Ele procurou pelo ki sobrevoando o céu azul e com poucas
nuvens e logo depois de alguns minutos voando, o avistou em pé, em meio ao rochedo
em uma região bem deserta, mais especificamente em cima de uma montanha que
dava para visualizar o solo do alto. O vento seco e com pequenos grãos de areia
soprava os seus cabelos negros e rebeldes, sua postura imponente e seus olhos
negros parados e em um ponto qualquer daquele céu azul e cintilante daquela
tarde.
Ele havia percebido que o
filho se aproximava, pelo ki que vinha sentindo e o conhecia muito bem, no
entanto não móvel um milímetros de seu lugar, continuou do mesmo modo.
Trunks pousou lentamente um
pouco distante dele, sorriu apesar de tudo tinha orgulho de seu pai e o
admirava.
Tudo que ele queria era
conhecê-lo melhor.
Deu um passo a frente, meio
nervoso e disse:
- Pai, vamos treinar juntos?
– a voz saiu animada e tímida, misturada ao nervosismo e ao suor que escorria
em seu rosto branco.
A esperança estava em sua
voz e suas expectativas cresciam dentro do seu coração.
Tudo que ele queria era
conhecê-lo melhor, ficar um pouco com ele, afinal ele não havia o conhecido em
seu futuro.
- Já estou treinando, não me
atrapalhe moleque atrevido – Vegeta continuou com a mesma postura implausível,
imponente.
Aquelas palavras atingiram Trunks
em cheio e ele se sentou cabisbaixo em uma pedra qualquer por ali perto e pós a
observá-lo.
Três dias haviam se passado
e Vegeta continuava do mesmo modo, parado, olhando um ponto qualquer no céu.
Trunks tinha tentado varias
vezes falar com ele para eles treinarem juntos, mas sempre ganhava um toco de
seu pai.
- Pai, podíamos treinar,
talvez pudéssemos descobrir alguma coisa juntos, para derrotar os androides e o
Cell.
- Já disse pirralho
insolente! Não me atrapalhe... Não me amole e não perca o seu tempo – Vegeta
continuou frio e do mesmo modo.
Trunks abaixou a sua cabeça
em uma tristeza muito grande e muito desesperançoso.
Bem que sua mãe havia
avisado, mas de toda a forma Trunks ainda o admirava desde o dia que o viu pela
primeira vez quando veio do futuro e o encontrou pronto para enfrentar Freeza.
Sim ele era como sua mãe
havia lhe contato. Grosso, rude, cabeça dura, orgulhoso, imponente, arrogante,
estressado e o pior não dava a mínima para eles.
Mesmo assim o rapaz de
cabelos lilás o observava com seus olhos azuis. Seus pensamentos preocupavam
com a sua mãe em seu futuro.
Foi quando ele sentiu dois
kis que conhecia muito bem e apareceram de repente.
Olhou para trás e os viu de
mãos dadas.
- Senhor Goku! – exclamou
ele feliz ao vê-lo bem. – Como é bom vê-lo curado.
- Eu digo o mesmo Trunks –
Goku sorriu animado. – Obrigada Trunks. Foi graças a você que eu m curei. Se
não fosse você e o remédio, eu estaria no outro mundo – os olhos do sayajin de
sangue puro parou no sayajin à frente, que olhava um ponto qualquer no céu.
Trunks percebeu e disse:
- Há três dias ele está
assim - olhou de rabo de olho para o pai. – O pedi para treinar, mas ele diz
que eu só atrapalho; que eu só um incomodo, mas não se move do lugar e não diz
uma palavra se quer.
- Vegeta é inteligente está
pensando em um modo de superar os poderes de um super sayajin – ele saiu voando
e foi até o sayajin mais velho.
Goku pousou perto de Vegeta
e o ouviu:
- Não me irrite Kakarotto,
cai fora!
- Não fale assim Vegeta –
Goku estava resignado. – Eu conheço um ótimo lugar para treinar. É uma sala no
templo, um dia equivale um ano e não vou pedir você para treinar comigo.
- Isso é verdade? –
perguntou Vegeta olhando ele de rabo de olho e desconfiado.
- Claro que sim – Goku deu
um sorriso. – Vem com a gente, mas vamos entrar de dois em dois. Como não temos
tempo você e Trunks entram.
Eles se juntaram ao Trunks e
ao Gohan que os aguardavam mais distante.
