Era uma manhã fresca
carregada de uma brisa silenciosa e que só se ouvia o uivo do vento bater nas
doze casas.
Mais um dia monótono sem
quaisquer novas lutas ou problemas em relação à Saori, a atual deusa Atena. Ela
nem estava no santuário tinha ido viajar mais o seu noivo Seiya.
Na casa de peixes Afrodite
curtia suas flores, e cuidava delas com muito carinho enquanto o vermelho
cintilava com as gotas de orvalho, o branco realçava a cor de seus olhos e as
rosas negras dava um ar de melancolia.
O pisciano adorava olhar as
suas belas rosas, era a sua maior
diversão.
Sentia falta de lançar
alguma rosa e ver ao menos as brancas se tingirem de marfim com o sangue do
inimigo, mas agora eram novos tempos, apenas lhe agradava o perfume das mesmas
em suas sensíveis narinas.
Saga foi se divertir com o
seu irmão gêmeo Kanon, afinal eles tinham que conhecer melhor, pois após a
derrota de Hades, ele pode ter o privilégio de conhecer o seu irmão gêmeo.
Camus havia indo ensinar
novos golpes ao seu discípulo Hyoga, pois o garoto precisava de um reforço.
Dohko tinha ido para as
montanhas treinar enquanto seu discípulo Shiryu fazia companhia a Shunrei, já
que a bela dama tinha certa quedinha pelo o cavaleiro de dragão.
Mascara da morte estava em
passeio no submundo, como sempre visitando as profundezas e pensando em novas
cabeças para moldar as madeixas das mesmas e enfeitar a sua casa.
Aiolia estava em um passeio
com sua atual namorada Marine, seu namoro evoluía ainda mais com a amazona
mestre de Seiya. .
O passeio era bem agradável
e vira e mexe eles trocavam palavras de amor e caricias. Meloso de mais para um
leonino é uma amazona que veste a armadura de prata de águia. Mas o que o amor não faz, não é?
Milo estava muito bem
acompanhando em sua casa, com sua bela dama grega se deliciando no veneno mais
picante e delicioso a luxuria. O cavaleiro se deleitava em baixo dos lençóis em
seu quarto na casa de escorpião.
Shura bom esse ninguém sabia
o seu paradeiro, afinal o capricorniano nunca ficava muito fixo em sua casa.
Talvez tivesse ido ver as touradas no seu país de origem, Espanha, afinal ele
tinha essa tendência de gostar das grandes touradas e ouvir o povo gritar olé.
Mu estava sem a sua armadura
com a sua roupa típica que usava em sua terra natal Jamiel. Uma camiseta
amarela, um chalé vermelho por cima, um cinto branco, sapatilhas pretas com
umas cordas que subiam até o meio da batata da perna, seus cabelos lilás sendo
levando pelo vento em um rabo de cavalo. Ele olhava o céu lindo e azul, os
pássaros a piar ao longe.
Aquela monotonia o matava.
Resolveu ir até a casa de
virgem para ver e espantava a chatice e a monotonia do momento.
Assim que chegou a casa do
virginiano ele escutou a voz de Shaka ao longe.
- O que você quer Mu? –
perguntou o virginiano em posição de lótus e olhos fechados.
- Só queria uma companhia
para um passeio matinal. Afinal estamos todos no mesmo barco.
- Vá chamar Aldebaran, ele
que gosta de dar voltar por ai feito um touro atrás de um tecido vermelho.
Aproveita é da umas mugidas com ele, já que seu nome começa com Mu – o indiano
permaneceu de olhos fechado e na mesma posição e deixou a suavidade da sua voz
sair.
- Primeiro o Aldebaran não
está na casa dele, pelo que eu fiquei sabendo o taurino foi ao país dele,
provavelmente está comendo pequi em Goiás, ou sambando pelo Rio de Janeiro com
alguma mulata. Também não sou boi para ficar mugindo por ai junto com outro
boi, ou melhor, bezerro desmamado. E você está muito mal humorado para estar em
meditação. Onde está a sua brilhante paciência indiano fajuto?
Shaka se levantou nervoso,
ainda vestindo a sua armadura, o virginiano caminhou em direção ao ariano.
- Quer ficar sem seus cincos
sentidos, Mu?
- Não Shaka – Mu deu um
passo atrás e balançou as mãos. – Mas queria sair dessa monotonia que anda o
santuário, da uma volta pelos vilarejos sei lá, mas ir sozinho é chato – Mu o
olhava do mesmo modo.
