domingo, 13 de outubro de 2013

Essa criança é sua?

A senhora Briefs, sorridente e de pé no centro da cozinha, amamentava a pequena com uma mamadeira, segurando-a no colo, embalando-a suavemente sorrindo enquanto a bebê mamava rapidamente o leite apropriado. Estava esfomeada, pois fazia-a em grandes goles, o que lembrava a forma como Trunks comia, quando era da mesma idade. A mesma fome impossível de um saiyajin.
Bulma obervava a cena afastada, braços cruzados, continuando a curtir uma irritação azeda que a queimava por dentro, a condizer com a nuvem furiosa de tempestade que alimentava com a sua raiva. Não se queria aproximar, mas morria de curiosidade para olhar decentemente para o rostinho da criança, para descobrir a indelével parecença que dissiparia qualquer dúvida e que a faria ainda mais furiosa. Pensava no que faria a seguir. Qual a atitude certa a tomar? Em relação a Vegeta, claro… E quando pensava no saiyajin, engolia a saliva e a garganta doía-lhe. Apetecia-lhe fazer um escândalo dos antigos, que terminava sempre com uma torrente de lágrimas e uma ida ao shopping onde gastava metade do orçamento anual da Capsule Corporation para investigação, atafulhando o quarto de lingerie nova e de roupas que nunca haveria de vestir.
Respirou fundo. A tempestade tinha chegado e depois da bátega inicial de chuva, inesperada e que a tinha molhado dos pés à cabeça, teria de enfrentar o acontecimento, como uma mulher adulta. Iria falar com ele e perguntar-lhe diretamente, apesar de saber que não obteria uma resposta direta, já que o saiyajin marrento não responderia tão facilmente.
- Ela é linda – comentou a senhora Briefs colocando a garotinha para arrotar, depois de terminada a mamadeira.
Bulma apertou os lábios, baixando as pálpebras. Agora tinha uma estúpida vontade de chorar. Sentiu um puxão na saia.
- ‘Kaasan! – chamou Trunks.
Olhou para baixo. Devia ter uma carranca igual à do pai, pois notou o garoto a crispar a testa, admirado. Mas ele fez a pergunta que queria fazer:
- Foi assim que eu apareci? Agora ela é a minha irmã?
Bulma fez uma pausa, a sepultar os pensamentos negros. Não queria disparatar com o filho, que não merecia arcar com toda a sua frustração, dúvidas, receios e responsabilidades. Devia guardar o arsenal de bombas para o maldito saiyajin.
Respondeu, sem conseguir, no entanto, evitar a secura na voz:
- Não foi assim que você nasceu Trunks, nem é assim que os bebês aparecem. E não sei se ela é a sua irmã.
A irritação toldou-lhe o olhar azul quando olhou para a pequenina no colo da senhora Briefs.
- Então como é que acontece?
- O quê, Trunks? – indagou sem desfitar a bebê que estendia as mãozinhas rechonchudas a querer tocar no rosto da mulher que a segurava com tanto carinho.
- Como é que os bebês nascem?
- Depois te explico.
Não aguentava nem mais um segundo naquela cozinha e saiu, amarrotando o bilhete. As arestas irregulares da bola de papel picavam-lhe a pele da palma da mão. Tinha a tentação de o desfazer em mil pedaços, mas o seu lado racional impedia-a da loucura. Até ver, aquela era a única prova do crime. Haveria de conseguir as restantes e depois, teria de tomar uma decisão.
O menino olhou o lugar vago, com a pergunta às voltas na cabeça.
Era assim que os bebês vinham ou não?
Mas o balbuciar da pequenina atraiu-o e ele foi para junto da avó, sorrindo, pedindo para ver melhor a sua irmãzinha. Mesmo que a mãe lhe tivesse dito que possivelmente não era a sua irmã, ele já sentia como se assim fosse.