Logo Goku os tele portou
para o templo e Vegeta disse:
- Eu serei o primeiro a
entrar – eles começaram a caminhar ao lado de senhor Popo.
Goku sabia que Vegeta ia
querer isso e não protestou.
- Kakarotto por que quer que
eu entre nessa sala? – o príncipe perguntou curioso. – Você sabe que o meu
único objetivo na vida é acabar com você.
- Por que é impossível que
só um de nós possa vencer o inimigo.
Vegeta sorriu um sorriso de
canto e escutou senhor Popo perguntando quem seria o primeiro a entrar.
Trunks então respondeu que
seriam eles a entrarem primeiro.
O rapaz de cabelos lilás
entrou a frente do pai e Vegeta entrou logo em seguida.
A porta foi fechada, os dois
se isolaram do resto do mundo.
Na sala do templo tinha dois
relógios próximos à porta, um no teto, uma mesa com cadeiras talhada em
madeira, uma dispensa com comida para um ano, três camas dorssel, mais a frete
uma porta que dava para três pequenos degraus e mais nada, só o vago.
- Faz muito calor aqui! O ar
é rarefeito e a gravidade é muito grande – Trunks sentia dificuldade no novo
ambiente que se encontrava.
Vegeta não disse nada,
apenas o viu caminhar para o espaço vazio e sem um fim.
- Que tipo de lugar é esse?
– Trunks olhava para frente e não via nada, ao lado do prédio duas ampulhetas e
um relógio no centro, mas para frete e para os lados não tinha fim, era um
quintal sem fim, com uma casa cheia de relógios que marcavam o tempo.
Era realmente muito
estranho, onde não havia nada e era muito grande.
“Eu vou treinar aqui por um
ano com o meu pai?” Se perguntou em pensamento e deu mais um passo para a área vaga
caindo de joelhos no chão.
A gravidade havia o puxado e
ele sentia o seu corpo pesado, ofegava pelo ar ser rarefeito.
Vegeta passou por ele e
seguiu sem se importar, se transformou em super sayajin e começou a treinar o
deixando ali sem dizer uma palavra.
Alguns meses havia se passado
e Vegeta continuava treinando em um canto e Trunks em outro.
A temperatura estava muito
elevada, parecia sair labaredas do chão. Trunks ainda não tinha se acostumado
bem com aquela gravidade e aquele calor era insuportável. O suor escorria pelo
seu rosto, seus cabelos pingavam suor e ele tentava golpes solitários em um
inimigo invisível.
Do outro lado Vegeta
transformado sem super sayajin, ele também dava golpes solitários em um inimigo
invisível.
Era assim, cada isolado em
um canto, como se fossem dois estranhos, como se nunca tivessem dado uma
palavra na vida.
O calor era insuportável,
Trunks sentia o suor pingar pelos seus cabelos um pouco maior, sentia seus
olhos arderem, o ar faltar-lhe, para melhorar um pouco transformou em super
sayajin, dava estrelas de um lado para o outro, às vezes dava chutes no ar.
Parou, sentiu o ki de seu
pai um pouco mais distante, o movimento do mesmo, um pouco mais fraco, sentiu o
clima mudar de repente.
O vento começou a soprar
gelado, a neve começou a cair e lanças de gelo cresciam muito afiadas.
Trunks tentava desviar de
cada uma delas, apesar de sentir um pouco de dificuldade, ele estava
conseguindo, mas logo ouviu um urro de dor vindo mais distante.
Voou o mais rápido que
conseguiu e viu o seu pai com um corte bem fundo no braço.
Vegeta estava com a mão no
local as caretas de dor eram visíveis. Trunks ainda voava em sua direção e
quando viu que uma lança de gelo de ponta bem fina surgir e ir em direção ao
coração de Vegeta. Trunks voou o mais depressa que pode e pegou o seu pai no
colo o levando para dentro da casa da sala do templo.
- Não preciso de ajuda – ele
ainda segurava o local do corte e já ia se levantando da cama.
- Mas pai o seu corte está
feio e a lança de gelo quase te perfurou – ele o segurou pelo braço e tentou
fazer com que o sayajin de cabelos pretos voltasse para a cama, para que ele
pudesse fazer os curativos.
Vegeta rosnou bravo e tirou
o braço dele das mãos de Trunks a força, sentiu dor, sentiu o sangue sair.
