Em um país muito conhecido por
ter tirados negos para ser levados as terras das américas para ser escravos bem
no meio de estado chamado Nigéria, escondido de toda a população humana havia
uma tribo de negros chamados Oriene.
Nessa tribo o rei tinha
descoberto muitas riquezas que ele não sabia que eram riquezas, mas para ele
era e seu povo sempre era próspero e escondido de toda a humanidade onde só
tinha acesso por eles mesmo por trilhas e barcos pequenos que eles utilizavam
para pescar, caçar, procurar pedras bonitas para os adereços das mulheres da
aldeia e se locomover pela mata.
Poderia acessar por céu, mas a
época ainda não existia helicópteros, nem carro, nem aviões. Mal haviam barcos
motorizados e os que tinham eram construídos por esses negros que viviam nessa
tribo, tudo era novo para eles e então e nesse momento que começa a lenda.
Em uma noite de lua cheia com
o céu carregado de estrelas Mariene sente forte dores e começa a entrar em
trabalho de parto o rei seu esposo Obae fica preocupado e manda chamar a
parteira da tribo e logo a mesma chega em sua cabana para fazer o parto.
Todos da aldeia estavam
ansiosos para a chegada do filho do rei da aldeia.
Após algumas horas a Mariene
dá à luz a duas crianças, uma negra como a escuridão da noite sem nenhuma
estrela e a outra branca como as nuvens do céu durante o dia.
A parteira entregou as meninas
gemias a Mariene e o rei então disse:
- E certo o que eu estou
vendo? – ele perguntou em um linguajar africano que só eles compreendiam.
- Eu não sei, melhor chamar o
curandeiro da aldeia – ela olhou a Mariene cuidando das filhas e mesmo que
fossem diferentes ela as amava igual.
Não demorou muito o curandeiro
chegou à cabana do rei e viu as garotas no colo de Mariene mamando.
Ele ficou muito assustado
afinal nunca tinha visto isso acontecer durante sua vida e olha que já vivera
muito.
- Essa garota não pode ficar
aqui, é um mal presságio dos deuses, se ela ficar causara catástrofe em nossa
aldeia. – o curandeiro da aldeia falou
junto a Mariene.
- Como uma criança pode trazer
catástrofe? – ela ficou meio sem saber.
- Magestade essa criança que
não é negra não pode ficar na aldeia é um mal presságio.
Mariene olhou seu marido e ele
nunca deixava de ouvir o curandeiro e pediu para que todos saíssem e os
deixassem a sós.
- Minha amada, não sabemos o
que isso significa, temos que ouvir o curandeiro, ele sabe das coisas.
- Mais meu amor ela também é nossa
filha – ela passou sua mão no rosto da menina e ela abriu os olhos mostrando o
azul da cor do céu.
- Olha esses olhos, são
estranhos, a cor dela também é estranha, não sabemos o que os deuses pretendem,
mas melhor não deixa-lá aqui.
Mariene deixou uma lagrima
cair em seus olhos e afagou a menininha recém nascida.
- Eu te amo mesmo você sendo
de cor diferente – ela entregou para o marido e o mesmo colocou em uma cesta e
saiu a noite levando a criança pela mata sem saber o rumo que ia tomar a menina.
****
O rei
caminhou por uma trilha por hora e horas que o dia já havia amanhecido e então
colocou o cesto em formato de barco no rio.
- Nos
perdoe minha menina, se cuida e fica bem e que um dia o ciclo possa trazer você
de volta.
O rei
colocou a criança no rio e ela começou a ser levada o rei retornou a sua aldeia
com a fé de que nada de mal poderia acontecer.
Depois ele
caminhou de volta pela trilha e quando chegou novamente a aldeia já estava
escurecendo.
Ele entrou
em sua cabana e viu sua esposa amamentar a outra criança e disse:
- Será que
foi certo?
- Eu não
sei meu amor, mas eu a amo independente de como ela tinha nascido – Mariene
chorou copiosa no ombro do marido.
****
O cesto barco navegou rio abaixo sem rumo, com
o choro de uma criança ecoando pela floresta, foram dias, noites e a criança
com fome, sede e suja e logo ela encostou em uma barragem com uma casa
solitária e foi nela que a criança encontrou uma senhora que ouviu seu choro e
caminhou até a barragem e a pegou a olhando.
- Oh! Como
uma garota branca esta em meio os negros em – ela sorriu balançando a garota em
seus braços e começou a cuidar dela.
A mulher
era uma velha bruxa negra que morava sozinha e começou a cuidar do bebê deu ate
um nome a ela Yonarxim aquela que vem do rio.
O tempo
foi se passando e Yonarxim foi crescendo e mudando a cor da sua pele para um
moreno mais acentuado e tomando belas curvas, além de ficar com seus belos
olhos azuis que lembrava o seu. Ela aprendeu vários tipos de cura com aquela
senhora, mas com o tempo descobriu que tinha um poder oculto o poder de
sensualizar, fertilizar, além de saber decifrar qualquer tipo de pedra preciosa
sem saber se era realmente valiosa, além de dominar todos os rios e cachoeiras
do local, ela pode trazer o sol e a chuva quando ela bem entender.
******
Na aldeia
Yansanai também crescia alegre com a família real que continuava do mesmo modo,
porém Mariene nunca esquecera a filha que por ser diferente poderia ser um mal
presságio e naquela noite ela olhava o céu negro carregado de estrelas orando
para que sua menina estivesse bem e a salva, afinal ela a amava, e nunca deixou
de ama-lá mesmo que não pudesse ter ao seu lado e o rei vendo ali olhando as estrelas
disse:
- Quem
sabe ela não vire uma Deusa bela e olhe por nós – Mariene abraça o seu marido
Obae com um sorriso nos lábios pensando que sua filha poderia ser uma deusa e
poderia olhar por eles.
*******
Muitos
anos se passaram e o rei perto de morrer ouviu sobre a lenda de uma deusa
chamada Yonarxim.
A lenda diz que é uma deusa
que foi enviada aquela tribo para trazer prosperidade e abonança aquele povo,
mas o rei ficou com medo de sua cor diferente, afinal não conhecia, não sabia,
não existia ninguém ali de olhos azuis e pele morena cor de jambo mas que tinha
nascido branca como leite.
Yonarxim
ficou isolada nessa casa até descobrirem que ela era uma deusa mandada por um
deus chamado Galion para ajudar o rei Obae, por ele ser muito generoso com seu
povo, mas agora Yonarxim é do povo de toda a Nigeria e ajuda com os seus
poderes todos que precisam e vai onde eles a chamam, para curas, para acolher
as crianças que nascem e quem chama ela colhe com amor e sabedoria para cuidar,
afinal era fora acolhida em um lugar que ela jamais imaginava que ela fosse
parar.
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