Estava
olhando pela janela, as árvores balançavam com o vento, alguns pássaros
cantavam ao longe, o sol iluminava o pequeno jardim do meu castelo.
Há
tempos eu não observava da janela daquele quarto.
Aquele psicólogo
tinha razão ao pedir para eu passar as minhas frustrações para o papel.
Realmente estava me fazendo bem e me deixando de certa forma aliviado.
Voltei
à cadeira, me sentei, peguei a pena e comecei:
Dia 21 de janeiro 751
Continuamos viajando dentro da nave junto com
o Piccolo Daimao, quando Tamborim voltou e entregou a esfera ao seu mestre.
- Essa é uma das bolas do dragão? – perguntou
o ser verde pegando o objeto redondo e alaranjado e o olhando fixamente para o
mesmo entre as unhas.
- Sim é – respondeu Tamborim. – Ela estava
onde eles disseram – virou o rosto na direção onde estávamos e apontou com o
dedo indicador onde nós estávamos.
- Viu! Eu tinha razão – eu estava muito
animado e esperançoso.
-Se eu conseguir as sete esferas posso
realizar o meu desejo de ter a juventude eterna? - Piccolo admirava o pequeno
objeto brilhante e hipnotizador. – Não é isso, Pilaf?
- Claro que sim. Não é incrível! – sorria
nervosamente com as mãos unidas.
- Vou obter a juventude eterna e meu corpo
será saudável e eu voltarei a ser muito poderoso – ele estava satisfeito e eu
com as minhas dúvidas sobre eu ter uma parte do mundo ou não.
- Com certeza o senhor ficará muito bonito e
muito poderoso – concordei com o ser verde diante de mim.
Ele apenas fechou o semblante e me olhou como
se estivesse me ameaçando.
Tremi de medo sem que ele percebesse,
sinceramente, aquele meu plano não estava indo bem.
- Essa é a lista dos lutadores do torneio de
artes marciais nos últimos dez anos – estendeu o bloco de folhas ao seu senhor.
– Por sorte a esfera estava no templo, então matamos dois coelhos em uma
cajadada só.
- Muito bem Tamborim – o ser verde elogiou o
seu servo. – Quero as fotos na parede.
- Eu também quero ajudar – peguei alguns papéis
com o Tamborim e comecei a pregar na parede da nave.
O monstro que lembrava uma espécie de dragão
com cara de sapo viu a foto de um garoto e disse:
- Não acredito que esse era um dos lutadores
– ria divertidamente olhando a foto em uma de suas mãos. – Está mais para
perdedor.
- Você o conhece? – Piccolo Daimao perguntou
por de trás dele também visualizando a foto.
- Conheço! – ele se virou para o seu mestre.
– Mas isso não importa mais, pois ele já está morto – Amassou a foto do jovem e
jogou para o lado.
- Grande Pilaf! – chamou Mai. – Veja essa
foto – a moça estendeu a foto em minha direção.
Fui para olhá-la e Mai entregou para eu ver
melhor. Peguei a foto e fixei os meus pequenos olhos naquela imagem sem
acreditar:
- Mas é ele! – olhava a foto, incrédulo. –
Agora eu entendo porque ele era tão forte. Já participou duas vezes do torneio
de artes marciais e ficou em segundo lugar.
- Nem precisa colocar esse na parede –
pronunciou Tamborim vendo quem estava na foto em minhas mãos.
- O que? – meus capachos e eu perguntamos
uníssonos.
- Esse daí, eu já mandei ele dessa para
melhor – ele parecia calmo.
- Ma... Ma... Matou? – a palavra mal saiu de
minha boca.
- Claro que sim! – Tamborim estava orgulhoso
de si. – Foi tão fácil que nem acho interessante comentar.
Mai, Shu e eu arregalamos os olhos e
percebemos que nós estamos cutucando onça com vara curta.
Aqueles seres eram perigosos, cruéis e
extremamente poderosos.
- Se esse garoto ganhou o segundo lugar...
