sábado, 3 de janeiro de 2015

A recuperação.


            As horas se passaram rapidamente e Chichi ainda sentia o seu marido abraçado a ela com as narinas entre o seu pescoço e seu ombro, provavelmente dormindo, pois ele adorava dormir assim ao lado dela.
Virou-se vagarosamente para o lado dele o fazendo acordar.
- Hummm! È tão bom acordar e ver o seu rosto - ele encostou a testa dele na dela.
Ela sorriu a ele, o beijou e deixou uma lagrima molhar seu rosto. Goku a afastou e secou com o dedo.
- O que foi Chi? Já tem que ir? - ele a olhou dentro dos olhos dela.
- Sim, senhor Emmadaio me deu apenas algumas horas aqui.
- Ah!! - ele ficou triste. -  Eu queria que você ficasse aqui - ele fez bico.
- Eu também quis muitas vezes você comigo enquanto estava no outro mundo, mas não pude.
- Eu sei... - ele desviou o olhar, se sentindo culpado de novo.
- Ei... - ela ergueu o rosto dele com a mão e o fez olhar para ela. - Você não tem culpa de nada ouviu bem.
- Eu tenho... E muitas.
- Pare de se culpar meu gorilinha fofo, você sempre será meu e um dia nos encontraremos de novo. - ela levantou os cobertores, ainda nua e saiu para pegar um de deus vestidos no guarda-roupa. Ele levantou-se atrás dela totalmente nu, sem puder nenhum e a abraçou.
- Eu sei que nos encontraremos de novo, mas isso não muda o fato de eu não ter ficado mais com você, ter te protegido melhor do que eu deveria, eu nem pude impedir a sua morte - ele a soltou e olhou as suas mãos. - Meus poderes não bastaram...
- Shiuuu... - ela colocou o dedo nos seus lábios virando-se para ele pegando nas mãos dele de um modo carinhoso.
- Aquele ser tinha um poder diferente, ele usou algo que você não poderia impedir, além do mais eu sempre soube que eu ia ter que dividir você com o universo, ainda mais depois que soubemos a sua origem. - ela tocou o rosto dele e se vestiu na frente dele. - Então erga a cabeça e sempre vou ver se consigo fazer uma visitinha, já que eu tenho os meus privilégios por ser a esposa do sayajin mais forte do universo.
- Pelo ao menos meu status serviu para alguma coisa - ele deu um leve sorriso a abraçando bem junto de si.
Chichi retribuiu e afastou dizendo.
- Tenho que ir.
- Eu te levo com o meu tele transporte para o outro mundo - ele já ia levar os dedos à testa quando ouviu.
- Melhor não, eu não vou aguentar me despedir de você de lá - ela já deixava algumas lágrimas cair. Além do mais você está nu - ela deu um leve sorriso.
Ele não disse mais nada, apenas sentiu os lábios dela tocar os seus lábios em um beijo terno e saudoso para depois a sentir sumir em meio aos seus braços fortes, quando abriu os olhos ela não estava mais lá.
Ele foi até a janela aberta e olhou o céu já escurecendo e deixou algumas lágrimas cair e disse:
- Senhor Emmadaio, senhores Kaios, supremo senhores Kaios, ou até mesmo o grande senhor Kaio, o que eu faço para deixar a Chi do meu lado? O que eu tenho que fazer para que ela viva de novo? Digam-me!? Pois eu não consigo viver sem ela aqui... - ele olhou o céu orando a todos os deuses que ele conhecera no outro mundo para que a Chichi voltasse.
Ele podia ser o homem mais forte do universo, mas não estava conseguindo ser forte o suficiente em relação a partida da sua esposa para o outro mundo.
Ele sentia como ela se sentiu varias vezes e se perguntou varias e varias vezes como ela tinha conseguido passar o tempo que ela passou longe dele, quando ele estava no outro mundo.
Admirou ainda mais a força da sua esposa, pois ele via o quanto ela fora forte, muito mais que ele. Sorriu ainda olhando a janela e fez mais umas orações.
*******
Mais uns dias haviam se passado e Yana estava tentando usar os remédios que o medico passou.
 Mas naquele dia ela  lia um livro deitada no sofá, pois a sua grande teimosia havia deixando a sua irmã mais velha muito grilada  e Yuna sabia que ela poderia até morrer, mas a teimosa tinha que dar para trás e não dizer ao homem que estava grávida.
Yana lia atentamente o livro quando sentiu uma dor forte um pouco abaixo do seu ventre e deu um grito.
- Ahhhh! - viu a sua irmã chegar rapidamente e a olhar.
- O que foi irmã?
- AHAHAHA! - ela gritou de novo e sentiu o sangue escorrer pelas pernas e começar  a sujar a sua roupa.
Yuna viu e se desesperou.
