Ao chegar a um lugar meio deserto, pouca
vegetação e muitas rochas medianas. Estávamos próximos de onde o radar marcava
a localização das esferas. Descemos do carro e tiramos o equipamento que era
necessário.
A raposa instalou uma espécie de vídeo
transmissor com várias antenas que se elevaram para o alto e começavam a
transmitir a imagem para o televisor.
Enquanto eu testava o meu robô de ultima
geração e disse a mim mesmo:
- Agora sim com esse robô eu vou acabar com
aquele garoto folgado.
Mai e Shu observavam o sinal e logo meus
capachos vieram até mim:
- Senhor, descobrimos que o ponto fraco do
garoto é o rabo.
Sorri satisfeito e fui até onde os meus
servos estavam.
- Não é ótimo grande Pilaf? – a moça me
perguntou com um sorriso meigo nos lábios.
- Não sabíamos o que fazer com aquele garoto
invencível, nada o detém e ele está atrás das esferas do dragão – bebia um suco
enquanto Mai falava, assim que terminei a olhei:
- Eu sabia que Kami-sama não ia me abandonar,
pois ele quer que eu seja dono desse mundo. Eu sou o eleito, o grande – estava
de punhos erguidos para cima e feliz da vida, afinal ia ser o senhor do mundo.
De qualquer modo a esfera do dragão está guardada nesta caixa especial que eu
projetei, por isso não aparece no radar daquele garoto, resumindo; aquele moleque
não pode saber onde está o artefato mágico que está comigo. Por outro lado
podemos saber onde estão as outras esferas que estão com ele graças ao nosso
radar - olhava a caixa com alegria.
Meus capachos aplaudiam o meu discurso
animados e convictos de que íamos conseguir.
- Grande Pilaf, meu amo – chamou a raposa me
adulando. – Neste exato momento o Goku está lutando com os guerreiros de vovó
Uranai para que ela revele onde está a esfera que está aí na caixa – apontou
Shu para a caixa. - E se o garoto vencer? – perguntou a raposa meio preocupada.
- SEU IDIOTA!- bati na cabeça dele com a
caixa. – Essa vidente é uma farsante – eu estava bravo com ele. – Mesmo que o
garoto descubra onde está a bola dourada, sabemos o ponto fraco dele, além do
mais temos a melhor tecnologia. Não percebem que nossa batalha já esta ganha –
estava convicto de que eu ia vencer. – Finalmente a vitória esta do nosso lado
– engano meu, um belo engano, querem ler?
- O senhor tem razão – Mai concordava comigo.
- Essas máquinas são diabólicas é produto de um grande gênio – a moça puxava o
meu saco.
- Agora vamos derrotá-lo – ergui o punho para
cima e convicto da nossa vitoria.
Mai, Shu e eu encapsulamos os robôs,
encapsulamos o equipamento vídeo transmissor, guardamos no automóvel. Depois
entramos no mesmo e partimos para o local onde o garoto estava lutando. Afinal
eu seria finalmente o senhor de todo mundo.
Viajamos de carro pela estrada, estava com um
plano em mente, pois sabíamos do ponto fraco dele e eu teria as esferas em
minhas mãos.
- Dentro de pouco tempo finalmente o deus
dragão realizará o meu desejo – esfreguei as minhas mãos umas nas outras.
Estava imensamente feliz só de pensar
naquelas esferas todas juntas, brilhantes e com aquele dragão imenso brilhando,
os olhos vermelhos e realizando o meu sonho. Só de imaginar eu já babava pelo
canto da boca.
- Sim, meu amo – começou a rasgação de seda
da raposa. – Depois de tanto tempo chegara a nossa vez. – Shu estava
imensamente feliz.
- Tem razão, eu lembro que já sofremos muito
e também nos demos muito mal algumas vezes – busquei as minhas recordações
enquanto Mai e Shu também se lembravam, afinal eles estiveram comigo em todo o
sofrimento que passamos até agora.
