quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Revelações.

Goten chegou à porta da sua casa e encontrou o Gohan o esperando.

- Foi levar a Kiria em casa? – perguntou ele olhando.

- Sim eu fui – ele estava feliz.

- Você contou a ela, não foi?  - perguntou ele o encarando.

- Eu tive que contar, ela estava desconfiada.

- Goten, ela foi a minha aluna na faculdade na faculdade, apesar de parecer uma boa pessoa não deve confiar tanto. Além do mais ela era mais bonita quando estudou comigo.

- Ela realmente deve ser um gênio para estar dando aulas.

- A sim, ela é bem inteligente. Ela entrou muito nova na faculdade.

Goten sorriu ao irmão.

- Só mais cuidado na próxima vez – ele acenou e foi saindo.

- Tá – Goten acenou e entrou em casa.

****

Na manhã seguinte Goten já chegava à faculdade e da de cara com o seu amigo.

- Bom dia Goten.

- Bom dia Trunks – eles fecharam um dos punhos e tocaram um no outro como uma espécie de comprimento.

- Por que não foi lá em casa ontem?

- Eu estava com visitas, não deu para sair – ele começou a caminhar e seu amigo foi ao seu lado.

- Kuririn que foi lá? – perguntou curioso.

- Você nunca acertará – riu ele tapando a boca.

- Hum – ele colocou a mão no queixo e ficou pensativo. – Realmente Goten eu não faço ideia.

- Kiria – ele revelou.

- A professora feiosa foi pessoalmente na sua casa! – esbugalhou os olhos azuis e ficou surpreso.

- Trunks ela não é feia – Goten o reprimiu. – Sim ela foi e nos falamos muito. Ela almoçou lá em casa.

- Isso vai dar romance – Trunks brincou já chegando ao meio do corredor da faculdade.

Goten ficou rubro e viu o amigo dizer:

- Eu tenho que ir para sala de aula, mas primeiro me diga o que vai fazer depois da aula?

- Vou dar um pulo na casa da professora – Goten ficou um pouco mais rubro.

- Não vai ter pesadelos a noite – zombou ele dando as costas e seguindo um caminho diferente do Goten.

- Por que ele fica com essas gracinhas? – cerrou os punhos e foi para a sala de aula.

****

Goten saiu da aula e foi direto para casa de Kiria. Assim que se aproximou da casa da moça em uma rua mais deserta, ele pousou e foi andando até o grande portão em ferro retorcido dando uma arte moderna ao mesmo, um interfone entre meio as barras dentro de uma caixinha bem enfeitada e pelo lado de fora com pequenas grades e espaço entre elas para poder colocar-se o dedo.

Goten apertou o pequeno botão, onde fez um pequeno barulho. Após alguns minutos alguém tirou o interfone do gancho fazendo um barulho para Goten ouvir.

- O que deseja? – perguntou uma voz feminina.

- Eu gostaria de ver a Kiria, ela está? – perguntou o rapaz passando a mão nos cabelos espetados, segurando os livros com a outra na lateral direita escorado em seu corpo, seu braço levemente dobrado.

- Sim ela está. Só um minuto – voz da empregada soou meio mecânica, por estar falando ao interfone.

Após alguns minutos o portão abriu com um pequeno barulho, Goten empurrou o portão, para depois passar e fechá-lo atrás de si. Caminhou pelo caminho feito em pequenos pedaços de mármore cinza em volta uma grama verde até chegar à porta de vidro e ferro desenhada em flores e viu a empregada abrir a porta para recebê-lo.

- Pode entrar senhor Goten. Senhorita Kiria o espera.

- Obrigada - agradeceu ele.

Ele foi andando por um corredor curto e logo viu Kiria sentada no grande sofá de veludo bege olhando para a grande tela a sua frente.

- Oi Kiria – ele falou sem jeito parando perto dela.

- Oi Goten – ela o olhou. - Sente-se – ela o viu se sentar. - Tudo bem com você? – sorriu mostrando seu par de metais em seus dentes.

- Sim eu estou ótimo – ele sentou-se meio sem jeito.

- Liana pode servir o almoço – deu a ordem à empregada.

- Sim senhora – ela saiu e foi para a cozinha.

Goten há olhou um pouco tímido, agarrado aos livros de um lado.

- Pode ficar à vontade Goten – ela mudou o canal.

- Obrigado Kiria – ele pós as mãos no bolso e retirou uma sementinha que parecia um feijão e ainda em punho fechado estendeu a mão em direção a ela e abriu.

Kiria viu a pequena semente, franziu a testa e perguntou:

- O que é isso?

- É uma semente dos deuses.

- Que? – ela não entendeu ainda o olhando com o cenho franzido.

