Goku não resistiu a pegou no colo e colocou-a para ver mais de perto. - Assim fica mais fácil de você escolher.
- Muito mais vovozinho - ela olhava as variedades de cores  e sabores dos sorvetes expostos dentro do freezer.
- Você ouviu o que a pequena disse?
- Mas ele é muito novo para ser avô! - Yana deu um passo criando coragem para se aproximar mais dele e foi se aproximando até que ela tocou em seu ombro delicadamente o fazendo olhar para trás.
- Posso ajudar moça? - ele não a reconheceu, pois estava com a pele branca, sem hematomas e vestida.
Pan abraçou o pescoço do avô meio tímida.
- Eu queria te devolver a sua jaqueta, mas não sabia que ia te encontrar aqui, será que pode me dar o seu nome e endereço para eu levar lá depois?
Goku fez uma cara de quem não tava entendendo nada do que ela dizia, pois realmente não se lembrava.
- Jaqueta? Endereço?
Ela sorriu uniu as mãos, envergonhada.
- Você me emprestou para me cobrir e me levou ao hospital.
- Ahhhh! Você é a garota que foi estrupada - ele sorriu. - Nossa nem te reconheci, está diferente.
Ela ficou mais rubra ainda da forma ingênua que ele falou.
- Sim... - ela respondeu quase num sussurro.
- Aceita um sorvete? - ele perguntou a olhando de cima em baixo, mas desviou o olhar.
- Não, obrigada... Eu só quero entregar a sua jaqueta mesmo, claro se a sua esposa não se incomodar em levá-la até a sua casa...
- Pan, já escolheu o seu sorvete? - ele perguntou a garotinha.
- Sim vovô, então vamos nos sentar ali com a moça. - ele virou-se para ela e apontou para uma mesa. - Tem certeza que não quer um?
- Não, obrigada.
- Então venha, sente-se aqui - ele caminhou até uma mesa e ela se sentou em frente a ele e a garotinha ao seu lado.
- Meu nome é Son Goku e eu moro na montanha Paozu e você? - ele levou o sorvete à boca se deliciando com ele.
- Yana... - ela olhou para irmã disfarçadamente e viu a mesma tomando sorvete para despistar.
- Então Yana, vejo que está ótima - ele brincou com a neta passando sorvete no rostinho dela.
- Ah vovô isso não vale - ela limpou com a mão e passou nele também.
- Claro que vale, ele limpou sorrindo.
- Estou sim.
- Eu fui ao hospital, mas você já tinha ganhado alta.
- Você foi? - ela ficou super feliz.
- Hurum - Goku comia o sorvete com a boca cheia. - Pode levar a jaqueta quando quiser - ele terminou o sorvete tão rápido e viu a garotinha se deliciar com o dela deixando cair nas mãos.
- Fazendo bagunça, danadinha - ele pegou o guardanapo e começou a limpar as mãos dela.
- Ela é sua neta mesmo?
- Sim - ele terminava de limpar as mãozinhas dele.
- Mas parece tão novo.
- Hehehe - Goku sorriu sem graça a ela. - Tenho 49 anos.
Ela esbugalhou os olhos.
- Qua...Renta... E nove... - ela gaguejou.
- Sim.
- Meu avozinho parece mais novo, nem parece a idade que tem - a pequena também tinha acabado de tomar o seu sorvete e olhava a moça.
- Não mesmo, achei que tinha uns vinte e cinco anos - ela comentou pensando o quanto ele era mais velho que ela. - Deve ter sido pai novo então.
- É... Eu fui pai perto dos vinte e um anos, meu filho mais velho tem vinte e sete e essa pentelha aqui tem sete - Goku bagunçou os cabelos da garotinha.
-  Eu não sou pentelha, vovô - Goku sorriu carinhoso a ela, quando viu a fazer bico super brava com ele.
- Bom, quando puder e quiser pode levar a jaqueta para mim, já sabe o meu nome e onde eu moro - ele se levantou e deu um dinheiro para garotinha pagar o sorvete e logo ela voltou. - Foi um prazer Yana - ele deu um sorriso meio singelo, com aquele ar ingênuo. - Vamos Pan, despeça-se da moça.
- Até mais - ele saiu voando com a garotinha do lado.
