segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

União ao Picculo Daimaó

Estava olhando pela janela, as árvores balançavam com o vento, alguns pássaros cantavam ao longe, o sol iluminava o pequeno jardim do meu castelo.
Há tempos eu não observava da janela daquele quarto.
Aquele psicólogo tinha razão ao pedir para eu passar as minhas frustrações para o papel. Realmente estava me fazendo bem e me deixando de certa forma aliviado.
Voltei à cadeira, me sentei, peguei a pena e comecei:
Dia 21 de janeiro 751
Continuamos viajando dentro da nave junto com o Piccolo Daimao, quando Tamborim voltou e entregou a esfera ao seu mestre.
- Essa é uma das bolas do dragão? – perguntou o ser verde pegando o objeto redondo e alaranjado e o olhando fixamente para o mesmo entre as unhas.
- Sim é – respondeu Tamborim. – Ela estava onde eles disseram – virou o rosto na direção onde estávamos e apontou com o dedo indicador onde nós estávamos.
- Viu! Eu tinha razão – eu estava muito animado e esperançoso.
-Se eu conseguir as sete esferas posso realizar o meu desejo de ter a juventude eterna? - Piccolo admirava o pequeno objeto brilhante e hipnotizador. – Não é isso, Pilaf?
- Claro que sim. Não é incrível! – sorria nervosamente com as mãos unidas.
- Vou obter a juventude eterna e meu corpo será saudável e eu voltarei a ser muito poderoso – ele estava satisfeito e eu com as minhas dúvidas sobre eu ter uma parte do mundo ou não.
- Com certeza o senhor ficará muito bonito e muito poderoso – concordei com o ser verde diante de mim.
Ele apenas fechou o semblante e me olhou como se estivesse me ameaçando.
Tremi de medo sem que ele percebesse, sinceramente, aquele meu plano não estava indo bem.
- Essa é a lista dos lutadores do torneio de artes marciais nos últimos dez anos – estendeu o bloco de folhas ao seu senhor. – Por sorte a esfera estava no templo, então matamos dois coelhos em uma cajadada só.
- Muito bem Tamborim – o ser verde elogiou o seu servo. – Quero as fotos na parede.
- Eu também quero ajudar – peguei alguns papéis com o Tamborim e comecei a pregar na parede da nave.
O monstro que lembrava uma espécie de dragão com cara de sapo viu a foto de um garoto e disse:
- Não acredito que esse era um dos lutadores – ria divertidamente olhando a foto em uma de suas mãos. – Está mais para perdedor.
- Você o conhece? – Piccolo Daimao perguntou por de trás dele também visualizando a foto.
- Conheço! – ele se virou para o seu mestre. – Mas isso não importa mais, pois ele já está morto – Amassou a foto do jovem e jogou para o lado.
- Grande Pilaf! – chamou Mai. – Veja essa foto – a moça estendeu a foto em minha direção.
Fui para olhá-la e Mai entregou para eu ver melhor. Peguei a foto e fixei os meus pequenos olhos naquela imagem sem acreditar:
- Mas é ele! – olhava a foto, incrédulo. – Agora eu entendo porque ele era tão forte. Já participou duas vezes do torneio de artes marciais e ficou em segundo lugar.
- Nem precisa colocar esse na parede – pronunciou Tamborim vendo quem estava na foto em minhas mãos.
- O que? – meus capachos e eu perguntamos uníssonos.
- Esse daí, eu já mandei ele dessa para melhor – ele parecia calmo.
- Ma... Ma... Matou? – a palavra mal saiu de minha boca.
- Claro que sim! – Tamborim estava orgulhoso de si. – Foi tão fácil que nem acho interessante comentar.
Mai, Shu e eu arregalamos os olhos e percebemos que nós estamos cutucando onça com vara curta.
Aqueles seres eram perigosos, cruéis e extremamente poderosos.
