segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Capitulo único

As gotas de chuva caiam lentamente pela janela regando o jardim florido daquele humilde lugar onde cada gota fazia um som diferente no chão gramado e nas telhas aonde iam deslizando lentamente para o mesmo chão.

Solitária em seu quarto ela observava as gotas dançando do céu ate o chão, seus olhos cheio de lagrimas olhava um ponto qualquer do lado de fora.

Suas rugas marcavam a sua idade no rosto envelhecido, seus cabelos levemente grisalhos e curtos mostravam o quanto estavam ralos e pouco pela sua doença e o tratamento que ela já havia passado por ele.

Uma leve batida na porta do quarto e viu a camareira entrar.

- Olá, sou Ane – a moça senta em uma cadeira ao lado da senhora.

- Eu sou Joana – a senhora fala sem tirar os olhos da janela. - Prazer Ane, começou hoje?

- Sim – ela observou o mesmo ponto em que a senhora observava.  

- O que observa tanto?

 - O quanto a vida passa de pressa e tudo um dia se acaba.

- Isso é uma frase um pouco melancólica – a moça da um sorriso singelo, mas sente a dor nas palavras daquela senhora.

- Não para quem tem poucos dias de vida e foi deixada aqui.

- Nossa... – ela ficou meio triste.

- Tudo que eu queria fazer era dar uma volta por ai e ver a paisagem e o mar, mas a enfermeira não me levou e acabou chovendo – ela ainda olhava um ponto qualquer.

- Que tal irmos depois – a moça deu um sorriso alegre.

- Obrigada querida, agora pode me deixar um pouco a sós?

- Sim. Eu limpo depois – moça sai e deixou-a no mesmo lugar olhando a chuva cair agora mais fraca, com pingos menos barulhentos e menos dançante no céu, uma lagrima caiu de seus olhos e sua vida passava em sua mente. Tinha vivido com intensidade, vivido viajando com seu esposo, mas ele partiu antes dela e para ela não ficar sozinha foi para aquele asilo onde os velhinhos sempre se divertiam ou brigavam por algo. Era ate divertido os ver brincando como crianças mimadas por uma comida diferente ou ate mesmo por um controle remoto.

Ela fitou o jardim mais um pouco, depois pegou uma foto em cima de sua penteadeira e olhou aquele casal jovem em um lugar qualquer viajando e aproveitando os dias graciosos de suas vidas duradouras.

- Bons tempos - murmura ela para depois se deitar em sua cama e deixar que a chuva relaxante a fizesse adormecer.

Alguns dias se passaram e naquele início de fim de tarde Ane adentrou o seu quarto e há viu sentada olhando o mesmo ponto.

- Então vamos dar uma volta? – perguntou a moça pegando a cadeira de rodas,

- Seria ótimo se aquela enfermeira não fosse tão chata.

- Dane-se a enfermeira - Ane a ajudou ela a se arrumar, depois a sentar na cadeira de rodas, afinal ela não aguentaria andar distâncias grandes a pé.  Saíram pela porta do asilo passando por alguns campos floridos até chegar a uma espécie de porteira amadeirada moldurada mostrando que estava ali há algum tempo pelo desgaste da cor e alguns pedaços soltos e querendo soltar alguns parafusos. Assim que passaram pela porteira elas viram um túnel feito por árvores de ipê roxo, amarelo, rosa e branco que se abraçavam entre os galhos floridos fazendo um tapete de flores pelo chão.

Joana observava cada local que elas passavam e ficava encantada com a vista. Logo elas chegarem a uma pequena relva que se dividia com a areia branca da praia onde havia um pedacinho do oceano e em volta alguns coqueiros. O céu já começava a ficar avermelhado pelo sol que já começava a se esconder no horizonte e seu reflexo pegava na agua azul a deixando em um tom avermelhado também.

As gaivotas voavam levemente passando pelas nuvens levemente brancas e finas fazendo a vista ficar a inda mais bela.

Joana sorriu olhando aquela imagem em sua cadeira de rodas, quando sentiu algumas gotas de água fria e salgada tocando a pele dela. Ela sorriu como uma criança se divertindo e olhando Ane vindo em sua direção e disse:

- Sabe qual é a beleza da vida Ane?

- Não senhora Joana.

- E viver o dia como se fosse o ultimo e não se arrepender de nada que já fez.

- Isso e verdade – ela olhou para o sol que descia levemente se escondendo no horizonte fazendo o céu ficar um pouco mais escuro e menos avermelhado.

- Então minha filha aproveite momentos como esses, pois eles são únicos – ela sorri olhando o mesmo ponto que Ane. – Obrigada por ter me proporcionado esse momento.

- Acho que aprendi mais com a senhora hoje do que com a vida em si.

Ela deu uma alta gargalhada.

- Melhor voltarmos, ou vou levar uma bela de uma bronca.

Ane sorriu, mas queria continuar ali mais um pouco com ela, porém ela sabia que também teria problemas no asilo se demorasse mais.

As duas voltaram pelo mesmo caminho rindo e conversando alegremente.

