Desde o dia que ela viu o
homem de cabelos prateados no Yoshowara, ela se encantou com ele, já que o
samurai tinha uma coragem, determinação quando se trata de ajudar alguém ou um
amigo próximo.
Ela nunca se imaginou
gostando de algum homem, mesmo sendo treinados para ser uma guardiã Hyakka, na
cidade, onde os homens tinham os seus desejos mais obsenos saciados, no
Yoshowara e foi ali que ela o conhecera e ele a ajudou a tirar ela dali junto
com a sua amiga Hinowa.
Suspirou fundo e não sabia
como se declarar, ou ao menos demonstrar o que sentia.
Precisava falar com alguém
para saber o que fazer e nada melhor que a sua amiga para ajudá-la a entender
os seus sentimentos.
Hinowa também não era mais
do Yoshowara, ela não era mais o sol daquela escuridão.
As duas haviam marcado em
uma sorveteria no centro do Edo e logo ela viu a morena sentada em uma cadeira,
com o cotovelo apoiado na mesa que estava sobre a calçada e era coberta com um
guarda-chuva decorado. O sol de verão fazia a garota suar um pouco e a loira
puxou a cadeira se sentando de frente a morena.
Tsukyo estava suando mais
que tampa de cuscus, pois não sabia por onde começar a conversar com a amiga.
Ela esfrega um pouco uma mão a outra e tenta começar.
- Eu...
- Eu sei o que quer Tsukyo –
a morena de olhos verdes deu um sorriso, pois conhecia a loira a tempo e já
sabia exatamente o problema dela.
- Sabe? – ela ergueu a
sobrancelha querendo saber.
- Sei sim! E a palavra é
homem, ou melhor, certo ex-samurai de cabelos prateados.
- Como você pode acertar em
cheio? – perguntou a loira tentando disfarçar o seu incomodo ao falar do
Gintoki.
- Ora! Eu sou a sua amiga,
sei tudo que se passa nessa cabecinha e nesse coraçãozinho.
Enquanto as duas conversavam
Shinpachi passa por ali e viu a loira sentada com a morena, na curiosidade foi
se aproximando vagarosamente e se escondeu próximo onde as duas estavam
conversando.
Diz que a curiosidade matou
o gato, mas Shinpachi que com sua curiosidade estrema resolveu abrir bem os
ouvidos para tentar ouvir a conversa das duas.
Tsukyo depois de conversar
com a amiga finalmente entendeu o que o seu coração de guardiã dizia e por fim
ela disse:
- Mas como eu faço para
dizer ao Gintoki que eu gosto dele? – ela perguntou a amiga passando o dedo na
taça, seu sorvete estava pela metade e meio derretido pelo calor.
- Bom, acho que você devia
ir devagar, com calma e quem sabe ele não sinta o mesmo por você e quando você
ver que chegou a hora certa você diz a ele o que sente – Hinowa levou uma
colher de sorvete a boca enquanto olhava a amiga.
- Mas como eu vou saber se é
a hora certa de dizer? – a insegurança tomava conta do seu coração e a loira
não sabia se deveria seguir os conselho da morena.
- Eu já disse você saberá –
a amiga estava convicta disso.
As duas continuaram o
sorvete para relaxar daquela conversa e se refrescarem do calor.
Shinpachi estava com os
olhos esbugalhados por de trás do seu óculos, ele não acreditara no que acabara
de ouvir, com todas as letras do alfabeto, ele realmente não acreditava.
- Como alguém pode gostar do
Gintoki? – ele se perguntou em um sussurro. – Ele é tão preguiçoso, gosta de
doce e de jump. Agrg! Por que até ele tem sorte e eu não tenho com a Otsu –
cerrou o punho nervoso, mas então uma lâmpada se acendeu em cima de sua cabeça,
mas ele precisaria de ajuda o amigo a se juntar com a mulher que não sabia o
que fazer para chegar até ele e nada melhor que bancar o cupido.
Sinpachi já ia saindo quando
chutou a lata de lixo e ela saiu rolando e fazendo um tremendo de um barulho,
apesar de não estar muito perto das mulheres, ele realmente chamou a atenção
delas, deu um miado e começou a suar a se encolher todo para que elas não o
descobrisse ali.
