Amanheceu rapidamente e nem
sinal do Goku, todos ali já estavam preocupados com o paradeiro dele.
Gohan aparecia no quintal da
casa do seu pai e vê o seu irmão ao lado da moça.
- Nada dele? - perguntou preocupado.
- Nada, nem sinal.
- Já procurou no túmulo da
mamãe?
- Sim, ele não estava lá,
mas esteve lá, as flores estavam frescas.
- Hum - Gohan ficou
pensativo com a mão no queixo. - Melhor ligar para o Kuririn ou o Yamcha,
talvez eles possam dar noticia dele, já que eles devem saber mais alguns
lugares que nós não olhamos. - eles falavam entre si e Yana parou entre os dois
e disse:
- A culpa foi minha... Eu...
Passei a noite com ele e... - ela já derramava algumas lágrimas.
- Você não é culpada Yana,
além do mais agente já sabia - Goten comentou rindo com a maior naturalidade.
- Como?- ela perguntou meio
rosada.
- Pelo nosso olfato e
algumas marcas leves no seu pescoço - Goten sorriu meigo.
- Você não devia ter deixado
Yana, achei que tivesse medo pelo estrupo que sofreu - Gohan olhou meio com
raiva.
- Ele me passou segurança e
aquela carinha ingênua, com aqueles olhos negros e pedintes, aqueles músculos
torneados... Desculpe, mas seu pai é lindo... - ela pós a mão no rosto,
tampando para não mostrar que estava rubra.
Gohan olhou para ela meio
enfezado e Yana achou que ele ia demiti-la por isso, mas depois ele deu um leve
sorriso e disse:
- Melhor procurarmos por ele
- Gohan já ia para dentro da casa e viu sua filha chegar e pousar a sua frente.
- Então Pan, o que o Dênde,
ou o senhor Piccolo disse?
- Eles disseram que o vovô
está bem, mas não iam dizer o lugar que ele está.
- Por quê?
- Eles disseram que se eles
dissessem ele poderia ficar chateado, pois ele queria ficar sozinho - Pan
respondeu meio triste.
- Entendi - ele já ia entrar
para pegar o telefone para ligar quando Yamcha pousou e disse:
- E ai pessoal - ele acenou
animado.
- Oi Yamcha tudo bem? -
perguntou Goten o olhando.
- Estou ótimo e o Goku onde
está? - ele perguntou olhando todos os lados.
- Eu já ia te ligar - Gohan
se virou para ele. - Meu pai está sumido, não sabemos onde ele está. Você tem
alguma ideia de onde ele possa estar?
- Hum... -ele ficou
pensativo. - Eu vou ajudar vocês a procurar ele - Yamcha já ia levantar voo.
- Sabe onde ele possa estar?
- Não, mas eu vou a um lugar
que vocês não sabem onde é. Então deixa comigo - ele saiu voando o mais rápido
que pode.
Goten olhou para Gohan e
disse:
- Nem percebi o ki dele
chegando.
- Estávamos muito distraídos
para perceber. - Gohan olhou para o céu. - Espero que ele ache o papai.
*******
Logo Yamcha chegou à caverna
e entrou, conhecia um pouco aquele lugar e sabia que o amigo ia ali algumas
vezes sorriu ao ver o amigo dormindo encostado na parede, já estava meio claro
dentro da caverna, fazendo luzes da caverna iluminar ainda mais o local
deixando-a mais lindas, pois elas tinham um brilho próprio, como se armazenasse
a luz do sol.
- Goku! - o amigo tocou o
ombro fazendo o mesmo remexer, abrir lentamente os olhos e tentar se acostumar com
a claridade.
- Yamcha! - ele viu o ladrão
do deserto diante dos seus olhos. - Como me encontrou?
- Eu lembro de você me
contar como foi mágico sua primeira vez com a Chichi quando te perguntei se já
tinha passado para segunda parte do casamento.
Goku ficou levemente corado
e olhou o amigo.
- Foi então que você disse
que eu não poderia contar a mais ninguém por que era um momento intimo - ele
deu um leve sorriso.