Ao chegar ao asilo a Ane levou uma tremenda bronca da sua patroa, assim como Joana levou uma tremenda bronca da sua enfermeira, porém ela estava muito feliz com a vista e o passeio que nem se importou, apenas voltou para o seu quarto cantarolando uma musica qualquer acompanhada da enfermeira.

***

Na manhã seguinte o despertador de Ane toca, ela o procura para desligar aquele negocio barulhento. Depois de alguns minutos ela se levanta e vai espreguiçando até a janela e quando olhou para baixo fui o carro da funerária saindo do asilo.

Saiu correndo do seu quarto e foi ao quarto de Joana e ela não estava mais lá. Ane saiu correndo e chorando até a mesma praia do dia anterior e chorou mais um pouco. Depois de chorar ela olhou o ceu e lembrou das palavras de Joana. “Viver o dia como se fosse o ultimo”. Sim Ane percebeu que no dia anterior elas tinham vivido o dia como se fosse o ultimo e como se nada mais importasse elas viram uma linda vista que a fez feliz antes de partir.

Ane sorriu entre lágrimas e de certa forma se sentou feliz por ter proporcionado aquele ultimo momento a sua amiga Joana que apesar da doença e da idade estava animada e divertida.

Ane deu a ultima olhada e disse:

- Adeus Joana seja feliz...

 

 

 

 