- Temos que ir ao hospital, o mais rápido possivel.
- Meu filho, Yuna, salva ele - ela começou a chorar de dor e medo ao mesmo tempo.
Yuna a pegou e a colocou no carro a levando o mais rápido possível para o hospital.
Assim que chegou ao local já chamou alguém para ajudar e Yana foi levada da às pressas para a sala de cirurgia para ver o que acontecia.
O médico fez um ultrassom rápido e disse:
- Não há mais jeito... O bebê se foi... - ele se espantou com a velocidade que tudo aconteceu, pois só tinha acontecido em algumas dias.
- Mas a minha irmã ela vai ficar bem?
- Não sei, ela perdeu muito sangue e... Bom ainda teremos que fazer alguns exames para ver o que ocasionou essa rejeição no organismo dela.
- Faça doutor - Yuna disse determinada na sala de espera ao médico.
O médico fez que sim com a cabeça e foi examinar a irmã de Yuna.
Algumas horas depois ele voltou e disse:
- Ela está estável, perdeu muito sangue e esta fraca, mas deu tudo certo. .
- Entendi, ela ainda corre risco de morte?
- Sim, ela ainda corre.
- Por que ela perdeu o bebê assim? - Yuna já estava desesperada.
- Por que o sangue dela é negativo e do bebê e positivo, além do mais há algumas outras reações que não conseguimos identificar no sangue do bebê e as células dela reagiram em relação ao bebê. E sem o pai da criança não podemos fazer nada.
- Entendi - ela ficou triste e abaixou a cabeça. - Eu posso vê-la?
- Claro, me acompanhe -  acompanhou até o quarto e viu a sua irmã recebendo soro em suas veias, o aparelho mostrando o seus batimentos cardíacos na tela e viu o médico sair e fechar a porta.
- Oi irmã - ela viu a irmã entrar e parar ao lado dela, pegar a mão dela.
- Você vai ficar bem, eu sei  ela virou de costas para o médico.
- Espero que sim, mas eu quero que me prometa uma coisa - ela aperta a mão da irmã a olhando. Sua voz saindo meio abafada pelo tubo de oxigênio. - Se acontecer alguma coisa comigo, me prometa que não vai contar nada ao Goku. Você promete? - uma lágrima escorreu os olhos dela.
- Você é teimosa mesmo em? - ela deu um sorriso.
- Eu fui feliz, mesmo tendo poucos momentos com ele, eu me senti nas nuvens. Eu sempre soube que ele nunca ia olhar para mim da mesma forma que ele olha ou olhava a esposa, mas o pouco tempo que eu fiquei com ele foi mágico - ela sorriu lembrando das noites com ele. - Então deixa isso só para mim e deixa-o seguir em frente. - Você promete não dizer nada?
- Claro irmã, eu prometo sim - ela sorriu um sorriso meigo e ficou ali do lado da irmã.
*****
Goku olhava a janela e com um sorriso de orelha a orelha, quando ouviu alguém bater a porta.
- Entre! - ele disse enrolando a toalha na sua cintura.
- Pai, esta tudo bem? O senhor não desceu e ficou aqui esse tempo todo - Goten viu algumas roupas rasgadas pelo chão, à cama desarrumada o cheiro forte de sua mãe e do suor deles. - Mamãe ela esteve aqui?
- Sim - ele virou-se pelo filho. - Ela veio me visitar - ele estava sorrido de orelha a orelha.
- Por isso não desceu nem para lanchar nem nada. Safadinho! - Goten deu uma piscadela para ele.
Goku sorriu ao filho, saiu da janela, pegou sua roupa e vestiu, para logo ouviu o ronco do seu estomago.
- Que tal um peixe bem assadinho para nos comermos - ele foi para a janela.
Goten sorriu olhou o pai e viu que ele estava muito animado.
- Seus peixes são uma delicia, vamos lá - os dois saíram voando pela janela com Goku nunca cara muito feliz, ainda pedindo aos Kaioshins e kami-sama para que sua amada esposa voltasse de qualquer forma.
******
Os dias iam se passando, pouco a pouco Goku estava mais animado, ainda mais depois das visitas de sua esposa. Ele tinha uma esperança muito grande no seu coração e bom exatamente naquele dia ele estava treinando duro com o seu amigo e rival.
A sala gravitacional estava cheia de fumaça dos ataques e aos poucos ela foi saindo revelando dois sayajins acabados.
Goku pegou a toalha e enxugou o rosto sujo de sangue e suor, para depois sentar-se no chão da sala gravitacional.
- Anda bem disposto Kakarotto é a sua empregadinha? - deu um risinho de lado sentando-se ao lado dele e secando o suor.
- Está falando da Yana? - ele perguntou olhando o sayajin mais velho.