- Maldito gatos! – reclamou
Tsukyo voltando a tomar o seu sorvete.
Shinpachin se encolheu atrás
do poste abaixado onde antes havia uma lata de lixo que estava balançando
deitada no chão e o lixo espalhado pela calçada.
Assim que as garotas tiraram
a atenção do local o garoto levou a sua cabeça espichando vagarosamente junto
com o seu pescoço com muito cuidado suspirou fundo aliviado e saiu dali
sorrateiramente com o intuito de juntar a loira com o preguiçoso.
Sua ideia era pedir ajuda a
Kagura, mas ainda não sabia como unir os dois, já que ele era um virgem em
todos os sentidos.
Assim que finalmente se
distanciou das garotas, começou a correr pelas ruas do Edo a fim de fofocar a
ruiva o que ele havia ouvido, mas com a sua falta de atenção ele acabou
trombando em alguém e quando o prateado voltou os olhos para o garoto disse:
- Onde está indo com tanta
pressa, Shinpashin? – a voz rouca e meio seria fez o garoto começar a suar.
- Preciso dar um recado a
nee-chan, é urgente – ele mentiu e começou a se levantar. E você Gin-San? –
perguntou estendendo a mão para ajudar o amigo de longa data.
- Estava indo comprar um
Jump, mas veio um quatro olhos me atropelar – ele olhou o garoto desconfiado.
- Me desculpe Gin-San, mas
não te vi.
- Vai lá logo, dar esse
recado a Tae-san – ele passou a mão na roupa tirando a poeira e começou a
caminhar, mas alguma coisa lhe dizia que ali não vinha boa coisa.
Shinpachin chegou a casa Yorozuya
e viu Kagura brincando com o Sadararu já que o cachorro gigante era o seu
animalzinho de estimação e aquele dia ela estava dando atenção a ele.
A garota estava toda babada
pelo rosto e tinha baba escorrendo de seus cabelos ruivos.
- Eca! Kagura vá tomar um
banho, pois eu preciso de sua ajuda.
- Para que? – perguntou a
ruiva do Yato.
- Para juntar o Gin-San com
a Tsukyo?
- Como assim? – a menina não
entendeu.
- Eu ouvi a Tsukyo falando
que gosta do Gin-San para Hinowa, agora eu quero juntar os dois, dar uma de cúpido.
- Ah! Entendi. – ela sorriu
com uma ideia. - Quer se vestir de branco, colocar umas asinhas e atirar uma
flecha com um arco unindo os dois?
Shinpachin se imaginou na
roupa e viu um lindo anjinho de óculos tentando acertar os dois com uma flecha
com sua ponta de coração.
- Não seria má ideia, mas
temos que fazer algo para os dois se encontrarem? – o garoto não sabia o que
exatamente.
- Já sei Shinpachin! –
Kagura estralou os dedos espirrando baba para todos os lados e uma luz surgiu
em sua cabeça. – Vamos mandar um boque de rosas para Tsukyo com um bilhete
dentro e deixar um bilhete para o Gin- chan aqui com uma hora e um lugar
marcado, daí agente fica de olho nos dois quando se encontrarem.
- Não é uma má ideia! – ele
a olhou enojado com a baba do Sadaharu e animado com a ideia de Kagura.
- Eu escrevo o recado e você
vai procurar algumas flores por ai.
- Certo! – o quatro olhos
viu a garota pegar o papel com as mãos cheia de uma gosma branca do cachorro e
não aguentou saiu fazendo vomito pela porta da casa do Yorozuya.
Shipachin procurava as
flores, mas estava difícil de achar, pois estava no verão e não tinha flores
pelas praças ou pelos jardins públicos. Foi andando, andando e quando viu já
estava dentro do cemitério e nos túmulos vasos com flores, algumas amarelas,
algumas brancas, algumas vermelhas, algumas meio murchas, mas ele não tinha
dinheiro para comprar, então ele pegou uma de cada cor e fez um pequeno buquê
depois voltou para casa e enrolou numa das folhas de uma das jumps do Gintoki,
e amarrou com uma das fitas que ele tinha da Tae-san,
Olhou com orgulho o buquê
que havia feito e voltou a pensar, naquela hipótese, quem sabe não daria certo,
então pensou consigo mesmo: “Depois que eu levar o boque para Tsukyo com o
bilhete vou ver se eu arrumo a fantasia de cupido”.