Yuna viu a irmã se aproximar e disse:
- E ai o que ele disse?
- O nome dele, onde ele mora, a idade dele e pelo visto é casado... - ela suspirou meio triste.
- Vendo-se que realmente é um homem que parece mais desenhado por deuses, era o mais certo - ela sentou-se ao lado da irmã. - Então diz ai quantos anos e onde ele mora.
- Ele tem quarenta e nove, mora na montanha Paozu e se chama Son Goku.
- Eu já ouvi esse nome em algum lugar... - Yuna ficou pensativa e disse:
- Não...
- Que foi Yuna? -  Yana se assustou com o jeito dela.
- Esse homem participou do ultimo torneio de artes marciais, o filho dele é casado com a Videl, filha do Mister Satã.
- Em...? - agora era Yana que estava não entendia nada.
- Son Gohan saiu em varias capas de revista, quando se casou com a filha do salvador do universo, dizem que o Mister Satã autorizou o casamento por que ele era mais forte que o próprio, mas não se sabe o quanto... E também se isso é verdade.
Yana ficou pensativa, mas ela queria mesmo era só devolver a jaqueta, nada mais que isso.
- Vamos, depois eu levo a jaqueta para ele - ela se levantou e as duas foram para casa.
*******
Goku chegou à casa do Gohan e foi entrando na mesma.
Videl os viu entrar na casa e disse:
- Olha quem já voltou  - Videl deu um sorriso animado aos dois. - Se divertiu muito? - ela perguntou para pequena.
- Sim mãe, o vovô está voltando a ser como ele era.
- Isso é ótimo, agora sobe e vá tomar banho.
- Tá - ela despediu do avô com um beijo no rosto e depois saiu levando um tapinha de brincadeira no bumbum.
Ela saiu rindo e Videl o olhou carinhosamente.
- O senhor está melhor? - ela perguntou e a ele o olhando.
- Sim, eu estou sim - ele olhou todos os lados e viu Gohan descendo as escadas  encarou e disse:
- Olá papai!
- Olá filho! - tentava forçar o sorriso.
- O senhor vai à festinha mais Goten? - foi à primeira coisa que ele perguntou, pois não havia se esquecido da mesma.
- Eu vou, mas é só para me distrair um pouco e passar um tempo com o Goten.
Gohan não gostou nem um pouco da resposta, pois desde o dia que Goten chamou o seu pai para ir a essa festa ele ficou revoltado, pois sua mãe sempre ficou em casa, cuidando deles durante sete anos e o máximo que ia era nas festas do mestre Kame e da Bulma.
- TSC! AGORA VOCÊ QUER PASSAR UM TEMPO COM O GOTEN? POR QUE NÃO PENSOU NISSO ANTES EM? - ele esbravejou. - A mamãe se dedicou a ele sete anos de sua vida sem quase nem sair de casa e eu ajudado ela a criar o Goten e agora você quer agradar ele indo a festinhas. -  Gohan tentou se acalmar e viu Goku abaixar a cabeça. - VOCÊ SEMPRE FAZ AS COISAS DO SEU JEITO, NÃO É MESMO? NUNCA SE IMPORTOU CONOSCO, COM A MAMÃE, NEM QUIS ME TREINAR DIREITO, FOI TREINAR O OOB PARA DEIXAR O SEU LEGADO... - ele soltava tudo que estava engasgado na garganta. - Sabe quanto tempo eu me senti culpado pela sua morte?
Goku fez um gesto de não com a cabeça ainda cabisbaixa.
- Muito tempo, mas a mamãe sempre me aparava e dizia que eu não tinha culpa nenhuma...
Goku suspirou levantou o olhar  e buscou os olhos azuis de Videl, suspirou fundo e disse:
- Não Gohan, você nunca foi culpado de nada, nenhum de vocês... Eu realmente fiz as coisas do meu jeito pensando que era o melhor para vocês, para Chi... Mas eu errei e errei feio em muitas coisas... Eu sou o culpado de não estar presente na sua vida e na vida do Goten, eu sou o culpado de deixar a Chi tanto tempo sozinha... Eu mesmo com esse poder todo em minhas mãos  não fui capaz  de protegê-la - uma lágrima escorreu pelo seu rosto. - Não precisa me desculpar, ou me compreender...  Nem mesmo me perdoar... - ele virou-se e saiu pela porta voando a toda a velocidade.
