Depois
de observar o céu límpido e azul por um tempo eu voltei a olhar aquela lápide
fria e prossegui.
– Até
hoje eu não acredito que fiquei distribuído chocolates para crianças órfãs
antes mesmo de a Bra nascer, o Trunks virar um rapaz e a Bra virar uma moça e
ver que eles continuam com essa tradição que você começou. Era e é incrível ver
aquelas crianças tão felizes por receber ovos de chocolate – Eu disse com
o meu típico sorriso de canto, cabeça encostada na lápide.
– Vou
te confessar uma coisa Bulma... - Eu também mantenho essa tradição que você
criou. Hoje à noite eu vou ao orfanato levar os ovos de chocolate para as
crianças sem pai e mãe.
Eu
respirei fundo e uma breve lágrima escorreu pelos meus olhos negros e alguns
fleches vieram em minha mente.
******
Flash
Black on
–
Vegeta, Vegeta! - ela me procurava.
– O
que você quer mulher? - eu disse a assustando-a.
– Eu
quero um favorzinho seu - disse ela fazendo charminho passando a mão no meu
tórax com um biquinho nos lábios.
–
Grsss. Lá vem você me fazer de ridículo para os outros de novo - Eu disse a ela
com cara de poucos amigos e mãos na cintura.
– Vegge,
não faz essa cara. Eu só quero que você vá comigo comprar ovos de
páscoa e também quero que se vista de coelhinho para a Bra.
– Eu
me vestir de coelhinho, nem aqui nem no planeta Vegeta, pode ir tirando seu
cavalinho da chuva. – Eu estava muito nervoso e empinava o corpo um pouco para
frente. - Eu sou um príncipe não vou me rebaixar a isso. Ir com você eu até
posso pensar no seu caso, mas de coelhinho não, eu não vou me humilhar assim.
– Nem
para a sua princesinha Vegge. _ ela disse fazendo beicinho e alisando meu
tórax.
–
Grsss. Não sei como você consegue fazer um príncipe como eu mudar de ideia.
Grsss... Está bem eu visto. _ Eu disse com a cara mal humorada.
Ela me
deu um beijo terno.
Flash
Black off
***************
Eu sai
da minha lembrança e voltei me novamente no meu monologo solitário.
– A
Bra ficou tão feliz em me ver vestido daquele jeito, a Pan também. Eu via o
brilho nos olhos das garotas de tanta felicidade. Depois que elas comeram os
ovos de páscoa, ela foram dormir e Kakaroto chegou para mim e disse:
– Você
está ótimo de coelhinho Vegeta, só a Bulma mesmo para conseguir essa façanha - ele
disse sorrindo e com aquele ar de tonto que ele tinha.
–
Cale-se verme - Eu disse irritado e tirando a fantasia.
– Vou
te contar outro segredo Bulma... Eu sinto falta do tonto do Kakaroto, ele
sempre foi um rival, mas depois se tornou um amigo. – Minhas lembranças
viajaram em um passado tão distante e sorri de canto de novo ouvi os pássaros
cantarem ali por perto, então voltei ao monologo.
–
Aquela aula sobre a páscoa e coelhos foi realmente irritante, você tentava me
explicar como funcionava esse costume terráqueo bizarro, como todos os outros
também eram para mim da mesma forma, bizarros. – passei a mão no chão gramado.
- Sabe Bulma eu daria tudo pra te ver me irritando de novo com todas aquelas
idiotices que você me metia. Era cada uma pior que a outra e eu um príncipe
guerreiro me submetendo a minha princesa como sempre fiz, mesmo sobre todo
aquele orgulho, aquela carranca, grosso e rude, eu fazia por você.
–
Quando foi que eu comecei a te amar em? – me perguntei, me respondendo. - Eu
nem me lembro mais, quando percebi, eu não parava mais de pensar em você,
naquela época você parecia uma terráquea maldita que me enfeitiçou. Incrível não
é como você realmente fez isso, me enfeitiçar, com o seu jeito vulgar,
irritante, corajoso, destemido e doce de estar ao meu lado e tirando a minha
solidão, me dando amor, carinho e uma linda família, uma que eu nunca tive.
Nesse
momento eu não aguentei, senti as lágrimas escorrerem pelos meus negros olhos.
Fiquei
um tempo olhando o horizonte com o meu olhar perdido e marejado. Senti o vento
quente tocar meu rosto, meus olhos foram pesando e eu acabei adormecendo sobre
o seu túmulo.
Quando
acordei novamente vi o sol alto e quente sobre minha pele, mais uma vez olhei
aquele lugar tão vazio e triste. Era exatamente como eu estava me sentindo.
– Sabe
Bulma nesse tempo que eu estive aqui ao seu lado eu me lembrei de uma coisa
realmente bizarra. - sorri de canto novamente e prossegui. – Você se lembra
daquela fantasia de coelho? Eu a encontrei em uma caixa muito bem guardada, eu
te perguntei: - Bulma que fantasia é essa? Você respondeu:
– A
essa fantasia aí eu vesti há alguns anos atrás, quando o Goku e eu buscávamos
as esferas do dragão na nossa juventude. Eu te olhei com um olhar malicioso e
disse para você:
– Na
próxima páscoa você vesti-la e lembrara o ridículo que você me fez passar. Você
ficou tão vermelha, mas concordou. Logo a páscoa chegou e como você havia
prometido se fantasiou de coelhinha. A fantasia ainda cabia perfeitamente em
você e ficou extremamente linda nela. Naquele dia eu me segurei várias vezes
para não te puxar para o nosso quarto.