- Vocês já sofreram muito, não é? –
Perguntei, pois apesar de tudo eu gostava daquele bando de inúteis.
- Sim- concordou Mai com lágrimas nos olhos.
- Mas
agora a vitória está cada vez mais próxima e eu poderei governar o mundo com
minhas próprias mãos. Todas as criaturas terão que me obedecer.
- O que
o senhor pensa em fazer? – perguntou a raposa se aproximando de mim.
- Bem
eu... – fiquei pensando.
- Vamos
me diga? – Shu insistia.
- Bem eu... – ainda estava pensativo.
- Diga, o que o senhor vai fazer quando for
rei do mundo?
- ORA, CALE A BOCA! E não me amole – dei um
cascudo nele e Mai continuou dirigindo o carro sobre uma estrada de chão
batido.
Alguns minutos se passaram e ouvimos um
barulho no capô do carro.
- O que foi isso? – perguntou a moça olhando
a estrada.
- Deve ter sido alguma pedra – comentei,
quando vi a cabeça do garoto aparecendo pelo para-brisa do carro.
- Oi pessoal! – ria ele animado. – Eu preciso
da esfera do dragão – ele estava muito feliz.
- Hum! – dissemos uníssonos, estranhando
aquele fato.
- Me desculpe- começou o jovem novamente. –
Por acaso vocês viram a esfera do dragão?
Assustamo-nos muito com o garotinho que tinha
aparecido de surpresa. Mai começou a perder o controle do carro virando o
volante tentando o controlar.
O garoto foi lançado para longe do carro, mas
conseguiu cair de pé um pouco mais distante de nós.
Mai conseguiu parar o carro e Shu disse:
- Mas é aquele garoto!
- Não acredito! Não pode ser... – fiquei
abismado.
- O que ele faz aqui? – perguntou a moça
receosa.
- Mas eu tenho certeza que coloquei a esfera
dentro dessa caixa especial – ergui a caixa na altura dos meus olhos. – Eu não
estou entendendo.
O garoto olhava o nosso carro e gritou:
- ÀH EU CONHEÇO VOCÊS! SEMPRE ESTÃO ATRÁS DAS
ESFERAS DO DRAGÃO! – apontou ele com o dedo indicador para o nosso carro. – E
OUTRO DIA VOCÊS TENTARAM ME MATAR!
- O
que vamos fazer? – perguntou Mai com medo. – Decidimos fazer um ataque
surpresa, mas não esperamos que ele viesse atrás de nós – a jovem estava
assustada.
- Não se desespere – estava calmo e com tudo
planejado. – Se pensarmos com calma, nós veremos que é sorte para nós, ele ter
vindo até aqui. Se ele for eliminado as esferas do dragão serão minhas. Não se
preocupem.
Peguei a bola de uma estrela e a ergui na
altura de meus olhinhos, o brilho dourado refletiu nas minhas retinas, sorri
ironicamente:
– Esse
garotinho não vai nos vencer, pois somos muito mais fortes que ele - grande
ilusão a minha.
Ainda olhava o precioso artefato mágico em
minhas mãos.
- Ei vocês! Saiam do carro – ordenou o
garoto.
Saímos do carro e o encaramos penetrantemente
o garoto.
- Você não manda em mim pirralho – apontei o
dedo indicador a ele, enquanto Mai encapsulava o carro.
- Garoto, o fato de você ter encontrado as
esferas prova que você é muito esperto, mas não tanto quanto eu – estava
convicto de que ia vencer.
- Vocês
vão fazer alguma maldade? – perguntou ele com o cenho franzido. – Eu acho
melhor vocês entregarem a esfera do dragão – ameaçou ele.
- Você só pode estar brincando! – estava
muito exaltado. – Além de você, nós também queremos esses preciosos tesouros –
segurava uma das bolas comigo. – O que acha disso? – comecei a dar condições a
ele. – Se você ganhar, eu entrego a esfera que está comigo, mas se eu ganhar
você entrega as seis esferas que estão com você. O que acha disso?