- Não venha com
sentimentalismo, não vê que eu estou treinando, então não me atrapalhe moleque
insolente e não se meta onde não é chamado – Vegeta foi caminhando lentamente e
pingos de sangue eram deixado pelo piso de cerâmica. – Fica no seu canto como você esta, é um
favor que me faz – ele saiu pisando irritado e gemendo.
- Pai! – Trunks correu até
ele. – Não pode continuar treinando assim, você quer morrer?
- Escute aqui fedelho, quem
você acha que é para falar assim comigo? –perguntou ele se virando para o rapaz
de cabelos lilás. – Eu sou um príncipe guerreiro e aguento qualquer coisa, não
sou um verme fraco como você, que só veio me atrapalhar no meu objetivo de
ficar mais forte que Kakarotto.
- JÁ CHEGA PAI! – Trunks
gritou com ele. – Deixa de ser teimoso – ele parou a frente dela.
- Não grite comigo moleque e
saia da minha frente – Vegeta o encarava, o clima tenso entre os dois, o
machucado do Vegeta escorrendo sangue pelo braço.
- Você se mostra duro para
mim e para qualquer um. Você se fecha no seu orgulho e no seu mundo. Acha que
isso resolve alguma coisa? – perguntou ele o encarando.
- Saia da minha frente – ele
estava começando a ficar mais irritado.
- Pai, me ouça, por favor –
ele abaixou o tom de voz – Me deixa levar uns socos seus... Deixa-me te ajudar...
Você não tem que suportar isso sozinho. Eu estou aqui para treinar com você – ele o
encarava encorajado, ao mesmo tempo com uma centelha de esperança em seu
coração.
- Cale a sua boca e me deixa
em paz – ele virou em direção oposta e começou a tirar a parte de cima da sua
armadura, o braço estava piorando, há dor e o sangue o deixava cada vez mais
fraco.
- Não me calo pai! Você vai
me ouvir – ele o acompanhou até perto de uma das camas dorssel onde tinha uma
caixa de primeiros socorros.
- Deixa de ser insolente.
- Não vou deixar e você vai
me ouvir – ele o encarou firme e como se tivesse dando uma ordem, como se ele
mandasse.
Vegeta não pode deixar de
perceber o quanto o seu filho era parecido com ele, se orgulhou disso, mas não
mostrou nenhuma reação, nenhum movimento.
- Pai eu lhe peço, deixa-me
treinar com você... Deixa eu te ajudar – Trunks e aproximou dele lentamente. -
Eu viajei no tempo, mas antes disso eu... Tentei me informar mais sobre o
senhor, mas todos me diziam que você era teimoso, orgulhoso e muito forte – ele
sentou-se ao seu lado e tentou tocá-lo, mas o mesmo não permitiu. – Mamãe me
disse muitas vezes para não me iludir com você... Eu sempre quis te conhecer,
mesmo sabendo que eu poderia ter muitas decepções, mas nesse tempo que eu te
vi, que vi como você e forte e com o seu jeito imponente, só me fez te admirar,
mas se não se abrir para me conhecer, como mostrarei que sou digno de ser seu
filho? – perguntou o olhando fixamente.
Vegeta continuava com a
carranca de sempre, viu o filho molhar um pano e colocar em seu braço para
limpar o seu ferimento que era fundo.
Vegeta fez uma careta
imperceptível, usou a brutalidade e disse:
- Eu não preciso de sua
ajuda – ele pegou o pano da mão dele e começou a fazer o curativo.
Trunks
suspirou fundo a sua paciência estava indo embora.
- Pai eu preciso que você
saiba que eu estou aqui. Estou aqui para ajudar, estou aqui para treinar com
você.
Vegeta o ignorou
completamente o rapaz.
- JÁ CHEGA! – ele o rapaz
gritou com raiva. – Você só pensa em ficar mais forte que o Goku. Você fica ai
com esse orgulho bobo, ou fica dizendo que não precisa de ajuda. Todos precisam
de ajuda, todos precisamos um dos outros.
Vegeta erguei os olhos e o
encarou, apesar de surpreso e perplexo ele não demonstrando.
- Teimoso, você acha que
entende as coisas, se acha o príncipe dos sayajins, que ter esse orgulho vai
levar a algum lugar? – ele estava muito irritado vendo o pai ali fazendo o
curativo no braço. – O que a mamãe e eu somos para você?
