Goten olhou todo o avião e
ficou por baixo dele o acompanhando. Era o único modo de fazê-lo voltar, mas
poderia ferir pessoas. No entanto se não fizesse ia perder Kiria, então decidiu
o que fazer. Também já gostava dela, ela foi corajosa em ir ali explicar tudo,
ela foi corajosa ao se disfarçar de feia e era isso que ele gostava nela.
Goten acumulou o seu ki e
colocou as mãos na barriga do avião tentando freia-lo tentando manter a pressão
para não mudar.
O avião começou a tremer, o
piloto sentiu como se algo tivesse o segurando, o povo começou a apavorar-se e
o clima estava ficando tenso dentro do avião.
O piloto colocou mais velocidade,
mas sentiu o avião tremer mais. Goten segurava-o com força, mas não queria
aumentar o seu poder, tinha medo de machucar ela, tinha medo de machucar as
pessoas que estavam dentro.
O piloto avisou a torre sobre
o estranho fato que ocorria no avião, mas ninguém soube dizer exatamente o que
era.
A aeromoça avisava para os
passageiros terem calma, para colocar o cinto de segurança e as máscaras de
oxigênio. Mesmo assim as pessoas estavam em pânico e o piloto não sabia mais o
que fazer quando sentiu o seu avião virar e segui em direção ao aeroporto.
- Mas como? – se perguntou
olhando o painel, vendo que não estava no piloto automático, nem ele estava
pilotando.
Ele já havia tentando várias
vezes, mas se forçasse muito as turbinas sabia que o avião podia cair. Ele
tinha que ver o que ia acontecer, agora só teria que esperar era a única
solução.
Alguns minutos se passaram e
Goten já colocava o avião no chão, o pessoal tudo olhando abismado, alguns
carros de polícia estavam ali, a imprensa também procurando por uma notícia
escandalosa.
Goten saiu de baixo do avião e
viu o povo meio de longe, mas não se importou e voou até a porta lançou uma
pequena rajada de ki e abriu a mesma com cuidado para não machucar as pessoas.
Ouvi gritos estridentes vindos
de dentro do avião, o piloto veio reclamar com ele e perguntou como ele havia
feito aquilo e por que, mas Goten não o respondeu, foi andando pelo corredor
olhando de um lado para o outro.
Kiria olhava pela poltrona e
não acreditava no que via; o garoto vindo sem sua direção, ainda não tinha
visto ela sentada nas ultimas poltronas do avião.
Seu coração batia descompassado
se perguntava como ele descobriu que ela estava ali, ela não sabia que ele
podia sentir a energia das pessoas.
Goten andava olhando banco por
banco até que viu ela sentada em uma das últimas poltronas com as suas roupas
compridas e se fingido de feia. Seu coração disparou, mas ele não podia ficar
ali, sabia que já tinha se exposto demais. Deu um sorriso a ela enquanto ela o
olhava para ele quase sem acreditar no que via.
Goten pegou em sua mão e a
puxou com delicadeza da poltrona:
- Venha comigo – ele a puxou e
ela foi tentando argumentar, mas assim que Goten saiu à porta do avião viu o
alvoroço que ele causou. – Olha só isso! – ele apontou para os jornalistas que
estavam ali e as pessoas curiosas, a pegou no colo e decolou sumindo dali.
Goten não queria dar chances
de os jornalistas ficarem fazendo perguntas idiotas ou saber o que aconteceu,
sabia que ia levar uma bela bronca da mãe, da Bulma, do seu irmão Gohan e do
Trunks, mas pelo ao menos agora ele tinha ela em seus braços e ouviu a sua voz
tímida e baixa.
- Como você fez tudo aquilo e
como ficou sabendo que eu ia embora? – ela perguntou sentindo um dos braços
dele em sua cintura e o outro debaixo de seus joelhos.
- Eu disse para você Kiria, eu
sou meio saiyajin, ou seja, metade terráqueo, metade aliem – ele deu um sorriso
a ela e continuou voando.
Kiria estava tão atordoada e
confusa, queria saber o que estava acontecendo, mas de certa forma tinha
gostado da maneira que o Goten havia a impedido de ir embora.
Ela olhou para cima e viu-o
sorrindo enquanto ela segurava o seu pescoço com os dois braços.
****
O
noticiário já mostrava todo o ocorrido não só uma mais varias e várias vezes no
jornal.
- Como
Goten foi se expor desse jeito? – perguntava Bulma já na casa de Chichi.
Ela havia
feito o Vegeta levar ela voando.
- Mamãe,
ele só foi atrás do amor dele.
- Mas não
precisava se mostrar assim, Trunks – Chichi ainda olhava o noticiário.