- Vovô... - Pan olhou de cara feia para o pai e Videl também.
- Por que vocês duas tão me olhando assim? - ele encarou as duas.
- Você fez o vovô ficar triste de novo - Pan começou a chorar. - Ele tava feliz, brincou comigo, me levou no vovô Satã, me levou para tomar sorvete e olha só, você o fez ficar triste de novo.
- Pan é pro bem dele, ele tem que entender como a mamãe conseguiu viver sem ele, agora ele tem que viver sem a mamãe e como ela viveu...
- Não Gohan, não é assim - Videl o encarou. - Depois que a sua mãe morreu você só joga as coisas ruins que o seu pai fez na cara dele, em vez de dar apoio, você fica com raiva dele, o faz ficar triste, você é o único que não percebeu que ele está se esforçando, tanto que ele aceitou ajudar o meu pai no dojo dele hoje.  Seu pai pode até ter errado, mas ele tem o direito de viver a vida dele do jeito dele... - Videl o encarou. -  Meu pai me ligou dizendo que ele estava até alegre, principalmente quando ele contou da mamãe para ele.
Gohan suspirou fundo e disse:
- Mas a mamãe nunca foi a festinhas assim, a não ser a da casa da Bulma...Ou do Mestre Kami
- Olha Gohan, sua mãe fez as escolhas dela e seu pai esta fazendo a dele, mas isso não quer dizer que ele a esqueceu, ou que a deixou de amar, ele só ta tentando seguir em frente sem a Chichi. Pensa  bem Gohan... - ela suspirou fundo. - Ela era a escora dele, mesmo com os problemas em ser o herói ele sabia que mesmo levando bronca da sua mãe, ela estaria ali à espera dele, agora ele não tem mais ela, não tem uma escora. Pensa o que faria se fosse eu no lugar dela.
- Não diga isso Videl, nem de brincadeira.
- Não é brincadeira Gohan, se põem um pouco no lugar dele. Ele já está se sentindo culpado de mais, se sentindo  um fraco e você ainda o deixa pior com palavras duras... Mesmo ele ter errado, ele precisa do nosso apoio agora e tenho certeza que a Chichi deve ter recebido apoio dos amigos, de vocês quando ele não estava presente.
Gohan suspirou cansado e sentou-se na sua poltrona pensativo.
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Goku voou a toda a velocidade até chagar ao túmulo de sua amada, viu a lápide pousou, sentou-se e escorou a cabeça nela.
- Me perdoa Chi... Perdoa-me... - as lágrimas desciam pelos seus olhos e fechou para tentar sentir ela perto dele enquanto sua cabeça estava encostada na lápide.  - Eu não sei mais o que fazer... Eu tentei ir te ver no outro mundo, mas você não quis, eu...  - ele abraçou as pernas e enfiou a cabeça em meio os braços e ficou ali.
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Chichi via tudo do outro mundo, ela estava no planeta do senhor Kaioshin olhando a bola de cristal do supremo senhor Kaio de quinze gerações então viu o Kibitoshin aproximar-se dela e colocar a mão sobre os ombros dela.
- Não é melhor ir lá? O senhor Emmadayo já autorizou...
Ela suspirou fundo, estava com suas vestis chinesas azuis, seu rosto um pouco mais jovial e seu cabelo comprimo amarrado em um rabo de cavalo, com uma franja sobre a testa, ela lembrava quando tinha vinte anos afinal ela teve o direito de escolher como queria ficar, já que era a mulher do homem mais forte do universo. Ela tinha as suas vantagens no outro mundo.
Ela olhou para o ser supremo, com algumas lágrimas escorrendo pelos seus olhos.
- Vamos, mas tenho certeza que eu vou piorar a situação, pois eu também vou sofrer muito ao me encontrar com ele.
O Kibitoshin fez que sim com a cabeça e viu-a olhando a bola de cristal.
Ele a tele portou dali e pareceu um pouco longe de Goku onde ele não podia vê-los.
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Goten chegou em casa animado procurando o pai, mas não o encontrou.
- Talvez ele esteja na casa do Gohan - ele saiu voando para lá todo animado e bateu à porta, Videl veio e atendeu.