- Hum... Vocês já sabem que eu tenho as
outras seis esferas? – perguntou ele ingenuamente e com aquela cara de
tonto.
Ri cinicamente a ele.
- Ora, eu sou mais que um gênio. De qualquer
forma aceita o desafio? – perguntei a ele convicto da vitória, afinal eu ia
lutar com ele e as esferas iam ser minhas. Santa inocência viu.
- Mas é claro que sim – ele respondeu muito
animado.
- Então me dê o seu dedinho – ergui o dedo
mindinho.
- Mas eu não quero ficar sem ele – ele fez
uma cara tonta e nós caímos para trás com a ingenuidade daquela criança.
- Deixa de piadinhas – peguei o dedo mindinho
dele e uni ao meu. – Essa é a promessa do dedo mindinho, se você não cumprir
estará ferradinho – soltei o dedo ele e sorri maleficamente.
Jogamos as cápsulas para o alto e depois da
fumaça esbranquiçada evaporar pelo céu, apareceram três robôs. Um para Mai, um para Shu e um para mim.
Entramos nos robôs e sorrimos ironicamente e
eu perguntei:
- Ficou surpreso? – Estávamos dentro dos
robôs. – Esses robôs são os mais fortes do mundo. Eles são os robôs do Pilaf.
Se vai se render, faça de uma vez, ou vamos acabar contigo – apontei com a mão
mecânica do mesmo.
- Legal, eu adoro lutar com os mais fortes –
por alguma razão ele estava mais animado e eu não entendia o motivo. – Agora
vamos lutar.
- Claro que vamos – eu tentei convencer Mai a
lutar, mas o garoto que estava impaciente veio para cima de nós e começou a
atacar os nossos robôs.
Nós conseguimos revidar e o lançamos em uma
pedra fazendo-a a quebrar, no entanto aquele garotinho saiu ileso.
Mai e Shu partiram para cima dele, mas ele
acabou usando um bastão mágico e me atacou com o mesmo me lançando contra outra
pedra.
Recuperei-me e me levantei com aquela arma
móvel e gigantesca. Agora eu ia colocar meu plano em prática, foi quando a
raposa virou-se e disse:
- Senhor, não dá para ver o rabo dele, ou
está bem escondido.
- O quê? – olhei para o traseiro do garoto e
fiquei surpreso.
Pedi um tempo e começamos a cochichar entre
nós, depois de muita conversa decidimos continuar com o nosso plano.
Começamos a lutar novamente contra o garoto e
então a moça agarrou o garoto com as mãos mecânicas do robô.
Depois Shu usou o fogo que saía de uma cauda
do robô que ele usava, queimando a roupa do garoto e mostrando o bumbum dele.
Fui para pegar o rabo do garoto, mas para a
minha surpresa, não havia mais nada, apenas um sinal. Mexi com a mão mecânica,
feito bobo e com cara de quem não entendia mais nada.
O menino ficou nervoso e usou toda a sua
força para sair das mãos do robô que Mai usava. Ela não conseguia mais segurar
e não tinha mais cauda nenhuma.
Comecei a suar e a ficar preocupado. Percebi
que a cauda dele tinha sumido. Finalmente eu havia percebido a realidade dos
fatos.
Então ele conseguiu se soltar e eu perguntei
indignado:
- O que aconteceu com o seu rabo?
- Ele foi arrancado – ele estava muito bravo.
–Você é uma pessoa má – ele cerrou o punho me olhando. - Acabou com a minha
roupa. Agora vão me pagar.
Mai, Shu e eu unimos os robôs em um só,
acoplando ao mesmo. Assim que nós nos unimos, o garoto lançou uma energia e
acabou com o robô de Mai.
Viramos uma espécie de avestruz robótica eu
segurei no pescoço dela enquanto fugíamos, já que o garotinho era mais poderoso
que nós.