***

Vegeta tinha desistido de ver televisão depois daquela confusão em plena tarde agradável de sábado. Confuso e indignado, estava escorado no parapeito da sacada do grande salão, a olhar o horizonte, braços cruzados sobre o peito, quando sentiu alguém a aproximar-se e sabia, pela assinatura do ki, que era ela. Ouviu a porta destrancar-se com o giro da maçaneta, o som do salto batendo no soalho, mas não se moveu daquela posição e fingiu que continuava a olhar o horizonte, mesmo depois de ela ter chegado.
- Então, vai me explicar ou não?
O tom era exigente, mas havia uma hesitação em cada sílaba. Ela estava nervosa e pior que isso, magoada de alguma forma incompreensível. À mais mínima provocação, partia com tudo para cima dele.  
- Explicar o quê? – Vegeta rodou o pescoço para encará-la, sem alterar a posição corporal.
- Esse bilhete.
Reconheceu o pedaço de papel amarrotado preso entre dois dedos da mão dela. Lera-o uma vez, tinha-o decorado. Começava com “Para que nunca te esqueças”. Acabava com “te amo”. Podia recitá-lo com a sua voz grave e monótona, para provar que não precisava de o tomar daqueles dedos esguios, com unhas pintadas de vermelho, pois aquele gesto incitava-o a que o arrancasse dali e depois haveria de haver uma investida para o obrigar a ler em voz alta, para saber o que estava ali escrito. Mas ele não conseguia alcançar totalmente a razão daquela reação dela. E se ela aparentemente tinha dúvidas em relação a qualquer coisa, que não tinha inteiro cabimento nas noções pelas quais ele, alienígena, se regia, ele também e ao contrário do que ela esperaria, também estava cheio de dúvidas.
Resolveu ser indiferente, no início.
- Esse bilhete foi deixado com a cria humana.
- E o que está aqui escrito?
- O que tem?
- O que tem, Vegeta? – Ela baixou o braço, escondendo o bilhete na mão fechada, inspirando profundamente. Estava a controlar-se, percebeu ele. Colocou os punhos na cintura, inclinando-se para diante. – Mas por que raios, alguém colocou uma criança na porta da nossa casa?
- Eu que vou saber?!
- Que tal você começar se explicando – exigiu ela, inclinando-se mais, a olhar bem nos olhos negros dele.
Sentiu um estremeção irritado. Ele é que lhe devia explicações, quando estava cheio de dúvidas e de perguntas em aberto? Descruzou os braços, desencostou-se da parede. Ergueu uma sobrancelha e perguntou, visivelmente alterado:
- O que queres exatamente que eu explique?
- Tudo! – gritou-lhe ela, ainda mais irritada.
Bufou dizendo:
- A única coisa que sei é que achei aquela coisa na porta da nossa casa, com esse maldito bilhete. – Acrescentou mordaz, sorrindo com malícia: – Não sabia que os humanos também abandonavam as suas crias. Pelo que me parece, vocês são sentimentais demais para isso. Nunca pensei que fossem capazes de… algo tão cruel. E ainda têm o descaramento de criticarem os saiyajin.
- Existe uma razão para as mulheres abandonarem… as suas crias! – cuspiu a última palavra com desprezo. – Com quem você esteve?
- Na-nani?
Como conseguia ela empurrar o problema para os braços dele, sempre, como se era ele que a devia esclarecer? Estava a ficar demasiado enervado, para continuar a fingir-se civilizado. Já tinha matado por muito menos.
- Com quem você esteve? – insistiu ela.
- Eu?
- Anda Vegeta… Com que sirigaita você esteve?
Então, percebeu… Finalmente percebeu a razão da raiva da mulher, que lhe pintava o belo rosto de vermelho e lhe transformava os olhos em duas safiras assassinas. Balbuciou atarantado com a revelação:
- Vo- você... está... insinuando... que aquela criaturinha é minha filha...?
- Esse é um dos motivos para uma mulher abandonar a sua cria – respondeu ela, espetando-lhe um dedo no centro do peito. – Quando estão desesperadas, quando foram abandonadas e esquecidas, as mulheres deixam os filhos que não conseguem criar sozinhas… à porta do pai!