Senhor Piccolo Daimao, esses lutadores não foram lá essas coisas – Tamborim
estava debochado.
- Isso é muito bom, no entanto quero ter
certeza. Nunca mais quero ficar preso com aquele golpe chamado mafuba. Você vai
eliminar todos os lutadores da lista para que nenhum me impeça de dominar o
mundo.
- Sim, senhor – o servo olhava o seu mestre
fixamente.
- O mais importante agora é localizar as
esferas do dragão ai então eu dominarei o mundo – Piccolo riu malignamente. –
Agora vá e não deixe nenhum lutador vivo – ordenou o ser verde ao seu servo.
Nós vimos Tamborim sair pela porta e sumir
pelo céu.
- Grande Pilaf, será que foi uma boa ideia
ter soltado o Piccolo Daimao? – perguntou a moça sussurrando em meu ouvido.
- Será que Piccolo Daimaio vai dar ao senhor
a metade do mundo? – perguntou a raposa também sussurrando no meu outro ouvido.
Eu apenas olhava os dois e me fazendo a mesma
pergunta que eles me faziam.
Depois Mai pegou uma grade taça cheia de um
liquido verde e levou até o Piccolo Daimao.
- Aqui está a sua bebida preferida, senhor! –
a garota repousou a taça no chão e saiu correndo com receio vindo para o meu
lado novamente.
Até parece que eu poderia protegê-la.
Piccolo bebeu rapidamente o liquido, enquanto
olhávamos para ele assustados e com gotas de suor escorrendo em cada um de nossos
rostos.
- A propósito Piccolo... – o pterodátilo
falante chamou a atenção do ser esverdeado. – Fale aí, como vamos conseguir os
artefatos mágicos.
- Vou criar outro guerreiro para que se
encarregue disso.
Encolhemos em um canto qualquer da nave e Shu
sussurrou:
- Ele vai fazer aquilo de novo?
- Eu nem quero ver, pois me dá nojo só de
pensar – comentei entre caretas.
- Eu acho que é melhor não ficar criando
guerreiros, ou o senhor perderá energia que ainda lhe resta. Isso fará com que
a sua idade avance ainda mais e poderá morrer sem conseguir dominar o mundo –
Piano aconselhava o seu mestre.
- Não diga bobagens! – respondeu o ser verde.
– Só falta termos as esferas e usar mais um pouco da minha energia não vai me
matar. Vou criar um guerreiro para pegar as bolas douradas que faltam. Ele será
exclusivamente para esse objetivo – sorriu com os seus olhos carregados de
maldade.
Ele começou a se concentrar, seus olhos
ficaram amarelados e brilhantes. Depois disse algumas palavras em um idioma
estranho que eu nunca tinha ouvido.
Mai, Shu e eu tremíamos e resmungávamos de
medo e nojo. Enquanto observávamos o monstro verde sentado em uma espécie de
trono diante de nós.
Depois de dizer aquelas palavras estranhas,
Piccolo começou a abrir a boca e de dentro dela saiu um ovo rodeado por uma
saliva verde e gosmenta.
Eu tapava os olhos enquanto Mai fazia caretas
de nojo.
O ovo finalmente caiu no chão ainda coberto
pela mesma saliva verde e da boca de Piccolo escorria a mesma. Realmente dava
vontade de vomitar ao ver tudo aquilo. Algumas vezes cheguei a fazer vômito,
pois era muito nojento.
- Está tudo bem senhor Piccolo? – o
pterodátilo perguntou ao ver visivelmente cansado, porém o mesmo não deu
atenção.
- Desperta! Seu nome será Címbalo – Piccolo
olhava o ovo fixamente.
O mesmo começou a rachar e dentro do ovo saiu
uma espécie de dragão com chifres e asas com unhas nas pontas dos dedos.
- Já saiu! – eu e meus capangas estávamos
surpresos, pela rapidez que se chocava aquele ovo estranho.
- Já despertou Címbalo? - perguntou o ser
verde ao outro da mesma cor.