domingo, 10 de setembro de 2017

Começando a acontecer

Máscara da Morte entra no outro mundo através do Sekishike e começa a procurar a moça que lhe tinha feito sorrir por poucos minutos, que tinha o feito acreditar em algo bom por alguns instantes de sua vida. Ele olhou para aquele mundo que trazia tantas recordações e continuou a sua jornada a procura daquela garota que havia despertado algo nele, pois ele precisava disso, talvez o redimisse um pouco dos seus pecados, ou talvez amenizasse um pouco a sua dor.
Chegou ao submundo e olhou por todos os cantos até que há viu deitada de baixo de uma árvore olhando um ponto qualquer vendo as almas indo em direção a um buraco e elas não voltavam, circunvagou os olhos e viu muros de pedra sem muita vida.
- Olá Bela! - ele sentou-se do lado dela.
- Esse é o lugar que você mandava as pessoas que você matava? – ela perguntou o fazendo tremer.
- Sim – ainda vestido em sua armadura reluzente do ouro o canceriano vira-se para ela com a voz emocionada. – Viu como eu sou um monstro... Por isso pedi para não se envolver comigo...
- Você me disse que se arrependia do que fez e eu vi outra pessoa matando minhas amigas e não você, pelo contrario eu tentei me salvar por que sabia que você viria me salvar, ainda bem que o poder dele passou de raspão pela minha garganta.
- Não foi bem de raspão, ou você não estaria no sekishike - Ele abaixou a cabeça sentindo a dor que ela deve ter sentido e agora estava entre a vida e a morte, mas ele podia salvá-la e ia fazer isso por ela. - Sim eu tentei te salvar com o meu cosmo, mas agora eu vim te salvar de partir para o outro mundo... Eu vou levar de volta comigo, Bela – ele se levanta e fica de frente a ela. – Se você quiser é claro – ele olha aquele lugar que lhe trás lembranças dolorosas.
- Não vou poder falar se eu voltar... – ela o olhou triste, pois queria poder sempre conversar com ele, mas ela sabia que suas cordas vocais tinham sido danificadas.
- Só quero que você volte à vida, ficar aqui é mais trisque que não ter a sua voz – ele a encara firme, queria ela lá, mas não assumiria por que não se sentia digno.
- No fundo você tem um bom coração e só não libertou as almas daqui ainda por que não sabe como fazer.
- Não é que eu não saiba, na verdade não é possível, a maioria já fez a passagem... – ele olha todo aquele lugar, a tristeza que o local carrega, a dor que ele causara estava toda ali e ele sente a dor no seu coração. – Não queria que mais gente morresse inocentemente, mas não pude fazer nada para salva-los, porém ainda posso salvar você Bela... – ele estende a mão para ela. – Vem comigo – ele a encara e ela pode ver o seus olhos tremendo e solitários.
- Mas não vou falar... – ela fica triste olhando indecisa.
- Tudo bem... Eu só quero que... – ele ficou rubro, pois sabia que não a merecia, afinal ele era um assassino que não merecia nada... – Eu quero que fique viva, afinal é a única coisa que eu posso fazer para... Redimir-me um pouco dos meus pecados... E... – ele desviou os olhos dela e não conseguiu dizer, mas ela soube o que ele queria, mas resolve não dizer nada, porém ela da um sorriso carinhoso e estende a mão para ele.
- Se for para te ajudar eu vou com você – ela o encara com aqueles olhos cor de mel e ele envolve seus braços em sua cintura com um toque de carinho e ela percebe esse toque dele. Ele concentra o seu cosmo e volta para a sua casa, fazendo com que o espirito dela volte ao seu corpo.
Bela acorda e o encara.
- Como se sente? – ela da um sorriso a ele mostrando que estava bem.
Ele respira aliviado quando Shaka entra em sua casa com Shun, Ikki e Hyoga puxando o cubo de gelo e as correntes que levavam o falso cavalheiro.
- Achamos o criminoso, Máscara da Morte – diz Shaka e vê a moça a acordada e nota com o seu cosmo que a sua fala fora cortada, ou seja, ela não podia falar. – Shaka sorriu a ela e ela retribuiu meiga.
Máscara da Morte o olhou bem e diz:               
- Por que raios você queria me incriminar? – ele o encara de modo frio e o encarando.
- Queria o seu lugar, afinal você se tornou um molenga... Eu o admirava quando você matava sem dó nem piedade, fazendo aquelas pobres almas sofrerem, mas ai você virou um molenga... Como eu sabia um pouco sobre cosmo por ter tentado entrar para ser um cavaleiro de Atena e não entrei, eu te observei até aprender, apesar de não ter aperfeiçoado como você, valeu a pena.
- SEU BASTARDO, SABE COMO É FAZER UMA PESSOA SOFRER? – ele estava enfezado.
O falso cavalheiro gelou, afinal conhecia a fama do Máscara da Morte.
- Eu vou te mostrar como é o submundo, seu falso – ele já ia para atacar quando Saori entrou.
- Máscara se acalme, ou vai assustar a garota – Saori disse calmante entrando no recinto.
Ele olha para a cama e vê a garota. Havia esquecido completamente dela e estava pronto a matar na sua frente.
Ele suspirou fundo e saiu dali cabisbaixo, deixando ela e os demais cavaleiros resolverem os problemas.