- Mu eu não sou dama de
companhia, além do mais você não faz o meu tipo.
Mu revirou os olhos e
resolveu não insistir, Shaka estava pior que mulher com TPM.
Virou de costa e começou a caminhar
e ouviu a voz de Shaka.
- Espere! Eu vou... – ele se
levantou, abriu os olhos espichou bem os braços e as pernas. – Ficar assim o
tempo todo já está me dando cãibras, meu corpo está todo dormente.
- Oh! Mas eu achei que o
senhor virginiano tinha acabado de me dar um tremendo de um fora – ele estava
irônico, afinal Shaka tinha ofendido ele duvidando da sua masculinidade.
Shaka mancava de cãibras,
aquela posição o matava e ele precisava espichar as pernas.
- Vamos de uma vez antes que
eu mude de ideia – resmungou o indiano.
- Você vai de armadura? – Mu
olhava para Shaka todo em ouro.
Revirou os olhos e tirou a
armadura ali mesmo ficando só com uma túnica branca presa pelo ombro por um
broche em ouro na lateral direita mostrando parte do seu tórax, seus cabelos
loiros descendo pela sua costa. A túnica descia até próximo aos seus pés e um
chinelo indiano em cor marfim.
- Satisfeito ariano? –
perguntou ele de olhos abertos.
- Bem melhor.
- Então vamos de uma vez, por
que ficar aqui meditando está um saco.
Mu deu um sorriso e os dois
começaram a caminhar conversando animadamente sobre os podres dos demais
cavaleiros, pareciam duas fofoqueiras de plantão que falavam sempre mal da vida
dos outros.
Mas quando não tem o que
fazer, dá em fofoca da vida alheia para passar o tempo.
****
Shaka e Mu caminhavam distraidamente
olhando a paisagem, passando pelas vilas, próximo ao santuário, querendo se
distrair e fazer com que o tempo se passar. Estavam tão distraídos ali que nem
viram quando chegaram a um vale coberto por uma grama verde, alguns pinheiros
espalhados, grandes árvores, umas com flores, outras com frutos, outra com
flores e frutos, alguns arbustos com pequenas flores espalhadas, uma pequena
cascata de água escorrendo limpa e cristalina que dava para ver os peixinhos
que escorria entre pedras, o sol dando um ar de imponência e refletindo seus
raios pela água e pelo verde dando um ar de misticismo e encantamento ao local.
- Isso sim é um ótimo lugar
para meditar e relaxar.
- Shaka, larga essa vida de
indiano, curte a natureza um pouco.
- Deixa de ser chato Mu e me
deixa meditar em paz – Shaka se colocou em posição de lótus debaixo de uma
arvore, fechou os seus olhos e ficou ali parado.
- Como ele consegue ficar
assim o tempo todo? – Mu se perguntou deitando a grama e olhando o céu azul, os
pássaros a voar e piar pelo céu e pelas arvores, algumas borboletas volitando.
Estar ali olhando a natureza
era melhor que estar na casa de Áries olhando para o nada.
Mu fechou os olhos com as
mãos debaixo da cabeça e ficou apenas ouvindo o cantar dos grilos, cigarras e
pássaros.
De repente eles ouviram
risadas finas e divertidas, quebrando o som da natureza.
Mu abriu um dos olhos e não
viu nada.
Agora ele ouviu palavras.
- Olha essa flor Lina que
linda, parece você, delicada e tímida.
- E aquela borboleta parece
você Kiria, gosta de aparecer e muito extrovertidas.
- A para! Agora vamos ficar
nos comparando com os bichos conosco – ria Kiria.
- A mais é bom – falou Lina
um pouco vermelha.
- Ei, Shaka!
- Estou em meditação, não me
amole – a voz calma saiu meio baixa.
- Está ouvindo?
- Claro, além de não ser
surdo, eu tenho a audição mais apurada que a sua, seu carneiro desolado.
- Melhor ser um carneiro desolado,
do que um virginiano que ainda é virgem.
- Posso ser virgem, mas eu sei
tratar uma mulher melhor que você. Além do mais eu mantenho a minha alma pura.
Não saiu por ai ficando com qualquer uma como você.
- Não fico com qualquer uma
Shaka, apenas curto o momento, é diferente – Mu falou nervoso encarando.
E Shaka abriu os olhos em
raiva e dos olhos de Mu saiam faísca.