- Sim senhor! Piccolo Daimao – a criatura
obediente.
- Preste bem a atenção. Sua missão é
encontrar as esferas do dragão.
- Tá – observávamos o ser responder com um
gesto de sim com a cabeça.
- Pilaf – me chamou o monstro verde me
olhando com aqueles olhos semicerrados e carregados de maldade.
- Hum- respondi junto com os meus fiéis puxa
saco.
- Onde está o outro artefato mágico?
Fui até o painel de controle e apertei o
botão onde novamente um grande globo saiu do teto da nave e o radar começou a
apitar simultaneamente mostrando a localização dos mesmos.
- Tem um que está mais perto da nave. Que tal
irmos atrás dela? – apontava para o radar com o dedo indicador.
- Meu grande amo! – Shu virou-se para o outro
lado e começou a cochichar. – Não percebeu que Piccolo Daimao nem agradeceu por
tê-lo trazido de volta a esse mundo?
- Shiu! – coloquei o dedo indicador na boca e
estava virado para o mesmo lado. – Ele pode ouvir – sussurrei a ele. – Mas que
bobagem está dizendo, tenho certeza que ele vai me dar a metade do mundo – eu
olhei o dito cujo de rabo de olho e Piccolo me olhava fixamente.
Estava mais difícil do que eu pensava, mas
nós iríamos até o fim com esse plano.
Dia 22 de janeiro 751.
Para tentar entreter o monstro e chamar a
atenção do mesmo, arrumei uma revista e abri-a e fui me aproximando lentamente
ficando frente a frente com o Piccolo.
- Como se sente Piccolo Daimao? – perguntei
meio nervoso. – Como vi que está meio aborrecido; eu trouxe essa revista –
comecei a mostrar as imagens das páginas a ele.
Mai e Shu ficaram envergonhados com a
revista, pois continha fotos sensuais.
O monstro verde nem deu atenção, alías parecia
que nem estava me vendo.
- Acho que ele não está interessado -
comentou a raposa.
- SEUS IDIOTAS! – começou o pterodátilo. - O
senhor Piccolo Daimao está descansando. Ele dorme de olhos abertos.
- Ham! – dissemos juntos tentando entender.
Ficamos com muito medo daquele monstro, então
decidimos não incomodar mais. Vai que ele acorda mal humorado e nos mata.
Depois de um tempo Piccolo soltou um gemido
como se fosse de dor, inclinou seu corpo um pouco para frente.
- O senhor está bem? – perguntou Piano a ele.
Nós encolhíamos em um canto, tremendo e
escorria gostas de suor de nossos rostos.
- Címbalo foi eliminado – respondeu o Piccolo
suando, ainda sentado no trono e segurando com certa força os braços do mesmo.
- Mas isso é uma pena, meus sentimentos... –
fiquei triste pelo ocorrido.
- O Címbalo era tão bonzinho! – Mai lamentava
a perda do bicho servo de Piccolo. – Que
tristeza.
-CALEM A BOCA! – o monstro verde
gritou. – Vocês não têm noção do que está acontecendo. Címbalo era um filho
para mim. Vocês não entendem os meus sentimentos nem as minhas emoções.
- Tem razão! Nós não entendemos nada.
- Claro senhor! Nós não estamos tristes – Mai
me abraçava enquanto ficávamos um perto do outro, quase unidos, como se aquilo
resolvesse ou protegesse contra alguma coisa.
O grande globo que era o radar piscava
insistentemente mostrando onde estava a esfera do dragão. Piccolo apontou o
dedo indicador para o globo no teto da nave.
- Címbalo foi atrás das bolas nesse lugar –
ainda apontava para o globo. – Foi ai que ele morreu. Isso significa que a
pessoa ou sei lá o que está com a esfera do dragão e para se defender matou Címbalo
– Piccolo estava muito enfezado.
- Mas senhor, eu não acredito que alguma
coisa nesse mundo possa ter derrotado Címbalo, pois ele e o Tamborim são
invisíveis – aquele pterodátilo comentava com aquela voz estridente.
