O despertador tocava alto no
quarto de Yana e ela abre os olhos lentamente procurando o despertador para
desligar. Olha no mesmo e são cinco e meia da manhã, morrendo de sono ela se
levanta, veste uma calça de moletom, com uma blusa de alcinha formando o seus
seios perfeitamente, mas com um tecido por baixo, para não deixar sexy, uma
blusa de frio de abotoar e vai para cozinha começar o seu primeiro dia de
serviço na casa dos Sons.
******
Goku havia ouvido aquele
barulho estridente, longe, mas o suficiente para abrir os olhos e espreguiçar,
para depois virar para o lado e ver apenas o porta retrato com a foto de Chichi
e ele juntos. Suspirou fundo, olhou para o relógio em cima do criado e viu que
era cinco e meia. Levantou-se, entrou no banho, voltou e vestiu outro doji
alaranjado com uma blusa azul por baixo, as munhequeiras, suas botas, se olhou
no espelho para depois olhar todo aquele quarto, suspirou fundo abriu a porta e
saiu descendo a escada, logo chegou a cozinha.
- Bom dia Yana! - ele olhou
sua roupa.
- Bom dia Goku - ela
respondeu e voltou a olhar a panela.
- Goten ainda não desceu?
- Não - ela mexia em algumas
panelas e Goku começou a observar, se aproximou um pouco e moveu o nariz em
cima das panelas.
- Hum... Sua comida cheira
bem - ele estava bem próximo que ela tomou um susto e jogou a panela para o ar
a fazendo cair a alguns metros de distancia com a massa da panqueca que ela ia fritar.
Ela olhou para o local e
Goku se afastou um pouco, encolheu achando que ia levar a maior bronca quando
ela virou e disse:
- Obrigada Goku pelo elogio,
mas não chegue assim tão perto, você me assustou para burro.
- Desculpe - ele esfregou a
nuca e Goten viu o ocorrido da escada.
- Pai, a moça não está
acostumada com você em cima das panelas, ela não é a mamãe, então a deixe fazer
o café em paz.
- Desculpe Yana, eu juro que
não fiz por mal- ele saiu dali meio triste - afinal ele sentiu falta da sua
esposa naquele momento.
- Ele parece criança às
vezes - Goten comentou e foi ao lugar pegar a panela e um pano para limpar,
enquanto Goku sentou a mesa com a cabeça sobre o queixo, o cotovelo apoiado na
mesa e olhando um ponto qualquer.
- Tudo bem Goten - ela
sorriu a ele e continuou preparando o café, para depois servir.
Ela colocou na mesa as
panquecas e o café.
Goten mostrou onde ficava as
outras coisas da cozinha e Goku pegava algumas panquecas e colocava no prato.
Suspirou fundo e sentiu falta das broncas da esposa quando ele agia
ingenuamente.
Seus pensamentos voaram para
longe...
"- Bom dia Chichi - ele se lembrava de chegar à cozinha e a abraçá-la
com carinho.
-
Hum! Isso tem um cheiro bom - ele passou o dedo dentro da panela e levou a
boca. - Hum! - ele fechou os olhos sentindo o sabor. - Muito gostoso - ele
disse animado abrindo os olhos e a vendo com uma cara de poucos amigos.
-
QUANTAS VEZES EU TENHO QUE TE DIZER PARA NÃO COLOCAR O DEDO DENTRO DA PANELA,
GOKU? - ela estendia a colher em direção a ele com muita raiva.
-
Mas o cheiro está muito gostoso, não resisti em experimentar - ele encolhia um
pouco. - "Desculpe..."
Goten sentou-se se serviu:
- Senta Yana, come conosco -
ele colocou mel sobre as panquecas.
- Melhor eu esperar vocês
comerem - ela começou a lavar a louça suja e Goten comeu rápido, pois já estava
ficando atrasado.
- Pai, vai ao mister Satã
hoje?
- Ham... - Goku saiu dos
seus pensamentos meio perdido.
- Onde o senhor está? -
Goten perguntou olhando a cara dele.
- Lugar nenhum - ele desviou
o olhar do dele. - O que disse?
- Se o senhor vai ao mister
Satã hoje?
- Vou sim.
- Me da uma carona com o seu
tele transporte?
- Claro Goten - ele continuou
comendo, mas meio automático.
Goten subiu um pouco
preocupado com o seu pai e Yana havia percebido que ele estava meio estranho.
- Quer companhia? - ela
sentou-se ao lado dele.
Ele olhou para ela meio sem
jeito e disse:
- Eu fiz você fazer
bagunça... Desculpe-me novamente - ele olhou para a panqueca.