– Ele sabe que foi difícil
esconder o poder de vocês das pessoas – Chichi comentou sem tirar os olhos da
televisão.
- Não é o
fim do mundo, Chichi. Depois ele resolve esse problema – Goku falou calmamente.
- Como
Goku? – perguntou ela ficando nervosa. – Indo atrás das esferas do dragão e
fazendo o povo se esquecer do ocorrido?
- Aí eu
não sei Chichi – ele roçou a nuca sem jeito.
- Seu
filho é um irresponsável como você – ela colocou as mãos na cintura e inclinou
o corpo para frente mostrando-se brava.
- Vamos
esperar o Goten chegar aí a gente resolve esse problema que ele nos causou –
Bulma senta-se no sofá, resignada.
- Eu vou
ter que ouvir vocês coaxando como sapos, sobre nossos poderes até quando –
Vegeta estava com o pé escorado na parede, braços cruzados e com o seu mau
humor de sempre.
- Ora
Vegeta daqui a pouco vão descobrir a verdade sobre vocês.
- Hunpf –
bufou ele nervoso. – Eu não estou nem aí para isso – ele continuou do mesmo
modo.
- Se
descobrirem vocês servirão de experiências para os cientistas.
- Como se esses
terráqueos insolentes fossem capazes de nos deter – ele deu os ombros sem a
mínima preocupação.
*****
Goten pousou em uma praia as
águas azuis, a areia amarelo clara dando o contraste os coqueiros verdes e
viçosos balançando com o vendo, meio distante das águas do mar e o ar da
maresia refrescando o ambiente.
Goten colocou Kiria no chão
com cuidado, a praia estava deserta só tinha os dois ali no meio da areia.
Kiria permaneceu agarrada ao
pescoço dele com os braços em volta. Seus olhos cheios de lagrimas que
escorriam incessantemente tentando acreditar no que ocorrerá.
Goten ainda com o seu braço em
sua cintura a encarou de uma forma intensa. Envolveu seu braço na cintura dela
e a puxou afundando a sua boca na dela.
Um beijo quente, profundo, o
fazia sentir o gosto salgado das lagrimas dela, que escorriam com a emoção.
Suas línguas dançavam dentro de suas bocas como se fosse a última vez que se
veriam.
Kiria se surpreendeu, pois
sempre era ela que roubava um beijo dele, mas agora suas pernas estavam até
bambas com aqueles braços fortes deslizando em suas costas.
Goten soltou dos lábios dela e
tentou normalizar a respiração, deu um sorriso maroto a ela e disse:
- Dá próxima vez que me
enganar e me ignorar o seu castigo será muito maior, senhorita Kiria – ele
passou a mão no rosto dela secando uma das lagrimas por debaixo do óculos que
parecia ser de grau.
Kiria sorriu a ele e o beijou
novamente sentindo o rapaz cada vez mais atraído por ela. Sentindo que ele a
queria mais que nunca, sentindo que eles estariam juntos de agora em diante
como namorados.
Goten se afastou dela rubro e
a encarou profundamente.
- Achei que estava com ódio de
mim – ela desviou dos olhos dele.
- Eu não estava com ódio de
você, apenas um pouco magoado pelo que aconteceu na festa, mas através de um
passarinho verde percebi que eu... – ele teve medo de dizer.
- Que você? – ela o encarava
através daqueles óculos, seus cabelos presos em um rabo de cavalo.
- Eu percebi que eu gosto
muito de você e não podia deixar você ir assim – ele finalmente disse.
- Então me perdoou? – ela
soltou-se dele e se afastou um pouco.
Goten fez um gesto de sim com
a cabeça.
- E aquela garota que estava
com você na faculdade? – ela ergueu a sobrancelha desconfiada.
- Hum... Coralina é só uma
amiga – ele pegou na mão dela e resolveu caminhar pela areia.
- Sei... Amiga... – ela riu,
mas Goten mudou o assunto.
- Por que estava indo viajar
desse jeito? – ele reparou nas roupas e nos óculos e no aparelho postiço em
seus dentes.
- Por que eu não queria
ninguém me elogiando ou atrás de mim, todo mundo conhece o rosto da Kiria a
famosa dona da maior fábrica de roupas.
- Hum, acho que vou preferir
andar com você assim, pois muitos homens vão dar em cima de você.
Kiria riu e a encarou:
- Vai ter que se acostumar com
a ideia, além do mais você forte o suficiente para derrubar todos eles com um
golpe só.
- Isso é verdade.
- Você é poderoso, parece àqueles
super-heróis da televisão.
- Não errado... Super sayajin
– ele a beijou novamente e a abraçou sentindo os lábios dela, depois se afastou
dela. – No entanto estou bem encrencado.