- É uma semente dos deuses. Ela é mágica e vai curar a sua perna. Coma, por favor. – Goten deu um sorriso meio tímido.

Ela fez umas caretas, pegou a pequena semente meio receosa:

- Tem certeza que não é veneno?

- Claro que sim, eu mesmo já comi muitas e estou aqui – ele a olhou penetrantemente.

Kiria levou a mão à boca ainda com insegurança, colocou a semente dentro, fechou ainda criando coragem para comer, mas ao olhar o rapaz ao seu lado, confiou cegamente nele. Forçou os dentes no pequeno feijão, sentiu o estalar do mesmo, era crocante, tinha um sabor levemente adocicado, misturado ao gosto de uma semente crua, mas às vezes dava a impressão de ter um sabor meio indefinido. Ela por fim engoliu, sentiu uma sensação estranha em seu ser, como se seus músculos movessem sozinhos, tremeu achando que ia acontecer algo ruim, no entanto sentiu sua dor sumir e como se sua perna tivesse unido rapidamente ao osso quebrado. Olhou para o Goten com os olhos esbugalhados e assustada.

- O que fez comigo?

Goten riu-se divertido, abaixou-se rente ao sofá e pegou delicadamente o pé que estava com o gesso e disse:

- É uma semente mágica, que restauram a sua saúde física e a sua energia, no caso ela restaurou o seu osso quebrado e ela te sustentara por dez dias.

- Hum... – Kiria ouviu a sua explicação e viu Goten acumular uma energia no dedo.

- Não se mexa, ou posso te machucar – Goten fez uma linha no formato do gesso e ele abriu mostrando o pé esbranquiçado da garota.

Retirou o gesso com cuidado e colocou de um lado, mexeu o pé dela fazendo movimentos de vai e vem e uma massagem.

Kiria olhava a delicadeza e a forma com ele massageava para passar a dormência do pé dela.

- Você leva jeito para essas coisas – ela o olhava.

- Somos lutadores de artes marciais, sempre nos machucamos, ou temos uma torção, ou sempre dói um músculo ou outro – ele soltou o pé dela com delicadeza e sentou novamente no sofá.

- Você é uma gracinha Goten – sorriu ela mostrando os aparelhos nos dentes e se aproximou um pouco dele.

Goten ficou rubro e viu ela o beijar de surpresa. Demorou um pouco a perceber, mas fechou os olhos e sentiu o beijo terno e doce da garota, apesar de sentir o aparelho nos dentes dela, o beijo era gostoso e atraente. Envolveu as mãos em sua cintura e afundou o beijo ficando um pouco mais quente, suas mãos começaram a mover pela cintura dela.

-Cof... Cof... Cof  - Um tossido com uma  raspada de garganta fez o rapaz a soltar rapidamente.

- Lui – a moça olhava o homem. – Aconteceu alguma coisa?

- Sim, senhorita – ele olhava para os dois. – O almoço está servido – ele virou o rosto meio sem jeito.

- Obrigada por nos avisar Lui – Kiria se levantou e Lui viu a perna dela.

- Senhoria a sua perna... – ele apontou para a perna dela, curada, sem o gesso e a menina andando normalmente.

- Sarou rápido, não é? – ela deu um sorriso e uma piscadela para ele, virou se para Goten. – Vamos almoçar?

Lui não entendeu nada, mas preferiu ficar quieto.

Só ouviu o rapaz responder:

- Sim, eu estou morrendo de fome – Goten sorriu e acompanhou a garota até a sala de estar.

Goten puxou a cadeira para ela se sentar e Kiria se sentou. Ele sentou em uma cadeira ao lado e começou a se servir.

- Você não vai comer? – perguntou ele em um tom brincalhão.

- Foi você que me deu uma semente mágica que tira a fome, lembra? – ergueu a sobrancelha e viu-o começar a comer com uma velocidade incomum.

- Sim eu lembro – respondeu ele depois de mastigar.  – Vai voltar a dar aulas amanhã? – ele perguntou sem dar muita importância.

- Não, infelizmente eu tenho umas coisas para resolver, acho que só semana que vem.

- Hum... – estava de boca cheia.

Kiria apenas o admirava comendo, pensando se mostrava o seu rosto verdadeiro a ele ou não.

Ela sorriu a ele, olhando-o devorar toda a comida em cima da mesa em minutos.

“Ele tem um apetite e tanto”. Pensa ela ainda observando.

- Eu comi de mais – esfregou a barriga empurrando o prato. – A comida estava muito boa Kiria.

- A eu tenho os melhores chefes – ela se levantou aproximou-se dele e estendeu a mão a ele. – Quer dar uma volta no jardim? – ela o viu pegar a mão dela.

- Claro – ele a olhou bem, estava gostado dela.

Deu-lhe a mão e caminharam junto pela saída de serviços.