- Oi cunhadinha, você viu o meu pai por ai?
Videl suspirou fundo e disse:
- Sim, ele veio trazer a Pan, mas já tem um tempinho.
- Mas nos combinamos de sair juntos, ele o Trunks e eu - ele então viu o irmão descendo as escadas.
- Desculpa Goten, eu estraguei o seu passeio com o papai e ainda o deixei triste de novo - ele suspirou fundo.
- O QUE DISSE PARA ELE DESSA VEZ?
Gohan abaixou a cabeça, envergonhado.
- Eu disse que agora ele se importava com você, que agora ele queria passar um tempo com você, mas antes ele não pensou nisso... Eu disse coisas horríveis.
- Você não entende... Eu chamei o papai para ir, para ele se animar, ocupar a cabeça - ele andou de um lado para o outro com as mãos na cabeça, meio desesperado. - Eu o chamei para ver se ele para de sonhar com a mamãe todas as noites, para que ele não se sinta mais só naquela cama enorme com o cheiro da mamãe ao lado dele o tempo todo - ele parou e o encarou. - Ele tem que seguir em frente e não se culpar do modo que ele se culpa o tempo todo... - Goten suspirou fundo. - Sabia que o tio Vegeta veio aqui para tentar animar ele e eles lutaram para valer  - Goten o encarou com lagrimas nos olhos. - Tia Bulma me contou o que o tio Vegeta chegou lá com a roupa toda suja e ela o fez falar onde estava e o que estava fazendo. Então ela descobriu que o tio Vegeta que é orgulhoso, cheio de marra tava o apoiando, foi graças a tio que ele resolveu seguir em frente, sem a mamãe e você estraga tudo - Goten partiu para cima dele e deu um soco no rosto.
Gohan apenas recebeu e limpou o filete de sangue que escorreu.

- Eu vou falar com ele Goten... - ele se levantou e saiu voando para tentar concertar o que havia feito. 

Por que?


"Mascara da morte se viu adolescente, dormindo naquele mesmo lugar, tentou ir mais fundo e viu um dos garotos lhe cutucar com o pé.
- Ei preguiçoso o mestre está chamando para o treinamento, hoje vamos ver quem vai ficar com a armadura de ouro de câncer.
Ele abriu os seus olhos azuis e olhou seriamente para ele.
O rapaz sentiu  certo medo e resolveu não amolar mais.
-Pietra... - ele olhou a janela com os braços sobre a borda da parede, o céu ainda havia estrelas, ele viu algumas brilharem com mais intensidade.
Suspirou fundo e viu um rapaz de cabelos azuis e olhos azuis, uma cara fechada e séria.
- Então é o candidato ao meu lugar?  - perguntou a voz.
- Hãm! - ele não entendeu a pergunta enquanto achava que aquela pessoa estava ali viva.
- Você será o cavaleiro de câncer e me substituirá?
- Não sei... - respondeu, mas quando olhou não viu mais ninguém.
- Quem era ele? - olhou para todos os  lados mais não viu ninguém.
Ele era assim já estava acostumado a viver com fantasma em volta de si, menos um, aquela pessoa. Sim, será que ela o abandonou,será que ela morreu? Ele se perguntava enquanto vestia a sua roupa para ir tentar ganhar a sua armadura.
Berdinard caminhou até a arena e enquanto via os outros lutando por uma mera lataria revestida em ouro ele estava meio perdido entre as estrelas pensando naquela garota, foi quando ouviu o seu nome e se levantou para ir até lá.
- III, lutar com esse ai... Vai ser fácil de mais - um dos pretendentes a cavalheiros disse tentando o irritar.
Berdinard apenas olhava, nunca havia se interessado por aquela armadura, se perguntou muitas vezes por que estava ali.
- Vamos mocinha, não parece muito animado.
O rosto sério ficou sinistro de repente e o rapaz sentiu a raiva lhe tomar conta e esticou o dedo em direção a cabeça dele e da mesma saiu um raio decepando a cabeça do rapaz e caindo no chão.
O barulho fez o rapaz olhar com desespero e sair correndo.
Pietra que via de longe o treino sentiu-se triste e correu atrás dele.