As vozes alteradas dos dois
homens haviam chamado à atenção das meninas que foram até lá e ficaram olhando.
- Lina quem será eles? –
perguntou Kiria em sussurro olhando os dois lançar farpas um no outro.
- Não faço ideia.
- São lindos, não são? –
Kiria sorria de orelha a orelha os olhando. – Eu achei o de cabelo lilás tão
divino.
A morena ficou rubra,
colocou as mãos no rosto tampando para esconder o rubor.
- O de cabelos loiros tem
certo charme - sussurrou ela de uma forma que Kiria mal pode ouvir.
- Ai Lina, deixa a vergonha
de lado e vamos até lá falar com eles.
- A não Kiria, de jeito
nenhum. Vai você, eu fico aqui – ela virou de costas evitando olhar os dois.
- Está bem, mas eu vou
trazer o loiro aqui. O que acha?
- Que? Você ficou maluca? – ela pendeu um pouco para
frente com as mãos na cintura e muito rubra.
- Não fiquei maluca. Você gostou dele, não foi? – Kiria deu um
sorriso e uma piscadela.
- Sim – sussurrou a garota
de cabeça baixa.
- Você não tem jeito – Kiria
deixou a sua irmã ali a aguardado enquanto o vento batia em seus cabelos
castanhos balançando e ela ia em direção aos dois cavalheiros discutindo
debaixo de uma árvore.
- Olá rapazes! – Kiria fez
os dois olharem assustados, não sabia que elas iriam ali.
Shaka virou o rosto e viu a
dama que estava mais distante de cabeça baixa mãos unidas próximo ao colo, seu
rosto rubro, seus cabelos castanhos médios sendo levado pelo vento. Shaka
sorriu e saiu de sua posição.
- Olá! – Kiria cumprimentou
enquanto Mu babava na garota de cabelos castanhos diante dele, sendo
extrovertida, sem timidez, com um grande sorriso no rosto, grandes brincos nas
orelhas, um batom rosado nos lábios, uma roupa que lembrava uma cigana.
- Olá – Mu mal respondeu,
pois olhou a garota com seus olhos verdes de cima em baixo.
- Tudo bem com você? – Kiria
deu um passo aproximando dele.
- Tudo – ele não parava de
olhar os seus olhos castanhos e delicados.
- O que faz por aqui? – ele
buscava assunto.
- Estava me divertindo com a
minha irmã Lina. Moramos na vila – ela apontou em direção à vila.
- Fica bem perto do
santuário – Mu aproximou um pouco dela.
- Sim é bem perto e fico bem
tranquila sabendo que os cavaleiros de Atena estão nos protegendo.
- É mesmo?
- Sim.
- Como se chama? – ela uniu
as mãos diante do colo, ficou as balançando e inquieta com o nervosismo.
- Me chamo Mu – ele pegou a
mão dela e a beijou como um cavalheiro. – E a senhorita tem nome?
- Kiria – ela deu um sorriso
meio ingênuo e começaram a se conhecer.
***
Shaka foi automaticamente em
direção à mocinha que mais parecia um bichinho assustado. Lina queria sair dali
correndo, pois havia percebido que ele ia em direção a ela.
Lina estava muito vermelha,
mal conseguia erguer a cabeça, quando sentiu o virginiano tocar-lhe as mãos.
- Tu és a mais bela das
flores do jardim proibido – Shaka a fez erguer o rosto e olhá-lho.
Lina desviou seus olhos
castanhos dos olhos azuis de Shaka, seu rosto rosado encantou o virginiano.
- Bela dama, sua beleza é
tão grande que eu até esqueci o caminho da Índia. Queira por gentileza dizer o
nome da flor mais bela desse jardim de ébano?
- Lina – um sussurro saiu da
boca da moça, mas foi o suficiente para que Shaka achasse que fosse como uma
bela melodia Sarangui. – E o seu... – a voz da menina saia como
sussurros melódicos em um tom perfeito.
- Minha deusa, sua voz é uma
grande melodia para os meus ouvidos – a deusa grega do amor acertou cavaleiro
em cheio. – Prazer, meu nome e Shaka – pegou a mão dela e deu um leve beijo na
costa da mesma.
Shaka também começou a
conversar com a garota tímida e que chamou muito a sua atenção, queria saber
tudo dela, sua vida, o que fazia; seu signo do zodíaco para ver se combinava.
O mesmo acontecia com Mu e
Kiria eles se conheciam, queriam saber mais um do outro.
