No outro dia Goten também
ignorou totalmente a professora, nem deu moral, apesar de ainda estar confuso e
magoado. Ele não sabia o que fazer. Mas fazia de tudo para que Kiria o visse
com a loira como se fosse uma vingança, mas de certa forma não era por mal.
Ele sempre a olhava
disfarçadamente e pensando em ir falar com ela, mas acabava deixando de lado
por orgulho, o mal de todo o saiyajin.
Ele também sentia muito
incomodado com os comentários e assovios dos alunos com a linda dama que era
sua professora, mas ainda não daria o braço a torcer, pois se sentiu traído,
machucado. Ela mentiu para ele, ela o ignorou, mas mesmo assim ele gostava
dela, apenas queria ver se colocava as ideias no lugar.
Trunks sempre o avisava, mas
ele não estava nem aí com os avisos e mal falava com o amigo.
E naquele dia Kiria entra mais
uma vez na limusine para ir para a sua casa, com lagrimas nos olhos e disse:
- Ele realmente me odeia Lui –
ela limpava as lagrimas com um lenço.
- Por que não luta para
reconquistá-lo, Kiria? Nem parece você chorando desse jeito.
- E o que eu vou fazer Lui? Eu
já fiz tudo, falei com ele, expliquei e nada – Kiria secou as lagrimas e o
encarou.
Lui ficou triste e olhou para
ela.
- Quer que eu prepare uma
viagem para a senhorita, ficar uns dias foras? – ele perguntou olhando para
trás.
- Sim Lui, eu quero que me
tire dessa cidade e me mande para bem longe para que eu nunca mais volte – ela
lamentava-se, pois para ela havia perdido o Goten, tudo por causa de uma
mentira que ela tinha sido avisada várias vezes por Lui e acabou acontecendo.
Lui suspirou fundo e a deixou
em casa e foi arrumar tudo para a viagem, para ela poder ir embora dali e
esquecer tudo o que aconteceu.
Kiria arrumava as suas malas
chorosas, mas queria ficar distante do Goten, queria ficar distante daquela
cidade, talvez até do país, mas ainda sim queria que o rapaz a perdoasse e pudesse
ficar junto dele, mas parecia impossível e distante, pois ele parecia odiá-la
de todas as formas possíveis. Poderia usar o segredo dele para trazê-lo de
volta, mas isso só o deixaria com mais ódio dela e ela não queria isso.
Kiria olhou todo o seu quarto,
uma parte da casa que herdara de seu precioso pai, uma empresa que ainda
tentava erguer, e já tinha bom resultados quanto a isso. Entrou no banheiro,
fez a sua higiene pessoal, vestiu uma camisola singela e de mangas, se jogou na
cama Box de casal. Suspirou fundo e desejou imensamente que o seu pai estivesse
ali.
Derramou mais lagrimas, até
que adormeceu.
Lui chegou com todos os papeis
e passagens em mãos, bateu a porta do quarto, mas a garota não atendeu, mesmo
assim girou a maçaneta e viu a garota dormindo tranquilamente, mas com o seu
rosto marcados pelas lagrimas.
Colocou as passagens e os
papeis em cima de um criado mudo próximo a cama e saiu em silêncio para não acordar
a moça.
- Isso não pode ficar assim –
sussurrou para si mesmo e caminhou pelo corredor.
Olhou o céu pela janela e já
era noite, olhou no relógio da parede da sala eram dez horas da noite.
- Tenho que avisar ele hoje –
saiu correndo pela porta da sala e jogou a sua nave mais rápida que tinha. – Eu
tenho que lutar ou os dois só irão sair mais magoados disso tudo – voava a toda
a velocidade.
Ia demorar a chegar, mas tinha
que ajudar a sua quase filha, pois a viu crescer, acompanhou seus passos junto
com a sua família e agora não podia a deixar ir embora sofrendo.
Sabia que ia ser demorado
chegar lá, mas a distância era o que menos importava, mas sim a felicidade de
sua patroa.
Viajou algumas horas pelo céu
escuro só as luzes da nave, das estrelas e dos vagalumes clareavam enquanto ele
já se aproximava da casinha, olhou a hora e já era quase quatro da manhã, não
queria incomodar, mas teria, ele teria que bater à porta e falar com ele.
Desceu da nave e caminhou até
a porta de madeira, bateu um pouco forte, esperou um pouco e viu alguém
abrindo.
O rosto ingênuo e sonolento o
encarou e disse:
- Posso ajudá-lo em algo?
- Sim, mas primeiramente peço
desculpas por vir essa hora – abaixou o seu corpo junto à cabeça e logo
levantou.
-Tudo bem, mas o que deseja? –
perguntou ele esfregando as temporãs.
- O Goten... Eu preciso falar
com ele urgente – falou apreensivo e o encarando.
- Olha o Goten deve estar
dormindo – Goku não queria acordar o filho.
- Por favor, senhor Son, é
urgente – o homem suplicava.