- Por quê?
- Mamãe, tia Bulma, Trunks e
meu irmão vão me matar por ter me exposto desse jeito. Vou ser alvo dos repórteres
e bom talvez sirva de estudos para os cientistas – ele olhou para o lado
enquanto caminhava ao lado dela.
- Eu posso convocar os
repórteres e dizer que era uma propaganda de uma nova roupa ou algo assim.
- Não é uma má ideia – ele
parou e puxou para si.
Seu rosto estava rosado, seus
olhos negros como a noite penetravam no dela perfeitamente.
Goten tirou os óculos dela,
soltou os seus cabelos castanhos, colocou o braço em volta da sua cintura e a
puxou.
- Então Kiria? Aceita
namorar-me?
- Eu aceito até de olhos
fechados – ela ergueu os pés e o beijou.
Nunca imaginou que ele a
transformaria em sua namora, há uns minutos atrás achava que ele a odiava, que
não queria vê-la nem pitada de ouro, mas agora ela estava nos braços dele em um
beijo quente, saudoso, com a pegada de um homem de verdade, ou melhor, um meio
saiyajin.
As línguas dançavam dentro de
suas bocas, Goten a puxou para mais perto e começou a deslizar as mãos pelo
corpo dela. Soltou de seus lábios em busca de ar e a encarou, sentia o seu
corpo pedir por ela, de certa forma queria, mas achava um pouco recente de
mais, tinha vergonha, mas sentiu uma mão entrar por debaixo da sua camisa
tocando a sua pele.
- Kiria eu... Não é meio
cedo... – ele desviou o olhar do dela.
- Acho que já somos dois
adultos – ela afastou-se um pouco dele e tirou o par de aparelhos de seus
dentes e lançou para longe. – Sem eles fica melhor.
Kiria voltou a beijá-lo e foi
o empurrando para a areia e ia tirando a sua camisa pouco a pouco.
Goten soltou de seus lábios e
foi beijando o seu pescoço, desabotoando a sua camiseta grande e cafona. Pouco
depois pode visualizar os seus seios dentro do sutiã. Sua razão estava indo
embora.
Nunca havia ficado com uma
garota antes, não sabia bem o que fazer, mas sentia o seu corpo aclamar por
ela.
Kiria começou a beijar o seu
tórax nu, desenhar com o dedo seus músculos, quando sentiu Goten a puxar e a
olhar para ela.
Goten fechava os seus olhos a
sentindo acariciar lhe delicadamente, quando sentiu alguém aparecer e deu uma
empurrada na garota e olhou para o lado.
- Pai! – ele olhou ofegante e
procurando a camisa para se vestir.
Kiria virou-se de costa a ele
e começou a abotoar a sua blusa.
- Hehehe – Goku roçava a nuca.
– Acho que eu cheguei na hora errada – ele desviava o olhar do filho e da
garota.
- O que o senhor quer? – Goten
estava meio frustrado.
- Sua mãe pediu para eu vir
atrás de você, já que a televisão não para de passar sobre o seu “ato heroico”
– fez aspas com o dedo. – Sabe que teremos problemas principalmente com o
Mister Satã – Goku estava calmo.
- Ele sempre diz que é truque,
Pai. E só ele dar uma entrevista falando que tudo é um truque.
- Ele já fez isso Goten, mas
não adiantou muito e a Bulma, a Chichi, o Gohan e o Trunks estão muito bravos
com você. E pior o Mister Satã veio tirar satisfação conosco – Goku suspirou fundo.
- Eu sei pai, mas eu...
- Eu resolvo isso senhor Goku
– Kiria já havia abotoado a blusa e o olhou. – Afinal eu também tive um pouco
de culpa.
Goku sorriu a moça e disse:
- Como irá fazer isso?
–inclinou-se um pouco para ela.
- Basta o Goten me levar para
casa e lá eu faço umas ligações e dou umas entrevistas.
- Ual! Eu achei que só o
Mister Satã era famoso – Goku riu. – Então nos faça esse favor, ou realmente
teremos problemas.
- Goten pode me levar em casa?
- Claro Kiria – ele a pegou no
colo mais uma vez e decolou.
Goku sorriu e levou os dedos a
testa, ia dar a notícia aos seus amigos, esposa e filho.
Coralina viu a reportagem na
televisão e estava triste, pois achou que o Goten ia ficar com ela. Suspirou
fundo e resolveu que ia vê-lo só como amigo, afinal ele nunca tinha á visto
mais que uma amiga e agora ela nem tinha chance, pois ele nunca iria olhar para
ela de outra maneira.
Suspirou fundo desligou a
televisão e foi estudar.
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