Goku
entrou em seu quarto a frente e Vegeta entrou em seguida e viu o amigo passar a
mão no canto da boca mais uma vez.
-
Por que fez isso? - perguntou limpando a mão e o olhando.
-
Para fazer você voltar à realidade - disse o encarando seriamente, frente a
frente com ele.
-
Ela estava parecendo uma princesa... Queria muito que ela acordasse com um
beijo meu... - ele sentou-se a cama e abaixou a cabeça.
-
Kakarotto, você tem que ser mais forte que tudo com essa perda, pois nossa raça
é diferente em muitas coisas e bem eu sei que você supera - ele viu o encarar
com os olhos cheios de lágrimas, mas percebeu que o seu amigo rival queria
ajudar, mas não resistiu e perguntou?
- Se
fosse a Bulma, o que você faria?- ergueu os olhos vermelhos para ele procurando
uma resposta.
Vegeta
arregalou os olhos e tentou disfarçar o nervosismo que lhe alçou.
-
Não diga asneiras, verme insolente. - ele cruzou os braços e fechou o cenho o
encarando.
-
Não estou dizendo asneiras Vegeta. Eu também achei que a Chichi fosse ficar
comigo por muito tempo... -cerrou os punhos e deixou algumas lágrimas sair. -
Pense bem Vegeta, Bulma é uma terráquea frágil como a Chichi, então ela também
pode ter alguma doença.
-
Sua mulher morreu por aquele primo do Freeza lançou alguma feitiço nela, ou sei
lá o que ele fez, portanto não confunda as coisas Kakarotto - ele ficou muito
nervoso e com uma carranca imensa.
Goku
suspirou olhou todo o quarto se sentiu tão solitário que resolveu descer e
passar os últimos minutos ao lado de sua esposa.
-
Kakarroto eu estou falando com você, verme insolente! - Vegeta gritou em plenos
pulmões, mas Goku nem deu moral, continuou o seu caminho.
-A
Bulma... Vai... Ficar comigo para sempre - ele socou a parede com raiva que a
trincou e uma lágrima escorreu de seu olho. - A Bulma sabe muito sobre ciência,
ela pode até se curar caso fique doente - Vegeta queria acreditar muito
naquelas palavras, mas ele sabia que Bulma era tão humana quanto a cafona, e as
palavras de seu rival e amigo, mexeu muito com ele, pois sabia que o que
aconteceu com a mulher do verme insolente poderia acontecer com a Bulma, mas
preferiu deixar isso de lado por enquanto e desceu as escadas para ver o que
estava acontecendo.
****
Todos
os amigos de Goku dava uma força ao amigo enquanto o mesmo ficou sentado em
volta do caixão passando a mão no rosto de sua esposa enquanto a olhava com os
olhos foscos e também sem vida, sentiu uma mão lhe tocar no ombro e olhou para
ver quem era.
-
Pai, não vai comer nada? - Gohan viu a sua esposa aproximar com uma vasilha de
bolo perto do sayajin.
Apesar
de ter passado muitas horas acordado, ao lado da mulher sem vida, já era
madrugada e alguns já tinha ido para casa e voltariam para o enterro, mas
Kuririn, Piccolo, Tenchinhan, Chaos, Yamcha, Bulma e Vegeta permaneciam ali.
-
Não Gohan, eu estou sem fome - disse com a voz sem vida.
Videl
estranhou o fato, o sayajin devia estar muito mal mesmo.
-
Gohan vou ver se as meninas continuam dormindo lá em casa mais tarde eu volto
com a Pan e a Bra.
- Ok
- ele deu um beijo em sua testa e a viu sair.
Goten
cochilava no sofá, apesar de triste não conseguira permanecer acordado a noite
toda, Trunks também cochilava no carpete perto do sofá onde Goten dormia.
****
A
manhã na montanha Paozu surgiu com nuvens negras e pesadas encobriam o
céu, alguns trovões e relâmpagos, dando
sinal de que ia chover. Era como se o dia estivesse querendo chorar pela perda
da esposa do guerreiro mais forte do universo.
Não
demora muito e os pingos de chuva começam a molhar o solo verde da montanha
Paozu, a molhar as folhas das árvores, os pequenos lagos começaram a se mover
com as gotas grossas era como se tudo ali tivesse chorando.
Todos
estavam reunidos na casa dos Sons novamente dando apoio aos dois híbridos e ao
seu amigo de infância para a maioria deles.
-
Pai! - chamou Gohan olhando o mesmo ainda sobre o caixão acariciando a pele da
sua esposa que estava gélida e sem vida.
O
sayajin olhou o filho com o olhar fosco.
-
Está na hora de fechar o caixão e irmos ao enterro - ele deixou algumas
lágrimas escorrer em seu rosto.
Goku
apenas fica encarando o filho e sem se mover, seus olhos foscos e perdidos, até
que Goten se aproximou e disse:
-
Vem pai, está na hora... - ele não conseguiu deixar de chorar ao ver o pai
naquele estado.