Vegeta agarrou-lhe no dedo, afastando-o do peito. Não que o tivesse magoado, mas a petulância da afirmação e do gesto mexera-lhe no orgulho de uma maneira perigosa. Ameaçou:
- Então só porque uma humana maluca deixou uma criança aqui, eu sou o pai?
- Tens outra explicação melhor?
- Mas que culpa tenho eu que essa mulher tenha achado esta casa melhor do que as outras para abandonar a sua cria?
- Tantos dias fora, a treinar sei lá onde, Vegeta! – Bulma esbracejou, gritando, alterada, a fúria toda saltando cá para fora como um vulcão em erupção. – Bem que podias ter dado… uma voltinha algures, antes de regressares aqui.
- Nani?! O que estás aí a dizer, mulher?
- Já fui traída uma vez, por que não seria de novo?
- Agora, estás a comparar-me àquele verme inútil do teu antigo namorado?!
- Ainda não me deste uma resposta direta e eu exijo que me respondas!
- O que queres que eu responda, mulher maluca? – Acercou-se do varandim, empurrando-a para que ela lhe saísse da frente. – Quer saber o que mais... Fique com suas teorias idiotas! E fica aí a berrar sozinha!
Saltou da sacada, voando a toda a velocidade para se afastar depressa dali.
A franja de Bulma desalinhou-se com a ventania que o saiyajin provocara ao levantar voo. Não compôs o cabelo, deixou-o revolto sobre a testa. Grunhiu, bateu com o sapato no chão, cruzou os braços. Não tinha conseguido descobrir nada, nem acalmar a irritação, nem responder a nenhuma pergunta. Nada que não tivesse antecipado, infelizmente.
Teve um rasgo de compreensão, ao desenhar a pergunta no cérebro em rebuliço:
Será que ele me trairia?
Saiu da sacada, atravessou o corredor, desceu até ao laboratório. Agarrou numa cápsula. O filho passou por ela, chamou-a:
- ‘Kaasan pode...
- Agora não, Trunks.
Saiu da Capsule Corporation impaciente. Ativou a cápsula nos jardins, entrou no aerocarro e dirigiu-se para as montanhas a toda a velocidade, quase a rivalizar com a velocidade de voo de um saiyajin muito zangado. Carregava no acelerador, agarrava o volante com força, costas dobradas, olhos fixos na rota que tomava, um caminho conhecido, muitas vezes percorrido.
A viagem foi curta, ou assim lhe pareceu. Não pensara em nada, nem sequer no bilhete que tinha guardado no bolso de uma jaqueta que enfiara à pressa, sobre o vestido verde.
Já avistava a pequena casa desde o alto, a casa mais moderna ao lado, entre os bambus. Os dinossauros voando no céu ensinando seus filhotes a voar, uma dama ensinando golpes de artes maciais a um garoto de quatro anos. Bulma sorriu ao ver a cena enquanto o aerocarro se aproximava. A tarde de sábado, que começara tão agradável, estava praticamente no fim.
Era difícil imaginar que Chichi faria aquilo com um de seus filhos, há alguns anos. Mas enquanto Son Goten era ensinado nas artes guerreiras, Son Gohan persistia no seu caminho académico e continuava a estudar afincadamente, pois desejava tornar-se num respeitado cientista. Não significava que existiriam dois pesos e duas medidas, para os seus filhos, apenas havia circunstâncias diferentes, motivadas, essencialmente, pela ausência de Goku.
A morena viu-a parar o aerocarro perto. Fez sinal ao filho para descansar. Acenou-lhe animada.
- Olá, Bulma! O que te traz aqui?
A amargura que a viagem, aos poucos, foi esboroando, reacendeu-se subitamente e o olhar de Bulma entristeceu. Encapsulou o aerocarro, recolhendo a cápsula para uma bolsinha que usava a tiracolo e que tinha agarrado quando também agarrara na jaqueta. Chichi acercou-se preocupada.