Saori mandou prender o falso cavalheiro em uma cadeia isolada onde Kanon tinha sido preso há muitos anos e o cavaleiro falso ia ficar lá por muitos anos, totalmente isolado e pensando nos seus erros.
Shun, Ikki e Hyoga saiu deixando Shaka e Mu com a garota.
Bela já ia se levantar para ir atrás do Máscara, pois sentiu a tristeza dele depois de perder o controle na frente dela, ela queria falar com ele, mas lembrou que não tinha mais sua voz. Ela tinha perdido as cordas vocais. Lembrou como sentia a dor dele como se lesse a sua alma.
Mu viu em seus olhos e sorriu a tranquilizando e dizendo.
- Não se preocupe, ele volta, você precisa descansar e se recuperar – ela o olha e depois olha para Shaka.
- Eu posso curá-la Mu, mas a voz dela pode demorar a voltar – ele o encara.
- Acho que o nosso amigo merece isso Shaka – Mu sai o deixando a sós com a garota.
- Pode ficar tranquila, não vou machucar você, mas pode doer um pouco por que vou usar o meu cosmo.
Ela da um sorriso e o encara, ficaria feliz por que voltaria a falar com o Máscara.
Shaka concentrou o seu cosmo e ela sentiu uma dor desconfortante enquanto ele devolvia o sentido dela, a voz.
Logo tudo se sessou e ele disse:
- Amanhã você tenta falar, mas hoje descanse, mais tarde eu trago algo para você comer.
Ela sorriu a ele e o viu sair, mas ela ainda continuava preocupada com o cavalheiro canceriano e olhou sua casa coberta de cabeças nas paredes e sentiu a tristeza no seu coração, imaginando o dele, carregando o arrependimento e de tudo que ele carregava em suas costas como se fosse uma saga que nunca ia acabar.
Ela suspirou fundo e realmente ele matara muitas pessoas, mas ele havia arrependido e sentia a dor do remorso no seu peito e era solitário.
Ela ficou deitada para descansar, logo adormeceu no sentido o cheiro do cavalheiro na cama dele.
O tempo passou rapidamente e Máscara da Morte entrou em sua casa já sem sua armadura e a viu dormindo em sua cama, parecia uma princesa que ele não merecia, de forma nenhuma e ele com raiva quase matou aquele cara, no fundo ele tinha acordado o seu eu assassino e se agora para frente ele voltasse a matar só por prazer... Teve medo que isso ocorresse novamente, mas ele não queria.
Viu Saori entrar e dizer:
- Venha até o santuário Máscara – ela da um sorriso singelo a ele.
Ele não disse nada, suspirou fundo para depois ir.
Chegou lá viu todos os cavaleiros reunidos diante dele.
- Máscara, estamos aqui reunidos para pedir desculpas de todas as acusações que fizemos contra você.
Ele olha todos os cavaleiros e vê Mu, Shaka, Dohko Seya, Ikki, Hyoga e Shun se aproximarem dele.
- Ele merece afinal ele mudou – sorriu o ariano.
- Estamos arrependidos do que fizemos – Aldebaram falou de cabeça baixa meio sem graça
Aos poucos os demais foram se desculpando um por um.
- Por que está todo mundo pedindo desculpas ao Máscara – Afrodite acabara de entrar no santuário junto com Shura, eles chegaram de uma missão fora do santuário e perderam os acontecimentos anteriores.
- É uma longa história, mas depois contamos para vocês – Mu sorriu e Máscara da Morte ficou em silêncio diante de todos.
- Não vai dizer nada? – perguntou Dohko.
- Quero agradecer aos que acreditaram em mim até o fim, foi muito importante para mim, Mu, Shaka, Dohko e também quem ajudaram eles acreditando na minha inocência, porém não discordo de Aldebaram, talvez eu possa voltar a ser o assassino e monstro, pois hoje quase mandei aquele cara para o submundo sem pensar duas vezes...
- Você estava com raiva Máscara é natural – Saori o abraçou.
Ele apenas a olhou meio sem jeito, mas ele sabia que aquilo ficaria na consciência dele.
- Obrigada pessoal – ele saiu os deixando ali, queria ficar sozinho.
Enfiou as mãos no bolso da calça, fitando o céu ele foi para debaixo da sua árvore de costume e ficou por lá, já que a moça dormia em sua cama na sua casa tranquilamente.
Suspirou fundo ao olhar o céu carregado de estrelas, principalmente a sua constelação que lhe dava o poder do seu cosmo e se perdia em seus pensamentos dolorosos, onde se lembrou do monstro que ainda havia dentro dele. Ele sentiu medo em voltar a ser o que ele era.
- Te achei – a voz saiu baixa e um pouco rouca, pois ela tinha recuperado a voz mais cedo com o cosmo de Shaka, porém ela não poderia esforçar muito afinal ainda estava em faze de recuperação. Porém ela não poderia deixara para o outro dia, estava ansiosa e queria acalmar o coração do canceriano.
Máscara ouviu claramente a doce voz baixa e meio rouca da moça de cabelos pratas que tanto chamara a sua atenção.
- Shaka conseguiu devolver sua voz? – ele perguntou em um tom ríspido sem olhá-la.
- Sim, ele é um cavalheiro muito gentil – ela se sentou ao lado dele e ficou o observando por um tempo. O silêncio era constrangedor entre os dois.
A brisa da noite bateu fria e balançou as folhas das árvores e junto os cabelos dela jogando um pouco em seu rosto, a mesma brisa a fez envolver os braços um no outro sentindo um pouco de frio.
- Vá para casa, ou vai ficar doente nesse frio – ele estava frio e ainda não a olhava.