Tudo corria bem entre os
casais.
O cupido tinha acertado a flecha
em seu coração direitinho, ou será que foi o Seiya com o seu meteoro do amor?
Não se sabe ao certo, mas os dois cavaleiros estavam caidinho pelas garotas.
****
Mu olhava a garota sentada
próximo dele conversando animadamente e quando ela parou ele disse:
- Eu gostei muito de você,
Kiria – Mu pegou algumas mechas do cabelo castanho dela. – Eu sinto as ondas do
puro amor me envolver. É como se Afrodite tivesse lançado uma poção do amor em
mim.
- Mu você é um fofo, sem
falar que também é um cavaleiro de Atena, um de ouro ainda por cima, me sinto
como eu quisesse cantar uma canção com você.
- Então cante!
Kiria ficou meio rubra e
começou a cantar.
- Pra
você eu espero ser uma voz. Uma luz. Um momento de paz. Pra velar seu sono –
Kiria parou deu um sorriso.
-Você tem a voz linda – ele
passou a mão em seu braço. - Poderíamos ficar juntos se você
quiser – Mu a encarou de um modo fundo. queria dar um beijo nela, mas ela se
afastou.
- Está indo um pouco rápido
se mais não?
- O tempo é curto para um
cavaleiro solitário como eu. Quero ouvira sua voz varias vezes – ele
aproximou-se um pouco mais dela.
Kiria riu alto e disse:
- Isso tudo e carência senhor
cavaleiro de ouro de Áries?
- Eu quero seguir a voz do
meu coração, Kiria.
Kiria levou mão em seu
pescoço e sentiu falta de algo?
- Onde está a minha
correntinha?
Mu se assustou quando ela
mudou de assunto do nada e afastou um pouco.
- Correntinha?
- Sim, era uma gargantilha
muito importante para mim, eu ganhei há muito tempo – Kiria soou meio triste e
olhava para todos os lados.
- Que jeito era ela?
- Tinha um carneirinho em
ouro como pingente e era em ouro também. Droga! – ela se levantou e começou a
procurar e Mu começou a procurar com ela.
****
Enquanto Mu procurava a
gargantilha de Kiria junto com ela. Shaka conversava com Lina intertido sem
saber o que acontecia.
- Eu sinto algo estranho em
meu coração.
- Está com alguma dor? –
perguntou ela esfregando as mãos diante de seu colo e em pé tentando não olhá-lo.
- Não, eu que estou ligado em
seu ser e quero que você me ensine o que é o amor, me ensina a amar – ele tocou
o rosto dela com as mãos e toda a paciência do mundo. – Esperarei o tempo que
for preciso.
Lina apenas sorriu e olhou a
sua mão.
- Oh! Não!
- O que ouve minha flor
delicada?
- Eu perdi um anel muito
importante para mim – ela deixou uma lagrima cair.
- Anel? – o virginiano ergueu
a sobrancelha loira e limpou a lágrima da moça com o seus dedos polegares,
usando as duas mãos.
- Sim, ele era muito
importante, uma pessoa me deu há muito tempo.
- E como ele era? – perguntou
Shaka preocupado.
- Ele era dourado com uma
pedrinha de uma espécie de anjo de joelhos, parecia estar rezando.
- Vamos procurar – o
virginiano deu a mão a ela e os dois começaram a procurar.
Kiria e Mu procuravam de um
lado e Shaka e a Lina do outro até que voltaram ao ponto que eles haviam se
visto pela primeira vez.
- É uma pena – falou Lina
olhando para o chão eu queria tanto o meu anel de volta.
- Mana, eu também queria o
minha gargantilha de volta, mas não achei – Kiria ainda olhava ali perto.
Quando os dois cavaleiros
sentem um cosmo maligno se aproximando.
- Mas o que significa isso? –
perguntou Mu sério e passando a frente de Kiria.
- Achei os espectros tinha
indo embora junto com Hades – Shaka também se pós à frente a garota.
- Eu também achei – Mu
colocou uma muralha de cristal para proteger as garotas.
- Acho que o nosso dia está
melhor do que esperávamos – Shaka da um sorriso lateral e olha para frente e vê
dois espectros.
- São dois? – Mu ficou
assustado, mas logo se recopos.
-
Vamos ter que agir – Shaka fechou os olhos e chamou a sua armadura e logo elas
vestem neles.
O mesmo faz Mu e sua armadura também o veste
rapidamente.