Olhou em cima da mesa e viu
os papéis, todos babados e escritos com a letra da Kagura, então pegou pela
beiradinha do papel, fazendo cara de nojo e colocou o papel em meio às flores
escorrendo baba de cachorro gigante e deixou o outro papel em cima da mesa para
que o albino pudesse ver.
Saiu satisfeito com o plano,
achando que ia dar certo e logo chegou à casa da loira, tocou a campainha e
deixou o boque bem em frente a sua porta e saiu correndo.
A loira abriu a porta, olhou
para o lado, olhou para o outro e não viu ninguém, mas quando foi fechar a
porta ela viu o boque e pelo papel envolvido nos ramos delas sabia de quem era,
puxou o papel que escorreu um liquido meio estranho, mas ela não se importou,
abriu e leu e com certa felicidade ela pensou que seria a chance de falar para
ele o que sentia como a Hinowa havia orientando ela. Entrou na casa e foi se
arrumar para o encontro.
****
Gintoki chegou da rua com o
seu jump novo, apesar de ter percorrido quase o Edo todo para achar o novo
lançamento e ainda ter que brigar com um ninja com hemorroidas por aquela jump
não foi fácil.
- O que eu não faço para ler
um bom shounen? – ele se perguntou sentoundo-se no sofá e suspirou fundo e
quando ia abrir a revista sentiu falta de duas pessoas ali, olhou para todos os
lados e não viu ninguém.
- O que será que esses dois
estão aprontando? – se perguntou e levou a revista altura dos olhos e já ia
colocar os pés em cima da mesa de centro quando viu um papel dobrado sobre a
mesma.
A curiosidade era grande,
pegou o papel e viu o quanto ele estava molhado, mas nem imaginou o que seria,
abriu o mesmo com cuidado para não rasgar e viu leu o que estava escrito.
Ergueu a sobrancelha ao ver
que era um pedido de socorro da Tsukyo, mas por alguma razão ele parecia
conhecer aquela letra, no entanto não custava nada verificar.
Calçou as suas botas,
colocou a espada de madeira do lado esquerdo e saiu em sua scooter ao lugar que
tinha no bilhete.
Chegou à praça em um bairro
distante do Edo, onde havia um grande chafariz em forma de uma borboleta
gigante, ele viu a loira parada do outro lado e caminhou até ela, mas quando
chegou perto dela ele tropeçou em uma pedra e caiu com a cara no meio dos seios
dela.
Tsukyo ficou vermelha como
um pimentão e explodiu como um panela de pressão e então ela deu um murro nele
o jogando para longe.
- Droga! – exclamou
Shinpachin de cima de uma árvore, vestido com uma túnica branca, um par de asas
postiças, um arco e flecha com a ponta em forma de coração e uma aureola preza
a um ferro e segura em sua roupa sobre a sua cabeça. – Eles tem que ficar mais próximo
para eu poder atirar a flecha, mas a Tsukyo tinha que dar um murro desse no
Gin-chan? – se perguntou e esperou o momento certo de atirar.
Gintoki voltou ao para o
lugar esfregando o estômago.
- Ei! O que há com você? -
ele perguntou olhando para ela que estava bem de mais por sinal. - Achei que
estivesse em perigo – ele a encarou e olhou o boque que ela estava na mão.
- E eu achei que você tinha
marcado um encontro – ela colocou as mãos na cintura e baixou um pouco diante
dele.
- Eu...!?– apontou o dedo
para si mesmo. - Marcar um encontro com você? Tks... Nem em sonho.
A garota começou a ficar
brava novamente.
- Ei! – ele apontou para o
boque. – Isso é uma folha da minha Jump.
- Eu sei, por isso eu disse
que eu...
- Devolva agora – ele se
levantou enfezado aproximando dela com certa raiva.
- Mas você me deu, junto com
essas flores de quinta categoria – ela apontou para o boque.
Ela estava começando a se
arrepender de ter ido aquele maldito encontro se declarar para aquele
troglodita amante de jump.
