Depois
de voarmos alguns minutos chegamos à casa.
– Oi
pai que bom que veio rápido, temos que ir logo levar esses chocolates
aquelas crianças.
– Não
precisa mandar a garota ir onde eu estava. Eu sei o que tenho que fazer - eu
disse de braços cruzados e em tom ríspido como sempre.
– Se
eu te conheço bem o senhor ia ficar no túmulo da mamãe até anoitecer e ia se
esquecer das suas obrigações e da sua vida. Todas as datas comemorativas são
assim. Eu também sinto falta da mamãe pai, mas o senhor se esquece até de você
- Trunks meio irritado.
–
Cale-se Trunks e ande logo com essa distribuição – Eu o desafiei.
Ele
não teve escola e fomos entregar os ovos de páscoa em vários orfanatos, até que
chegamos ao último, assim que adentramos o local as crianças vieram nos abraçar
e receber seus preciosos doces. Eu como sempre estava com cara de poucos
amigos, mas mesmo assim as crianças ficavam em minha volta, pois há anos eu ia
naqueles orfanatos. Foi quando olhei e ao longe eu vi uma garotinha olhando
envergonhada atrás da parede, seu ki era um pouco mais elevado que uma criança
terráquea comum. Eu a olhava discretamente quando ouvi:
– Pai,
já acabamos vamos para a festa em nossa casa?
– Vá
na frente Trunks – um tom de ordem saiu de meus lábios.
– Está
bem pai, mas não demore.
–
Grsss. Vá logo e não enrole – eu o vi sair com a Bra, Kelly e os outros tinham
ficado em casa para receber os nossos amigos.
Assim
que eles sumiram da minha visão eu caminhei até aquela garotinha vagarosamente
me abaixei e disse:
– Oi,
olha só o que o tio Vegeta tem para você? - eu disse dando um leve sorriso de
canto e dando a ela o único ovo de páscoa que ainda restava em minhas mãos.
–
Obrigada tio Vegeta - ela me abraçando timidamente foi quando eu percebi que
ela não tinha um dos bracinhos.
– Como
você se chama? - perguntei a ela ainda abaixado.
– Me
chamo Mel.
– Olha
Mel o tio tem que ir, mas eu volto para te ver.
– O
senhor promete? - ela perguntou com os olhinhos brilhando.
– Claro,
mas não diga a ninguém é um segredo meu e seu. - eu disse me levantando
– Está
bem tio. Obrigada pelo chocolate.
Eu
apenas sorri de canto novamente e comecei a voar acenando para ela.
Depois
de alguns minutos eu cheguei em casa e todos já comemoravam a páscoa em uma
grande festa. Eu cumprimentei a todos com meu típico humor negro e fui
caminhando para um canto mais isolado, eu parei próxima a porta de vidro que
dava para o jardim e senti um ki muito familiar vindo do jardim. Eu
adentrei o local e vi o seu rosto triste e mostrando muitas linhas do tempo e
disse:
– O
que está fazendo aí cafona? - perguntei a olhando.
– Oi
Vegeta, eu estava olhando o céu estrelado - algumas lágrimas nos olhos.
–
Sinceramente eu não sei o que Kakaroto viu em você – meu tom firme de sempre.
– Você
não sente falta dela, Vegeta? Principalmente nessas comemorações. Bulma e o
Goku eram sempre os mais animados. - ela disse deixando mais lágrimas descerem
em seu rosto enrugado.
– Sim
Chichi, eu sinto – minha voz saiu embargada e com muita dificuldade. – Bulma me
ensinou muito nesses anos todos. Infelizmente os terráqueos envelhecem rápido
demais. - eu disse me sentando e fitando céu com o meu humor negro.
– Sabe
Vegeta, eu sempre estava gritando com o Goku, sempre fui histérica com ele, mas
agora eu sinto tanta falta dele ao meu lado. Desde quando ele foi embora com
aquele dragão nunca mais tivemos notícias dele - ela tristemente com bastante
rugas no rosto, uma tosse seca e estranha.
Eu
apenas olhei para ela e nós ficamos ali até a festa acabar em um silêncio
fitado o céu onde Kakaroto e Bulma estariam.
Após
toda a festa eu fui dormir e descansar para um novo dia.
No dia
seguinte voltei aquele orfanato e adotei aquela menina sem ninguém saber, de lá
do orfanato eu fui com ela até o túmulo de Bulma levando a Mel abraçada em mim,
em um voo muito divertido.
– Oi
Bulma – eu estava meio rubro e repousei as rosas azuis em seu tumulo. - Essa é
a Mel, ela é uma garotinha muito especial e sei que você aprovaria a sua adoção
para ela ser a nossa filha. - eu sorri de canto.
– Mel,
eu não sou muito bom, mas espero que nós suprimamos nossas solidões.
– Tio
Vegeta esse túmulo e de sua esposa? - ela perguntou com os olhinhos castanhos e
brilhantes.
– Sim,
Bulma me ensinou muito e não sou o mesmo homem de antes – Eu olhei a garotinha
com um ar de superioridade e braços cruzados. – Tenho certeza que ela
aprovaria.
A
garotinha sorriu e me abraçou. Eu fiquei rubro mais respondi ao abraço.
– Tio
Vegeta o senhor devia amá-la muito - ela ainda abraçada em mim, porém eu não
era muito disso.
–
Vamos voando para nossa casa. - eu disse cruzando os meus braços.
– O
senhor vai me ensinar a voar? - ela me perguntou tão ingenuamente.
–
Claro, mas é um segredo nosso. – me sentei ao chão e olhando aquele lapide.
–
Bulma, a Mel será nossa filha adotiva e farei muito por ela, do meu jeito, mas
farei. Não sou muito bom com essas coisas, mas ela é uma menina muito especial
– eu sorri de canto a pequena garota.
–
Agora vamos para a sua nova casa - eu me levantei e a peguei no colo, levantei
voo. Eu sorri de canto na esperança de que a páscoa do próximo ano ainda seria
melhor do que essa porque eu sabia que Bulma estava olhando por mim e vendo
tudo do outro mundo.
Fim.
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