- Se esse garoto ganhou o segundo lugar... Senhor Piccolo Daimao, esses lutadores não foram lá essas coisas – Tamborim estava debochado.
- Isso é muito bom, no entanto quero ter certeza. Nunca mais quero ficar preso com aquele golpe chamado mafuba. Você vai eliminar todos os lutadores da lista para que nenhum me impeça de dominar o mundo.
- Sim, senhor – o servo olhava o seu mestre fixamente.
- O mais importante agora é localizar as esferas do dragão ai então eu dominarei o mundo – Piccolo riu malignamente. – Agora vá e não deixe nenhum lutador vivo – ordenou o ser verde ao seu servo.
Nós vimos Tamborim sair pela porta e sumir pelo céu.
- Grande Pilaf, será que foi uma boa ideia ter soltado o Piccolo Daimao? – perguntou a moça sussurrando em meu ouvido.
- Será que Piccolo Daimaio vai dar ao senhor a metade do mundo? – perguntou a raposa também sussurrando no meu outro ouvido.
Eu apenas olhava os dois e me fazendo a mesma pergunta que eles me faziam.
Depois Mai pegou uma grade taça cheia de um liquido verde e levou até o Piccolo Daimao.
- Aqui está a sua bebida preferida, senhor! – a garota repousou a taça no chão e saiu correndo com receio vindo para o meu lado novamente.
Até parece que eu poderia protegê-la.
Piccolo bebeu rapidamente o liquido, enquanto olhávamos para ele assustados e com gotas de suor escorrendo em cada um de nossos rostos.
- A propósito Piccolo... – o pterodátilo falante chamou a atenção do ser esverdeado. – Fale aí, como vamos conseguir os artefatos mágicos.
- Vou criar outro guerreiro para que se encarregue disso.
Encolhemos em um canto qualquer da nave e Shu sussurrou:
- Ele vai fazer aquilo de novo?
- Eu nem quero ver, pois me dá nojo só de pensar – comentei entre caretas.
- Eu acho que é melhor não ficar criando guerreiros, ou o senhor perderá energia que ainda lhe resta. Isso fará com que a sua idade avance ainda mais e poderá morrer sem conseguir dominar o mundo – Piano aconselhava o seu mestre.
- Não diga bobagens! – respondeu o ser verde. – Só falta termos as esferas e usar mais um pouco da minha energia não vai me matar. Vou criar um guerreiro para pegar as bolas douradas que faltam. Ele será exclusivamente para esse objetivo – sorriu com os seus olhos carregados de maldade.
Ele começou a se concentrar, seus olhos ficaram amarelados e brilhantes. Depois disse algumas palavras em um idioma estranho que eu nunca tinha ouvido.
Mai, Shu e eu tremíamos e resmungávamos de medo e nojo. Enquanto observávamos o monstro verde sentado em uma espécie de trono diante de nós.
Depois de dizer aquelas palavras estranhas, Piccolo começou a abrir a boca e de dentro dela saiu um ovo rodeado por uma saliva verde e gosmenta.
Eu tapava os olhos enquanto Mai fazia caretas de nojo.
O ovo finalmente caiu no chão ainda coberto pela mesma saliva verde e da boca de Piccolo escorria a mesma. Realmente dava vontade de vomitar ao ver tudo aquilo. Algumas vezes cheguei a fazer vômito, pois era muito nojento.
- Está tudo bem senhor Piccolo? – o pterodátilo perguntou ao ver visivelmente cansado, porém o mesmo não deu atenção.
- Desperta! Seu nome será Címbalo – Piccolo olhava o ovo fixamente.
O mesmo começou a rachar e dentro do ovo saiu uma espécie de dragão com chifres e asas com unhas nas pontas dos dedos.
- Já saiu! – eu e meus capangas estávamos surpresos, pela rapidez que se chocava aquele ovo estranho.
- Já despertou Címbalo? - perguntou o ser verde ao outro da mesma cor.