- Sinceramente eu achava que
você ia brincar de casinha com a Chichi, por que você era ingênuo de mais,
nunca achei que fosse passar para lua de mel e naquele dia eu fiquei muito
surpreso com o que você me contou - ele colocou a mão no ombro do amigo e
também sorriu. - Melhor voltarmos para sua casa, está todo mundo preocupo com
você. - Yamcha já ia se levantando quando ouviu.
- Yamcha!
- Oi amigo - ele virou-se
novamente para ele.
- Como se sentia quando
traia a Bulma? - Goku perguntou olhando nos olhos dele.
Yamcha engoliu seco, que
parecia que tinha grãos de areias na sua garganta.
- Por que essa pergunta
agora? - ele ergueu a sobrancelha e queria de todas as formas sair daquele
assunto.
- Por que eu traí a Chichi -
ele abaixou a cabeça, uniu as mãos e suspirou fundo.
Yamcha arregalou os olhos em
espanto para ele e não sabia exatamente o que dizer a ele. Mesmo ele tendo
traído a Bulma várias vezes e mesmo se sentia mal ele acabara sendo atraído
para teias dos prazeres, mas ouvir aquilo do seu amigo o deixou perplexo, pois
por mais que para o lado dele fosse normal, para o lado do seu amigo era inovador,
já que o amigo demorou uns cinco meses para ter a sua lua de mel, ainda mais
trair a sua esposa, mas mesmo assim perguntou:
- Como...? Quando...?
Onde...? - as perguntas saíram automaticamente sem ele mesmo ver que perguntou
ainda espantado, pois até poucos anos atrás o amigo nem sabia o que era uma
mulher, agora ele traí a sua mulher...
- Ontem à noite, na minha
casa... - ele ficou rubro.
Yamcha suspirou fundo
relaxado um pouco, apesar de ainda estar um pouco espantado pelo amigo ter
ficado com outra mulher depois que a sua foi para o outro mundo.
- Achei que tinha sido
quando ela estava viva, nessas suas viagens malucas, ou no outro mundo, ou até
mesmo na aldeia daquele garotinho que você foi treinar.
- Eu nunca soube o que era
outra mulher enquanto a Chichi estava viva - ele fechou o cenho e o encarou de
modo ameaçador.
- Calma, amigo! - Yamcha
balançou as mãos em sinal de paz. - Chichi está no outro mundo, então se você
ficar com outra mulher não é traição.
- Não!? - ele ergueu a
sobrancelha e voltou o seu ar inocente que tinha.
- Não amigo, pois sua esposa
está no outro mundo e isso não te impede de ficar com outras mulheres... Somos
homens e necessitamos dar umas paqueradinhas de vez enquanto. E quando uma
pessoa morre, as que ficam nesse mundo podem até se casar novamente.
- Podem!? - Goku não sabia
dessa informação, mesmo assim não cogitou essa ideia, porém ficou feliz em
saber um pouco mais sobre o planeta, percebeu que sempre estava aprendendo.
- Podem sim, meu amigo, mas
por que a pergunta?
- É que eu... Fiquei com a
Yana... Só que eu me senti culpado, como se tivesse manchando a memória da
Chichi... - ele fez uma pausa, se levantou, enfiou as mãos no bolso da calça e
olhou o teto.
- Se a Chichi quisesse ela
teria arrumado alguém enquanto você estava no outro mundo, pois você estava
morto, no entanto ela preferiu te esperar, como se soubesse que você ia voltar,
mas no seu caso, acho meio improvável, porém não tem mal nenhum você ficar com
uma moça, paquerá-la, namorá-la ou até mesmo casar-se com ela, já que a sua
esposa está no outro mundo e não pertencem a esse.
Goku olhou para fora da
caverna e viu o quanto havia clareado e viu que passou a noite toda ali.
- Vamos voltar para sua
casa, tem muitas pessoas preocupadas com você, Goku - Yamcha colocou a mão no
ombro dele o confortando e viu Goku suspirar fundo.
- Gohan vai me dar uma dura
daquelas - ele saiu da caverna acompanhado por Yamcha e voou até o sua casa, pois queria refrescar as ideias e
admirar a noite que estava quase no fim.