O
puxou lentamente ajudando ele junto com Gohan enquanto Tenshinhan e Piccolo
cobriram o caixão com a tampa e os dois saíram carregando o caixão pela porta
até chegar ao carro da funerária, os demais pegou as suas cápsulas carros e
naves e saíram atrás em um comboio, em um silêncio que só os pingos de chuvas
eram capaz de quebrar.
Logo
chegaram ao cemitério todos abriram o
seu guarda-chuva tampando dos pingos agora um pouco mais suaves.
Kuririn,
Gohan, Tenshinhan e Piccolo tiraram o caixão de dentro do carro e foram
carregando lentamente. Goku aproximou de Tenshinhan pegou a alça que ele segurava. O amigo
entendeu que o sayajin de sangue puro queria, então colocou a mão no ombro dele
e deixou segurar.
Eles
foram andando até a cova com o caixão em mãos e os demais acompanhando aquele
momento triste. Goku, Piccolo, Kuririn e Gohan puseram o caixão sobre uma
espécie de base que ia descer a sete palmos da terra.
Goku
tocou sobre o caixão a ultima vez, enquanto que cada um foi fazendo a sua
própria homenagem. Por ultimo Dendê disse algumas palavras e fez um pedido
especial a Emmadayo para que Chichi fique com o seu corpo e em um lugar muito
bonito e com lágrimas nos olhos o namekuseijim virou para Goku e disse:
- Me
perdoe amigo, eu não pude fazer nada para impedir - abraçou Goku e o mesmo
apenas retribuiu de uma forma terna.
Após
soltar namekuseijin, o caixão começou a descer e a clarineta soava triste ao
fundo até que o mesmo sumiu das vistas de todos que estavam ali presente.
Pan
se aproximou de seu avô e abraçou as suas pernas.
Goku
sentiu o calor de sua neta e olhou para baixo, abaixou e a pegou no colo.
Pan
viu que seu avô estava muito triste e que não era o mesmo que ela conhecera.
-
Vovô, a mamãe me disse que o senhor Emmadayo vai cuidar bem da vovó pela gente
- ela passa a mão no rosto dele.
- Eu
sei Pan... - ele fica olhando para o ponto onde Chichi havia sido enterrada e
sente uma mão em seu ombro.
-
Vamos para casa pai - Gohan queria dizer alguma coisa, mas tinha um no na
garganta.
-
Podem ir na frente - ele estendeu Pan ao jovem rapaz. - Vá com o seu pai Pan...
-
Pai não pode ficar ai - Goten já ia se aproximar, mas Gohan o impediu.
-
Deixe-o Goten - puxou o garoto e viu Bulma se aproximar.
Só
sentiu a mulher abraçar ele com força, mas ele nem se móvel. Ela o soltou e o
deixou ali.
-
Força, amigo! - Kuririn tocou o ombro dele, mas nada amenizada a sua dor.
Todos
tentaram confortar, menos Vegeta que saiu voando deixando Bulma e seus filhos
para trás.
Goku
finalmente ficou sozinho embaixo do pequeno chuvisqueiro que ainda insistiam cair
do céu. Abaixou-se sobre o túmulo, pegou um pouco de terra nas mãos e gritou o
mais alto que pode. Suas lágrimas escorreram pelos olhos e ele finalmente notou
que sua amada tinha ido para o outro mundo, ele finalmente acreditou que era
tudo verdade e que não teria mais o corpo quente dela ao lado do dele. Socou a
terra algumas vezes e tinha vontade de
explodir a Terra toda, mas seria egoísmo de mais. Suspirou fundo e sentiu
alguém ao seu lado.
Ele
colocou a mão no seu ombro e abaixou na altura dele. Goku estava de joelhos no
chão de frente com a lápide e olhou para o lado sabendo quem exatamente era.
-
Senhor Goku, eu sinto muito, mas o senhor tem que ter forças para superar isso.
Kibitishin tentava amenizar o sofrimento
do amigo. - Eu já pedi ao senhor
Emmadayo para permitir que a sua esposa fique com o corpo físico no
outro mundo.
Goku
olhou para ele e ergueu a sobrancelha e seu rosto estava molhado pelas lagrimas
e pelo chuvisqueiro.
- Eu
vou poder vê-la Kibitoshin? - perguntou pensando que poderia se teleportar para
o outro mundo e a ver quantas vezes ele quisesse.
-
Sabe que não Goku, ela não pertence mais a esse mundo.
- Só
um pouquinho então - seus olhos brilhantes e com jeito de cachorro pidão.
- Eu
vou falar com o senhor Emmadayo e depois te procuro.
Goku
suspirou olhando para o ser supremo e disse:
-
Obrigada Kibitoshin... - Goku se sentiu um pouco mais feliz e viu o seu amigo
sumir da sua frente.