- Sim senhor! Piccolo Daimao – a criatura obediente.
- Preste bem a atenção. Sua missão é encontrar as esferas do dragão.
- Tá – observávamos o ser responder com um gesto de sim com a cabeça.
- Pilaf – me chamou o monstro verde me olhando com aqueles olhos semicerrados e carregados de maldade.
- Hum- respondi junto com os meus fiéis puxa saco.
- Onde está o outro artefato mágico?
Fui até o painel de controle e apertei o botão onde novamente um grande globo saiu do teto da nave e o radar começou a apitar simultaneamente mostrando a localização dos mesmos.
- Tem um que está mais perto da nave. Que tal irmos atrás dela? – apontava para o radar com o dedo indicador.
- Meu grande amo! – Shu virou-se para o outro lado e começou a cochichar. – Não percebeu que Piccolo Daimao nem agradeceu por tê-lo trazido de volta a esse mundo?
- Shiu! – coloquei o dedo indicador na boca e estava virado para o mesmo lado. – Ele pode ouvir – sussurrei a ele. – Mas que bobagem está dizendo, tenho certeza que ele vai me dar a metade do mundo – eu olhei o dito cujo de rabo de olho e Piccolo me olhava fixamente.
Estava mais difícil do que eu pensava, mas nós iríamos até o fim com esse plano.
Dia 22 de janeiro 751.
Para tentar entreter o monstro e chamar a atenção do mesmo, arrumei uma revista e abri-a e fui me aproximando lentamente ficando frente a frente com o Piccolo.
- Como se sente Piccolo Daimao? – perguntei meio nervoso. – Como vi que está meio aborrecido; eu trouxe essa revista – comecei a mostrar as imagens das páginas a ele.
Mai e Shu ficaram envergonhados com a revista, pois continha fotos sensuais.
O monstro verde nem deu atenção, alías parecia que nem estava me vendo.
- Acho que ele não está interessado - comentou a raposa.
- SEUS IDIOTAS! – começou o pterodátilo. - O senhor Piccolo Daimao está descansando. Ele dorme de olhos abertos.
- Ham! – dissemos juntos tentando entender.
Ficamos com muito medo daquele monstro, então decidimos não incomodar mais. Vai que ele acorda mal humorado e nos mata.
Depois de um tempo Piccolo soltou um gemido como se fosse de dor, inclinou seu corpo um pouco para frente.
- O senhor está bem? – perguntou Piano a ele.
Nós encolhíamos em um canto, tremendo e escorria gostas de suor de nossos rostos.
- Címbalo foi eliminado – respondeu o Piccolo suando, ainda sentado no trono e segurando com certa força os braços do mesmo.
- Mas isso é uma pena, meus sentimentos... – fiquei triste pelo ocorrido.
- O Címbalo era tão bonzinho! – Mai lamentava a perda do bicho servo de Piccolo.  – Que tristeza.
            -CALEM A BOCA! – o monstro verde gritou. – Vocês não têm noção do que está acontecendo. Címbalo era um filho para mim. Vocês não entendem os meus sentimentos nem as minhas emoções.
- Tem razão! Nós não entendemos nada.
- Claro senhor! Nós não estamos tristes – Mai me abraçava enquanto ficávamos um perto do outro, quase unidos, como se aquilo resolvesse ou protegesse contra alguma coisa.
O grande globo que era o radar piscava insistentemente mostrando onde estava a esfera do dragão. Piccolo apontou o dedo indicador para o globo no teto da nave.
- Címbalo foi atrás das bolas nesse lugar – ainda apontava para o globo. – Foi ai que ele morreu. Isso significa que a pessoa ou sei lá o que está com a esfera do dragão e para se defender matou Címbalo – Piccolo estava muito enfezado.