Enquanto corríamos, lançamos um míssil, mas o
garoto conseguiu pegar com muita facilidade e mandar de volta para nós, nos
vencendo.
Eu tive que entregar a esfera do dragão a ele
e Shu a suas roupas, já que nós havíamos acabado com a roupa do menino.
Para a nossa sorte ele nos deixou vivo e saiu
dali voando naquela nuvem dourada.
Eu havia perdido novamente. O meu sonho havia
sido levado mais uma vez e eu teria que esperar mais uma vez para vê-lo
realizado.
“Será que um dia eu iria realizar o sonho de
ser o senhor do mundo?” Era assim que eu pensava.
Entramos no carro e voltamos ao meu castelo,
derrotados, humilhados e totalmente desiludido.
Dia 20 de janeiro 751
“Cheguei a meu castelo com o rabinho entre as
penas, como um cachorrinho sem dono, aborrecido, desorientado por ter deixado o
meu sonho passar entre os meus dedos mais uma vez. Sentei-me em meu trono,
coloquei a mão no queixo e suspirei fundo lembrando de tudo que havia passado
até agora, de todos os sofrimentos e as humilhações que eu passei.
Vi Mai parar em minha frente e disse:
- Senhor! Ficamos sabendo de uma história de
um ser maligno que foi lançado ao fundo do mar preso em um recipiente.
- Hum – fiquei pensativo, pois afinal já
tinha passado por uma experiência, que não levou a algo agradável.
No entanto, não custaria tentar, ou será que custaria?
Eu tinha as minhas dúvidas, porém eu pensei e pensei:
- Isso me dá uma ideia para dominar o mundo.
- Qual mestre? – perguntou Mai me olhando
ajoelhada diante de mim.
- Pesquise sobre esse ser e vamos soltá-lo
para unir a ele e derrotar aquele menino macaco e depois podemos governar o
mundo – sorri maliciosamente esfregando as minhas mãos.
Eu iria me aventurar em uma coisa insegura
novamente, no entanto eu tinha que arriscar.
- Certo – ela saiu da sala do trono e eu
fiquei ali bolando vários planos para dominar o mundo.
****
Algumas horas se passaram e mais tarde Mai
voltou com toda a pesquisa em mãos, me reverenciou e me entregou. Eu li linha
por linha e disse:
- Vamos libertar esse tal de Piccolo Daimao –
estava satisfeito e convicto de que meu novo plano poderia dar certo.
Depois de ler a pesquisa eu tinha esperanças
nesse ser, mesmo ainda com o pé atrás, mas eu iria tentar. Sim eu iria.
- Sim, mestre – Mai foi preparar para irmos
ao local que mostrava nas pesquisas.
Logo em seguida, nós saímos em viagem para o
mar, onde o recipiente havia sido jogado.
Depois de algumas horas chegamos ao local e
passamos muitas dificuldades para tirar a vasilha do fundo do mar, mas assim
que tiramos, voltamos à nave e eu o repousei sobre a mesa, apertei o botão e
abri o recipiente.
Uma fumaça esverdeada saiu do mesmo e foi
tomando uma forma de um ser alto, verde, com orelhas pontudas, rugas no rosto,
duas antenas na testa pendidas para frente.
- Foi você que me libertou? – perguntou a voz
envelhecida, com aqueles olhos carregados de crueldade, o símbolo da maldade no
peito, as unhas compridas e os dentes com algumas presas.
- Sim – eu tremia ao ver aquele ser e estava
começando a me arrepender por ter libertado ele.
Ele sorriu ironicamente, com um olhar
assassino para mim e disse:
- Agora você irá morrer! – ai que eu tremi na
base e comecei a argumentar:
- Espere... Eu sei coisas que pode nos unir e
dominarmos o mundo juntos.
- É mesmo? – ele perguntou com desprezo na
voz, mas de certa forma interessado. – Você tem cinco minutos para me dizer –
ele me olhava friamente.