Ela pegou na mão dele o fazendo a olhar nos seus olhos cor de mel. Máscara a olhou e sentiu seus olhos tremerem ao olhar o dela.
- Não seja tão mal educado e frio, pois no fundo você é gentil e cortes... Eu notei isso em você desde o dia que eu o vi.
Ele levantou rapidamente e a encarou, o mesmo olhar frio e com certa rispidez que ele tinha quando ia matar um inimigo.
- Você não enxerga... – Eu sou um mostro que assassinou varias pessoas e hoje mais cedo quase assassinei outra pessoa... Eu... Tirava vidas inocentes em nome da justiça e me divertia e hoje eu... Quase fiz isso na sua frente... – ele virou-se de costa para ela enquanto ela não sentia medo dele, pelo contrario ela sentia a sua dor, seu sofrimento de estar ali sozinho, seu medo de voltar a ser quem ele fora um dia... – Bela, não se envolva comigo, não tenha piedade de mim... – ele suspirou fundo sem olhá-la e começou a caminhar lentamente.
- Máscara... – ela o abraçou por trás o impedindo. Envolveu suas mãos em volta do seu peito sobre a armadura reluzente.
Ele tocou levemente a mão dela e sentiu algo que ele nunca havia sentido antes em sua vida. Virou-se para ela e viu-a olhando para ele.
Sentiu o seu olhar e seu toque trêmulo; ninguém havia tocado e olhado ele daquele jeito, um jeito carinhoso e amável.
Os dois se olharam em silêncio um tempo.
“Como ela consegue ler a minha alma desse jeito”? Ele pensa se perguntando.
Ele tocou o rosto dela delicadamente passando os dedos levemente em sua pele macia e ouviu sua doce voz.
- Não tenha medo... Você mudou... Eu vejo isso em você, dentro da sua alma. Eu não vejo você um monstro assassino, eu vejo você arrependido do que fez além do mais eu também mataria aquele cara, pois ele matou minha família.
- Sua família? – ele perguntou tentando entender. - Aquelas garotas era sua família? – ele perguntou incrédulo.
- Sim... Era uma casa de prostituição, fui deixada lá quando criança, fui criada pela dona do Bordel, mas eu era a única que não me envolvia com homens dentro casa, por que a dona do Bordel me viu como uma menina que não servia para aquela vida. Ela viu que eu conseguia ver as almas dos homens e para me deixar segura ela resolveu não me envolver no meio do negocio dela, mas mesmo assim às vezes os homens tentavam tirar proveito de mim, mas ela sempre arrumava um jeito de fazer propaganda de outras garotas. Ai um dia eu vim colher flores para por nos quartos e vi você... Você era diferente daqueles homens nojentos que iam ao Bordel.
- Não sou tão diferente assim – ele já ia soltar ela quando ela o impediu.
- Você é sim... Eu vi a sua alma destroçada aquele dia e senti a dor que você sentia naquele momento que eu ti vi, por isso te associei a Fera do livro... – ela aproximou-se dele com um leve sorriso e depois foi pouco a pouco para beijá-lo e ele sentindo a maciez do rosto dela e as respirações bem próximas um do outro quando alguém disse:
- Achei os pombinhos – Shaka sorriu os olhando e Máscara a soltou tão rápido que ela caiu sentada de bumbum no chão.
- Ao... – ela reclamou e se viu sentada;
- Não seja rude com a moça, Máscara – ele o encarou.
- O que você quer Shaka? – ele estava mal humorado e viu Shaka estender a mão para ajudar a garota a se levantar e a encarou e viu em sua alma que ela gostava do canceriano deu um leve sorrio sem dizer nada sobre o assunto e continuou.
- Saori vai dar um baile amanhã a noite para se desculpar melhor com você, além do mais você já tem um par para ir – ele o encara e vê que seu humor está daquele jeito. - Cuidado em... – ele sai enquanto o canceriano bufa cruzando os braços.
- Desculpe por te derrubar – ele a encara a moça meio sem jeito deixando seu ar marrento e frio.
- Tudo bem... – ela sorri.
- Vamos para o santuário aqui está frio para você – ele saiu um pouco à frente e ela o acompanhou até o palácio.
Logo os dois entraram na casa do canceriano e ele olhou cada cabeça ali presente e suspirou fundo e não disse nada. Apenas arrumou sua cama para ela e ajeitou um futum velho no chão distante dela colocando um cobertor para tampar a visão dele.
Ela o observava, sabia que teria dificuldades com ele então se virou e disse:
- Vai me levar ao baile amanhã à noite? – ela perguntou querendo dançar com ele.
Ele nada respondeu. Ela ficou meio triste do outro lado do cobertor, mas achou melhor descansar.
Máscara da Morte deita pensativo.
- Por que ela é assim comigo... Eu não a mereço... Ela está bem ali... E eu me sinto um monstro... Deve ser castigo... Só pode... - ele adormece em meio todos os seus pensamentos confuso e intenso.
Máscara da Morte adormeceu em seu futun com seus pensamentos, enquanto a garota sentiu tudo que lhe passa na alma dele. Ela suspirou fundo e soube que ia ser difícil quebrar aquela barreira que ele criara em volta de si com a culpa que servia como uma primeira armadura.
Bela dormiu triste e sentida até por que ela já o amava e queria ajuda-lo a se libertar do monstro que havia dentro dele, mas ela se perguntou antes de adormecer se conseguiria?