- Mas senhor, eu não acredito que alguma coisa nesse mundo possa ter derrotado Címbalo, pois ele e o Tamborim são invisíveis – aquele pterodátilo comentava com aquela voz estridente.
- Ele tem razão – concordou Shu com o Piano.
- É verdade, ninguém é mais forte que seus guerreiros. Deve ter sido um engano – fiquei meio trêmulo e de mãos abertas diante de mim.
- Sim é verdade – concordou Mai.
- ENTÃO PODEM ME EXPLICAR POR QUE O MEU CÍMBALO MORREU?- o ser verde estava muito enfezado. – Não interessa quem foi, mas ele vai saber quem é o grande Piccolo Daimao. Eu vou lhe dar uma lição da qual ele nunca mais vai se esquecer – Piccolo estava muito descontrolado.
Piccolo colocou o dedo na cabeça e ficou por um momento imóvel. Não sabia ao certo o que ele estava fazendo, mas creio que estava falando com o tal de Tamborim.
Meus capachos e eu apenas o observávamos. Eu estranhava aquele ser usando tal de telepatia, afinal nunca tinha visto alguém fazer.
Piccolo tirou o dedo da sua testa e disse nervosamente:
- Quem matou Címbalo, vai me pagar e muito caro. 
- Senhor, não é bom ficar tão nervoso, isso não faz bem a sua saúde – o pterodátilo tentava acalmar o seu mestre.
- Meu grande amo, por que não vamos para um lugar bem longe daqui? – a raposa suava e tremia ao meu lado.
- Não diga bobagens. Nós sofremos muito para chegar até aqui. Não se lembram? – eu ainda tinha esperanças de ter ao menos um pedacinho de nada para eu governar.
- Eu não sei porquê, mas estou sentindo um aperto no meu coração – Mai estava muito preocupada.
- Agora falta pouco, vamos tentar manter a calma – tentava tranquilizar meus dois puxa sacos, mas nem eu estava muito convicto.
Piccolo novamente se mexeu e continuou a falar com o tal de Tamborim.
Nós apenas observávamos temerosos.
- Ligue o radar – pedi a Mai depois de ter ouvido Piccolo dizer:
- O que foi embora? – o ser verde estava tão incrédulo que a voz saiu pela boca.
Mai ligou o radar e o globo apareceu no teto, começou a apitar um barulho constante mostrando a localização das esferas.
- Está indo para o noroeste – Mai olhava para cima o ponto que se movia no radar.
Piccolo voltou-se a sua telepatia e mandou Tamborim atrás deles em voz alta.
- A esfera parou senhor – Mai avisou olhando para o alto vendo um ponto piscar no globo preso ao teto.
Piccolo sorriu novamente e usou a tal da telepatia, no entanto dessa vez não ouvimos o que ele disse.
Novamente Piccolo começou a gemer e a se mexer estranhamente a gemer e a suar. Colocou as mãos na cabeça e o pterodátilo disse:
- Senhor Piccolo esta tudo bem?
O ser fazia várias caretas e parecia estar sofrendo ali em seu trono.
- Tamborim também morreu! – estava incrédulo. - O que está havendo naquele lugar? Eu não entendo – o ser estava bravo e nós apenas o observávamos em um canto encolhidos.
- O quê? Tamborim também morreu! – era o Piano que não acreditava nas palavras de seu senhor.
- Que tipo de monstro mataria o meu Tamborim?
- Eu não sei. Será que foi o Godzila? – Perguntou Mai suando como a tampa de um cuscuz.
- Você! – apontou para mim com o dedo indicador e sua unha comprida.
- Pois não! - respondi a ele suando frio.
- Quero que me leve onde o Tamborim foi assassinado.
Concordei com a cabeça e Mai coordenou a nave para o local.
- Dois dos meus guerreiros, parte de mim foram mortos. Não sei do que se trata, mas eu, o grande Piccolo Daimao, vou mostrar o meu poder das trevas.
- O quê? – eu olhava o radar do dragão abismado.