As duas garotas se olham,
conheciam aquela cena se lembrando de que tinha que fazer.
Mu olhou para trás e não entendeu enquanto um dos espectros disse:
- Ora se não é os cavaleiros de Áries e Virgem.
- Será uma honra acabar mais uma vez com esse virginiano de merda.
- Com certeza.
Mu acumulou o seu cosmo e lançou a extinção estrelar.
Shaka lançou uma rendição divina, mas nenhuma surtiu efeito.
- O que? – se perguntaram quando viram que eles vinham novamente na
direção e um deles disse:
- Isso vai ser fácil de mais – riu um dos espectros malignamente.
Eles começam a correr e a lutar, usar os seus cosmos ao extremo tentando
proteger as garotas, mas era tudo em vão.
As garotas sabem exatamente o que eles vão fazer e com o cosmo delas
quebram a barreira de Mu e ficaram na frente dele e sem dar tempo de nada as
duas são atingidas em cheio.
- Nãooooooooo! – Mu corre até Kiria.
Shaka também corre em direção a Lina.
- Kiria resista, por favor - ele olha e só vê ela machucada em seus
braços.
- Adorei te conhecer Mu e espero um dia te encontrar no além.
-Kiria, por favor... – Mu deixou umas lágrimas cair de seus olhos azuis marinhos
e aproximou os seus lábios e a beijou sendo correspondido ternamente.
***
Shaka também estava com Lina em seus braços, sentia que a vida da moça se
esvairia pouco a pouco, sentia que nunca mais ia vê-la.
- Por que minha flor de ébano? Por quê? – ele a olhava ela delicadamente
para o rosto branco.
- Por que esse é o nosso destino – ela deu um sorriso tímido e sentiu os
lábios macios de Shaka tocarem os seus em um beijo terno.
Um barulho ensurdecedor soou no meio daquele vale fazendo com que o
ariano e o virginiano se sentassem rapidamente na grama e olhassem de onde
vinha o barulho.
- O que vocês estavam sonhando? – perguntou Aldebaram com uma buzina
spray em uma das mãos um buzina spray a outra enroscada na cintura de uma
mulata afro-brasileira vestida em uma mini saia, uma blusa amarrada no pescoço,
seus cabelos afros em um volume bonito e razoável.
Aldebaram vestia uma bermuda verde com flores amarelas e uma camisa gola
polo com um colar havaiano no pescoço, uma chinela havaiana no pé.
- Como vocês podem dormir em um lugar desses.
- Aldebaram seu bezerro desmamado, eu vou te matar – Mu gritou
enfurecido.
- Esse brasileiro inútil tinha que aparecer logo agora – Shaka
levantou-se e estava a ponto de tirar todos os sentidos de Aldebaram quando
olhou para todos os lados.
- Ei Mu!
- O que foi Shaka? – perguntou ele o olhando.
- Onde estão as garotas? – perguntou vasculhando em todos dos lugares e
não as viu.
- Acho que agente estava sonhando Shaka – Mu tinha ficado triste e também
olhou para todos os lados e suspirou fundo.
– Eu tenho certeza que foi só um sonho Shaka.
Viu pequenos grãos que pareciam areias, ou um pó colorido qualquer em suas
roupas.
- O que é isso? - perguntou
Aldebaram apontando para as roupas deles. – Vocês estavam brincando com
purpurina – riu em um tom de critica.
Mu e Shaka olharam as roupas e viram os pontinhos coloridos realmente
parecendo um pó ou purpurina, se olharam e ergueram as sobrancelhas um olhando
para o outro.
Começaram a andar por ali e Mu viu umas coisas de metal brilhante e
disse:
- Ei Shaka da uma olhada nisso – ele desenterrou a gargantilha e um pouco
mais adiante tinha um anel.
- Será que foi real? – perguntou Shaka olhando o ariano.
- Ei Aldebaram, você viu duas garotas por aqui enquanto agente estávamos
dormindo.
- Não. – ele respondeu atarracado na cintura da mulata, mas que vocês
faziam uns biquinhos enquanto dormiam, isso faziam. Foi muito engraçado – riu
ele se lembrando dos dois tentando beijar a grama enquanto dormiam.
Mu e Shaka se olharam e dois olharam os seus objeto em suas mãos.
- Vamos falar com o Dohko e o Shion, talvez eles possam nos explicar
alguma coisa – Mu ainda se sentia estranho com tudo que havia acontecido, ou se
era um sonho, ou realidade, as garotas que eles haviam encontrado.
