segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Aposta

O despertador tocava alto no quarto de Yana e ela abre os olhos lentamente procurando o despertador para desligar. Olha no mesmo e são cinco e meia da manhã, morrendo de sono ela se levanta, veste uma calça de moletom, com uma blusa de alcinha formando o seus seios perfeitamente, mas com um tecido por baixo, para não deixar sexy, uma blusa de frio de abotoar e vai para cozinha começar o seu primeiro dia de serviço na casa dos Sons.
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Goku havia ouvido aquele barulho estridente, longe, mas o suficiente para abrir os olhos e espreguiçar, para depois virar para o lado e ver apenas o porta retrato com a foto de Chichi e ele juntos. Suspirou fundo, olhou para o relógio em cima do criado e viu que era cinco e meia. Levantou-se, entrou no banho, voltou e vestiu outro doji alaranjado com uma blusa azul por baixo, as munhequeiras, suas botas, se olhou no espelho para depois olhar todo aquele quarto, suspirou fundo abriu a porta e saiu descendo a escada, logo chegou a cozinha.
- Bom dia Yana! - ele olhou sua roupa.
- Bom dia Goku - ela respondeu e voltou a olhar a panela.
- Goten ainda não desceu?
- Não - ela mexia em algumas panelas e Goku começou a observar, se aproximou um pouco e moveu o nariz em cima das panelas.
- Hum... Sua comida cheira bem - ele estava bem próximo que ela tomou um susto e jogou a panela para o ar a fazendo cair a alguns metros de distancia com a massa da panqueca que  ela ia fritar.
Ela olhou para o local e Goku se afastou um pouco, encolheu achando que ia levar a maior bronca quando ela virou e disse:
- Obrigada Goku pelo elogio, mas não chegue assim tão perto, você me assustou para burro.
- Desculpe - ele esfregou a nuca e Goten viu o ocorrido da escada.
- Pai, a moça não está acostumada com você em cima das panelas, ela não é a mamãe, então a deixe fazer o café em paz.
- Desculpe Yana, eu juro que não fiz por mal- ele saiu dali meio triste - afinal ele sentiu falta da sua esposa naquele momento.
- Ele parece criança às vezes - Goten comentou e foi ao lugar pegar a panela e um pano para limpar, enquanto Goku sentou a mesa com a cabeça sobre o queixo, o cotovelo apoiado na mesa e olhando um ponto qualquer.
- Tudo bem Goten - ela sorriu a ele e continuou preparando o café, para depois servir.
Ela colocou na mesa as panquecas e o café.
Goten mostrou onde ficava as outras coisas da cozinha e Goku pegava algumas panquecas e colocava no prato. Suspirou fundo e sentiu falta das broncas da esposa quando ele agia ingenuamente.
Seus pensamentos voaram para longe...
"- Bom dia Chichi - ele se lembrava de chegar à cozinha e a abraçá-la com carinho.
- Hum! Isso tem um cheiro bom - ele passou o dedo dentro da panela e levou a boca. - Hum! - ele fechou os olhos sentindo o sabor. - Muito gostoso - ele disse animado abrindo os olhos e a vendo com uma cara de poucos amigos.
- QUANTAS VEZES EU TENHO QUE TE DIZER PARA NÃO COLOCAR O DEDO DENTRO DA PANELA, GOKU? - ela estendia a colher em direção a ele com muita raiva.
- Mas o cheiro está muito gostoso, não resisti em experimentar - ele encolhia um pouco. - "Desculpe..."
Goten sentou-se se serviu:
- Senta Yana, come conosco - ele colocou mel sobre as panquecas.
- Melhor eu esperar vocês comerem - ela começou a lavar a louça suja e Goten comeu rápido, pois já estava ficando atrasado.
- Pai, vai ao mister Satã hoje?
- Ham... - Goku saiu dos seus pensamentos meio perdido.
- Onde o senhor está? - Goten perguntou olhando a cara dele.
- Lugar nenhum - ele desviou o olhar do dele. - O que disse?
- Se o senhor vai ao mister Satã hoje?
- Vou sim.
- Me da uma carona com o seu tele transporte?
- Claro Goten - ele continuou comendo, mas meio automático.
Goten subiu um pouco preocupado com o seu pai e Yana havia percebido que ele estava meio estranho.
- Quer companhia? - ela sentou-se ao lado dele.
Ele olhou para ela meio sem jeito e disse:
- Eu fiz você fazer bagunça... Desculpe-me novamente - ele olhou para a panqueca.