Vegeta terminou o curativo
ergueu a mão e acumulou uma energia, uma veia saltava da sua testa, uma gota de
suor escorria ao lado.
- Eu não preciso... Eu não
preciso ouvir você dizer...
- Ótimo então me ataque, não
é isso que você quer? Me de alguns socos. Você não tem que suportar tudo
sozinho, eu estou aqui – ele deu um passo à frente, a coragem em seu peito, a
sua imponência e o seu orgulho. –Eu sei que não conversamos, mas eu estou cheio
disso. Eu sei que eu não devia criar expectativa enquanto a você – ele cerrou o
cenho. - Me responda agora o que a mamãe é para você? O que eu sou para você? – ele começou a
caminhar mais próximo dele. – Deixa que eu respondo – ele parou seu rosto perto
do pai cuspindo salivas. - Somo apenas objetos, somos nada, por que você não da
à mínima para nós, você não sabe o significado da palavra família. Você não
sabe o que eu tive que fazer no meu futuro para proteger a mamãe, para ajudá-la
a fazer a maquina do tempo. Tudo para viajar até aqui e descobrir uma forma de
destruir os androides do meu tempo, por que mesmo se os daqui forem extintos,
no meu tempo eles continuaram. Todos os dias eu me pego pensando se a mamãe
está bem, todos os dias eu tenho vontade de pegar a maquina do tempo e voltar
para protegê-la. Sabe por que pai? Porque quando eu voltar talvez ela não possa
mais estar me esperando, por que eu vivo em um futuro incerto – Trunks deixou
os seus olhos ficarem marejados, mas não ia chorar na frente de seu pai, não
queria parecer um fraco diante dele. – Quando o Gohan morreu, eu jurei a mim
mesmo que a protegeria de todas as formas possíveis, achei que conseguiria
vencer as sucatas sem precisar viajar para cá, mas não pude e agora que eu
estou tentando conhecer melhor o meu pai – apontou para si mesmo com o dedo
indicador. – Ele simplesmente prefere se fechar em um orgulho idiota de ser o
mais forte do universo e derrotar o Goku.
Trunks sentiu um soco em seu
abdômen, cuspiu sangue e caiu de joelhos segurando a sua barriga.
- Devia me respeitar mais
moleque – um sorriso de canto surgiu enquanto o encarava com aqueles olhos
negros. – Não era um soco que você queria? Eu te dei moleque insolente – ele
entrou no banheiro pensando em tudo que o seu filho lhe disse.
Trunks levantou-se com
dificuldade e sorriu, talvez tivesse mexido um pouco com o pai, talvez
conseguisse saber melhor como ele era.
- Eu tenho que te deixar
saber. Uma casa ainda não faz um lar. Não me deixe aqui sozinho – ele murmurou
indo treinar.
Vegeta saiu do banheiro e
sentiu o ki de seu filho um pouco distante da casa da sala do templo.
“O que a mamãe é para você?
O que eu sou para você?” Essas palavras martelavam na sua cabeça.
“Você não sabe o que eu
passei para proteger a mamãe no meu futuro”.
- Eu realmente não sei –
murmurou ele olhando um ponto qualquer da sala. – Mas você também não sabe como
foi a minha vida.
***
Trunks dava golpes em um
inimigo invisível enquanto pensava.
“Será que eu agi certo? Será
que ele não vai ficar ainda mais afastado de mim? Talvez eu tenha exagerado com
ele.”
- Trunks! – ouviu o seu nome
de um modo imponente e sério.
O rapaz sentiu o suor
escorrer pelo rosto, sentiu o seu corpo trêmulo, sentiu seu pai vir com um soco
armado em forma de super sayajin para cima dele.
Trunks mal teve tempo de se
transformar também em super sayajin e bloquear o golpe.
Vegeta tentou outro soco,
mas Trunks bloqueou.
Chutes, socos, cabeçadas
eram distribuídos de todos os lados, em pleno ar, a velocidade dos golpes eram
imperceptíveis se estivesse alguém olhando.
Trunks afastou e lançou uma
energia bem forte em seu pai, o mesmo rebateu com o braço e sentiu a dor no
mesmo.
O calor intenso não ajudava
muito, o curativo começava a sangrar de novo, mas a teimosia de Vegeta estava
ali, queria ver ate onde o seu filho era capaz de ir.