- O que foi? – perguntou o monstro desconfiado.
- A esfera aparece onde o Tamborim morreu.
- O que tem ela? – parece que o ser não havia entendido.
- Os três artefatos mágicos estão indo em direção ao local que o seu servo foi assassinado. Eles estão se movendo.
- Isso quer dizer que outras pessoas estão atrás das esferas do dragão, certo?
- Com toda certeza – respondi preocupado. – O que vamos fazer? Eles conseguiram quatro das esferas do dragão, senhor Piccolo Daimao – eu estava desesperado.
- Fique tranquilo – começou ele. – Eles não vão conseguir todas as esferas. Lembre que a de quatro estrelas está comigo – ele olhou o objeto redondo, dourado e brilhante. - Não sei quem está nisso, mas vamos esperar que junte todas as esferas que faltam. Nós seremos poupados desse trabalho e depois roubamos todas elas – deu meio sorriso satisfeito.
- Boa ideia – concordei com ele.
- Agora a única coisa que eu me interesso é vingar a morte de Címbalo e Tamborim. Quero acabar com quem fez essa barbaridade.
Viajamos alguns minutos e logo encontramos o local que o radar apontava.
Enquanto sobrevoávamos o lugar, Mai apertou o botão e disse:
- Senhor Piccolo Daimao, chegamos ao ponto indicado.
- Mai toma cuidado esse botão é o da comunicação externa – Shu apontou para o botão.
- Aí, é mesmo! – a moça retirou o dedo rapidamente do lugar.
Mudou o dedo de botão e pronunciou as mesmas palavras que havia dito anteriormente.
- Finalmente chegamos – o ser verde de pele enrugada sorriu satisfeito. - Até que enfim, chegamos – o monstro estava ansioso para lutar e ter a sua vingança.
- Parece que tem alguém lá em baixo – apontei do parapeito da nave onde estávamos observando em uma espécie de pátio no teto da mesma. – Aquele deve ser o culpado – continuei apontando com o dedo da mão direita. – Espere um pouco senhor; eu preciso pousar a nave.
- Não precisa se preocupar com isso – Piccolo estava tranquilo e olhava para baixo.
- Não! – olhei sem entender para ver se conseguia visualizar no solo em baixo de nós.
Através de um binóculo vi um garotinho com sua cauda olhando para cima, curiosamente tentando visualizar a nossa nave.
- Mas... Tamborim não disse que tinha acabado com ele! – estava surpreso em ver o garoto muito bem vivo.
- Quem é ele? – perguntou Piccolo curioso para mim.
- Esse garoto é que rouba as esferas do dragão quando estamos prestes a pegá-las – olhava para o garoto pelo binóculo, até que me virei ficando de frente ao ser verde. – Apesar de ser pequeno ele é muito forte e muito ágil– eu explicava para Piccolo gesticulando com uma mão e segurando o binóculo com a outra.
Ele fechou a mão em punho e ainda olhava para baixo. Eu apenas o observava:
- É uma vergonha um moleque tão pequeno ter matado meu Címbalo e Tamborim. Não acredito nisso – sua voz envelhecida saía com ódio de seus lábios verdes. – Mas eu sou forte o suficiente para acabar com ele – rosnou baixo olhando fixamente para baixo.
- É muito perigoso senhor Piccolo Daimao – tentei avisar, mas ele nem deu ouvidos.
Saiu voando rumo ao chão.
- Chegou a hora de mostrar o grande poder que o Piccolo Daimao tem – Piano ria divertido.
- Aí, caramba esse garoto é um monstro – eu observava a luta pelo binóculo encostado no parapeito da nave.
Mai gritou e me empurrou para o lado, para conseguir visualizar melhor. Ela estava muito nervosa.
- Tenha calma – começou pterodátilo do nosso lado. – Vocês acham que o Piccolo Daimao será derrotado por um garotinho? – riu o pterodátilo maliciosamente.