Goku
chega à sua casa e sentiu o cheiro da sua esposa espalhado pela casa, viu o
fogão vazio e limpo, sem panelas e sem cheiro de comida. Olhou todos os
lados como se procurasse ela, mas nada,
suspirou fundo e viu um vasilhame, lembrou que era o bolo que o Gohan havia
oferecido, abriu e comeu alguns pedaços, suspirou fundo e circunvagou os olhos
pela cozinha, sentiu os olhos molharem novamente.
-
Chichi...! - subiu as escadas, entrou no banheiro, tomou um banho tentando
relaxar, mas era impossível ainda mais com a falta de sua esposa. Vestiu o calção e ficou só com ele, olhou o
relógio e viu que já passava da hora do almoço.
Ele
ainda estava sem fome, mesmo com aqueles pedaços de bolo, Goku já estaria com
fome novamente, mas o sayajin não estava muito disposto, viu o vestido que ele
deixou em cima da cama, foi até ele, sentou-se a cama, passou a mão no tecido
de ceda, abraçou forte e colou as suas narinas no mesmo.
- Eu
fiquei tanto tempo longe de você, pois na minha mente eu sabia que quando eu
voltasse você estaria me esperando, mas agora eu te perdi e para sempre...
Nunca pensei que isso aconteceria - derramou lágrimas sobre o vestido, enquanto
tentava achar o corpo morno e branco de sua esposa, para poder rasgar e
desejá-la, amá-la como ele sempre fazia, mas agora não havia mais jeito, agora
ele só tinha o cheiro dela que só piorava a sua consciência.
Adormeceu
com o vestido em seus braços fortes, junto ao travesseiro, seu rosto úmido e
tranquilo.
Um
pouco mais tarde Goten chega da casa de seu irmão e sente o ki calmo de seu
pai, sobe as escadas e bate a porta do quarto.
-
Pai! - a porta abre bem devagar e Goten consegue ver o seu pai só de calção,
abraçado com o vestido de sua mãe. Sorri e entra vagarosamente no quarto, vê o
rosto dele marcado com as lagrimas e se senti triste, e meio mal por ter dito
palavras duras a ele antes da morte de sua mãe.
Senta-se
a cama e passa as mãos delicadamente nos cabelos que desafiam a gravidade, seu
sono é tão profundo que ele só se mexe um pouco e balbucia.
-
Chi... - da um sorriso involuntário.
Goten
sorri e pensa: "Ele deve estar sonhando com a mamãe". Suspirou fundo
e deitou-se ao lado dele se sentindo inútil, pois agora percebera que o seu pai
amava de verdade a sua mãe, e que se ele foi do jeito que foi, era para
proteger eles dos perigos que sempre vinham para alarmar os habitantes da Terra
e se não fosse por ele e seus amigos, talvez eles agora nem estivessem ali.
Goten
acabou adormecendo do lado do pai, pois o cansaço era imenso, pois passou a noite
toda quase acordado, havia cochilado só de manhã e nem foi muito.
***
Algumas
horas se passaram e Goku começou a sonhar.
"Ele viu a sua esposa no quarto
enquanto adentra vagarosamente e a abraça por trás, funga no pescoço dela á fazendo
sorrir.
- Meu gorilinha fofo, hoje eu estou meio
indisposta.
- Não diga isso Chi - tinha mais de um
ano de casados.
Ele a virou de uma vez para si e começou
a beijar-lhe o pescoço".
Goten
sentiu algo estranho, um calor em seu
cangote, meio úmido, ele olhou, se levantou rapidamente e olhou o pai meio
sonâmbulo vir atrás dele.
Suspirou
fundo ia ter que acordar o pai.
-
Pai! - ele o empurrou, mas não adiantou.
O
homem vinha em sua direção, achando que era a sua mãe.
- Vem aqui Chi, por que foge de mim, hum
- ele ia para abraçar a mulher, mas viu ela lhe dar uma joelhada no meio das
pernas.
-
Aooooo! - ele levou as mãos no meio das pernas e abriu os olhos, arregalando
eles e viu Goten a sua frente.
-
Droga pai! Mal a mamãe morreu e eu vou ter que arrumar uma mulher para o senhor
- ele falou bravo.
Goku
olhou o filho com as mãos em meio as pernas, deitado no chão e uma lagrima saiu
de seus olhos.
-
Desculpe Goten... Eu não sabia que estava ai, nem que era você... Eu estava em
um sonho bom... - Goten se aproximou do pai, estendeu a mão a ele para ajudar a
se levantar.
- Eu
que peço pai - Goku levantou sentido dor, mas um pouco mais leve. - Se fosse em
outra ocasião aposto que isso nem teria acontecido.
-
Talvez não - ele se sentou na cama e seu filho ao seu lado.
Goku
suspirou fundo, passou a mão no rosto e disse:
- Você
tinha razão...
Goten
esperou o seu pai continuar a dizer...
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