- Aconteceu alguma coisa? – perguntou.
O filho agarrou-se às suas calças, procurando refúgio e conforto junto à mãe. Enfiou o polegar na boca. Bulma sorriu com o gesto. Nem parecia que o miúdo tinha andado a treinar golpes de artes marciais escassos segundos antes. Suspirou, regressando à amargura.
- Aconteceu… – confessou. – Ou melhor, não sei se aconteceu… E a dúvida está a dar comigo em doida!
Retirou um cigarro, acendeu-o, puxou o fumo e soltou-o para cima. Encostou-se a uma árvore. Quedou-se em silêncio, sabia que a próxima fala seria de Chichi. A morena percebeu que a conversa seria séria e voltou-se para o filho.
- Goten-kun, vá la para dentro e fica com o seu irmão.
- Hai. – O miúdo acenou com a cabeça, correu alegremente e entrou na casa.
As duas mulheres ficaram sozinhas. Bulma com o seu cigarro, a nicotina acalmando-a. Chichi cruzou os braços.
- Brigou com o delinquente?
Não estava a ser fácil falar daquilo. Bulma sentia agora, vergonha. Deu uma baforada no cigarro.
- É que... – Sentiu novamente o aperto na garganta e finalmente percebeu que precisava de chorar sobre aquele assunto. – Apareceu um bebê na porta de casa, com um bilhete. E foi a maior confusão… E eu acho que…
- Você está achando que é do Vegeta?
A morena fora direto ao assunto. Bulma suspirou.
- Isso.
Ela escorregou pelo tronco da árvore, sentou-se, desabando o peso todo no tapete verdejante que cobria a terra. Puxou mais um fumo e soltou, continuando cabisbaixa:
- Então, eu fui tirar satisfações com ele, mas ele ficou com tanta raiva que saiu dali voando. Não sei se ele ficou zangado por eu ter descoberto o segredo, ou por estar a sentir que estou a ser injusta com ele.
Chichi sentou-se ao lado dela, sobre os calcanhares. Perguntou calmamente:
- O bebê tem cauda?
Bulma olhou para ela desconcertada.
- Bem... Não sei. Na verdade… Ainda não olhei para a garotinha com olhos de ver…
Chichi semicerrou os olhos.
- Mas tens de ver isso. É um detalhe muito importante. Bulma, o Gohan nasceu com cauda, o Trunks nasceu com cauda e o Goten nasceu com cauda. Então, se o bebê tiver uma cauda, então é possível que seja realmente dele.
- Mas e se ela já não tiver a cauda? Pode ter sido entretanto arrancada pela mãe.
- É uma menina?
- Hum? Oh, sim… Chichi, é uma menina. Mas o que interessa isso agora?
A morena uniu as mãos no peito.
- Oh, deve ser uma joia! Gostava tanto de ter tido uma menina, para mimar com vestidos e com prendinhas especiais.
- Eh… Chichi, vamos voltar ao ponto principal do problema, está bem?
Bulma apagou o cigarro entre a vegetação húmida.
- Hai. Bem, se a menina não tiver cauda, deverá ter alguma parecença com o delinquente.
- Achas? O Trunks puxou a mim, com os meus olhos.
- Mas sempre teve a carranca do pai. Lembra-te que Vegeta é saiyajin, o sangue é forte. Algum detalhe a menina tem de ter que faça lembrar a sua herança. O Gohan, mesmo pequeno, tinha uma grande força. O Goten é a cara chapada do meu querido Goku. E os dois tinham cauda.
Bulma ficou pensativa.
- Mas, se acontecer eles não nascerem com cauda?
- E na cidade grande não existe um teste que se possa fazer para determinar de certeza se o delinquente é o pai, ou não?
- Existe, Chichi… Tenho é de convencer o Vegeta a fazê-lo e não vai ser fácil.
- Então, ele nega?