Logo eles estavam em uma área bem verde em grama, arvores e flores de várias cores, a brisa do vento batendo e as balançando as folhas e os cabelos dos dois, as cigarras cantando seu tom estridente, as borboletas a volitar de flor e flor, as abelhas zunindo pegando o pólen.

Goten suspirou o ar puro ainda de mãos dadas a garota a olhou e foi para debaixo de uma das árvores.

- É um lugar bem calmo – comentou-o sentando se na grama.

 - Sim, eu quase não tenho tempo de vir aqui – ela escorou a cabeça dela no ombro dele.

Goten não se importou.

- Algum motivo especial?

- Sempre ocupada de mais – ela o olhou e colocou a mão no rosto dele.

Ele ficou rubro e a encarou. Ela aproximou-se lentamente dele e ele dela, as respirações próximas uma da outra, o beijo estava perto de ocorrer quando Kiria ouviu um grito.

- KIRIA! – Lui corria em direção ao jardim, afobado, ofegante, cansado.

- Um dia eu ainda demito esse mordomo – revirou os olhos e se levantou, caminhou até ele.

- Temos algo muito importante que precisa ser resolvido com a sua presença.

- Está bem Lui, creio que seja na empresa.

- Sim senhorita! – Ele a encarava o afobado.

Kiria suspirou fundo decepcionada.

- Eu já vou Lui – respondeu ela caminhando de volta ate Goten.

- Aconteceu alguma coisa Kiria? – perguntou ele erguendo a sobrancelha.

- Uma emergência na empresa. Estão pedindo a minha presença – ela beijou em um selinho abaixando o seu corpo para alçá-lo. – Infelizmente eu tenho que ir.

- Eu entendo – ele se levantou e a encarou. – Bom eu não sei se vou poder vir amanhã.

- Sempre que puder vir Goten – ela deu um beijo no rosto se virou e saiu correndo em direção ao Lui.

Goten apenas a olhou e quando ela viu que os dois conversavam virados para ele. Ele levantou voou voltando para a sua casa.

****

            Kiria já estava arrumada e entrava na limusine para ir para a empresa, quando Lui perguntou:

            - Senhoria, quando vai mostrar a verdadeira face ao rapaz? – ele ligava o motor do carro girando a chave na ignição.

- Ainda não sei Lui – ela respondeu insegura. – Ele parece não ligar para minha fortuna, mas me sinto um pouco insegura, apesar de gostar dele.

- Eu já percebi que a senhorita gosta muito dele – Lui sorriu a olhando pelo retrovisor. – Deveria dizer a verdade logo ou ele pode não gostar, se um dia ele ver a senhorita é bonita.

- Eu sei disso Lui, eu sei, mas eu não sei o que fazer – ela virou o rosto e olhou pelo vidro da janela do carro.

- Por que não o convida para aquela festa?

- Ainda não Lui, ainda não... – Kiria falou meio sem emoção e meio confusa.

Os dois ficaram em silêncio indo em direção a empresa resolver os problemas.

***

            Goten voou até a Corporação Cápsula e logo chegou à entrada, aterrissou no jardim e foi até a porta para tocar a campainha, mas antes que isso acontecesse à porta se abriu e ele viu Trunks a sua frente.

            - Anda prestando atenção no meu ki, Trunks? – um tom brincalhão surgiu em sua voz.

- Talvez, pois você também observava o meu para não nos encontrarmos – deu os ombros e espaço para ele entrar.

O saiyajin entrou e se jogou no sofá da sala, se sentia como estivesse em casa.

- Então estava com a feia? – perguntou Trunks sentando ao lado dele.

- Sim... – ele olhou por todos os lados da sala.

- Está mesmo afim dela?

- Ainda não sei – olhou para o amigo que sorria com um ar de deboche.

- Não acredito que desistiu da Maron para ficar com aquela tribufu – Trunks começou a rir em gozação.

Goten fechou o semblante e o encarou feio.

- Em primeiro lugar a Maron nunca gostou de mim, além do mais na primeira oportunidade você a agarrou para si. Em segundo lugar a Kiria não é feia ela e...

- A não diz isso, Goten – ele ficou triste. - Sim, sim eu já sei... Ela pode ser ela mesma – parou ele de rir e revirou os olhos. – Você não sabe levar nada na brincadeira.

- Isso não é brincadeira – falou ele sério de braços cruzados.

- Está bem Goten, mas então vai namorar ela?

- Ainda não sei – respondeu ele suavizando o semblante.

- O que sente? – perguntou curioso.

- Ela é legal, tem um ar humilde mesmo tendo uma casa maior que a sua. Sinto vontade de abraçá-la... – ele ficou rubro.

- Já a beijou? – perguntou Trunks com uma cara de safado.