Saindo do Santuário

Os dias se passavam a moça sempre esperava o canceriano perto da árvore, mas nada dele aparecer e cada dia que se passava mais mortos apareciam sem suas cabeças e mais cabeças apareciam na casa do canceriano. Ele suspira e olha para mais uma cabeça que aparecera na parede de sua casa o fazendo lembrar o monstro que ele era, os assassinatos que ele cometia sem dó nem piedade.
Máscara da Morte havia procurado varias pistas, vários vestígio de quem poderia estar tentado o incriminar, mas não havia descoberto nada de quem estava fazendo aquilo e querendo jogar a culpa toda nele e pior quase todos os seus amigos não confiavam mais nele e duvidavam dele, pois ele já havia feito muitas pessoas morrerem sem motivos, mesmo ele tendo mudado, seus amigos nunca iam acreditar na sua situação atual de inocente, tirando Mu e alguns cavaleiros de ouro que estavam em uma missão.
Saori Kido olhava para os cavaleiros frente a ela com cara de desgosto e reprovação, tudo indicava que era o Máscara da Morte causando tudo aquilo.
- Por que você ainda mantem o Máscara aqui no Santuário? – Aldebaram perguntou em tom de reprovação.
- Mu acredita na inocência dele, além do mais devemos investigar mais um pouco.
- Não achamos nada, nada – Shura a encara e vê-la suspirar fundo e olhar para Mu.
- Faça o que achar melhor Atena, mas não se arrependa depois – Mu desaprovava, pois sabia que não era seu amigo canceriano.
- Não de ouvidos ao Mu, Atena, deve mandar o Máscara da Morte sair do santuário antes que mais vidas se vão.
- Me mandar embora não vai resolver o problema – ele vê todos os cavalheiros ali presente o olhando espantado para ele que acabara de entrar na sala principal no fim das doze casas, mais precisamente no salão do santuário os pegando de surpresa. – Aldebara, um dia você e todos vão se arrepender disso – ele os encara friamente cada um deles ali presentes. – Atena se esse é o seu desejo eu estou partindo, mas a armadura de câncer vai comigo – ele a encara sério.
- Por que quer levar a armadura? – perguntou Milo apontando o dedo para ele. – Você não há merece fazendo essa carnificina de pessoas. Seu cosmo já apodreceu para a armadura te aceitar – Milo fala com desdém na voz.
- Meu cosmo não apodreceu ainda Milo, até por que o Mu sabe que não sou eu causando todas essas mortes, se fosse eu, vocês não veriam uma gota de sangue no chão, mas não preciso provar nada para vocês - ele da às costas e começa a caminhar.
Atena ia falar algo, mas ele parou e disse:
- Não se preocupe Saori, um dia a verdade vem à tona, um dia... – ele os deixa ali, porém Mu o segue caminhando com ele lado a lado pelas as escadarias indo até a sua casa.
Saori suspirou fundo e olhou para os cavaleiros, alguma coisa dizia que naquele angu tinha caroço, mas ainda não tinha aparecido nada para provar as teorias na cabeça dela.
Mu desceu as escadarias, calado ao lado do amigo até que chegou a casa dele e entrou e viu as cabeças das pessoas que havia morrido recentemente pelo assassino misterioso e disse:
- Vai mesmo deixar o santuário? – perguntou o ariano.
- Sim – ele passou reto por Mu e foi arrumar suas malas. – Acho melhor assim afinal eles vão ver que não sou eu causado todas essas mortes. Posso ter sido um monstro no passado, e carregar esse titulo, mas nessas mortes eu sou inocente. – ele pegou o caixote de ouro com o desenho nas quatros laterais do símbolo de seu signo e cotinha sua armadura dentro e a colocou nas suas costas e começou a caminhar.
Mu olhou triste para ele, sabia que no fundo ele estava sofrendo e sabia que alguém ainda queria incriminar ele e o pior estava conseguindo, pois todos acreditavam ser ele o causador das mortes de todos aqueles inocentes.
Máscara descia as escadas passando casa por casa com as mãos no bolso e armadura presa em suas costas, dentro da caixa junto com suas roupas.
No caminho da descida deu de cara com Dohko e Shaka subindo as escadas.
- Vai em alguma missão meu caro amigo? – perguntou o cavaleiro mais velho.
- Não – ele responde o olhando e Shaka sente que tem algo incomodando o amigo.
- Aconteceu algo no santuário e você está partindo, por quê?
Máscara o olha e Mu que vinha atrás dele o responde.
- Varias pessoas morreram com a cabeça decepada e as cabeças apareceram na casa do Máscara e todos acham que foi ele que matou todas elas, por isso ele está deixando o santuário.
Máscara revirou os olhos e disse:
- Mu, pare de intrometer onde não foi chamado – ele o olhou como se quisesse matar ele.
- Sinto uma energia diferente no santuário – Shaka diz olhando o amigo. – Mas não consigo definir, porém não é a sua.
- Que bom, pelo menos você sabe que a energia não é minha – ele o olha meio indiferente. - Boa sorte Shaka, talvez você tenha mais sorte que eu – ele passou por entre os dois e ouviu.
- Vai mesmo deixar o santuário assim?
- Isso não é da sua conta Dohko, até por que você sabe o que eu passei e não quero passar de novo.
Máscara olhou rapidamente para trás e continuou descendo as escadas de mão nos bolsos com sua armadura nos costas e olhando para o horizonte.
Ele não tinha mais nada a perder, nuca pode proteger Atena como devia, sempre matou, foi assassino, foi um monstro e para ele continuaria sendo um monstro que alguém estava o incriminando ainda mais.
- Mu, temos que descobrir de quem é esse cosmo que eu estou sentido e rápido – Shaka corre para sua casa, junto com os outros dois amigos que tinha acabado de voltar de uma missão, mesmo cansado da viagem, eles não iam desistir assim do seu amigo tão facilmente.