- Ele tem razão – concordou Shu com o Piano.
- É verdade, ninguém é mais forte que seus
guerreiros. Deve ter sido um engano – fiquei meio trêmulo e de mãos abertas
diante de mim.
- Sim é verdade – concordou Mai.
- ENTÃO PODEM ME EXPLICAR POR QUE O MEU CÍMBALO
MORREU?- o ser verde estava muito enfezado. – Não interessa quem foi, mas ele
vai saber quem é o grande Piccolo Daimao. Eu vou lhe dar uma lição da qual ele
nunca mais vai se esquecer – Piccolo estava muito descontrolado.
Piccolo colocou o dedo na cabeça e ficou por
um momento imóvel. Não sabia ao certo o que ele estava fazendo, mas creio que
estava falando com o tal de Tamborim.
Meus capachos e eu apenas o observávamos. Eu
estranhava aquele ser usando tal de telepatia, afinal nunca tinha visto alguém
fazer.
Piccolo tirou o dedo da sua testa e disse
nervosamente:
- Quem matou Címbalo, vai me pagar e muito
caro.
- Senhor, não é bom ficar tão nervoso, isso
não faz bem a sua saúde – o pterodátilo tentava acalmar o seu mestre.
- Meu grande amo, por que não vamos para um
lugar bem longe daqui? – a raposa suava e tremia ao meu lado.
- Não diga bobagens. Nós sofremos muito para
chegar até aqui. Não se lembram? – eu ainda tinha esperanças de ter ao menos um
pedacinho de nada para eu governar.
- Eu não sei porquê, mas estou sentindo um
aperto no meu coração – Mai estava muito preocupada.
- Agora falta pouco, vamos tentar manter a
calma – tentava tranquilizar meus dois puxa sacos, mas nem eu estava muito
convicto.
Piccolo novamente se mexeu e continuou a
falar com o tal de Tamborim.
Nós apenas observávamos temerosos.
- Ligue o radar – pedi a Mai depois de ter
ouvido Piccolo dizer:
- O que foi embora? – o ser verde estava tão
incrédulo que a voz saiu pela boca.
Mai ligou o radar e o globo apareceu no teto,
começou a apitar um barulho constante mostrando a localização das esferas.
- Está indo para o noroeste – Mai olhava para
cima o ponto que se movia no radar.
Piccolo voltou-se a sua telepatia e mandou
Tamborim atrás deles em voz alta.
- A esfera parou senhor – Mai avisou olhando
para o alto vendo um ponto piscar no globo preso ao teto.
Piccolo sorriu novamente e usou a tal da
telepatia, no entanto dessa vez não ouvimos o que ele disse.
Novamente Piccolo começou a gemer e a se
mexer estranhamente a gemer e a suar. Colocou as mãos na cabeça e o pterodátilo
disse:
- Senhor Piccolo esta tudo bem?
O ser fazia várias caretas e parecia estar
sofrendo ali em seu trono.
- Tamborim também morreu! – estava incrédulo.
- O que está havendo naquele lugar? Eu não entendo – o ser estava bravo e nós
apenas o observávamos em um canto encolhidos.
- O quê? Tamborim também morreu! – era o
Piano que não acreditava nas palavras de seu senhor.
- Que tipo de monstro mataria o meu Tamborim?
- Eu não sei. Será que foi o Godzila? –
Perguntou Mai suando como a tampa de um cuscuz.
- Você! – apontou para mim com o dedo
indicador e sua unha comprida.
- Pois não! - respondi a ele suando frio.
- Quero que me leve onde o Tamborim foi
assassinado.
Concordei com a cabeça e Mai coordenou a nave
para o local.
- Dois dos meus guerreiros, parte de mim
foram mortos. Não sei do que se trata, mas eu, o grande Piccolo Daimao, vou
mostrar o meu poder das trevas.
- O quê? – eu olhava o radar do dragão
abismado.