- E você que é uma guardiã
que ama kunais nem parece mulher – ele a olhou e ela deu um tapa na cara dele e
disse:
- SEU IDIOTA! – ela já ia
sair quando ouviu
- AOOOOOO! – Gintoki
inclinou-se para frente e sentiu algo enfiar-lhe nas nadegas. Viu o sangue
começar a escorrer pelo seu kinomo branco que costumava a usar e na árvore:
- Espero que ele se apaixone
por ela de verdade – o garoto via os coraçõezinhos em volta de si, enquanto
olhava o casal dali.
- O que aconteceu? – ela
perguntou e viu a flecha em uma das nadegas de Gintoki e começou a rir enquanto
o albino gritava em dor e tentava achar o cabo da flecha para tirá-la dali.
- TIRA ESSA COISA DE MIM! –
ele virava de um lado e do outro mais não conseguia
Tsukyo não parava de rir,
era muito engraçado, mas tinha que o ajudar, porém quando ela foi para tirar a
flecha do glúteo do albino apareceu um ser de pele meio roxa, uma antena em
meio à testa, com uma roupa de príncipe e estava sendo seguido por um ser
gigante, branco, com asas brancas, seminu um arco e uma flecha com a ponta de
coração no meio e tinha uma cara muito feia, era um aliem muito estranho que
emitia um cheiro estranho.
- ENTÃO FOI ESSA COISA QUE
ATIROU ESSA PORCARIA EM MIM? – ele ficou irado.
- SAI DA FRENTE!- o príncipe
Baka, ops, Hata tinha conseguido um novo animal exótico de expiação, ops,
estimação.
- Fala para essa criatura
tirar essa flecha de mim, agora! – o ex-samurai se posicionou diante dele
virado de costas, mas o ser olhou e Gintoki viu os seus olhos cintilarem, juntou
as mãos e pegou outra flecha para acertar o albino.
Vendo a situação que se
metera o rapaz começou a correr de mau jeito sendo seguido pela criatura, sem
jeito de atacar.
A garota não aguentava de
tanto rir, mas tinha que ajudar o seu amado enquanto ele corria, a criatura
corria atrás dele e o príncipe atrás dos dois.
Gintoki virou ao contrario
indo em direção a Tsukyo, atrás dele o aliem que corria saltitando e atrás do
aliem o príncipe Hata que gritava para fazer com que o ser o obedecesse.
Foi quando o prateado viu a
loira a sua frente e com aquele cheio ele a encarou bem e em volta dele tinha
coraçõeszinhos flutuantes e em seus olhos tomaram forma de corações.
- Tsukyo meu amor! Vem aqui!
– ele começou a correr desengonçado com a flecha em uma de suas nadegas.
Tsukyo percebeu que ele não
estava normal e a criatura ainda corria atrás dele foi quando ela pensou e
lançou uma kunai no aliem e acertou o em cheio.
O aliem caiu mortinho da Silva
de um lado e o Gintoki desmaiou do outro.
Shinpashin correu até o
Gintoki arrependido de ter lhe enviado aquela flecha nas nadegas do Gintoki.
- GIN-SAN! – abaixou com
lagrimas nos olhos achando que o amigo tinha morrido. – Fala comigo! – ele
sacolejou o homem na esperança de acordar ele.
- Fique calmo Shinpashin ele
apenas está desmaio de tanta dor – comentou Kagura saindo de trás de uma moita
de plantas e esperava ver onde ia dar.
- Melhor chamar a ambulância
– falou o príncipe preocupado com o albino.
- Ainda bem, achei que eu
tinha matado ele – Shinpashin suspirou
aliviado ao saber que o amigo estava “bem”.
- Que ideia foi essa de ter
dado uma de cupido? – a moça o viu fantasiado.
- Hehe – ele riu sem jeito.
– Eu vou chamar a ambulância – mudou de assunto e foi fazer o necessário.
Gintoki foi encaminhado para
o hospital e tratado na sua região glúteo, mais tarde o seus amigos o
visitaram, para se desculparem da confusão que eles o colocaram e contou o motivo
dele ter tido um encontro inesperado com a Tsukyo.
Gintoki ficou meio nervoso
com eles, mas sabia que os amigos só queriam ajudar, deu um sorriso e pensou: “Minha
vida nunca mais foi à mesma depois que eu conheci esses dois”.