Goten corou com a pergunta, abaixou à cabeça, uniu os dedos e fez que sim com a cabeça.

Trunks esbugalhou os olhos azuis em direção a ele, pois ele não acreditava.

- Você teve coragem de beijar ela? – perguntou tão incrédulo que até Goten ficou surpreso.

- Ué, e o que tem de mais nisso? – perguntou meio rubro com a cabeça baixa e viu em cima de uma mesa um papel com letras brilhantes, desenhadas e pratas.

Aquele papel chamou a atenção de Goten.

- Como você teve coragem? – perguntou ele fazendo caretas.

Goten revirou os olhos e preferiu não responder aquele questionamento.

- O que é isso Trunks? – ele lia o papel enquanto o saiyajin de cabelos lilás tentava entender como o amigo podia beijar uma garota feia e ainda de aparelho nos dentes.

- É um convite de uma festa empresarial. Infelizmente terei que ir, já que sou o herdeiro da Corporação Cápsula – ele olhava o papel junto com o amigo. – Quer ir? Seria menos chato com você lá e você poderia convidar a feiosa para ir – começou ele a rir de novo.

- Não é uma má ideia – Goten não se preocupou com a brincadeira do amigo.  – Já é no próximo fim de semana.

- Já... – Trunks estava entediado. – Odeio essas festas, pior que meu pai e minha mãe vão.

- Já estou imaginado a cara do tio Vegeta.

- Daquele jeito – Trunks riu divertido. – Vai com agente?

- Sim, eu vou – sorriu e foi colocar o convite no lugar e viu uma revista sobre a mesma mesa de centro no meio da sala.

Pegou a revista e olhou curioso.

- Senhor Jones, dono das empresas SWE morre hoje deixando uma grande herança para a sua filha – Goten olhava a foto, curioso. – Já vi essa garota em algum lugar – Goten ficou pensativo e olhou a data da revista, mas não reconheceu a moça.

- Toda vez que eu olho essa foto tenho a mesma sensação, mas não consigo saber de onde. Às vezes ela me lembra a professora – Trunks estava desconfiado.

- Deve ser só impressão – Goten deu mais uma olhadela na foto tentou buscar em sua memória, mas não conseguiu nada.

Deu os ombros e colocou a revista no lugar.

A campainha tocou e Trunks foi atender, Goten foi atrás e viu o jovem de cabelos lilás abria porta e receber um beijo terno e carinhoso.

Goten virou o rosto e fechou o semblante, apesar de tudo sentiu uma fincada no coração, sentiu-se incomodado.

- Oi Goten – falou a moça de cabelos loiros. – Tudo bem com você?

- Oi Maron – ele descruzou os braços, suspirou e disse: - Tudo sim – respondeu a ela. – Trunks nós vemos na faculdade amanhã.

- Está bem Goten, até mais – despediu-se o amigo.

- Até mais Goten - sorriu Maron a ele.

Goten apenas acenou com o a cabeça e saiu voando.

Não sabia por que, mas ainda sentiu um pouco incomodado com a presença da loira, filha do amigo do seu pai. Apesar de já gostar da tribufu como diz Trunks, mas ele sentiu-se incomodado com os dois junto, mas agora a melhor forma de esquecer era chegar a casa e ter um bom treino com o seu pai, nada melhor que isso para tirar todos os incômodos que rondavam o coração de Goten.

Goten avistou a montanha que ele tanto gostava, os bambus balançavam com o vento, as sombras espalhadas por todas as partes. Só aquele ar puro já o fez sentir um pouco melhor.

Aterrissou próximo a sua casa jogou os livros no chão gramado, fez um pequeno aquecimento, quando viu o pai ao seu lado.

- Oi Goten – Goku o cumprimentou. – Você demorou, sua mãe acabou de me mandar atrás de você.

- Hehe – Goten passou a mão na nuca. – Desculpa pai.

- Não é a mim que tem que se desculpar. Conhece bem a Chichi – rolou os olhos e com os punhos na cintura.

- Depois eu falo com a mamãe – ele olhou penetrantemente o pai.

- O que o senhor fala comigo? – perguntou ela atrás dele com a cara de poucos amigos e brava.

- Sobre eu ter demorado, desculpa mãe – ele sorriu tímido.

- Eu não sei para que você tem esse tal de celular? – ela pós as mãos na cintura e estendeu o dedo indicador para ele e ele se encolheu. – Da próxima vez use essa porcaria, ouviu bem? Pois você me deixou muito preocupada.

- Sim mãe, mas eu sou um saiyajin, não precisa se preocupar – ele se encolhia com medo da mãe, enquanto Goku apenas observava. - Mãe, no próximo fim de semana eu vou a uma festa com o Trunks.