- Tudo bem Goku, acontece,
não precisa se desculpar tanto, além do mais tenho certeza que era um costume
seu com a sua esposa, certo?
- É... - ele deu um leve
sorriso sem emoção. - Eu sempre a
assustava também, mas ela me dava uma tremenda de uma bronca - ele ficou meio
triste.
- E você achou que eu ia te
dar uma também?
- Por um momento sim...
- Por isso se desculpou
tanto?
- É... Eu sempre me
desculpava muito com a Chi- ele olhou para porta da cozinha e ela viu uma
pequena lágrima escorrer.
- Na próxima te dou uma
bronca, se quiser - ela o viu olhar e fazer que não com a cabeça.
- Não terá próxima vez
Yana... - ele se levantou e saiu subindo as escadas.
Goten havia dado uma bisbilhotada
e viu que a moça tinha certa quedinha pelo pai dele.
Yana respirou fundo e olhou
os lugares vazio.
"Eu não sou ela... Não
posso dar bronca em alguém assim." Ela recolheu os pratos e foi lavar a
louça e arrumar a cozinha afinal ainda tinha muito o que fazer.
Goten desceu novamente e
disse:
- Yana, eu venho comer em
casa, para estudar e colocar umas coisas em dia.
- Certo e o seu pai?
- Eu não sei ainda, mas eu
quero experimentar a sua comida - Goku descia as escadas.
- Mas você comeu agora... -
ela não entendeu.
- Essas panquecas são a
entrada Yana - ele riu. - Vamos pai eu estou ficando atrasado.
- Vamos - colocou a mão no
ombro do filho, levou os dois dedos a
testa e sumiu da frente da moça.
Yana olhou toda a casa e viu
que tinha muito trabalho pela frente.
****
As horas se passaram
rapidamente e já era hora do almoço quando Goten chegou em casa e viu a moça
colocando a mesa.
- Ue, meu pai ainda não
veio?
- Não - ela foi com uma
tigela de salada para colocar.
- Hum... Está cheirando bem.
- Obrigada Goten.
- Yana!
- Hum - ela colocava os
pratos sobre a mesa.
- Você gosta do meu pai?
- Gosto sim - ela deu um
sorriso. - Afinal ele me salvou.
- Bem eu estava falando de
outro tipo gostar - ele riu, olhou para ela, viu ficar rubra e abaixar a
cabeça. - Nem precisa responder, seu rosto diz tudo, mas não vai ser fácil,
pois meu pai é mais ingênuo que aparenta e você vai ter que deixar os seus
medos de lado, ou você não conseguirá nada. Pois ele não tem muita noção das
coisas.
- Eu percebi - ela falou o
olhando.
- Senta ai e come comigo -
ele começou a se servir.
- Não vamos esperar o seu
pai?
- Se você quiser morrer de
fome, fique a vontade - ele começou a comer.
Goku tinha terminado com o
ultimo aluno da parte da manhã, suspirou cansado, pois deixar o seu poder quase
nulo o tempo todo para não machucar os alunos do dojo, de certa forma era cansativo.
Apesar de ter todo um treinamento e saber melhor que qualquer um a manipular o
ki. Aquelas aulas se tornavam chatas, pois ele não podia explorar a adrenalina
do seu poder que corria em seu sangue, a vontade de lutar com um ser mais forte
que ele, ou do mesmo nível e o único com essas características era Vegeta, ou
seja, ele não queria ficar mais ali. Talvez treinar com o Piccolo de vez
enquanto, ou o Vegeta, ou seus filhos, até mesmo o Oob poderia valer, mas ali,
por mais que o mister Satã fosse lhe pagar, não tinha o mesmo entusiasmo, a
mesma adrenalina, pois ali ele não podia usar nem dez por cento do seu poder.
Por mais que ele quisesse
ocupar a mente esse não estava sendo o melhor jeito, então criou coragem e
avisou ao sogro de seu filho que não iria mais voltar, pois ele não se adaptou.
Claro que o campeão do mundo
sabia o motivo, e entendeu perfeitamente sem ao menos perguntar a ele. Satã só
viu o sayajin de sangue puro se despedir e levar os dois dedos a testa voltando
para casa.
Goku apareceu no meio da
cozinha e sentiu o cheiro de comida no ar.
Mexeu o nariz, fechou os
olhos.
- Hum... Yana, sua comida
está cheirando muito bem.
- Obrigada, senhor Goku. -
ela já havia tirado o prato do Goten. - Coma a vontade, só falta o senhor - ela
voltou a pia para lavar a louça.