*****
Máscara da Morte logo chegou à árvore de costume, colocou a armadura de lado no chão e sentou passando a mão no rosto, tirando o suor e enxugando em sua roupa, sentiu a leve brisa passar refrescando um pouco o ambiente que estava quente. Algumas borboletas voavam ali por perto para depois pousar nas flores silvestre que se espalhavam mais a frente.
- Finalmente você voltou – a voz doce e suave penetrou nos seus ouvidos e ele pode sentir o leve perfume trazido pela brisa entrando em suas narinas o fazendo recordar da primeira vez que ouvira aquela voz de anjo.
- Você não tem o que fazer, além de ficar aqui me esperando? – ele a encarou sério e com o olhar frio, mas ela nem se importou.
- Como sabe que eu vinha aqui todos os dias te esperar? – ela sentou-se ao seu lado.
- Pela forma que você falou – ele já ia se levantar quando ela segurou pelo braço. – Por que não quer conversar comigo? Por que me evita? – ela o encara.
Máscara da Morte a encarou passando a mão no seu rosto impaciente.
- Olha garota, eu não tenho nada contra você, mas acho melhor você procurar outro cavaleiro, ou outro rapaz, ou alguma coisa para você fazer – ele sentiu os dedos dela apertar levemente o seu braço.
Máscara da Morte a olhou sentiu um arrepio estranho percorrer a sua pele com o toque dela e sentiu que ela lia a sua alma de alguma forma. Ele suspirou fundo e a encarou.
- Você precisa conversar com alguém – aqueles olhos cor de mel fez Máscara da Morte abaixar o olhar e sentiu como ela lesse sua alma de cima em baixo, ou melhor, os pedaços que ainda existia dela.
- Qual é o seu nome, garota? – ele a viu sorrir.
- Me chamo Bela e você? 
- Máscara da Morte – ele senta-se e olha para o outro lado.
- Por que desse nome?
- Sou um cavaleiro de câncer, que matava pessoas para mandar para o submundo, mesmo elas sendo inocente, por isso o nome.
- E você se arrepende disso?
- Muito, me sinto um monstro... – ele colocou os dois braços sobre os seus joelhos e ficou olhando para um ponto qualquer. - Por que fica me observando e por que ficou vindo aqui esses dias todos? – ele sentia um vazio que começava a ser preenchido por aquela garota.
- Não sei, apenas achei você meio solitário quando te vi aqui pela primeira vez, seu corpo estava aqui, mas você parecia longe e perdido.
Ele deu um leve sorriso de canto.
“Será que ela lê almas”? - se perguntou.
- Quando me viu aqui pela primeira vez? – ele a olhou e sentiu o carinho vindo dos olhos dela, sentiu seu coração dar uma batida mais forte dentro do seu peito, mas se segurou. Afinal ele não a merecia, ele não merecia amar nem ser amado por ninguém.
- Eu estava colhendo flores não muito longe daqui, ai vim caminhando e vi alguma coisa e me aproximei escondida e vi você deitado ao pé dessa árvore olhando para o horizonte, seus olhos perdidos e tristes, parecia solitário – ela da um sorriso meigo.
Ele suspira fundo, se levantou e foi para pegar a armadura sem olhá-la.
- Já vai?
- Eu preciso Bela, você corre perigo estando comigo e não sou a melhor pessoa para conversar, ou para você se envolver – ele pegou a armadura e colocou nas costas.
- Quando vou vê-lo novamente, Máscara?
- Não sei, mas melhor não me esperar – ele começou a caminhar a deixando ali.
- ESTAREI AQUI TE ESPERANDO! – ele olha para trás e vê-a dando thau.
Máscara da Morte dá um leve sorriso sem olhá-la, não sabia por que ela insistia em esperá-lo ali naquele lugar, mas resolveu continuar a caminhar sem olhar para trás.
Bela olha para onde ele caminhava e sorri. Para ela ele não era um monstro, ele era solitário e muito fechado que parecia estar sofrendo.
Ela voltou para onde ela vivia.
Bela vivia com um grupo de garotas em uma casa grande onde a mulher que a adotou era dona de um Bordel. Ela era a única que não era prostituta e ela morava em uma aldeia não muito longe dali.
****
No santuário Shaka chega à sala de Saori junto com Dohko e observa pensativa.
- Máscara da Morte se foi, mais as mortes continuam; certo? – perguntou o virginiano.
- Sim, pior que bem na nossa frente - ela fala já arrependida de ter deixado o cavaleiro ir.
- Saori, desde que cheguei sinto um ki estranho e não o reconheço, mas digo que não é o Máscara da Morte.
- Sim, Mu já havia me dito, mas todos ainda acham que é o Máscara por de trás das mortes e eu não sei como pegar essa pessoa para desmascarar com a verdade. – ela suspira fundo. Deixei-o ir, para ver se a ideia de que era ele saia da cabeça de alguns cavaleiros, mas tem uns que são impossíveis...
- Eu tenho uma ideia – Shaka sorriu animado.
- Diga então.
- Precisaremos do Shun, do Ikki, do Hyoga e do Seya.
- Chame-os, por favor – Saori disse ao empregado que estava ali a olhando.
Os cavaleiros solicitados apareceram ali diante dos dois cavaleiros e Shaka diz o seu plano a eles e logo eles o colocariam em pratica.
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Máscara da Morte andava próxima a aldeia da moça que ele conhecera e que de algum modo ela despertou algo nele, mas ele não se achava digno de ter aquela menina delicada ao seu lado, afinal ele era um monstro assassino.
Ele caminhava olhando o céu já escuro com umas pequenas estrelas espalhadas pelo preto. Distraído olhando as estrelas que formavam a sua constelação e preso em seus pensamentos que levavam aquela garota linda e que parecia ter algum tipo de interesse nele, mas que para ele não era possível e quanto menos ele espera ouvi gritos altos de dor e sofrimento não muito longe de onde ele estava. Pelos gritos ele sabia que era a pessoa que queria o incriminar.