- Está bem – ele abriu mais a
porta. – Entre e sente-se eu vou chamá-lo – Goku viu o homem entrar, fechou a
porta, viu se sentar e subiu as escadas.
Chegou à porta do quarto do
garoto e abriu.
- Goten! – chamou passando a
mão em seu braço.
Nada do rapaz acordar.
- Goten! – Goku apertou com um
pouco mais de força o braço do filho.
- Hum... Pai isso dói – ele
virou sonolento. – O que quer a essa hora da manhã? – Olhou o pequeno rádio
relógio que despertava sempre para ele acordar.
- Aquele senhor de outro dia
está lá embaixo e disse que é urgente.
- Senhor? – ergueu a
sobrancelha e encarou o pai.
- Sim, aquele do arbusto que o
Trunks descobriu, aliás eu tinha descoberto ele antes, mas quis ver até onde
ele ia – Goku riu.
-Diga ao Lui que não quero
nada da Kiria – puxou a coberta cobrindo o rosto.
Goku suspirou e desceu as
escadas e viu o homem mexer as mãos impaciente.
- Olha ele disse que...
- Deixa me ir ao quarto dele,
por favor? – Lui quase implorava ao homem a sua frente.
- Por mim tudo bem – Goku deu
os ombros e acompanhou o homem até o quarto. – E aqui – apontou ele. – Boa
sorte – deixou o homem ali e entrou no seu quarto.
Lui bateu a porta do quarto do
rapaz e ouviu-o dizer:
- O que o senhor quer agora,
Pai? – voz sonolenta saiu quase inaudível.
- Goten, me ouça, por favor –
a voz do homem soou do lado de fora.
Goten reconheceu a voz do
homem e fechou o semblante e gritou:
- Meu pai já te deu o recado –
ele ficou do mesmo modo.
Lui girou a maçaneta e viu que
a porta estava aberta e entrou.
- Não seja um adolescente
idiota, ou uma criança birrenta, Goten – ele elevou a voz, esquecendo que tinha
mais pessoas ali.
Goku e Chichi se assustaram do
quarto, mas preferiram ficar no canto deles e não se intrometer.
- Kiria está indo embora – ele
jogou a Xerox dos papeis sobre a cama. – Tudo por que você está bancando o
menino mimado e fazendo-a sofrer – ele o encarou.
Goten pegou os papeis e sentou-se
a cama, olhou um por um e arregalou os olhos ao ver que era verdade. Que Kiria
iria embora e do país.
- Por causa disso ela pode
perder a empresa que o pai deixou a ela e que ela estava conseguindo erguer ela
novamente, depois de descobrir os desvios de verbas e pessoas que a roubava –
Lui o encarava enquanto Goten apenas olhava os papeis.
- Vamos Goten diga algo – ele estava
apreensivo.
Goten olhava os papeis e ficou
pensativo e depois olhou para Lui tentando achar uma resposta para dar a ele.
Ele ia perder ela para sempre,
talvez Lui tivesse razão. Ele tinha que fazer algo, pois já gostava dela, mas
tinha que colocar as ideias em ordem.
- Que horas ela pegara o voou?
– perguntou sem emoção ainda olhando os papeis em mãos.
- O vou das dez da manhã – ele
o encarou.
- Por que está fazendo isso,
Lui? – perguntou o encarando com os seus olhos negros.
- Porque eu ajudei os pais
daquela menina cuidar dela, sou praticamente da família, sou a pessoa que Kiria
mais confia no momento e eu quero que ela seja feliz com uma pessoa como você.
Que não se importa com o que ela tem e sim pelo que ela é – ele fez uma pequena
pausa. – As pessoas erram Goten, o tempo todo, mas sempre pode se dar uma
segunda chance a elas – Lui sorriu a ele. – Eu tenho que voltar, afinal sou eu
que vou levá-la ao aeroporto. Pensa bem Goten – ele deixou o quarto e saiu da
casa.
Lui estava do lado de fora
quando ouviu um rugido alto de um dinossauro, jogou a cápsula e entrou o mais
rápido possível, pois já começava a temer. Saiu dali o mais rápido possível.
Goten ainda olhava os papeis e
viu o seu pai entrar em seu quarto e disse:
- E então vai deixá-la ir
embora? – perguntou Goku escorando no portal e cruzando os braços. – Ele tem
razão Goten, todo mundo merece uma segunda chance e você sabe melhor que
ninguém que muitos dos que foram meus inimigos hoje são meus amigos.
- Sim pai, tem razão, eu vou
fazer alguma coisa, mas...
- Ainda está magoado, eu sei,
mas tudo que aquele homem disse Goten é a mais pura verdade – Goku havia ouvido
a conversa toda do seu quarto com sua esposa.
Chichi apareceu e abraçou Goku
na porta do quarto do hibrido e disse:
- Ora filho seu pai tem razão,
a gente se magoa, mas se gostamos daquela pessoa de verdade ela sempre perdoa –
Chichi sorriu e olhou para o Goku.