- Vamos
moleque... Já sabia mesmo que você era um verme fraco!
No mesmo
instante Trunks fechou o punho indo de encontro ao homem que sempre sonhou em
conhecer. Mas antes que o golpe acertasse Vegeta, o mais jovem foi arremessado
a uma distancia por um chute do mesmo.
- Droga! O
rapaz murmurou tentando respirar direito, já que o chute no estômago tinha
feito um estrago. Tinha que ficar atento aos golpes do pai.
O príncipe podia
estar machucado, mas não era nem um pouco lerdo.
- Galick
Gun! — Vegeta gritou e lançou em direção ao hibrido.
Trunks
tentou desviar, mas foi jogado a uma grande distância.
Levantou-se
do chão sentindo o corpo arder em dor, o sangue escorria pela testa, passou a
mão enluvada na mesma a sujando de carmim.
Ele tinha total
ciência que se seu pai estivesse em melhor porte, poderia ter sido até fatal,
sorriu um sorriso torto, pois era isso que ele queria.
- Vamos
pai! Eu preciso que você saiba.
Viu o seu
pai usar a sua velocidade e dizer:
- Final flash...
– Vegeta lançou com toda força sua energia.
Mas no fim
de tanta fumaça, restava apenas a gargalhada irônica de seu pai.
Trunks
tinha conseguiu parar o golpe, mas estava todo arranhado, com a roupa rasgada o
sangue escorrendo pelos arranhões e ele ofegava.
- Você é
ótimo lutador, papai!
- Você
também não luta mal – Vegeta o encarava fixamente. – Aquele vermizinho até te
ensinou bem – Vegeta partiu para cima do rapaz com todas as suas formas.
Trunks se
irritou, virou-se para ele e disse:
- Gohan não
era um vermezinho, ele me ajudou muito, me ensinou muito e se eu sou o que sou
agora e graças a ele.
Trunks
acumulou bolas de energia nas mãos e começou a lançar varias em direção ao seu
pai.
Vegeta
apenas se defendia com os braços de frente o rosto, percebeu que o Trunks
estava muito nervoso e perdendo o controle de seus poderes.
Vegeta o
viu parar e viu o clima começar a se resfriar novamente, pontas de gelo eram
erguidas de todos os lados, desviou de uma enquanto prestava a atenção no que
ele fazia e nas pontas de gelo que sobiam, na ventania fria e carregada de
flocos de neve grandes e densos.
Vegeta
olhou o seu braço o sangue na facha do seu braço agora meio coagulado, mas a
dor ainda persistia.
Vegeta
procurava pelo filho com os olhos há um tempo ele tinha escondido o ki. Vegeta
esperava o ataque vindo dele de qualquer lado, quando finalmente sentiu um ki indo
a sua direção de frente a ele, uma bola imensa de energia.
Vegeta
rebateu, mas sentiu novamente o braço doer e sentiu o seu filho atrás de si e o
viu com as duas mãos sobre a cabeça preparando o golpe, quando percebeu já
estava caindo no chão quando veio uma ponta de gelo de uma vez e perfurou o
outro braço e um pedaço de seu abdômen.
Vegeta foi
lançado para longe, girando repedidas vezes e caindo de bruços com um corte
profundo em seu outro braço e no abdômen.
-
PAIIIIIIIIIII!!! – Trunks voou a toda a velocidade e chegou até o príncipe que
estava com os olhos fechados e o sangue saindo pelos cortes, sua transformação
já tinha se ido.
Trunks
chegou o mais rápido que pode e pegou ele com cuidado, o levou para dentro, o
colocou na cama, limpou os ferimentos e enfaixou.
Mas Vegeta
começou a ficar com febre e Trunks começou a colocar um pano umedecido nele.
Com os dois
braços debilitados, o abdômen ferido e dando uma cusparada de sangue. Vegeta
estava preso no inconsciente e Trunks arrependido de ter pedido essa luta com
ele. Seu pai estava mal e ele não sabia o que fazer, a não ser trocar os
curativos e esperar.
As horas se
passavam, os dias se passavam e Vegeta não acordava e Trunks começava a
preocupar, a se sentir culpado, a pensar:
“Fui eu o
causador de tudo isso, fui eu que pedi um soco, foi eu que pedi a luta a ele.