– Eu
queria ter estado ao seu lado no lugar de Kakaroto na sua adolescência, nas
suas aventuras e andanças por aí atrás das esferas do dragão – sentia o sol
quente da tarde sobre a minha pele. - Pelas histórias que você me contava
parecia ridículas, mas hoje noto que são muito divertidas e foram divertidas
todas as circunstância que você me meteu também acabaram se tornando divertidas
com o passar dos anos – lágrimas ainda escorriam pelos meus olhos negros. -
Agora você não está aqui ao meu lado para me pedir para fazer aqueles papeis
ridículos que você sempre me fazia passar - Mas uma vez olhei o horizonte
esperando algo que não ia acontecer.
–
Bulma, enquanto eu estava aqui dormindo eu sonhei com você. – me levantei e
olhei para estatua. - Quer saber o que eu sonhei? - perguntei como se eu
soubesse a resposta e prossegui. - Como você sempre foi curiosa tenho a certeza
que quer saber o que eu sonhei... Bom no
meu sonho você vestia um vestido vermelho bem colado ao seu belo corpo, aquela
cor sempre realçava seus olhos e sua pele branca... Nós estávamos indo a um lugar,
mas só fui ver quando chegamos lá. Foi até engraçado, porque era um lugar cheio
de chocolate, tinha um rio de chocolate, vários coelhos de chocolate, a grama
era de chocolate e nos dois corríamos nesse vale todo achocolatado... Depois
nos deitamos e você me abraçou tão forte, sua aparência era a mesma de quando
nós conhecemos. Depois você me beijou docemente e me pediu pra continuar a
ajudar aquelas crianças mais carentes, mas eu continuo viu - eu parei mais uma
vez e olhei mais uma vez toda aquela solidão, os túmulos ali quietos e algumas
pessoas visitando seus entes queridos.
– Eu
vou continuar distribuído os ovos nos orfanatos como eu fazia com você
antigamente. Não se preocupe, eu continuarei com essa tradição que você
inventou - dei um leve sorriso de lado e prossegui. – Você não comemorava só a
páscoa, mas também a ressurreição de Kami-sama. – coloquei a mão no bolso e
olhei as flores sobre a pedra no chão. - Você sempre dizia que era o amor de
Kami-sama que unia os seres da terra. Acho que foi por esse motivo que você
deve estar no paraíso.
– E
toda a páscoa era assim, alegre e você sempre me convencia a fazer algo que eu
não queria, me obrigava a ficar junto com os seus amigos vermes de sempre, mas
depois me recompensava tão bem. Sabe Bulma, você poderia estar aqui nesta
páscoa, Bra e Trunks estão preparando algo especial para nossos netos, seria
uma surpresa para você se estivesse aqui. – Outra vez senti as lágrimas
escorrer nos meus olhos. - Comemoraríamos a páscoa brincando e brigando como
sempre. - eu disse com um leve sorriso de canto encostando a minha cabeça na lápide
sentindo o vento bater nos meus cabelos levemente esbranquiçados quando ouvi
uma voz ao longe.
– Vovô
eu estava procurando você. - Disse Kelly, minha netinha filha de Bra.
– O que
você quer garota? Como me achou aqui? Não vê que eu estou ocupado? - Eu disse
cruzando os braços fechado meu semblante e a olhando.
– E
que o tio Trunks disse que estaria aqui e pediu para o senhor não demorar
muito.
–
Grsss. O que ele quer? - eu disse nervoso mais ainda sentado.
– Ele
disse que não é para atrasar com as entregas dos ovos de páscoa aos orfanatos.
- ela disse me olhando e aproximou da lápide e prosseguiu. – Vovô o senhor está
com saudades da vovó? - ela disse me olhando com aqueles olhos azuis iguais os
da mãe e os da avó, mas seus cabelos eram lilás como o do tio.
Eu a
olhei em silêncio e voltei meus olhos negros aquele túmulo e finalmente disse
com certa dificuldade.
–
Sim... Nessas datas eu sinto falta da sua avó. Agora vamos antes que seu tio
venha me buscar pessoalmente, apresado do jeito que ele é. - eu disse com meu
jeito de sempre.
Nós
levantamos voou e eu olhei o túmulo de Bulma e a vi olhando pra mim. Eu a ouvi
dizer:
– Eu
estarei sempre com vocês meu amor, mesmo do outro mundo e esperarei ansiosa por
você aqui no céu. Eu te amo Vegge.
“Eu
também estou ansioso para te ver, eu também te amo.” Eu pensei enquanto olhava.
– Vovô
está tudo bem.
–
Claro Kelly. - eu disse com um leve sorriso de lado e prossegui. – Esse ano eu
vou comer todos os seus chocolates.
– Há
mais não vai mesmo. - ela disse voando mais rápido.
Continua...
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