- O que foi? – perguntou o monstro
desconfiado.
- A esfera aparece onde o Tamborim morreu.
- O que tem ela? – parece que o ser não havia
entendido.
- Os três artefatos mágicos estão indo em
direção ao local que o seu servo foi assassinado. Eles estão se movendo.
- Isso quer dizer que outras pessoas estão
atrás das esferas do dragão, certo?
- Com toda certeza – respondi preocupado. – O
que vamos fazer? Eles conseguiram quatro das esferas do dragão, senhor Piccolo
Daimao – eu estava desesperado.
- Fique tranquilo – começou ele. – Eles não
vão conseguir todas as esferas. Lembre que a de quatro estrelas está comigo –
ele olhou o objeto redondo, dourado e brilhante. - Não sei quem está nisso, mas
vamos esperar que junte todas as esferas que faltam. Nós seremos poupados desse
trabalho e depois roubamos todas elas – deu meio sorriso satisfeito.
- Boa ideia – concordei com ele.
- Agora a única coisa que eu me interesso é
vingar a morte de Címbalo e Tamborim. Quero acabar com quem fez essa
barbaridade.
Viajamos alguns minutos e logo encontramos o
local que o radar apontava.
Enquanto sobrevoávamos o lugar, Mai apertou o
botão e disse:
- Senhor Piccolo Daimao, chegamos ao ponto
indicado.
- Mai toma cuidado esse botão é o da
comunicação externa – Shu apontou para o botão.
- Aí, é mesmo! – a moça retirou o dedo
rapidamente do lugar.
Mudou o dedo de botão e pronunciou as mesmas
palavras que havia dito anteriormente.
- Finalmente chegamos – o ser verde de pele
enrugada sorriu satisfeito. - Até que enfim, chegamos – o monstro estava
ansioso para lutar e ter a sua vingança.
- Parece que tem alguém lá em baixo – apontei
do parapeito da nave onde estávamos observando em uma espécie de pátio no teto
da mesma. – Aquele deve ser o culpado – continuei apontando com o dedo da mão
direita. – Espere um pouco senhor; eu preciso pousar a nave.
- Não precisa se preocupar com isso – Piccolo
estava tranquilo e olhava para baixo.
- Não! – olhei sem entender para ver se
conseguia visualizar no solo em baixo de nós.
Através de um binóculo vi um garotinho com
sua cauda olhando para cima, curiosamente tentando visualizar a nossa nave.
- Mas... Tamborim não disse que tinha acabado
com ele! – estava surpreso em ver o garoto muito bem vivo.
- Quem é ele? – perguntou Piccolo curioso
para mim.
- Esse garoto é que rouba as esferas do
dragão quando estamos prestes a pegá-las – olhava para o garoto pelo binóculo,
até que me virei ficando de frente ao ser verde. – Apesar de ser pequeno ele é
muito forte e muito ágil– eu explicava para Piccolo gesticulando com uma mão e
segurando o binóculo com a outra.
Ele fechou a mão em punho e ainda olhava para
baixo. Eu apenas o observava:
- É uma vergonha um moleque tão pequeno ter
matado meu Címbalo e Tamborim. Não acredito nisso – sua voz envelhecida saía
com ódio de seus lábios verdes. – Mas eu sou forte o suficiente para acabar com
ele – rosnou baixo olhando fixamente para baixo.
- É muito perigoso senhor Piccolo Daimao –
tentei avisar, mas ele nem deu ouvidos.
Saiu voando rumo ao chão.
- Chegou a hora de mostrar o grande poder que
o Piccolo Daimao tem – Piano ria divertido.
- Aí, caramba esse garoto é um monstro – eu
observava a luta pelo binóculo encostado no parapeito da nave.
Mai gritou e me empurrou para o lado, para
conseguir visualizar melhor. Ela estava muito nervosa.
- Tenha calma – começou pterodátilo do nosso
lado. – Vocês acham que o Piccolo Daimao será derrotado por um garotinho? – riu
o pterodátilo maliciosamente.