- Tudo bem Goku, acontece, não precisa se desculpar tanto, além do mais tenho certeza que era um costume seu com a sua esposa, certo?
- É... - ele deu um leve sorriso sem emoção. -  Eu sempre a assustava também, mas ela me dava uma tremenda de uma bronca - ele ficou meio triste.
- E você achou que eu ia te dar uma também?
- Por um momento sim...
- Por isso se desculpou tanto?
- É... Eu sempre me desculpava muito com a Chi- ele olhou para porta da cozinha e ela viu uma pequena lágrima escorrer.
- Na próxima te dou uma bronca, se quiser - ela o viu olhar e fazer que não com a cabeça.
- Não terá próxima vez Yana... - ele se levantou e saiu subindo as escadas.
Goten havia dado uma bisbilhotada e viu que a moça tinha certa quedinha pelo pai dele.
Yana respirou fundo e olhou os lugares vazio.
"Eu não sou ela... Não posso dar bronca em alguém assim." Ela recolheu os pratos e foi lavar a louça e arrumar a cozinha afinal ainda tinha muito o que fazer.
Goten desceu novamente e disse:
- Yana, eu venho comer em casa, para estudar e colocar umas coisas em dia.
- Certo e o seu pai?
- Eu não sei ainda, mas eu quero experimentar a sua comida - Goku descia as escadas.
- Mas você comeu agora... - ela não entendeu.
- Essas panquecas são a entrada Yana - ele riu. - Vamos pai eu estou ficando atrasado.
- Vamos - colocou a mão no ombro do filho,  levou os dois dedos a testa e sumiu da frente da moça.
Yana olhou toda a casa e viu que tinha muito trabalho pela frente.
****
As horas se passaram rapidamente e já era hora do almoço quando Goten chegou em casa e viu a moça colocando a mesa.
- Ue, meu pai ainda não veio?
- Não - ela foi com uma tigela de salada para colocar.
- Hum... Está cheirando bem.
- Obrigada Goten.
- Yana!
- Hum - ela colocava os pratos sobre a mesa.
- Você gosta do meu pai?
- Gosto sim - ela deu um sorriso. - Afinal ele me salvou.
- Bem eu estava falando de outro tipo gostar - ele riu, olhou para ela, viu ficar rubra e abaixar a cabeça. - Nem precisa responder, seu rosto diz tudo, mas não vai ser fácil, pois meu pai é mais ingênuo que aparenta e você vai ter que deixar os seus medos de lado, ou você não conseguirá nada. Pois ele não tem muita noção das coisas.
- Eu percebi - ela falou o olhando.
- Senta ai e come comigo - ele começou a se servir.
- Não vamos esperar o seu pai?
- Se você quiser morrer de fome, fique a vontade - ele começou a comer.
Goku tinha terminado com o ultimo aluno da parte da manhã, suspirou cansado, pois deixar o seu poder quase nulo o tempo todo para não machucar os alunos do dojo, de certa forma era cansativo. Apesar de ter todo um treinamento e saber melhor que qualquer um a manipular o ki. Aquelas aulas se tornavam chatas, pois ele não podia explorar a adrenalina do seu poder que corria em seu sangue, a vontade de lutar com um ser mais forte que ele, ou do mesmo nível e o único com essas características era Vegeta, ou seja, ele não queria ficar mais ali. Talvez treinar com o Piccolo de vez enquanto, ou o Vegeta, ou seus filhos, até mesmo o Oob poderia valer, mas ali, por mais que o mister Satã fosse lhe pagar, não tinha o mesmo entusiasmo, a mesma adrenalina, pois ali ele não podia usar nem dez por cento do seu poder.
Por mais que ele quisesse ocupar a mente esse não estava sendo o melhor jeito, então criou coragem e avisou ao sogro de seu filho que não iria mais voltar, pois ele não se adaptou.
Claro que o campeão do mundo sabia o motivo, e entendeu perfeitamente sem ao menos perguntar a ele. Satã só viu o sayajin de sangue puro se despedir e levar os dois dedos a testa voltando para casa.
Goku apareceu no meio da cozinha e sentiu o cheiro de comida no ar.
Mexeu o nariz, fechou os olhos.
- Hum... Yana, sua comida está cheirando muito bem.
- Obrigada, senhor Goku. - ela já havia tirado o prato do Goten. - Coma a vontade, só falta o senhor - ela voltou a pia para lavar a louça.