- Não, eu estou falando do Babidi. Idiota...  De quem  mais eu estaria perguntando? - ele  bufou para depois tomar um gole de água da sua garrafa.
- Não trabalha mais lá em casa, não deu para corresponder os sentimentos dela, além do mais Chichi me visitou há uns dois meses atrás - ele sorriu de orelha a orelha.
- Então é por isso que está animadinho desse jeito em? - ele o encarou com um olhar sínico.
Goku ficou rubro e desviou o olhar do dele e mudou de assunto
- Vegeta, há um tempo você me disse que  Nappa fez questão de que aos quinze anos você aprendesse como era o sexo... E que Nappa lhe fez um desafio e você foi obrigada a aceitar.  - Goku viu Vegeta o olhar fuzilando com os olhos, mas perguntou assim mesmo. - Qual era o desafio? - Goku perguntou, mas temeu o olhar mortal do amigo.
- Não é da sua conta - ele já ia se levantando.
- Me fala Vegeta, eu fiquei muito curioso, me fala?
Vegeta suspirou fundo, meio rosado virou o rosto e começou a dizer:
- Tínhamos terminado uma missão em um planeta, destruímos quase tudo, tinha sobrado poucas mulheres para ser escravas sexuais no planeta de Freeza e alguns homens para mão de obra. - ele odiava ter que lembrar, mas não tinha outro jeito. - Tínhamos dividido eu tinha ido para um lado e Nappa para o outro. Quando terminamos a missão nos encontramos dentro da nave. Foi quando ele me mostrou ela, uma humanoide de um corpo torneado, seios fartos, bumbum durinho, cabelos longos e meio azul esverdeado, ainda mais que o da Bulma e então ele disse:
- Peguei essa para você Vegeta, já que ainda é virgem e sabe da nossa tradição.
- Não quero lixo Nappa e não estamos mais em Vegeta - eu dei um passo para ir para o meu quarto quando ele a empurrou para mim, para que ela caísse nos meus braços.
- Duvido que consiga tomar ela para você, já que é virgem, além do mais se enjeitar um mulherão desses, ou será  um fraco e um mariquinha. - Vegeta abaixou a cabeça e sem encarar Goku. -  Aquilo ferveu o meu sangue, como ele havia ousado a desconfiar de mim. - Vegeta virou-se para o Goku. - Eu a peguei pelo braço e a levei para o meu quarto, mas ela chorava muito e eu não sabia nem por onde começava. Apenas olhei para ela e disse: - Fique quieta, eu não vou fazer nada com você - ela me olhou sem entender. - Eu não sei como fazer isso, ainda mais assim à força... No meu planeta é uma tradição aos trezes anos perder a virgindade, mas meu planeta não existe, mas e eu estou com quinze anos... - Eu a soltei e ela me abraçou de uma forma meiga, parece que ela me entendia mesmo não conhecendo a minha língua, então rolou sem mais nem menos, eu senti ela me beijar, para depois me abraçar, e... Já falei mais que devia... - ele estava muito rubro.
- Orgulhoso do jeito que você é eu achei que ia obrigar a menina - ele ria.
- Seu verme, não ria de mim - ele já ia partir para cima dele quando sentiu a mão de Goku o interromper.
Eles começaram um novo treino na forma normal.
*****
Yana já havia saído do hospital, apesar de ainda estar de repouso em casa, estava feliz, pois sempre se lembrava dos momentos gratificantes que esteve com Goku, sorria ao se lembrar da marquinha redonda perto do quadril bem montado em músculo, junto com aquele tórax sexy e bem delineado.
Começou a se sentir excitada, já que aquele homem tinha um corpo esculpido por deuses, mas ele nunca fora dela e nunca será. Ela sempre soube disso, mesmo estando grávida dele, mas sem saber ao certo a razão do seu aborto preferiu  ficar na sua e não falar nada com ele. Agora ela se recuperava e estava muito bem, depois da perda do bebê. Viu a sua irmã chegar e olhar ela lendo um livro no sofá com um sorriso de orelha a orelha.
- Estava pensando nele de novo? - Yuna sorriu brincalhona.
- Sim, nunca vou me esquecer do meu herói, mas ele não é meu... - ela sorri fecha o livro. - Vou descansar um pouco lá em cima.
- Depois vamos arrumar algum lugar para ir, sei lá sair um pouco. - Yuna sentia sua irmã triste, pois ela não conseguia esquecer seu amado.
Apesar de tudo ela nem pode ficar com a lembrança dele para ela, seu filho.

Yuna tinha vontade de correr até aquele homem e dizer tudo que aconteceu, mas ela tinha uma promessa e ela teria que cumprir, pela sua queria irmã caçula e orava aos deuses para encontrar uma pessoa que a valorizasse e a fizesse esquecer aquele amor que ela tem em seu coração. 

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