Ficamos muito surpresos com que aquele
dinossauro disse e apenas voltamos a observar a luta que ocorria debaixo de
nós.
- É agora que a luta vai começar – Piano
torcia pelo seu mestre.
A luta estava muito tensa e o Piccolo Daimao
estava dando uma surra naquele garoto. Quando de repente começou a chover.
Ainda lutavam tensamente onde o garoto mais
apanhava que batia.
- Será um de seus golpes - o pterodátilo não
despregava os olhos da luta.
Piccolo preparava um golpe para lançar no
garoto e logo em seguida ele lançou a energia no garoto o vencendo.
- Viram como o senhor Piccolo é forte? – o
pterodátilo estava orgulhoso de seu mestre.
- Ele é bem fortinho – afirmei de olhos
arregalados.
- Apesar de ser meio velho – era Shu
sussurrando a mim.
Piccolo voltou para nave, pousou no pátio da
nave e disse:
- Vamos atrás das outras pessoas que estão
atrás das esferas do dragão.
- Com licença – chamei a atenção do Piano. –
Ele vai ficar mais forte quando ficar mais jovem?
- Claro que sim! – respondeu o pterodátilo
entrando na nave.
Logo voltamos a nossa viagem em direção aos
preciosos artefatos mágicos.
Eu monitorava o radar para ver aonde os
objetos redondos iam, quando olhei e vi algo que me chamou a atenção:
- As esferas do dragão pararam senhor –
comentei vendo o sinal único, em um barulho irritante.
- Estão preparando uma armadilha – sorriu o
ser enrugado ironicamente. – Se isso que eles querem é isso que eles vão ter.
Continuamos a aproximar do lugar.
- Senhor Piccolo Daimao, chegamos! Estamos
sobrevoando o local onde estão as esferas do dragão – avisou Mai da cabine de
comando.
- Então eu vou pegá-las – o monstro se
levantou do trono, saiu para o parapeito da nave e olhou para baixo.
- Aqui é o lugar, mas eu não vejo nada –
também olhava para baixo.
- Eles estão escondidos, achando que pegarão
as duas esferas que estão comigo – abriu a mão com as duas bolas douradas, as
olhou,brincou com elas entre os dedos, levou elas até a boca e as engoliu.
Ficamos abismados com aquele ato e pensei:
“Como elas vão sair”? Era melhor eu nem pensar nisso, pois eu já fazia uma cara
de nojo.
Continuamos a observar e Piccolo Daimao
começou com uma luta que eu já tinha visto em algum lugar.
- O que esse homem tem? – perguntei olhando
para baixo.
- Não passa de um velhote – respondeu Mai
olhando também.
Os dois lutavam tensamente, onde Piccolo de
certa forma estava ganhando. Até que o velho pôs uma vasilha no chão e nos
perguntamos.
- O que está acontecendo?
- Não pode ser... Não pode ser... – o
pterodátilo dizia desesperado.
O jeito era observar para ver o que eles iam
fazer.
Um redemoinho esverdeado se formou enquanto
Piccolo era sugado por esse vento para dentro do recipiente, mas usando seus
poderes. Piccolo Daimao conseguiu fugir daquele golpe e o velho caiu morto no
chão.
Comemoramos a vitória de Piccolo
alegremente. O mesmo juntou as sete
esferas e chamou o dragão místico.
As esferas começaram a brilhar e o céu
escureceu.
- Finalmente Shenlong foi invocado – Mai
observava o céu escuro e raios descer do mesmo.
- Agora Piccolo Daimao será ainda mais forte
– eu estava esperançoso em ter ao menos um terço do mundo.
Após o grande dragão surgir pelo céu entre as
nuvens e rugir alto para Piccolo.
O
monstro finalmente fez o seu pedido, os olhos de Shenlong brilharam em um
vermelho e logo em seguida a sua aparência mudou e ele estava sem as rugas, seu
rosto estava mais jovem e mais poderoso.
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