Logo eles pousaram no solo
na montanha Pauzo, ao lado das duas casas e Goku viu os seus filhos e a moça
que estava um pouco mais distante deles.
Ele olhou a moça de canto de
olho para depois voltar à atenção aos seus filhos.
- Francamente pai - Goten
bateu na testa, aliviado. - Onde o senhor estava? - perguntou o abraçando e
Goku correspondeu.
- Em um lugar onde as
lembranças da sua mãe estão mais vivas que nunca.
- Imaginei - comentou-o
afastando e viu Gohan se aproximar.
- Vem comigo pai - ele puxou
o pai pela mão e foi para o lado da casa dele onde era mais afastado. - Baka! -
deu um soquinho na cabeça dele. - O que te deu na cabeça para fazer sexo com a
menina? Ficou maluco, perdeu a sua ingenuidade? - ele encarou sério o sayajin.
- Calma, Gohan! - ele esfregou
o lugar onde ele tinha batido. - Não me faça sentir pior que eu já estou - ele
ficou triste e abaixou a cabeça, envergonhado.
- Eu não sei... - ele virou
o rosto para o céu e via o sol mostrar os seus raios amarelos e aquecedor. -
Acho que uma mistura de curiosidade, com carência... Não sei ao certo - ele não
o encarava.
Gohan o abraçou forte e Goku
até estranhou e ouviu-o sussurrar.
- Só te peço uma coisa - ele
sussurrou baixinho para que só seu pai escutasse. - Não a leve para o quarto
que é seu e da mamãe e nem a beije nele, ou algo parecido, promete pai?
- Eu prometo - Goku
sussurrou, pois sabia que uma promessa era uma promessa, ainda mais nesse
patamar.
Gohan tinha razão, pois o quarto
deles era como solo sagrado, onde o cheiro dela ainda permanecia, na cama, nas
toalhas, nas roupas e no quarto todo e ele não queria de forma nenhuma desfazer
daquele cheio que ele tanto amava, por mais que com Yana fosse bom, o cheiro
dela era muito diferente de sua esposa e o cheio de Chichi ele queria manter bem
próximo de si o maior tempo possível.
Goku sorriu ao filho e
bocejou cansado, pois dormiu de mal jeito.
- Vou dormir e você? - ele
apontou o dedo para o garoto. - Tem uma esposa esperando por você - ele encarou
o filho que ficou rubro e se despediu entrando junto com Goten e Yana que ia
logo atrás meio tímida.
Goku deu um sorriso singelo
a ela e subiu as escadas conversando com o seu filho mais novo, depois entrou
em seu quarto, tomou um banho e caiu na cama sentindo o cheiro de sua amada,
como ele sempre fazia.
****
Alguns dias haviam se
passado e Goku não havia procurado Yana
e ela ficava no canto dela, pensando no que poderia fazer para ter ele em seus
braços de novo.
********
O sol já estava alto naquela
manhã e Goku ouve alguém batendo em sua
janela, um som baixo e irritante. Abriu os olhos lentamente tentando se
acostumar com a claridade, depois se espreguiçou olhou o relógio e já marcava
mais de dez da manhã. Foi até a janela e abriu e viu a sua neta lhe abraçar com
carinho.
- Bom dia vovozinho! - ela
entrou o viu ele só de calção.
- Bom dia Pan! - ele abraçou
e bagunçou os cabelos dela. - O que a minha netinha quer, hum - ele sorriu a
ela de um modo carinhoso.
- Acordar o senhor e...
- E... - ele sabia que vinha
alguma coisa por ai.
- Eu quero que o senhor me
leve para o parque de diversão, pois a Bra mais o tio Vegeta vão e a mamãe não
pode me levar e nem o papai, então só sobrou você.
Goku suspirou fundo, pois
não estava muito a fim de ir, mas era a
sua neta e ele não podia negar esse pedido dela, afinal era fim de semana e
nada melhor que passar com a sua netinha, por que era ela que lhe dava mais
animo e alegria a ele.
- Está bem Pan, nós vamos -
ele sorriu a ela. - Mas tenho que me trocar primeiro - ele se olhou e viu só de
calção.
A garotinha o olhou e sorriu
animada e comemorou no ar dando um soco para cima.
- Oba! - ela agitava os
braços dançando no ar, depois parou. - Espero o senhor lá no quintal - e saiu
voando em direção ao solo.
Goku fechou a janela e viu a
neta pousar no solo do seu quintal, depois se virou de costa, abriu o guarda
roupa e pegou o seu doji, pois para ele não tinha roupa mais confortável que
aquela.
Abriu a porta do quarto,
desceu as escadas e viu Yana com um vestido azul, com alguns detalhes em pedras
na saia e no busto. A saia do vestido era rodada, subia definindo a sua cintura
fazendo o busto com elástico finos delineado a curva dos seus seios, com
alcinhas delicadas mostrando os seus ombros, seus cabelos castanhos e longos
preso a um rabo de cavalo, uma sandália baixa meio prateada com pequenas
pedrinhas nas correias mostrando os seus dedos e ela estava falando no celular.
Ele fixou os olhos nela e
andou vagarosamente a olhando enquanto a ouvia falando no celular
- Que pena irmã, eu achei
que íamos passar o fim de semanas juntas, sairmos juntas - ela ouvia a irmã do
outro lado da linha.- Eu entendo... Hum... Vou ter que ficar por aqui então?...
Ah! Mais sair sozinha é ruim de mais... Hum... Não melhor eu ficar aqui
mesmo... Certo... Não, não, eu realmente entendo... Seu trabalho viaja
bastante... Tá bom... Sem problemas, nos vemos no próximo fim de semana
então... Certo... Hurum... Ótimo trabalho e ótima viagem... Boa sorte...
Hurum... Ok... Fica com deus... Thau - ela desligou o aparelho e sentou-se
cabisbaixa e sem perceber que o sayajin a observando.
Ele caminhou em passos
lentos em e sorrateiros até ficar de frente a ela e disse:
- Está com algum problema,
Yana?
Ela levou um leve susto e
ergueu o rosto o vendo abaixar na frente dela.
- Não senhor Goku, eu estou
bem - ela ficou meio rubra e nervosa.
- Senhor Goku.? - ele ergueu
a sobrancelha sem entender. - Por que me chamou assim?
- Por que o senhor é o meu
patrão - ela desviou os olhos castanhos do dele e respirou fundo para depois
soltar o ar lentamente tentando manter a distancia.
Ele colocou a mão no queixo
dela e a fez olhar para ele.
Aqueles olhos negros e
penetrantes, cheio de um mistério e uma inocência rara há fazia perder todo o
seu alto controle, ainda mais depois que conheceu aqueles músculos torneados
que envolveram o seu corpo, era difícil manter a postura perto dele.
- Vamos, fale para mim - ele
tocou levemente o seu ombro. - Eu posso te ajudar - ele a via sentada no sofá e
ele frente a ela abaixado rente ao chão.
- Minha irmã vai trabalhar
esse fim de semana e bom... Eu vou ter que ficar por aqui... Mas não queria
ficar á toa. - ela tentava segurar-se, pois aquele cheiro almiscarado estava a
deixando muito inquieta.
- Gostaria de ir ao parque de diversões comigo e com a Pan?
Ela não esperava esse
convite, ainda mais de toda a culpa que ele sentiu em ter ficado com ela e
mesmo com a neta junto, mas talvez valesse a pena e seria o modo dela aproximar
mais, mesmo sabendo que talvez ficasse como segunda opção, ou passamento
momentâneo.
- Você está linda para ficar
em casa cozinhando - ele colocou uma das mãos no rosto dela obervando a leve
maquiagem e o batom rosado nos seus lábios, passou o dedo polegar nos mesmo o
manchando com a cor, depois se aproximou lentamente deixando as respirações
próximas, fechou os olhos sentindo o hálito quente dela perto do seu.
Aproximou-se ainda mais e quando foram se beijar...
Nenhum comentário:
Postar um comentário