Ficamos muito surpresos com que aquele dinossauro disse e apenas voltamos a observar a luta que ocorria debaixo de nós.
- É agora que a luta vai começar – Piano torcia pelo seu mestre.
A luta estava muito tensa e o Piccolo Daimao estava dando uma surra naquele garoto. Quando de repente começou a chover.
Ainda lutavam tensamente onde o garoto mais apanhava que batia.
- Será um de seus golpes - o pterodátilo não despregava os olhos da luta.
Piccolo preparava um golpe para lançar no garoto e logo em seguida ele lançou a energia no garoto o vencendo.
- Viram como o senhor Piccolo é forte? – o pterodátilo estava orgulhoso de seu mestre.
- Ele é bem fortinho – afirmei de olhos arregalados.
- Apesar de ser meio velho – era Shu sussurrando a mim.
Piccolo voltou para nave, pousou no pátio da nave e disse:
- Vamos atrás das outras pessoas que estão atrás das esferas do dragão.
- Com licença – chamei a atenção do Piano. – Ele vai ficar mais forte quando ficar mais jovem?
- Claro que sim! – respondeu o pterodátilo entrando na nave.
Logo voltamos a nossa viagem em direção aos preciosos artefatos mágicos.
Eu monitorava o radar para ver aonde os objetos redondos iam, quando olhei e vi algo que me chamou a atenção:
- As esferas do dragão pararam senhor – comentei vendo o sinal único, em um barulho irritante.
- Estão preparando uma armadilha – sorriu o ser enrugado ironicamente. – Se isso que eles querem é isso que eles vão ter.
Continuamos a aproximar do lugar.
- Senhor Piccolo Daimao, chegamos! Estamos sobrevoando o local onde estão as esferas do dragão – avisou Mai da cabine de comando.
- Então eu vou pegá-las – o monstro se levantou do trono, saiu para o parapeito da nave e olhou para baixo.
- Aqui é o lugar, mas eu não vejo nada – também olhava para baixo.
- Eles estão escondidos, achando que pegarão as duas esferas que estão comigo – abriu a mão com as duas bolas douradas, as olhou,brincou com elas entre os dedos, levou elas até a boca e as engoliu.
Ficamos abismados com aquele ato e pensei: “Como elas vão sair”? Era melhor eu nem pensar nisso, pois eu já fazia uma cara de nojo.
Continuamos a observar e Piccolo Daimao começou com uma luta que eu já tinha visto em algum lugar.
- O que esse homem tem? – perguntei olhando para baixo.
- Não passa de um velhote – respondeu Mai olhando também.
Os dois lutavam tensamente, onde Piccolo de certa forma estava ganhando. Até que o velho pôs uma vasilha no chão e nos perguntamos.
- O que está acontecendo?
- Não pode ser... Não pode ser... – o pterodátilo dizia desesperado.
O jeito era observar para ver o que eles iam fazer.
Um redemoinho esverdeado se formou enquanto Piccolo era sugado por esse vento para dentro do recipiente, mas usando seus poderes. Piccolo Daimao conseguiu fugir daquele golpe e o velho caiu morto no chão.
Comemoramos a vitória de Piccolo alegremente.  O mesmo juntou as sete esferas e chamou o dragão místico.
As esferas começaram a brilhar e o céu escureceu.
- Finalmente Shenlong foi invocado – Mai observava o céu escuro e raios descer do mesmo.
- Agora Piccolo Daimao será ainda mais forte – eu estava esperançoso em ter ao menos um terço do mundo.
Após o grande dragão surgir pelo céu entre as nuvens e rugir alto para Piccolo.

            O monstro finalmente fez o seu pedido, os olhos de Shenlong brilharam em um vermelho e logo em seguida a sua aparência mudou e ele estava sem as rugas, seu rosto estava mais jovem e mais poderoso. 

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