O casal de amigos o deixou
ali solitário e pensativo para que a loira pudesse entrar no quarto e vem um
Gintoki de bruços, com certeza ele ia ficar sem sentar um bom tempo.
- Olá! – ela disse meio
tímida.
Gintoki sabia de tudo, mas
sabia que Tsukyo não sabia, mas de alguma forma ele também sentia algo dentro
dele e ele sabia que não custava tentar algo com ela então ele começou:
- Foi bom te ver de novo...
– ele desviou os olhos do dela.
- Foi engraçado tudo que
aconteceu, mas peço desculpar por ter rido – ela colocou a mão sobre a dele
meio envergonhada.
- Mas eu vou ficar um bom
tempo sem sentar – ele suspirou fundo pensando em não poder mudar de posição
por um bom tempo.
Ela riu de novo e aquilo fez
o rosto do albino corar um pouco.
- Gintoki eu... – ela desviou
o seus olhos do dele, não sabia o que dizer.
- Tsukyo eu sei o que vai
dizer... – ele pegou a mão dela e a encarou. – Acho que cupido me acertou
também.
- E bem nos seus...
- Não termine – ele falou
meio bravo e com o rosto vermelho como pimentão.
Ela colocou a mão no rosto
tentando não rir.
- Eu estou falando sério
Tsukky, quero dizer que eu...
- GIN-SAN! – a moça de
cabelos lilás entrou pela porta já pulando em cima do homem que estava de
bruços.
A porta ficou entre aberta
dando para ver o que o que acontecia.
O rapaz gritou com uma
imensa dor que sentiu quando a perna da garota atingiu bem a seu bumbum.
Ela o abraçou apertado quase
esmagando o mesmo.
- Ei garota! – chamou a ex -
guardiã do Hyakka. – O que pensa que está fazendo?
- Ue! Eu estou abraçando o
meu Gin-San, meu amado e lindo.
Os olhos do ex-samurai
estavam quase saltando para fora de tanto que a sadista apertava.
- Pode ir saindo daí, eu
tenho assuntos a tratar com ele – Tsukyo puxou pela roupa tentando fazer com
que a garota saísse de cima dele, mas o
coitado do Gintoki tava indo junto, suado, e quase sufocado pelos braços da
ninja maluca.
- E quem é você? – ela
finalmente o soltou e o homem esfregou o pescoço ficando ainda de bruços.
- Eu sou o seu pior pesadelo
– a loira pegou uma kunai e já ia começar uma briga com a moça de cabelos
lilás, afinal ela tinha que falar o seus sentimentos para o seu amor que ainda
permanecia mais para si mesmo.
O prateado também ia dizer
algo para ela quando a mulher entrou como um furacão e abraçou o pobre como se
fosse um tamanduá bandeira ficando suas grandes unhas em suas costas.
Shinpachin e Kagura ouviram
aquela bagunça e tiraram a Sacchan do quarto do hospital arrastando ela como se
fosse um carrapicho que não queria mais largar da roupa.
- Bando se malucas! –
comentou Gintoki ainda tentando se recompor.
- Então Gintoki, o que ia me
dizer? – ela perguntou esfregando as mãos e tentando olhá-lo.
- Ah sim! Eu ia dizer que
eu... – ele virou o rosto ainda esfregando o rosto com uma das mãos. – Eu quero
tentar algo com você.
- Algo em que sentido? – ela
o perguntou sem entender.
Ele a chamou com o dedo para
que ela se abaixasse bem perto da cama já que não podia se sentar.
Tsukyo abaixou-se tão
próximo que podia, sentiu a respiração dele bem próxima então ele a puxou pelo
braço aproximando a mulher de seus lábios.
- Desse sentido... – ele a
beijou com todo carinho que ele tinha e quando se soltou para buscar o ar,
passou as mãos sem querer nos seios da garota.
Ela ficou rubra de raiva e
lascou o tapa no rosto dele o mandando para o teto e ele caiu de novo na cama
desmaiado. Porém ela estava feliz que ele correspondia aos seus sentimentos e
depois daquela confusão toda, nada melhor que esperar o albino se curar para
ter um encontro de verdade com ele e dessa vez como duas pessoas civilizadas ou
não já que vindo desse grupo acho que nada é civilizado.
Fim.
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