Respirei fundo, aliviado e pedindo a
Kami-sama que aquele ser não me matasse. Então comecei a narrar a ele sobre as
esferas, o torneio de artes marciais e tudo mais.
- Hum... Então vamos atrás delas, chamou um
pterodátilo que era seu servo.
Colocou
um ovo pela sua boca, de dentro dele saiu um tipo de dragão esquisito, verde
com asas e pediu para partirmos.
Voávamos em busca das esferas do dragão, enquanto
um dos servos dele foi atrás da lista de participantes do torneio de artes
marciais. Então ele se virou para mim e perguntou:
- Se eu tiver as sete esferas do dragão eu
posso ter tudo que eu quiser? – O monstro estava com meio sorriso.
- É isso mesmo – respondi com as duas mãos
unidas a sua frente. – Imagino que o pedido de Piccolo Daimao é dominar o
mundo? – estava esperançoso na resposta, pois queria governá-lo também.
- Não preciso das esferas para isso – seu
sorriso irônico era assustador. – Dominar o mundo, TSC. Isso não me custa
absolutamente nada – o ser verde desdenhou virando a cabeça para o lado.
- Então o que o senhor quer? – perguntou Shu
educadamente.
- O que eu mais quero é a juventude eterna.
Com ela eu posso governar a todos com muita facilidade.
- É uma ótima ideia! – tremia de medo. - E
sobre isso que eu queria falar... Foi um grande sofrimento encontrar aquele
recipiente onde o senhor estava... E... E fui eu que trouxe o senhor de volta e
falei dos preciosos artefatos mágicos – batia um dedo no outro um pouco
nervoso.
- O que você quer dizer? – Piccolo se
inclinando um pouco para frente.
Meus capachos e eu estávamos suando temerosos
e no fundo já estava arrependido de ter liberado aquele ser. Agora era deixar
do jeito que estava.
- Não é nada importante... – balancei minhas
pequenas mãos em gesto de não. – Quando o senhor for dono do mundo eu gostaria
de... – comecei a ficar nervoso novamente. – Eu gostaria de ter a metade do
mundo. Eu também falei para o senhor dos lutadores de artes marciais que eram
de todas as partes do mundo.
- O quê? – O monstro mostrava a sua cara mal
humorada.
- Um terço já está bom – a cara dele ficou
ainda pior. – Que tal a quarta parte?- a cara dele piorou. – A sexta parte? –
ele me encarava. – Não deu... – desisti de argumentar quando o ser se
pronunciou.
- Vou pensar no seu caso, Pilaf.
- Ótimo... Eu ficaria muito agradecido se o
senhor concordasse – eu balançava as mãos nervosamente, apesar de estar crente
no que ele me disse.
- Pilaf, o Tamborim já voltou?
- Mai! – chamei a moça e me virei para ele.
- Sim, eu vou verificar – Mai já sabia o que
eu queria.
Ela apertou um botão no painel de controle da
nave.
Saiu
um globo esverdeado do teto da nave e a moça disse:
- Ele está se aproximando sem problemas – a
moça olhava o globo onde piscava o sinal do dragão estranho que tinha saído de
um ovo que saiu da boca daquele ser.
- Por que quer o nome de todos os lutadores
do torneio de artes marciais? – perguntei curioso.
- Foi um deles que me capturou! Não sei o
truque que usou, mas isso não vai se repetir – os olhos dele brilharam e o
recipiente simplesmente evaporou em uma fumaça marrom e densa.
Mai, Shu e eu nos abraçamos temerosos, pois
aquele ser era terrivelmente forte, assustador e mau.
- Vou mostrar a esses lutadores a realidade
da morte. Não conseguiram me derrotar – ele olhava um ponto qualquer com o semblante
carrancudo.
- Faremos o máximo possível – comentei com a
voz trêmula com meus puxa sacos perto de mim.
Tirei a
mão do papel movimentando, pois já estava ficando com cãibras nos dedos de
tanto escrever, mas logo eu voltaria a colocar as minhas memórias naquele papel
a minha frente.
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