Eu, o
príncipe dos sayajins, nunca pensei, ou se quer imaginei que um dia ficaria sem
ela, sem o meu apoio, minha tormenta, meus olhos e cabelos azuis que me ensinou
a não ser tão solitário mesmo com meu jeito orgulhoso, arrogante, teimoso e
tempestuoso. Ela me aceitou como eu sou e como seu marido, mesmo não tendo nos
casado como Kakaroto se casou com aquela cafona.
Já
havia se passado quatro anos desde quando você me deixou aqui nesse planeta e
hoje dia da comemoração da páscoa, uma data sempre comemorada por você, sempre
gostava de festas, bagunça e ainda me arrastava junto.
Ah!!!
Bulma, como eu sinto a sua falta, como sinto falta dos seus gritos
ensurdecedores para que eu pudesse participar dessas festas malucas e me
fantasiar.
Eu me
arrumei e sai voando na direção da floricultura, comprei as rosas azuis que ela
sempre gostava, sai voando novamente até chegar aquele lugar triste e sóbrio.
Eu
adentrei o local voando, olhei para baixo e vi a lapide mais majestosa, feita
toda em mármore azul com alguns detalhes em branco, com uma placa escrita em
alto relevo, e uma pequena estátua dela. Pousei a frente daquela lapide e vi a
estátua dela, ela estava linda. Sorri de canto, me abaixei e repousei as rosas
sobre a mesma e ainda olhando a lapide me sentei ao chão e disse:
– Oi,
Bulma - dei meu leve sorriso de canto e encarei a estátua de mármore azul. –
Estou mais velho, mas ainda tenho a quase a mesma aparência. Eu possuo mais
algumas rugas e alguns cabelos grisalhos, mas para um sayajin não pareço ter
oitenta anos, em vista desses terráqueos comuns pareço ser o mesmo que você
conheceu há tantos anos. Realmente nunca pensei que alguém da minha raça fosse
viver tanto tempo para ver você partir - sorri mais uma vez de canto e olhei
para o céu, ele estava azul com algumas nuvens espaçadas e o sol escondia de
traz delas.
– Sabe
Bulma, hoje é páscoa e você sempre fazia uma grande festa para reunir aqueles
amigos vermes que você adorava - eu olhei em torno de todo aquele cemitério e
senti uma leve brisa em meu rosto, as árvores chacoalhando em um vem e vai,
algumas folhas caindo e voando com a leve brisa, meus cabelos remexendo
desafiando a gravidade.
– Você
se lembra da páscoa em que a Bra estava com sete anos – Coloquei a mão no rosto
e pensei. “Como eu sou idiota, nem sei se você me ouve, pareceu um louco
falando sozinho”. Mas continuei o meu monologo. - Você me obrigou a ir a todas
aquelas lojas que vendiam ovos e coelhinhos de chocolate. Eu fui tão mal
humorado que você me fez dormir no chão do quarto porque eu não queria ir e nem
fazer aquelas coisas que para mim pareciam ser tão idiotas. Aí você escondeu
todos os chocolates pela casa e fez uma competição com os garotos e as garotas.
Kakaroto comeu quase todos os chocolates, pois ele tinha um ótimo faro.
Novamente
voltei a olhar para o céu, nuvens brancas passavam lentamente, hora ou outra
elas tampavam o sol que cintilava majestosamente;.
–
Nunca pensei que os humanos pudessem envelhecer tão rápidos e partir para o
outro mundo. Nunca pensei que um dia eu ia me sentir solitário de novo. Nunca
imaginei que o meu orgulho fosse tão grande a ponto de te desapontar tantas
vezes. – Parei e passei a mão no mármore, no rosto da estátua como se eu
tivesse acariciando o rosto dela de verdade. – Eu não sei se você está me
ouvindo, mas com certeza você deve estar no céu em um lugar muito bonito,
cheios de chocolates e festas, tudo que você sempre gostou. Eu sempre fui rude
com esses costumes bizarros deste planeta, sempre ia contra, achava idiotice,
mas daria tudo para você comemorar essa páscoa comigo, só mais uma vez.
Eu me
encostei minhas costas na lapide e prossegui;
– Se
lembra de quando você contratou um cara que se fantasiou de coelho e eu
realmente achei que fosse um extraterrestre – Me lembrar do passado não era meu
forte. - Eu já ia atacá-lo quando você me disse que era de mentira e que eu
tinha estragado tudo e ficou furiosa comigo. Você foi para um lado e eu fui
para o outro. Ficamos o dia todo de cara virada um para o outro, você era tão
teimosa e sabia como me convencer a fazer o que você queria. – Era incrível
como ela sabia fazer chantagem emocional. - Naquela noite nós fomos para o
nosso quarto e fizemos as pazes na cama. AHHHH! Bulma você era perfeita, mesmo
depois de tantos anos.
– Ouve
outro ano que na páscoa você inventou de dar ovos de páscoa às crianças
carentes. Você me fez ficar ridículo com aquela blusa de coelhinho, eu fiquei
muito irritado, principalmente quando Trunks começou a rir quando me viu
daquele jeito. Eu perguntei ao bem assim: “Do que você está rindo?” Em um tom
ameaçador. – Alisei uma das pétalas das rosas. - Agora Trunks é um pai de
família e seu filho já se casou e a esposa dele já está grávida. Nós teremos um
bisneto Bulma e Trunks será vovó. Parece até brincadeira - Eu olhei aquele
lugar triste mais uma vez para ver se não havia ninguém me observando, não
gostava de demonstrar meus sentimentos às pessoas.
– Nós
fomos distribuir aqueles ovos para aquelas crianças e quando acabamos eu estava
morto de tão cansado, mesmo sendo sayajin, aquelas atividades terrestres que
você sempre inventava me cansava mais do que lutar contra um inimigo forte. Mas
eu fiquei ainda mais surpreso quando te vi felizes por fazer aquelas crianças
felizes, você estava satisfeita e revigorada, eu te admirei ainda mais naquele
dia e sempre que aqueles inúteis dos seus amigos precisavam de dinheiro você
dava, também dava cápsulas carros, cápsulas casas. Era incrível como você
sempre estava ajudando alguém.
Eu
parei um pouco de falar e fiquei observando o seu por vários minutos.
Continua...
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