- Não nega, nem afirma. Não sei o que pensar…
- Talvez possa apenas ter sido coincidência a bebê ter aparecido na porta da sua casa – relevou Chichi com um sorriso. – O delinquente, apesar de todos os seus defeitos, não tem cara de safado como o Yamcha. Além do mais, ele não entende muito do nosso planeta, mesmo estando esse tempo todo aqui. Não acredito que ele tenha feito uma coisa dessas… Meter-se com outra mulher não faz muito o feitio dele.
Bulma arqueou as sobrancelhas. Chichi estava a defender Vegeta, o que era uma grande novidade. Mas apesar de a conversa ter tido a intenção de a animar, não fora suficiente para que conseguisse superar a situação.
- Bem, o que sei é que tenho uma bebê em casa e não sei muito bem o que fazer com ela.
- Não a podes adotar?
- Vou ter de esperar uns dias, primeiro. E depois… toda esta situação criada. Acho que primeiro tenho de a desembrulhar.
Foi a vez de Chichi arquear as sobrancelhas.
- Não acredito que vá ter problemas em fazer as pazes com o delinquente.
- Desta vez, a zanga foi pior.
Bulma levantou-se, agradeceu a Chichi. Declinou o convite para ficar para o jantar, mandou dois beijos grandes a Gohan e a Goten e regressou a West City no aerocarro. Quando reentrou na Capsule Corporation era já de noite.
Encaminhou-se para o antigo quarto de Trunks. Sabia que a mãe tinha alojado a garotinha aí. Entrou devagar. A menina dormia no berço, tapada até à cintura. A cara redonda estava ligeiramente de lado e tinha os braços levantados para cima, ao longo da cabeça. Respirava lentamente pela boca entreaberta. Bulma destapou-a com cuidado e verificou que não havia nenhuma cauda ali, nem à mostra, nem enrolada, nem ocultada pelo corpinho pequeno. Olhou-a, calculando-lhe a idade só pela aparência. Dava-lhe uns sete, oito meses de idade. Sem querer, começou a fazer contas de cabeça. Oito mais nove meses, dava dezassete meses. Há dezassete meses, Vegeta estava…
Abanou a cabeça, largando o cobertor. Não podia ir por aí. Deveria pensar friamente, como a cientista que era. Ser racional, analítica, precisa, profissional. Mas o coração doía-lhe e a garganta voltava a estar apertada.
Contemplou a menininha. Não encontrou qualquer semelhança com o saiyajin. Desistiu, voltou costas e saiu do quarto. Apoiou-se na parede do corredor, a soluçar, cedendo finalmente ao choro que vinha a combater desde o início daquela história.
Não conseguia ser racional e todas as outras coisas.
Dirigiu-se ao seu quarto e trancou-se lá dentro. Não queria ver mais ninguém naquele dia.

***

Se tivesse aguardado mais um minuto, Bulma tinha-se encontrado com Vegeta que entrou no mesmo quarto, mas pela janela, instantes depois.
Pelo ki percebeu que a cria estava adormecida e não se aproximou do berço. Viu o cesto sobre um criado mudo antigo, olhou dentro dele, levantando os cobertores rosas e brancos, tirando um por um para ver se achava alguma pista da humana que tinha causado tantos problemas. Se ele encontrasse a mulher que tinha abandonado a cria, torcia-lhe o pescoço. Mas antes levava-a até Bulma para que lhe confessasse que nunca se tinham visto ou encontrado de maneira a que fosse possível fazer aparecer aquela maldita cria.
Ele viu algo que lhe chamou a atenção, entalado no fundo do cesto. Um pedaço de uma foto onde estava um homem de cabelos castanho-claro, olhos cor de mel, porte médio. Estaria a posar com alguém ao lado que fora sumariamente rasgado da fotografia. Vegeta deu um sorriso de canto, vitorioso.
“Vou esfregar na sua cara como é um saiyajin, terráquea insolente”.
Guardou o pedaço de foto no bolso e saiu do quarto da pequena, com um plano em mente.



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