- Eu não sei o que esta acontecendo, mas acabei de chegar do Brasil e
estou indo para minha casa de touro curtir a mulata aqui – sorriu Aldebaram
animado.
- Não sabia que gostava de vacas Aldebaram, achei que touros eram as suas
preferências sexuais – riu Mu e se teleportaram para a casa de Libra.
Encontraram dois velhos jogando xadrez.
- Mestre!
- O que foi Mu? – perguntou movendo a peça sem olhá-lo.
- Pode dar uma olhada nesses itens – estendeu a gargantilha e Shaka
mostrou o anel.
Shion arregalou os olhos e se levantou caminhando até onde os dois
estavam.
- Dohko, olhe isso? – ele mostrou ao libriano.
- Não pode ser! – ele estava abismado.
- Onde encontraram esses pertences? - perguntou Dohko com os olhos
esbugalhados.
- Perto da Vila Santa, ali perto da floresta.
Shion caminhou até um antigo armário, pegou uma caixinha de musica, deu
corda e a abriu.
A caixinha começou a tocar:
Lá no final
Há um lugar
Ondas de puro amor
Vão nos envolver
Feito o mar
Há um lugar
Ondas de puro amor
Vão nos envolver
Feito o mar
- Essa musica... – Mu se lembrou imediatamente da voz da moça.
- Eu imaginei que tinha ouvido ela Mu – Shion voltou-se para seu
discípulo. – Muito antes de o Hades aparecer novamente tivemos uma guerra santa
a mais de duzentos anos atrás e nesse local que vocês estiveram um cavaleiro de
ouro de virgem chamado Asmita e um cavaleiro de Áries chamado Shion lutaram
bravamente para proteger duas lindas garotas, mas antes que eles impedissem o
pior... Foi quando tudo aconteceu, elas morreram em um ataque dos cavaleiros das
sombras do submundo.
Os dois cavaleiros acabaram por ter uma queda pelas garotas, mas
infelizmente o antigo Hades era muito mais forte e os cavaleiros das sombras
também, elas morreram jurando que um dia elas iam ser felizes. – Shion sentiu
uma lagrima escorrer em seu rosto.
- Então o senhor se apaixonou pela Kiria, mestre? – Mu queria entender.
- Sim, mas naquela época não dava para ficarmos juntos a guerra havia
começado e logo depois da morte delas, Asmita também deu a vida para purificar
o rosário que o Shaka usa atualmente.
- Eu entendi – Shaka finalmente deixou a sua voz sair. – De alguma forma
nossos signos estavam ligados a elas.
- Como as conheceu mestre? – perguntou Mu, ao seu mestre.
- Da mesma forma que vocês em seu encontro astral – Shion deu as costas a
eles. – Foi isso que vocês dois viveram, um encontro astral.
- Entendo – Mu ficou triste, caminhou até o seu mestre e estendeu a
pequena gargantinha a ele. – Era dela, não era?
- Shion a pegou e olhou.
- Sim, era – olhou a gargantilha lembrando-se do que dia que deu a ela, o
pequeno carneirinho em ouro feito com um pequeno pedaço da sua armadura. Ele
não quis contar esse detalhe ao seu discípulo.
- Então ela lhe pertence, mestre – Mu saiu os deixando ali.
Shaka olhou o anel e sabia por que motivo ele tinha aquele anjo de
joelhos, suspirou fundo e sabia que aquele anel pertencia ao seu antecessor,
mas ele não estava mais ali então agora pertencia a ele.
“Pelo ao menos eu ficarei com uma lembrança, mas o Mu não pode ficar com
nada.” Pensou ele olhando o ponto vago que o amigo deixara.
Shaka resolveu ir para a sua casa, iria meditar e talvez sonhar com
aquela garota novamente, mas isso não se sabia ao certo.
Já Mu sentou-se no degrau de sua casa e olhou o céu que começava a tingir
de negro por a noite estar chegando, um suspiro fundo e um ar de tristeza no
seu rosto angelical, sentiu que talvez nunca fosse feliz ao lado de alguém
afinal nunca teve muita sorte com mulheres não era agora que teria.
Ele sentiu se deprimido e talvez ele ficasse um bom tempo em sua casa
vendo o tempo passar e esperando que um dia, talvez ele possa encontrar
novamente a moça de cabelos castanhos que esteve em seus sonhos, ou talvez
aquilo fosse real de mais, vai saber.
Fim.
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