Vestiu sua armadura e correu até aonde os gritos vinham, mas quando chegou lá havia várias meninas mortas sem suas cabeças e seus corpos espalhados pelo chão misturado ao sangue que escorria pela casa.
- ONDE VOCÊ ESTÁ SEU MALDITO? – ele grita cerrando os punhos olhando para todos os lados.
Ele vê algo se mexer debaixo dos corpos carregados de sangue, ele vai até lá e tira o corpo de cima e vê a jovem que ele havia encontrado mais cedo o encarando e pelo seu corpo escorria sangue de seu pescoço, um corte profundo que afetou suas cordas vocais, mas ela conseguia se manter acordada e consciente até ele chegar, mas estava fraca, pois seu sangue escorria pelo seu pescoço e manchava suas roupas de sangue.
Ela o olhou com os olhos quase sem brilho, mas não sentiu medo dele, pelo contrario ainda sorriu como se soubesse que ele apareceria ali, porém ela cai desmaiada no mesmo instante.
Máscara da Morte se apavorou e usou o seu cosmo para curá-la o mais rápido possível, mas ela continuou desmaiada.
Apavorado ele a pegou no colo e a tirou dali. Ele tinha que pedir ajuda a alguém, seus olhos a olhavam tensos e preocupados, com ela no colo ele foi até o santuário, apesar de ter se afastado ele tinha que ir, pois alguém poderia ajudar ele, pelo ao menos a moça precisava sobreviver, pois era a única coisa que ele podia fazer naquele momento para se redimir ao menos um por cento dos seus pecados, ou melhor, de seus assassinatos que pesavam em seus ombros.
Usando o seu cosmo, Máscara da Morte foi rapidamente para chegar ao santuário, e assim que ele chegou com as garotas em mãos Mu o recebeu.
- O que aconteceu? – perguntou vendo o rosto do Máscara da Morte meio pálido e com um jeito meio desesperado.
- Eu tentei ajudar, mas ela...  Ela... Ela vai morrer – ele colocou a garota no chão e tocou o seu rosto. – Ela não pode morrer Mu – ele o encarou como se suplicasse para ele ajudar de alguma forma.
- Leve ela para sua casa e pense com clareza – ele abaixou-se e tocou o rosto dela e sorriu um sorriso imperceptível. – Leve-a agora para sua casa, os outros estão bolando uma armadilha para pegar o assassino.
Máscara fez um gesto de sim com a cabeça e foi para sua casa com a garota nos braços.
Chegou a sua casa ele a repousou delicadamente em sua cama, para depois olhar as paredes de sua casa. Varias cabeças novas que ele sabia muito bem de quem era, já que vira as moças mortas na casa da aldeia.
Respirou fundo, tudo que ele queria agora ela que a garota sobrevivesse, afinal ela havia conseguido ascender uma pequena chama em seu coração.
Mu entrou na casa e foi até a garota e a olhou penetrantemente.
- Você usou seu cosmo para curar o ferimento no pescoço dela, mas esqueceu do principal.
Mascará da Morte o encarou tentando o entender, para depois dizer:
- Tem razão Mu, se esse cara usa os mesmo métodos, o espirito dela deve estar no Sekishike, mas acho que não do modo que eu deixava as almas dos meus mortos – ele encara o Mu e dá um leve sorriso e usa o seu cosmo para ir ao Sekishike buscar a alma da garota.
Shaka, Andromeda, Seya, Dohko, Hyogan e Ikki esperavam o assassino que estava incriminando Máscara da Morte o plano que eles tinham bolado estava indo bem e eles sabiam que logo o assassino ia aparecer ali para matar alguém e tentar incriminar o canceriano ainda mais.
Shun espalhou suas correntes pelo chão deixando-as levemente soltas, Hyoga usou um pouco do seu gelo para escondê-las. Shaka ficou esperando escondido em posição de lótus concentrado para ver se o homem assassino aparecia. Ikki ficou observando para ajudar eles no plano.
Não demorou muito um grito soou, mas antes que acontecesse qualquer coisa com a pessoa que estava sendo atacada Shun com suas correntes o enrolou por completo. Hyoga lançou seu trovão de aurora o congelando junto com as correntes então Shaka saiu de sua meditação e foi em direção ao bloco de gelo transparente o olhou bem nos olhos da pessoa.
- Hyoga descongele a cabeça dele – Shaka sorriu de lado e observou bem o homem vestia uma armadura meio diferenciada da deles, não lembrava nenhuma constelação, não pertencia a nenhum dos cavaleiros de Atena. A armadura ela de um metal parecia ferro, aço, algo nesse sentido, tinha um capacete com umas marcas estranhas e sem sentido.
- Que tipo de cavaleiro você é? – perguntou Shun o encarando.
- Não fui escolhido para ser um cavaleiro, mesmo tendo entrado para competir – ele fez uma cara de desgosto.
- Por que está matando pessoas e tentando incriminar o Máscara da Morte? – Hyoga estava furioso com ele.
- Eu quero o lugar dele, afinal ele deixou de ser o grande cavaleiro frio e sem coração que um dia fora.  Eu o admirava por ele matar pessoas e ver a dor no rosto delas com aquele sorriso dele. Eu sempre o admirei por isso, mas aos poucos ele foi se tornando um morto vivo que é hoje – ele cospe no chão.
- Como sabe matar como ele? – perguntou Shaka o encarado o fazendo gelar.
- Aprendi o olhando enquanto ele fazia com o seu cosmo, foi fácil copiar, mas ainda não está perfeito como o dele, porém é prazeroso ver a morte das pessoas – ele sorri e os encara.
Shaka suspirou fundo e disse:
- Vamos ver o que Atena fará com você – ele o encara. – Traga-o Shun – ele sai à frente para ir até a Deusa Atena, pois tinha sentido o cosmo dele há pouco tempo no seu lar.
- Não é melhor deixar que o Máscara resolva? – Ikki queria ver o sangue escorrer com aquele falso cavalheiro.
Shaka da um sorriso sínico.
- Ótima ideia Ikki – ele vira-se para Seya. – Chame a Saori – ele vira-se para Shun, Hyoga e Ikki. – Vamos para a casa do Máscara da Morte.

O falso cavalheiro gelou das cabeças aos pês...