O semblante de Chichi suavizou rapidamente.

- Traga uma namorada bem rica de lá, ouviu bem – ela virou se de costas e entrou na casa.

- Mamãe não muda nunca – ele passava a mão na nuca. – Pai pode treinar um pouco comigo?

- Claro que sim – ele voou para longe do filho e Goten colocou em posição de luta.

Goku saiu voando em direção ao filho e conseguiu desviar facilmente do golpe do mesmo, depois deu uma joelhada no seu estomago fazendo o mesmo se abaixar e levar as mãos no estômago.

Goten se recupera e olha para o seu pai, sorri de lado e vai para cima com chutes e socos sem dar tempo de seu pai se defender, mas Goku é mais esperto e segura uma das mãos de Goten, depois a outra e da um ponta pé na lateral o fazendo cuspir saliva.

Goten sentiu a dor lancinante, levou as mãos a costelas e caiu ao chão.

- Goten, você está distraído – Goku pousou ao lado dele e estendeu a mão a ele. – Aconteceu alguma coisa?

Goten deu a mão ao pai e se levantou ainda com a mão na lateral da barriga.

- Não aconteceu nada pai – ele foi até os seus livros no chão e os pegou meio triste.

- Tem certeza que não quer conversar? – Goku perguntou com aquela carinha ingênua de sempre.

- Tenho pai. Obrigada por se preocupar – ele entrou em casa deixando o seu pai ali olhando o ponto vago.

Goten subiu as escadas em silêncio, nem falou com a mãe e já subiu direto para o seu quarto, trancou a porta e se jogou na cama com a mão sobre os olhos, suspirou fundo e sabia teria que teria que tomar outro rumo, talvez investir na Kiria.

“Ela é uma garota incrível”.  Pensa Goten e tira o seu celular do bolso, e olha os números na agenda, disca aquele numero e espera chamar.

- Alô – uma voz meiga atende do outro lado.

- Oi Kiria, como foi lá na sua empresa?

- Foi bem Goten! – ela sorriu. – Pena que não deu para nós conversamos mais.

- Sim, mas podemos conversar sempre que quisermos – ele corou ferozmente.

- Claro que sim, você é muito especial para mim.

- Bem... Eu... – Goten estava meio tímido, mas foi logo ao ponto. – Tem algum compromisso nesse fim de semana?  - ele virou na cama e sorriu.

- A eu tenho sim Goten. Por quê?

- A eu ia te chamar para ir em uma festa comigo, mas você já tem compromisso – ele soou meio triste.

- Goten, que pena. Eu adoraria ir com você, mas eu realmente tenho um compromisso nesse fim de semana e não posso faltar, mas se der passa aqui amanhã – ela fez uma voz charmosa.

- Eu vou tentar – ele se sentou na cama segurando o celular. – Eu preciso desligar, minha mãe está chamando para jantar.

- Boa janta Goten, até amanhã. Beijos.

- Até amanhã, beijos – ele desligou o celular.

- GOTEN, ANDA LOGO OU SEU PAI TE DEIXA SEM JANTA! – gritou a mulher da cozinha.

- MÃE, FALA PARA ELE DEIXAR PRA MIM... – Goten saiu do quarto correndo como um doido e foi para cozinha jantar.

- Pelo ao menos está mais animado – comentou Goku levanto uma coxa de galinha à boca.

- Estou sim, pai – Goten tomou um copo de suco.

- Se precisar de alguma coisa filho é só dizer – Goku deu um sorriso.

- Do jeito que você custa a entender as coisas – Chichi começou rir e Goten começou a rir junto.

Goku ficou olhando para os dois sem entender muito.

 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Conversas.

Lui se afastou e deixou o casal sozinho.

Kiria olhou o rapaz e sorriu

- Vai ficar aí em pé me olhando? – perguntou ela encontrando os olhos negros dele.

Ela viu Goten se sentar ao seu lado meio sem jeito, mas ela o continuou o olhando e com um sorriso nos lábios disse:

- Você mora em um lugar muito bonito e simples.

- Eu amo essas montanhas, aqui eu fico em contato com a natureza o tempo todo – ele evitava a olhar, ainda estava meio tímido.

- Mas como vai para faculdade? – perguntou ela erguendo a sobrancelha.

- Voando – ele disse ingenuamente.

- Disso eu sei – ela fez uma cara de tédio.

- Sabe como? Você nunca me viu voar – ele ainda estava ingênuo e ainda não tinha percebido o que disse.

- Você não vai de aeronave? – ela perguntou. - Mais deve levantar muito cedo, pois é muito longe.

- Haha – ele esfregou a nuca sem jeito, foi aí que ele percebeu que quase cometeu uma gafe.

- Sim eu madrugo, mas não me incomodo, estou acostumado – ele ficou rubro.