Goku sentou-se e com o
cheiro que era exalado pela comida o seu estomago roncou alto.
- Hehe - ele roçou a nuca
sem jeito.
Yana riu achando graça
enquanto ele começou a comer e comer.
Yana não entendia por que
eles comiam tanto e nem por que sumia do nada e aparecia do nada nem por que
eles voavam, mas preferiria não se envolver muito, apesar de achar que eles não
eram humanos normais.
- Ah! - Goku esfregou a
barriga. - Depois que a Chichi partiu eu ainda não tinha comido bem. Sua comida
me abriu o apetite - ele olhou para ela e se levantou bocejando.
Subiu as escadas e viu a
porta do quarto do filho entre aberta.
- Goten! - ele chamou.
- Oi pai - ele olhou da mesa
de seu quarto. - Eu estou fazendo umas atividades da faculdade e o senhor vai
voltar para o dojo do mister Satã?
- Não - ele bocejou de novo.
- Não consigo ficar só em golpes eu gosto de usar o meu poder e só posso fazer
isso com você, Gohan, Oob, Piccolo, ou o Vegeta.
- Assim que eu terminar nós
podemos treinar um pouco - ele comentou escrevendo no papel.
- Pode estudar não se
preocupe - ele bocejou de novo. - A comida da Yana me deu sono, vou dormir um
pouco.
- Até pai - ele falou e seu
pai foi para o quarto e se jogou na cama, dessa vez sem fotos, sem vestido sem nada que o fizesse
ficar triste e apagou.
***
Yana havia arrumado tudo em
baixo e deixado tudo impecavelmente limpo, mas estava exausta, porém ela subiu
para arrumar os quartos.
Bateu na porta do quarto
dele e ouviu a voz:
- Pode entrar - ele estava
sentado na cama olhando um ponto qualquer para depois sustentar os olhos e ver
que era a moça.
- Eu posso limpar o seu
quarto, se não for incomodar.
- Claro que sim - ele falou
meigo.
- Tem alguma coisa para eu
fazer, como guardas as coisas da sua esposa...
Goku a encarou de um modo
frio , se levantou a empurrando para parede, para depois a aprisionar com as
mãos dela para cima, prendendo com as mãos dele. Ele sentia o sangue em sua
cabeça, quando ouviu ela falar que ia guardar as coisas de sua esposa.
Foi como se ela fosse sumir
para sempre dele.
- Não tire nada da Chichi do
lugar, entendeu - ele a encarava nos olhos e viu os olhos dela cheios de água,
o cheiro de medo só aumentava, então ele despertou e se afastou dela apavorado.
- Me... Desculpe... - ele
saiu voando pela janela perdido.
Ela sentiu suas pernas moles
e bambas, e sentou se ao chão.
- Ouvi o meu pai bravo, o
que aconteceu e cadê ele? - ele viu Yana chorando e levantou indo para o seu
quarto.
Goten não entendeu nada e ficou
ali olhando com uma cara de tonto, para depois voltar as suas atividades no seu
quarto.
******
As horas se passaram e a noite caiu, Yana serviu o jantar para o
Goten, mas ela estava meio sentida e preocupada.
- Não vi meu pai, sabe onde
ele foi? - ele perguntou também preocupado, tentou sentir o ki do mesmo, mas
não conseguiu. - Ele está escondendo o ki - murmurou baixo que Yana não
entendeu.
- Disse alguma coisa Goten?
- Não - ele a olhou,
suspirou fundo, mas achou melhor deixar o pai um pouco a só.
O hibrido subiu as escadas e
deixou a moça arrumando a cozinhar.
Assim que Goten chegou ao
seu quarto, olhou pela a janela e viu a casa do seu irmão, lembrou-se do que o
seu irmão disse e saiu voando pela janela para logo em seguida bater na janela
do escritório onde ele preparava seus afazeres da faculdade.
Gohan abriu a janela e Goten
foi logo dizendo.
- Eu vi a Yana com o pai e
ela gosta mesmo do pai.
- Eu te disse, então vai
apostar?
- Claro que sim, quanto
vamos apostar?
- Aposto duzentos yenes que
a Yana não vai conseguir nada com o pai.
- Aposto trezentos yenes que
a Yana vai catar o pai, mesmo ele sendo daquele jeito ingênuo.
- Apostado, se eu ganhar,
você me dá duzentos e se você ganhar eu te dou trezentos.
Goten deu um sorriso
travesso a ele e voltou para o seu quarto voando.
Gohan suspirou fundo e foi
continuar o seus afazeres da faculdade.
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