Goku sentou-se e com o cheiro que era exalado pela comida o seu estomago roncou alto.
- Hehe - ele roçou a nuca sem jeito.
Yana riu achando graça enquanto ele começou a comer e comer.
Yana não entendia por que eles comiam tanto e nem por que sumia do nada e aparecia do nada nem por que eles voavam, mas preferiria não se envolver muito, apesar de achar que eles não eram humanos normais.
- Ah! - Goku esfregou a barriga. - Depois que a Chichi partiu eu ainda não tinha comido bem. Sua comida me abriu o apetite - ele olhou para ela e se levantou bocejando.
Subiu as escadas e viu a porta do quarto do filho entre aberta.
- Goten! - ele chamou.
- Oi pai - ele olhou da mesa de seu quarto. - Eu estou fazendo umas atividades da faculdade e o senhor vai voltar para o dojo do mister Satã?
- Não - ele bocejou de novo. - Não consigo ficar só em golpes eu gosto de usar o meu poder e só posso fazer isso com você, Gohan, Oob, Piccolo, ou o Vegeta.
- Assim que eu terminar nós podemos treinar um pouco - ele comentou escrevendo no papel.
- Pode estudar não se preocupe - ele bocejou de novo. - A comida da Yana me deu sono, vou dormir um pouco.
- Até pai - ele falou e seu pai foi para o quarto e se jogou na cama, dessa vez  sem fotos, sem vestido sem nada que o fizesse ficar triste e apagou.
***
Yana havia arrumado tudo em baixo e deixado tudo impecavelmente limpo, mas estava exausta, porém ela subiu para arrumar os quartos.
Bateu na porta do quarto dele e ouviu a voz:
- Pode entrar - ele estava sentado na cama olhando um ponto qualquer para depois sustentar os olhos e ver que era a moça.
- Eu posso limpar o seu quarto, se não for incomodar.
- Claro que sim - ele falou meigo.
- Tem alguma coisa para eu fazer, como guardas as coisas da sua esposa...
Goku a encarou de um modo frio , se levantou a empurrando para parede, para depois a aprisionar com as mãos dela para cima, prendendo com as mãos dele. Ele sentia o sangue em sua cabeça, quando ouviu ela falar que ia guardar as coisas de sua esposa.
Foi como se ela fosse sumir para sempre dele.
- Não tire nada da Chichi do lugar, entendeu - ele a encarava nos olhos e viu os olhos dela cheios de água, o cheiro de medo só aumentava, então ele despertou  e se afastou dela apavorado.
- Me... Desculpe... - ele saiu voando pela janela perdido.
Ela sentiu suas pernas moles e bambas, e sentou se ao chão.
- Ouvi o meu pai bravo, o que aconteceu e cadê ele? - ele viu Yana chorando e levantou indo para o seu quarto.
Goten não entendeu nada e ficou ali olhando com uma cara de tonto, para depois voltar as suas atividades no seu quarto.
******
As horas se passaram e  a noite caiu, Yana serviu o jantar para o Goten, mas ela estava meio sentida e preocupada.
- Não vi meu pai, sabe onde ele foi? - ele perguntou também preocupado, tentou sentir o ki do mesmo, mas não conseguiu. - Ele está escondendo o ki - murmurou baixo que Yana não entendeu.
- Disse alguma coisa Goten?
- Não - ele a olhou, suspirou fundo, mas achou melhor deixar o pai um pouco a só.
O hibrido subiu as escadas e deixou a moça arrumando a cozinhar.
Assim que Goten chegou ao seu quarto, olhou pela a janela e viu a casa do seu irmão, lembrou-se do que o seu irmão disse e saiu voando pela janela para logo em seguida bater na janela do escritório onde ele preparava seus afazeres da faculdade.
Gohan abriu a janela e Goten foi logo dizendo.
- Eu vi a Yana com o pai e ela gosta mesmo do pai.
- Eu te disse, então vai apostar?
- Claro que sim, quanto vamos apostar?
- Aposto duzentos yenes que a Yana não vai conseguir nada com o pai.
- Aposto trezentos yenes que a Yana vai catar o pai, mesmo ele sendo daquele jeito ingênuo.
- Apostado, se eu ganhar, você me dá duzentos e se você ganhar eu te dou trezentos.
Goten deu um sorriso travesso a ele e voltou para o seu quarto voando.

Gohan suspirou fundo e foi continuar o seus afazeres da faculdade. 

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