- Mas então Goten, por que se preocupou comigo a ponto de ir ao hospital?

- Bom... – começou Goten sem jeito. - Eu não tinha ido à aula no dia anterior e no dia seguinte fiquei sabendo do acidente; então eu fui procurar o... – ele ia falar o ki, mas então se lembrou de que não podia contar a ela, não ainda. - Então procurei pelo reitor e pedi o endereço do hospital, mas ele não queria me dar, tive que insistir muito até que ele me passou - ele estava meio rubro. – Então eu fui visitá-la, mas não me deixaram entrar. Eu fiquei muito preocupado com a senhorita – Goten terminou de narrar.

Kiria o olhou, ergueu a sobrancelha, e encarou com os seus olhos castanhos, os negros de Goten.

- Eu ainda não entendi por que Goten?  Por que você é tão legal comigo? – ela perguntou tentando entender. - Eu nem sou bonita, a maioria das pessoas me odeiam pela minha aparência e você não parece dar a mínima para isso – ela falou um pouco rubra.

Goten a olhou; sorriu disfarçadamente, com o rosto rosado e disse:

- Você não é feia – Goten colocou a mão atrás da cabeça. – Além do mais você pode ser você mesma – a voz mal saiu, mas deu para Kiria ouvir.

Ela ergueu a sobrancelha, o encarou, fez algumas caretas.

- Obrigada pelo elogio, mas eu não entendi o que quis dizer com pelo ao menos posso ser eu mesma?

- Nada não, Kiria – ele balançou as mãos em gesto de não a sua frente quando ouviu:

- GOTEN CHAMA A SUA AMIGA PARA ALMOÇAR E VEM COMER TAMBÉM – era Chichi da janela.

- TÁ – ele gritou de volta.  - Então quer almoçar conosco? – perguntou ele se levantando e em seguida estendendo a mão para ajudá-la.

Kiria segurou e Goten a ajudou a se levantar, depois deixou ela apoiada nele e pegou as muletas dela. Depois ajudou ela a segurar as muletas a levou para dentro da casa.

Ajudou a garota a senta-se e Chichi disse:

- Pode se servir – ela falou com uma cara de poucos amigos a ela.

- Obrigada, senhorita – Chichi sorriu a moça, tinha gostado da senhorita apesar de já ser uma pessoa casada, tinha dois filhos e uma neta, mas se sentiu como se fosse mais nova.

Kiria levava o seu garfo a boca, enquanto olhava os saiyajins esfomeados atacando. Ela estava com os dois olhos esbugalhados pela rapidez e pela quantidade de comida que eles comiam.

Chichi percebeu e viu Kiria se virar e dizer:

- Como eles...

Chichi riu-se olhando os dois saiyajin e disse:

- Eu já me acostumei, eles comem assim mesmo.

Kiria apenas ficou olhando incrédula, mas preferiu não comentar muito.

Depois de almoçarem, Goten a olhou; ela ainda estava sentada a mesa e disse:

- Quer conhecer a montanha?

- Goten, andar com esse pé, vai ser meio complicado.

- Goten, por que não leva ela voando? – Goku perguntou ingenuamente.

Goten que já levava o suco a boca, engasgou-se e cuspiu todo o liquido, tossiu e Chichi fechou a cara para o Goku que não entendeu nada.

- É mesmo Goten, podíamos usar uma aero nove.

O garoto acamou, respirou fundo e disse:

- Claro que sim Kiria – levantou-se, há ajudou a se levantar e caminhar para fora da casa.

Chichi fez cara de poucos amigos para o Goku e ele não entendeu nada.

- Essa garota é muito feia e no mínimo deve ser pobre. Goten merece coisa melhor – ela estava muito mal humorada. – E você... – ela apontou para ele com o dedo. – Cuidado com o que diz.

Goku ficou a olhando com cara de ingênuo e apenas disse:

- Deixa o Goten, a moça parece gostar dele e já ia saindo.

- Onde pensa que vai? – perguntou ela ainda enfezada.

- Tirar um cochilo – ele deu os ombros e já ia subindo quando a sentiu abraça-lo por trás.

Goku parou, virou-se para ela com a mesma carinha de sempre.

- O que foi Chichi?

- Arg... Goku – ela o soltou, estava brava e foi recolher a louça.

Goku moveu as sobrancelhas, deu os ombros e subiu.

Goten lançou a cápsula nave e assim que a fumaça branca desfez, ele ajudou Kiria a subir, depois entrou no banco do motorista e foi mostrando a ela a floresta de bambu, os lagos, as árvores, cada cantinho que Goten conhecia, mostrou a ela. Viu que ela ficou encantada com o lugar, sorria enquanto olhava a janela.

- Quer que eu desça em algum lugar? – Goten a fez olhar para ele.

- Sim, desça ali – ela apontou para um pequeno lago, algumas árvores frutíferas em volta, alguns pássaros se banhando no lago, as borboletas voando dando mais cor a montanha.

Goten aterrissou, saiu do banco do motorista e foi ajudar ela sair da nave e com as muletas.

- Goten é simplesmente maravilhoso, onde você mora.

- Eu amo aqui – ele olhava puxando o ar puro. – Cresci brincando com os dinossauros.

Kiria virou-se para ele, franzindo o cenho, o encarou.

- Goten me explica...

- O que Kiria? – ele fez cara de ingênuo.

- Como consegue comer tanto? Como vai para faculdade e como brincava com dinossauros?

Goten havia percebido que tinha dado outra gafe, tentou disfarçar.

- Bem...

- Não adianta dizer que é de nave que vai para faculdade, por que você teria de sair quase no dia anterior da sua casa.

- Você não acreditaria se eu dissesse – ele sentou olhou um ponto qualquer abraçando os joelhos.

- Por que não tenta me dizer?

Goten suspirou fundo e disse:

- Só se prometer que não vai achar que eu sou louco, ou contar a alguém – ele a olhou com o queixo apoiado sobre os joelhos.

- Eu prometo – ela sorriu enquanto ele olhava para ela.

- Eu sou descendente de uma raça de outro planeta, posso voar, comemos muito por que nosso organismo precisa para se manter e manter as energias, pois gastamos muitas energias com lutas, etc... Mamãe sempre disse que nos saiyajins temos estomago sem fundo.

Kiria não resistiu e começou a rir de escorrer água nos olhos.

- Você está brincando, não é? – ela ria, mal conseguia falar de tanto rir.

Goten a pegou no colo, com cuidado, mas também com uma velocidade incrível. Kiria assustou-se, mas viu que não estava no chão e sim no alto, ela olhou e envolveu os braços em volta do pescoço dele.

- EU VOU CAIR! – ela fechou os olhos e escorou no peito dele, sentiu um cheiro do rapaz.

- Você não vai cair, eu estou te segurando, pode olhar – ele que ria dela agora.

- Ora, para de rir de mim – ela se mexeu um pouco.

- Foi você que começou – continuou rindo. - Viu – ele a encarou. - Eu sei voar – ele falou e já ia descendo, mas ela disse:

- Goten...

- Hum – ele a olhou. – Voa comigo... – ele ficou meio rubro, mas deu uma volta com ela ali pelo lago, depois a pousou no chão, ainda segurando em sua cintura.

Ela viu que ele ia soltar, mas ela o pegou de surpresa em um leve beijo. De momento ele ficou imóvel, mas logo fechou os olhos e deixou-se levar por aqueles lábios.

Kiria o soltou buscando o ar, Goten a olhou totalmente rubro.

- Eu... Bem... – ele passa a mão no cabelo sem jeito. – É melhor irmos... – ele jogou a cápsula, mas sentiu Kiria segurar a sua mão.

- Podemos nos ver mais vezes se você quiser Goten.

- Você não vai querer me ver, ainda mais de descobrir que eu sou um aliem... – ele ficou meio triste.

- Você não se importou com o meu lado feio.

- Mas você pode ser você mesma e eu... – ele sentiu o dedo indicador nos lábios dele.

Ela sorriu a ele, deu lhe um beijo no rosto, pegou as muletas, colocou debaixo dos braços e disse:

- Preciso voltar para casa, estou começando a ficar cansada, sem falar que eu saí do hospital ontem.

- Eu entendo – ele enfiou as mãos no bolso e tirou a cápsula. – Eu te levo na sua casa, se quiser? – ele já ia lançando a nave quando ela disse:

- Por que vai perder tempo nessa coisa lenta? – ela aproximou-se dele. – Eu aceito a carona se... Você me levar voando – ela parecia uma criança pidona.

Goten sorriu, guardou a cápsula novamente no bolso:

- Então eu levo – ele pegou as muletas com cuidado, depois a pegou no colo e ficou meio rubro, deu impulso – Se segure firme.

Kiria envolveu os braços no pescoço dele e Goten usou uma velocidade razoável a levando no colo. O cheiro da garota entrava em suas narinas de uma forma diferente. Goten estava adorando sentir o cheiro e o toque dela, realmente ela era diferente.

Kiria ia mostrando por onde ele tinha que ir; e Goten foi seguindo, depois de um tempo chegaram a uma casa muito grande, do alto parecia um grande palácio, em volta da casa um jardim com orquídeas das espécies mais raras, alguns arbustos cortados em formato de bichos. De trás da casa uma piscina grande com algumas decorações em volta.

Goten pousou e a colocou com cuidado no caminho feito em pequenos pedaços de mármore cinza em volta uma grama verde. 

            Goten a colocou com cuidado no chão e ajudou ela com as muletas e disse:

            - Ual, você mora aqui?

            - Sim Goten – ela respondeu e foi até a porta abri-la.

            - A mãe do Trunks mora em uma casa assim. Parece até um palácio.

            - Está falando de Bulma Briefs? – ela abriu a porta e foi entrando.

            - Sim, a casa dela é só um pouco maior que a sua. – Goten entrou atrás.

            - O que é dela?

            - Meu pai é quase um irmão para ela e o Trunks é quase meu irmão, crescemos praticamente juntos.

            - E por que você vive naquela casinha? – ela perguntou ingenuamente. - Apesar de ter gostado muito do lugar.

            - Há eu não gosto de coisas sofisticadas de mais – ele olhou tudo aquilo sem o mínimo interesse. – Meu pai sempre viveu e ainda vive de alimentos que ele mesmo caça, pesca, colhe nas árvores, meu irmão também é assim. Nós gostamos do simples – ele a olhou e deu um sorriso. – Bom eu vou deixar você descansar – ele já ia se virando quando a sentiu segurar a sua mão.

            - Você vem amanhã? – ela perguntou desviando o olhar do dele.

            - Sim depois da faculdade sorriu ele e viu ela se aproximar e lhe dar um beijo no rosto.

            Ela soltou a mão dele e viu-o acenando com a mão e saiu.

            Kiria suspirou fundo e ficou olhando o vago, sorriu de orelha a orelha e pensou consigo mesma.

            “Goten é quem eu sempre quis. O rapaz perfeito para mim. Ele não tem interesse em coisas materiais e ele é lindo. No entanto eu tenho que mostrar o meu verdadeiro eu a ele”.

            Mais tarde Lui chegou à mansão e encontrou a garota sentada no sofá vendo televisão.

            - Fiquei esperando, mas a senhoria sumiu – ele a viu tranquila, sentada no sofá.

            - Goten me trouxe em casa, Lui. – ela olhava o filme sem dar muita atenção a ele.

            - Então senhorita, o que achou dele? – perguntou curioso.

            - Perfeito. – ela deu um sorriso e finalmente olhou o seu mordomo.

            - Ele não é do tipo que se aproxima das pessoas pelo que elas têm.

            - Então o plano da senhorita deu certo? – ele ficou em pé ao lado dela.

            - Sim. No entanto eu vou mostrar o meu verdadeiro rosto a ele, mas ainda não sei quando. Porém não posso continuar mentindo por muito tempo – ela sentou-se com cuidado. – Ele me revelou algumas coisas sobre ele, não é justo que eu esconda dele o meu verdadeiro rosto.

            Lui sorriu, pediu licença e saiu da sala a deixando sozinha.

****

Goten voou até a Torre de Karin e assim que chegou onde o ermitão morava, entrou na grande redoma e posou no chão do mesmo.

- Olá Goten! – o gato ronronou, passou a pata na boca e esfregou nos olhos. – Tudo bem com você?

- Tudo sim mestre Karin – ele abanou a cabeça sorrindo. – O senhor tem sementes dos deuses aí?

- Hum... – ele ficou pensativo, mexeu na bengala e ainda o olhando. – Você a quer para ajudar aquela moça, não é?

- Sim mestre – ele fez um gesto de sim com a cabeça. – O senhor sempre sabe de tudo.

            - Você é o Gohan tem o mesmo coração puro igual ao do pai de vocês – riu o gato com um ronronado misturado.

            - Então, tem a semente? – perguntou Goten ansioso.

            O gato ermitão ponderou, virou-se de costas, caminhou lentamente com a ajuda de sua bengala em direção a uma das muitas portas e parou.

            - Não se acostume Goten, não estamos tendo muitas ultimamente.

            - Não se preocupe mestre. Eu quero apenas uma, nada mais que isso.

            O gato ronronou, virou se para ele com a semente entre as grandes unhas de uma de suas patas brancas e peludas e lançou para ele:

            - Boa sorte, Goten.

            - Obrigada mestre Karin, obrigada mesmo – agradeceu ele e saiu voando dali para a sua casa, pois no outro dia ele queria ver a sua professora.

            Ele já nem se lembrava mais de Maron, nem do que Trunks havia feito a ele. Ele agora estava muito entusiasmado com um possível relacionamento com aquela garota. Apesar de ser feia, ela tinha algo que chamava a atenção dele, e outra ele não ligava para a aparência, mas sim para o que a pessoa tinha por dentro de si, e gostou da garota com todos os metais nos dentes e toda a sua cafonice até mais que sua mãe, mas ele iria ir vê-la e ajudá-la com a sua perna. Bom o resto vem depois.