Goten contemplava a cena ainda
sentado a cama, deu um sorriso, sabia da história de seus pais e faz um gesto
de sim com a cabeça.
- Obrigada mamãe. Obrigada
papai – ele agradeceu e recebeu um beijo de sua mãe no seu rosto.
- Agora descanse que o dia
será agitado – ela sorriu, puxou a porta do quarto dele e voltou para o seu
acompanhada de Goku.
Goten não dormiu mais, tentava
colocar as ideias em ordem, ficou pensando em tudo que Lui, seu pai e sua mãe disseram.
Pensou no dia que Kiria explicou as razões de ter mentido a ele.
“Eu sou realmente um idiota”.
Pensou consigo mesmo.
Uma luz se acendeu em sua
mente e em seu peito.
Ele não podia deixa-la ir
assim, não agora que tinha esquecido a Maron e resolvido os problemas do
Trunks. Ele queria tê-la ao seu lado como namorada. Ele tinha que pedir
desculpas e tentar. Ele não podia a deixar ir assim, de forma alguma.
Goten se levantou e olhou no
relógio, ainda teria um pouco de tempo. Vestiu-se, tomou café com os seus pais
e não foi à faculdade.
Ele iria resolver-se com ela,
sim, ele não podia pensar mais, ele não podia deixar assim, pois ele gostava dela.
Saiu da sua casa voando
literalmente o mais rápido que pode partindo para a casa de Kiria.
Logo Goten chegou à casa de
Kiria e aterrissa direto no quintal e bate à porta, uma das empregadas abre e
se assusta, pois como ele havia entrado sem apertar o interfone.
- Desculpe te assustar, mas a
Kiria está.
-Não, ela já saiu para pegar o
voou.
- Mas não era às dez da manhã?
– Goten perguntou confuso.
- Ligaram antecipando o voo
para as nove e meia – a empregada falou.
Goten olhou em seu relógio e
eram exatamente nove e meia.
- Droga... – ele fechou o
punho com raiva. – Para onde ela foi? Qual a cidade? – ele corrigiu a pergunta.
- Eu não sei.
Ele olhou e nem se importou
com ela ali e saiu voando tentando sentir o ki de Kiria.
A empregada ficou com cara de
quem não entendeu nada.
- Como ele pode voar?
Goten nem se importava com
seus poderes, ou se podia voar ou não, só partiu o mais rápido possível
tentando sentir o ki de Kiria.
Sentiu o ki dela no aeroporto
Voou um pouco mais depressa
para chegar ao aeroporto mais rápido.
No aeroporto a voz meio
robotizada já chamava para entrar no voou.
- Lui, nos despedimos aqui –
Kiria deu um abraço nele entre lagrimas.
Lui olha para todos os lados
procurando algo, o que não deixa passar despercebido por Kiria.
- Procurando alguém, Lui? –
ela perguntou segurando a mão do mordomo.
- Não Kiria – ele
desconversou. - Espero que seja feliz e um dia volte.
- Pode deixar Lui. Cuide da
empresa para mim viu – ela deu meio sorriso o abraçou mais uma vez e ouviu o chamado
para o voou.
- Boa viagem, Kiria – Lui
acenou e viu-a caminhando e passando por uma porta para entrar no avião.
Olhou novamente para os lados
e não viu ninguém. Virou olhos para o relógio de bolso preço por uma corrente e
olhou as horas.
- Por que esse voou tinha que
ter antecipado – Lui perdia a esperança e resolver sair do aeroporto.
Após alguns minutos Goten
aterrissa na entrada do aeroporto e encontra Lui já dentro da limusine. Ele
corre até lá o reconhecendo e bateu no vidro.
Lui ouviu e baixou o vidro.
- Goten – ele o olhou e sabia
o motivo dele estar ali. – Ela já decolou – ele falou meio triste. – Não sabia
que iam antecipar o voou.
- Droga, eu achei que ia
chegar a tempo – reclamou ele nervoso.
- Mas como ficou sabendo? –
perguntou Lui como braço sobre a porta da limusine.
- A empregada me disse quando
eu cheguei à casa de vocês.
- Que horas saiu da sua casa
Goten? – perguntou Lui curioso.
Goten fitou o céu, e teria
quefazer o que não queria expor os seus poderes, mas era a única forma de trazê-la
de volta. Sentia o ki de Kiria não muito distante. Ele conseguiria alçar o
avião com facilidade. Sorriu de canto e deu impulso e saiu voando na frente de
Lui.
O mesmo esfregou os olhos com
as mãos e olhou onde o garoto sumia rapidamente, esfregou mais uma vez:
- Ele voa? – perguntou mais
para si mesmo tentando acreditar naquilo.
Lui sorriu e pensou: “Kiria
deve saber de algo”.
Goten voou a toda a velocidade
e logo alçou avião que Kiria estava. Olhou de um lado pelas janelas e não a
viu, olhou do outro e também não viu.
Olhou a altitude, pensou em
como fazer para não prejudicar os passageiros, afinal ele era um saiyajin e
tinha que pensar em tudo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário