domingo, 14 de dezembro de 2014

Conversas.

Amanheceu rapidamente e nem sinal do Goku, todos ali já estavam preocupados com o paradeiro dele.
Gohan aparecia no quintal da casa do seu pai e vê o seu irmão ao lado da moça.
- Nada dele? - perguntou preocupado.
- Nada, nem sinal.
- Já procurou no túmulo da mamãe?
- Sim, ele não estava lá, mas esteve lá, as flores estavam frescas.
- Hum - Gohan ficou pensativo com a mão no queixo. - Melhor ligar para o Kuririn ou o Yamcha, talvez eles possam dar noticia dele, já que eles devem saber mais alguns lugares que nós não olhamos. - eles falavam entre si e Yana parou entre os dois e disse:
- A culpa foi minha... Eu... Passei a noite com ele e... - ela já derramava algumas lágrimas.
- Você não é culpada Yana, além do mais agente já sabia - Goten comentou rindo com a maior naturalidade.
- Como?- ela perguntou meio rosada.
- Pelo nosso olfato e algumas marcas leves no seu pescoço - Goten sorriu meigo.
- Você não devia ter deixado Yana, achei que tivesse medo pelo estrupo que sofreu - Gohan olhou meio com raiva.
- Ele me passou segurança e aquela carinha ingênua, com aqueles olhos negros e pedintes, aqueles músculos torneados... Desculpe, mas seu pai é lindo... - ela pós a mão no rosto, tampando para não mostrar que estava rubra.
Gohan olhou para ela meio enfezado e Yana achou que ele ia demiti-la por isso, mas depois ele deu um leve sorriso e disse:
- Melhor procurarmos por ele - Gohan já ia para dentro da casa e viu sua filha chegar e pousar a sua frente.
- Então Pan, o que o Dênde, ou o senhor Piccolo disse?
- Eles disseram que o vovô está bem, mas não iam dizer o lugar que ele está.
- Por quê?
- Eles disseram que se eles dissessem ele poderia ficar chateado, pois ele queria ficar sozinho - Pan respondeu meio triste.
- Entendi - ele já ia entrar para pegar o telefone para ligar quando Yamcha pousou e disse:
- E ai pessoal - ele acenou animado.
- Oi Yamcha tudo bem? - perguntou Goten o olhando.
- Estou ótimo e o Goku onde está? - ele perguntou olhando todos os lados.
- Eu já ia te ligar - Gohan se virou para ele. - Meu pai está sumido, não sabemos onde ele está. Você tem alguma ideia de onde ele possa estar?
- Hum... -ele ficou pensativo. - Eu vou ajudar vocês a procurar ele - Yamcha já ia levantar voo.
- Sabe onde ele possa estar?
- Não, mas eu vou a um lugar que vocês não sabem onde é. Então deixa comigo - ele saiu voando o mais rápido que pode.
Goten olhou para Gohan e disse:
- Nem percebi o ki dele chegando.
- Estávamos muito distraídos para perceber. - Gohan olhou para o céu. - Espero que ele ache o papai.
*******
Logo Yamcha chegou à caverna e entrou, conhecia um pouco aquele lugar e sabia que o amigo ia ali algumas vezes sorriu ao ver o amigo dormindo encostado na parede, já estava meio claro dentro da caverna, fazendo luzes da caverna iluminar ainda mais o local deixando-a mais lindas, pois elas tinham um brilho próprio, como se armazenasse a luz do sol.
- Goku! - o amigo tocou o ombro fazendo o mesmo remexer, abrir lentamente os olhos e tentar se acostumar com a claridade.
- Yamcha! - ele viu o ladrão do deserto diante dos seus olhos. - Como me encontrou?
- Eu lembro de você me contar como foi mágico sua primeira vez com a Chichi quando te perguntei se já tinha passado para segunda parte do casamento.
Goku ficou levemente corado e olhou o amigo.
- Foi então que você disse que eu não poderia contar a mais ninguém por que era um momento intimo - ele deu um leve sorriso.
- Sinceramente eu achava que você ia brincar de casinha com a Chichi, por que você era ingênuo de mais, nunca achei que fosse passar para lua de mel e naquele dia eu fiquei muito surpreso com o que você me contou - ele colocou a mão no ombro do amigo e também sorriu. - Melhor voltarmos para sua casa, está todo mundo preocupo com você. - Yamcha já ia se levantando quando ouviu.
- Yamcha!
- Oi amigo - ele virou-se novamente para ele.
- Como se sentia quando traia a Bulma? - Goku perguntou olhando nos olhos dele.
Yamcha engoliu seco, que parecia que tinha grãos de areias na sua garganta.
- Por que essa pergunta agora? - ele ergueu a sobrancelha e queria de todas as formas sair daquele assunto.
- Por que eu traí a Chichi - ele abaixou a cabeça, uniu as mãos e suspirou fundo.
Yamcha arregalou os olhos em espanto para ele e não sabia exatamente o que dizer a ele. Mesmo ele tendo traído a Bulma várias vezes e mesmo se sentia mal ele acabara sendo atraído para teias dos prazeres, mas ouvir aquilo do seu amigo o deixou perplexo, pois por mais que para o lado dele fosse normal, para o lado do seu amigo era inovador, já que o amigo demorou uns cinco meses para ter a sua lua de mel, ainda mais trair a sua esposa, mas mesmo assim perguntou:
- Como...? Quando...? Onde...? - as perguntas saíram automaticamente sem ele mesmo ver que perguntou ainda espantado, pois até poucos anos atrás o amigo nem sabia o que era uma mulher, agora ele traí a sua mulher...
- Ontem à noite, na minha casa... - ele ficou rubro.
Yamcha suspirou fundo relaxado um pouco, apesar de ainda estar um pouco espantado pelo amigo ter ficado com outra mulher depois que a sua foi para o outro mundo.
- Achei que tinha sido quando ela estava viva, nessas suas viagens malucas, ou no outro mundo, ou até mesmo na aldeia daquele garotinho que você foi treinar.
- Eu nunca soube o que era outra mulher enquanto a Chichi estava viva - ele fechou o cenho e o encarou de modo ameaçador.
- Calma, amigo! - Yamcha balançou as mãos em sinal de paz. - Chichi está no outro mundo, então se você ficar com outra mulher não é traição.
- Não!? - ele ergueu a sobrancelha e voltou o seu ar inocente que tinha.
- Não amigo, pois sua esposa está no outro mundo e isso não te impede de ficar com outras mulheres... Somos homens e necessitamos dar umas paqueradinhas de vez enquanto. E quando uma pessoa morre, as que ficam nesse mundo podem até se casar novamente.
- Podem!? - Goku não sabia dessa informação, mesmo assim não cogitou essa ideia, porém ficou feliz em saber um pouco mais sobre o planeta, percebeu que sempre estava aprendendo.
- Podem sim, meu amigo, mas por que a pergunta?
- É que eu... Fiquei com a Yana... Só que eu me senti culpado, como se tivesse manchando a memória da Chichi... - ele fez uma pausa, se levantou, enfiou as mãos no bolso da calça e olhou o teto.
- Se a Chichi quisesse ela teria arrumado alguém enquanto você estava no outro mundo, pois você estava morto, no entanto ela preferiu te esperar, como se soubesse que você ia voltar, mas no seu caso, acho meio improvável, porém não tem mal nenhum você ficar com uma moça, paquerá-la, namorá-la ou até mesmo casar-se com ela, já que a sua esposa está no outro mundo e não pertencem  a esse.
Goku olhou para fora da caverna e viu o quanto havia clareado e viu que passou a noite toda ali.
- Vamos voltar para sua casa, tem muitas pessoas preocupadas com você, Goku - Yamcha colocou a mão no ombro dele o confortando e viu Goku suspirar fundo.
- Gohan vai me dar uma dura daquelas - ele saiu da caverna acompanhado por Yamcha e voou até o  sua casa, pois queria refrescar as ideias e admirar a noite que estava quase no fim.
Logo eles pousaram no solo na montanha Pauzo, ao lado das duas casas e Goku viu os seus filhos e a moça que estava um pouco mais distante deles.
Ele olhou a moça de canto de olho para depois voltar à atenção aos seus filhos.
- Francamente pai - Goten bateu na testa, aliviado. - Onde o senhor estava? - perguntou o abraçando e Goku correspondeu.
- Em um lugar onde as lembranças da sua mãe estão mais vivas que nunca.
- Imaginei - comentou-o afastando e viu Gohan se aproximar.
- Vem comigo pai - ele puxou o pai pela mão e foi para o lado da casa dele onde era mais afastado. - Baka! - deu um soquinho na cabeça dele. - O que te deu na cabeça para fazer sexo com a menina? Ficou maluco, perdeu a sua ingenuidade? - ele encarou sério o sayajin.
- Calma, Gohan! - ele esfregou o lugar onde ele tinha batido. - Não me faça sentir pior que eu já estou - ele ficou triste e abaixou a cabeça, envergonhado. 
- Eu não sei... - ele virou o rosto para o céu e via o sol mostrar os seus raios amarelos e aquecedor. - Acho que uma mistura de curiosidade, com carência... Não sei ao certo - ele não o encarava.
Gohan o abraçou forte e Goku até estranhou e ouviu-o sussurrar.
- Só te peço uma coisa - ele sussurrou baixinho para que só seu pai escutasse. - Não a leve para o quarto que é seu e da mamãe e nem a beije nele, ou algo parecido, promete pai?
- Eu prometo - Goku sussurrou, pois sabia que uma promessa era uma promessa, ainda mais nesse patamar.
Gohan tinha razão, pois o quarto deles era como solo sagrado, onde o cheiro dela ainda permanecia, na cama, nas toalhas, nas roupas e no quarto todo e ele não queria de forma nenhuma desfazer daquele cheio que ele tanto amava, por mais que com Yana fosse bom, o cheiro dela era muito diferente de sua esposa e o cheio de Chichi ele queria manter bem próximo de si o maior tempo possível.
Goku sorriu ao filho e bocejou cansado, pois dormiu de mal jeito.
- Vou dormir e você? - ele apontou o dedo para o garoto. - Tem uma esposa esperando por você - ele encarou o filho que ficou rubro e se despediu entrando junto com Goten e Yana que ia logo atrás meio tímida.
Goku deu um sorriso singelo a ela e subiu as escadas conversando com o seu filho mais novo, depois entrou em seu quarto, tomou um banho e caiu na cama sentindo o cheiro de sua amada, como ele sempre fazia.
****
Alguns dias haviam se passado e Goku  não havia procurado Yana e ela ficava no canto dela, pensando no que poderia fazer para ter ele em seus braços de novo.
********
O sol já estava alto naquela  manhã e Goku ouve alguém batendo em sua janela, um som baixo e irritante. Abriu os olhos lentamente tentando se acostumar com a claridade, depois se espreguiçou olhou o relógio e já marcava mais de dez da manhã. Foi até a janela e abriu e viu a sua neta lhe abraçar com carinho.
- Bom dia vovozinho! - ela entrou o viu ele só de calção.
- Bom dia Pan! - ele abraçou e bagunçou os cabelos dela. - O que a minha netinha quer, hum - ele sorriu a ela de um modo carinhoso.
- Acordar o senhor e...
- E... - ele sabia que vinha alguma coisa por ai.
- Eu quero que o senhor me leve para o parque de diversão, pois a Bra mais o tio Vegeta vão e a mamãe não pode me levar e nem o papai, então só sobrou você.
Goku suspirou fundo, pois não estava muito a fim  de ir, mas era a sua neta e ele não podia negar esse pedido dela, afinal era fim de semana e nada melhor que passar com a sua netinha, por que era ela que lhe dava mais animo e alegria a ele.
- Está bem Pan, nós vamos - ele sorriu a ela. - Mas tenho que me trocar primeiro - ele se olhou e viu só de calção.
A garotinha o olhou e sorriu animada e comemorou no ar dando um soco para cima.
- Oba! - ela agitava os braços dançando no ar, depois parou. - Espero o senhor lá no quintal - e saiu voando em direção ao solo.
Goku fechou a janela e viu a neta pousar no solo do seu quintal, depois se virou de costa, abriu o guarda roupa e pegou o seu doji, pois para ele não tinha roupa mais confortável que aquela.
Abriu a porta do quarto, desceu as escadas e viu Yana com um vestido azul, com alguns detalhes em pedras na saia e no busto. A saia do vestido era rodada, subia definindo a sua cintura fazendo o busto com elástico finos delineado a curva dos seus seios, com alcinhas delicadas mostrando os seus ombros, seus cabelos castanhos e longos preso a um rabo de cavalo, uma sandália baixa meio prateada com pequenas pedrinhas nas correias mostrando os seus dedos e ela estava falando no celular.
Ele fixou os olhos nela e andou vagarosamente a olhando enquanto a ouvia falando no celular
- Que pena irmã, eu achei que íamos passar o fim de semanas juntas, sairmos juntas - ela ouvia a irmã do outro lado da linha.- Eu entendo... Hum... Vou ter que ficar por aqui então?... Ah! Mais sair sozinha é ruim de mais... Hum... Não melhor eu ficar aqui mesmo... Certo... Não, não, eu realmente entendo... Seu trabalho viaja bastante... Tá bom... Sem problemas, nos vemos no próximo fim de semana então... Certo... Hurum... Ótimo trabalho e ótima viagem... Boa sorte... Hurum... Ok... Fica com deus... Thau - ela desligou o aparelho e sentou-se cabisbaixa e sem perceber que o sayajin a observando.
Ele caminhou em passos lentos em e sorrateiros até ficar de frente a ela e disse:
- Está com algum problema, Yana?
Ela levou um leve susto e ergueu o rosto o vendo abaixar na frente dela.
- Não senhor Goku, eu estou bem - ela ficou  meio rubra e nervosa.
- Senhor Goku.? - ele ergueu a sobrancelha sem entender. - Por que me chamou assim?
- Por que o senhor é o meu patrão - ela desviou os olhos castanhos do dele e respirou fundo para depois soltar o ar lentamente tentando manter a distancia.
Ele colocou a mão no queixo dela e a fez olhar para ele.
Aqueles olhos negros e penetrantes, cheio de um mistério e uma inocência rara há fazia perder todo o seu alto controle, ainda mais depois que conheceu aqueles músculos torneados que envolveram o seu corpo, era difícil manter a postura perto dele.
- Vamos, fale para mim - ele tocou levemente o seu ombro. - Eu posso te ajudar - ele a via sentada no sofá e ele frente a ela abaixado rente ao chão.
- Minha irmã vai trabalhar esse fim de semana e bom... Eu vou ter que ficar por aqui... Mas não queria ficar á toa. - ela tentava segurar-se, pois aquele cheiro almiscarado estava a deixando muito inquieta.
- Gostaria de ir  ao parque de diversões comigo e com a Pan?
Ela não esperava esse convite, ainda mais de toda a culpa que ele sentiu em ter ficado com ela e mesmo com a neta junto, mas talvez valesse a pena e seria o modo dela aproximar mais, mesmo sabendo que talvez ficasse como segunda opção, ou passamento momentâneo.

- Você está linda para ficar em casa cozinhando - ele colocou uma das mãos no rosto dela obervando a leve maquiagem e o batom rosado nos seus lábios, passou o dedo polegar nos mesmo o manchando com a cor, depois se aproximou lentamente deixando as respirações próximas, fechou os olhos sentindo o hálito quente dela perto do seu. Aproximou-se ainda mais e quando foram se beijar...

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