Ela o encontrou perto de um lago com a cabeça entre as pernas e chorando.
- Berdinard?
- SAÍDA DAQUI ME DEIXE SOZINHO! - as lágrimas caiam sem parar.
- Sou eu, Pietra - ele ergueu o rosto e viu uma moça linda de mascara, com uma armadura leve, parecia que ia participar de alguma coisa relacionada a cavaleiros.
- Pietra morreu, ela me abandonou - ele não queria olhar.
- Berdinard eu estou aqui...  - apontou para ela mesma. - Olha para mim... - ela se sentiu triste. - Eu estou me tornando uma amazona e quero ver você virar um cavalheiro.
- Eu não quero matar pessoas, não quero ver fantasmas em minha volta.
- BERDINARD, OLHA PARA MIM! - ela retirou a mascara e ele não a reconhece,  nervoso, inseguro e sem controlar o seu cosmo direito ele estendeu o dedo em direção a e...
- Suma da minha frente sua idiota - o raio saiu de seus dedos e também fez com que a cabeça dela caísse no chão, saindo sangue para todos os lados.
Em seguida o seu corpo caiu no chão sem vida.
- NÃO... NÃO.... NÃOOOOOOOO! - ele colocou a mão sobre a sua cabeça como se ela fosse explodir, e viu varias cabeças em volta de si, vários fantasmas em sua frente... NÃOOOO - ele chorava desesperadamente olhando aquele corpo no chão.
Viu-se em choque diante daquilo e quando acordou novamente em seu quarto.
Olhou em sua volta, mas não viu nada, suspirou fundo e balbuciou...
- Pietra... - algumas lágrimas escorreram de seus olhos.
 - Então Berdinard, por que me matou? - a voz soou em sua cabeça.
- NÂOOOOOOOO! - ele gritou assustado e saiu do encosto da cabeceira da cama e a olhou em sua volta a viu em pé diante de si, agora com o corpo e a cabeça unidos.
- Já descobriu Máscara da morte por que me matou? - ela perguntou mais uma vez.
- Pietra... Perdoe-me... Eu... Eu... - lagrimas escorreu pelos seus olhos azuis. - Eu... Não sabia controlar o meu cosmo em um momento de raiva, ou algo parecido e também não te reconheci aquele dia... - ele foi para tocar a mão dela, mas não deixou.
-  Então foi um acidente?
- Eu não sei... - ele não sabia o que dizer, ele queria que ela tivesse ali viva, pois era a sua melhor amiga.
- Então Berdinard, atual cavaleiro de ouro de Atena, do signo de câncer, mais conhecido como Máscara da Morte, não sabe por que me matou?
- Por que me abandonou? - ele retornou a pergunta e se aproximou dela á encarando com o rosto molhado em lágrimas
- Eu nunca abandonei você, Berdinard - um leve sorriso surgiu em seus lábios, agora ela parecia linda como era, com os lábios rosados, cabelos cacheados e loiro, seus olhos verdes cintilantes.
- Mas eu nunca mais te vi depois daquele dia que você foi com o Shion - ele mexeu as mãos.
- Agora você sabe o porquê nunca me viu, não é?
- Sim, para se tornar uma amazona você não podia ir até onde eu estava e aquele dia você quebrou as regras - ele se sentiu triste.
- Então por que não me deixou virar uma amazona, por que me matou?
- Eu não sei te responder... Como eu disse não sabia controlar o meu cosmo direito, estava assustado, nervoso, com medo... - ele deixou mais lágrimas cair e colocou a mão na cabeça. - Eu via fantasma, eu posso tirar a vida das pessoas... Eu... Eu estava assustado... Eu não tinha ninguém... - ele ajoelhou diante dela. - Perdoe-me...
Ela ajoelhou também e o abraçou com carinho.
- No fundo eu sei que você tem sentimentos e grandes amigos.
- É eu sei, mas eu não queria isso... - ele retribuiu o abraço e colocou a cabeça no ombro dela. - Perdi tudo que eu amava naquele dia... Depois daquele dia descobri que era mesmo você e me fechei para o mundo, me tornei um assassino frio e calculista, um homicida fanático que gosta do submundo, que leva as pessoas para esse lugar com o meu poder.
- Máscara eu ouvi o seu grito algum problema - era Afrodite que entrava em sua casa.
Afrodite o viu de joelho chorando olhando para o alto.
- III ficou maluco de pedra - comentou o pisciano.
- Tudo bem Berdinard, eu só queria saber o porquê, mas foi um acidente, agora posso partir tranquila, sabendo que você está em boas mãos.
- Não Pietra, fica... - Afrodite o viu agarrar o nada e fala sozinho.
- Será algum fantasma?  - perguntou-se olhando o mesmo.
- Não pertenço mais esse mundo Máscara da morte, sabe disso melhor que ninguém - Pietra também deixa algumas lágrimas cair.
Ela abaixou-se e estendeu a mão a ele enquanto Afrodite não via ninguém à frente dele.
Máscara levantou-se e ela o beijou em um beijo terno e antes de desaparecer.
- Adeus Berdinard, eu amo você.
Uma luz sumiu de frente a ele. - Ela havia sumido, para fazer parte das estrelas.
Máscara da Morte deu um leve sorriso e sentiu mais umas lágrimas descendo em seu rosto.
- Além de estar ficando doido de pedra, tu também está precisando de uma mulher urgente, está beijando o nada.  - Afrodite tentava tirar o amigo daquele clima, por mais que soubesse que possivelmente havia alguém que o seus olhos não podem ver e não pertenciam aquele mundo.
Mascará olhou feio para Afrodite.
- Era um fantasma de uma amiga que eu matei no dia que eu peguei a minha armadura de ouro, mas foi acidentalmente... - ele secou as lagrimas e olhou o local que Pietra estava.
- Mesmo assim beijar fantasma não é muito saudável - Afrodite ergueu a sobrancelha e suspirou fundo. "Realmente ele não é normal, ainda não aprendi a conviver com isso". - pensa consigo mesmo enquanto o olhava com reprovação.
- Vá amolar outro, Afrodite... - ele foi ao banheiro lavar o rosto.
- Ei, fica calmo, eu só estava tentando descontrair.
- Eu já te contei a história e por que eu me tornei assim e como cavaleiro pretendo continuar assim.
Afrodite sorriu e disse:
- Pelo ao menos agora ela vai descansar em paz, não é mesmo? - ele deu um sorriso e jogou uma rosa no ar oferecendo a amiga de Máscara da Morte.
O canceriano dá um leve sorriso e diz:
- Sim, agora ela ficará em paz e me deixará em paz... - olhou a sua constelação no teto de sua casa e tinha uma estrela extra, brilhando no teto.
Sabia exatamente que estrela era ela, Pietra e sabia que ele não estava mais sozinho, sabia que ela sempre estaria ali olhando por ele.
Afrodite sabia que ele tinha uma ligação muito forte com aquela garota e sabia da história do cavaleiro, se tornaram amigos ali no santuário e tinha algo em comum: a morte que os envolviam desde a infância.

Fim 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Capitulo único.

As cigarras cantavam anunciando a chegada do verão, o sol quente entrando pela janela do Yorozuya, causado uma sensação térmica ainda pior aos nossos amigos.
            Gintoki estava com o ventilador virado para ele, enquanto Kagura tinha uma bolsa de gelo em sua cabeça e o liquido saia da bolsa escorria a refrescando com a água gelada, Shinpachin tinha as suas roupas encharcadas tentando amenizar o calor. A coragem era tanta que eles mal moviam os olhos para ver se tinha algum mosquito voando pela sala.
       A coragem era tanta, mais tanta que ao ouvir batidas na porta de sua sala os três mal olharam para o local de onde vinham as batidas.
- Gin-san, melhor ir abri a porta? - Sinpachin estava largado no sofá já úmido de água já que suas roupas estavam encharcadas.  
Gintoki olhou para porta com seus olhos quase fechados de tanta preguiça que estava e disse:
- Peça a Kagura, pois ela é mais nova.
- Não, vá você Gin-chan, pois é o mais velho - Kagura mexeu na sua bolsa cheia de gelo, escorrendo mais uma gota de água geladinha pelo seu rosto.
- Então vai o Sinpachin, pois ele é nem mora aqui.
- Por isso mesmo tem que ser você a atender a porta Gin-san, pois é o dono da casa - as batidas persistiam e Gintoki não teve outra escolha, saiu de seu vento precioso fornecido pelas hélices do seu ventilador e caminhou lentamente como um zumbi pingando de suor e foi atender a porta.
Assim que abriu viu uma garota de cabelos castanhos claros, com olhos castanhos claros, de pele branca como a neve, uma saia prissada estilo colegial, uma blusa meio colada ao corpo com um leve decote oval.
- Posso ajudar moça? - sua voz saiu baixa e cansada.
- Estou procurando o Yorozuya, para me ajudar em uma festa de aniversário surpresa.
- É aqui, mas não estamos disponíveis no momento.
- Por favor, eu preciso dos serviços de vocês, pois é aniversário de uma amiga.
- Não dá, estamos muito ocupados - ele mal conseguia falar.
- Que pena, eu ia pagar uma boa grana e vocês iam ter comida e bebida de graça - ela virou-se de costas. - Obrigada por ter me atendido - ela já ia começar a descer as escadas quando ouviu os três uníssonos.
- Comida e bebida de graça? - Shinpachin e Kagura ouviram de longe e correram para porta já arregalando os olhos como estrelas brilhando no céu, assim como Gintoki fez o mesmo. - E um bom salário?
- Sim - ela deu um sorriso, pois havia pegado os patos, ou seja, ela havia ganhando pelo estômago.
- Nos topamos - os três falaram uníssonos.
- Ótimo venham comigo - eles a acompanharam catando as sombras pelo caminho até chegar ao salão.
O trio Yorozuya entrou no salão e viu um palhaço estranho colocando os balões com o rosto do Gintoki, ao lado dele uma espécie de pato vestido com roupa de anão segurando a escada.
Gintoki deduziu que aquele palhaço era o Katsura e o pato vestido de anão era Elisabeth. Ele olhou para o outro lado e viu Okita colocando alguns canhões virados para cima e disse que seriam para os fogos de artififios. Hijikata possessos de raiva disse:
- Ficou maluco, vai explodir o galpão inteiro com esses canhões com as pessoas dentro.
- Mas ia ser tão lindo, Hijikata! - seus olhos decepcionados
- Deixa de ser demente, ou doente, á sei lá, como preferir. - ele voltou a colocar maionese em todos os salgadinhos que estavam em cima da mesa.
Kondou estava do lado de Tae olhando ela queimar a comida, Gintoki quando viu junto com os seus amigos quase desistiu e voltou hás trás com a ideia de receber o dinheiro, comida e bebida de graça, mas viu o pessoal do buffe chegar e deu graças a deus que eles iam tirar a Tae da cozinha.  
Enquanto eles ajudavam a arrumar o salão para festa surpresa, ninguém se atreveu a perguntar para quem era, já que estavam pagando bem e Gintoki sempre ia beliscar os doces e Hijikata os salgados carregados de maionese. Foi em um momento desses que eles se encontram na mesa e começaram a discutir.
- Esses salgados são da aniversariante, é feio beliscar sabia?
- Os doces também são da aniversariante então você deveria seguir o seu exemplo. - um raio saiu de seus olhos.
- Doces são muito mais gostosos que seus salgadinhos carregados desse negócio branco aí.
- Não é negócio branco é maionese e é muito melhor que seus doces - discussão estava ficando tensa, quando a coordenadora da festa disse:
- Vocês dois, voltem já para o trabalho, ou vou ter que tomar providências e tirar a comida daqui antes que vocês acabem com ela e nem sobra para os demais convidados.
Cada um correu para o seu lado para ajudar a preparar a festa surpresa para a pessoa misteriosa.
******
As horas se passaram e o salão estava impecavelmente arrumado, com balões com o rosto do Gintoki, com o tema do Gintama atrás da mesa com os doces, bolos, salgadinhos tudo em azul, branco baseado no tema do anime, assim como a entrada do salão, enquanto os demais esperavam a aniversariante chegar ao local.
O carro parou na porta do salão e a morena vestida em um vestido azul royal com a saia dele bem rodada meio elevada alguns detalhes em branco nas voltas formando algumas flores, com alça em strass, seus cabelos negros presos em um coque pequeno, uma leve tiara em strass também com um moleca baixa azul com um lacinho bem fofo na ponta com um strass pequeno no meio do laço entrava do lado da menina de cabelo castanhos claros, com um vestido longo da mesma cor, mas ela estava de salto e seus cabelos soltos com alguns strass pregados no fio. O salão estava escuro enquanto a morena era guiada até mais fundo do salão, as luzes baixas e azuis foram acendendo pouco a pouco e todos gritaram:
- SURPREEZA!
A morena viu todas luzes se acender e os seus personagens favoritos a sua frente, diante dos seus olhos, ela não conseguia acreditar no que a amiga havia feito e muito mesmo como a amiga teria conseguido, porém três bocas estavam muito aberta, o queixo quase caia no chão, sim eles a reconheceram e  foram até ela bufando em raiva, principalmente Gintoki.
- A ficwitter insana - exclamou Gintoki indo para perto dela.
Ela viu a cara de ódio dele para com ela.
- Calma eu posso explicar! - ela encolheu meio sem graça.
Katsura que estava disfarçado de garçom aproximou e disse:
- E Gintoki, se acalma - viu o samurai olhar com o seus olhos raivosos e rubros, deu um passo atrás, afinal não queria chamar a atenção do shinsengumi para ele.
- Como vou me acalma? Diz-me? - pegou ele pela gola. - Essa louca me enfia em situações que até o próprio criador de gintama duvida e você ainda quer que eu tenha calma.
- Gintoki - começou a garota de cabelos castanhos enquanto olhava com olhos de coraçãozinho para Katsura. - Da um desconto é aniversário dela, hoje ela faz trinta anos e é o sonho dela conhecer vocês pessoalmente, além do mais no fim da festa você  recebera os seus honorários.
Kagura e Sinpachi se aproximaram vendo que era ela mesma.
- Melhor nós perdoarmos ela por hoje Gin-chan, nada mais especial que um aniversário, além do mais ela é nossa fã, tão fã que gosta que os demais fãs curtam nossas histórias em universo alternativo. Pensa pelo lado bom, nossos fãs crescer e nosso anime pode continuar a ser passado no Brasil, ou no mundo todo - pela primeira vez Kagura estava sendo sensata e adulta.
Gintoki suspirou fundo, á olhou mais calmo e se aproximou dela e lhe deu um abraço gostoso e disse:
- Só por que hoje é o seu aniversário, eu vou te perdoar, mas se você me envolver em mais uma das suas histórias malucas, com ideias que até o nosso criador duvida, eu juro que...
- Que o que, Gintoki? - ela deu um sorriso e retribuiu o abraço. - Você gosta quando a sua popularidade cresce e sua história corre as redes sociais do mundo todo. Confesse que você gosta de ter cada vez mais e mais fãs por ai te idolatrando e querendo se parecer com você através de cosplay, ou de fanarts ou até mesmo de fanfics como as minhas.
Gintoki sorriu aquele sorriso dele, á olhou com aqueles olhos de peixe morto e disse:
- Vamos ficwitter insana, vamos comemorar o seu aniversário a moda gintama.
A confusão estava à solta pelo salão, a amiga da morena atrás do Katsura tentando conquistar o terrorista de cabelos longos, pois ela sempre fora apaixonada por ele. Elisabeth, suspirando e colocando em uma plaquinha e erguendo para o mesmo ler: "Melhor desistir e ficar logo com a garota por que correr dela pega mal".
Gintoki brigava com Hijitata por causa dos doces e o outro por causa da maionese.
Kagura comia arroz sentado em um canto aproveitando bem a comida.
Tae batia no Kondou para ver se o gorila saia do pé dela.
Okita tentava explodir o local, mas Hijikata às vezes parava de brigar com Gintoki para brigar com ele, pois o cara ela doido de pedra.
Shinpachin olhava a sua ídolo Terakado Tsuu cantar para a aniversariante.
Ficwitter insana não conseguia parar de rir, pois valeu a pena ter passado o seu aniversário com os personagens favoritos, ela nunca mais ia esquecer os seus trinta anos de idade, ainda mais com tantas recordações guardadas em fotos em um belo álbum para que ela pudesse mostrar para seus filhos, netos e bisnetos que um dia ela tinha conhecido todos daquela loucura do anime mais comédia que já existiu.
Gintama.  

Fim