Agora ele está aqui e pode morrer, ou nunca mais acordar e eu sou o único
culpado”.
Trunks
suspira fundo ao lado da cama de seu pai, uma lagrima escorre pelo seu olho e
ele enxuga rapidamente e volta a cuidar do seu pai, como sempre faz.
- Me ouça
agora, pai – ele passou a mão em seus cabelos negros e rebeldes. – Preciso que
você saiba – ele olhou os ferimentos e viu o quanto tinha melhorado, apesar de
ver o sayajin a sua frente, desacordado. – Você não precisa suportar isso
sozinho, eu estou aqui, eu sempre estarei aqui – suspirou fundo mais uma vez e
foi comer alguma coisa.
Trunks
voltou e ficou ali mais um pouco, acabou adormecendo sobre a cama, metade do
corpo na cadeira, metade sobre o colchão coberto por lençóis de sedas finas.
As horas se
passaram e Vegeta se mexeu um pouco, gemeu baixo pela dor que ainda estava em
seu corpo, abriu vagarosamente o seus olhos negros , tentou se acostumar com a
claridade da sala onde havia as camas e os moveis, piscou algumas vezes, tentou
se sentar vagarosamente quando viu o rapaz de cabelos lilases com parte do
corpo sobre a cama e a outra sentado na cadeira. Levou a mão receosamente em
direção aos cabelos médios do rapaz, mas parou e hesitou puxando a mão para
perto de si novamente, deu um sorriso torto.
“Não vou
ter sentimentalismo, com esse pirralho.” Apensar do orgulho que tinha dentro de
si, ele se repreendeu por ter tido esse momento, querendo dar um pouco de
carinho ao seu filho.
Vegeta
começou a pensar em tudo que Trunks havia dito antes de tudo acontecer. “Talvez
eu devesse focar em ficar mais forte para proteger eles, e não por uma rinha
com Kakarotto. No que eu estou pensando.” Vegeta tentou se levantar, mas a dor
no abdômen e nos braços eram persistente e ele gemeu alto acordando o Trunks
que se levantou rapidamente com o susto em ouvir o seu pai gemendo e gritou
alegre.
- PAI! Que
bom que você acordou. Como se sente? – ele queria abraça-lo, mas apenas ficou
em pé ao lado dele.
- Você não
esta vendo, moleque? – perguntou ele em um tom ríspido e imponente.
- Me
desculpe pai – Trunks baixou a cabeça e meio envergonhado.
- Por que,
moleque?
- Porque
por minha culpa você está machucado. Se eu não tivesse pedido essa luta, isso
não teria acontecido.
- Não foi
culpa sua – sua voz suavizou um pouco, mas continuou imponente. – Você só
queria me mostrar o seus poderes e como você também é forte. Somos tão
parecidos que eu estou começando a me afeiçoar por você moleque – um sorriso
torto formou sem seus lábios e ele se ajeitou melhor na cama.
O tempo se
passou, Vegeta curou os seus ferimentos e às vezes o mesmo treinava ao lado de
seu filho do futuro.
Completou-se
um ano e as duas saias da sala do templo combateram contra o Cell e após Goku
ter sacrificado sua vida. Cell voltou e ainda mais forte. Ele lançou uma
energia que varou direto o coração do seu filho, aquele que com o jeito
orgulhoso acabou conquistando o seu coração e o deixando carregado de
felicidade que seu filho seria muito poderoso.
- SEU
MALDITO! – gritou Vegeta e partiu para cima do Cell, lembrando de cada palavra
de seu filho: “Me deixe levar alguns socos por você. Deixa
de ser teimoso, você não tem que suportar isso sozinho”. E com essas palavras
em mente ele partiu para cima do Cell, tentando vingar a sua morte, mas foi em
vão, pois Vegeta perdeu feio e de quebra ainda foi salvo pelo filho de seu
rival.
Após a morte do Cell a
despedida de Miray Trunks foi triste, Vegeta com um sorriso de canto e com
orgulho de seu filho guardado em seu coração que apesar de parecer de pedra,
batia como de qualquer terráqueo ou sayajin, levantou dois dedos em uma
despedida singela e bem discreta, mas os dois sabiam o quanto eles eram
parecidos e chegaram a se conhecer um pouco mais e ver que os dois tinha o
mesmo sangue azul da família real sayajin.
Fim...
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