Piccolo finalmente tinha conseguido realizar
o seu desejo. Agora tínhamos que esperar para ver se ele ia me deixar governar
ao menos um pedacinho do mundo.
Piccolo Daimao matou o grande dragão e voltou
para a nave.
- Ele conseguiu grande amo – Shu estava muito
feliz.
- Agora só falta o senhor Piccolo conquistar
o mundo – era Mai empolgada.
- Finalmente o grande amo vai ganhar uma
parte? –Shu sorria animadamente.
Enquanto eu sonhava acordado com as pessoas
me reverenciado e até ouvia o povo gritando o meu nome.
Piccolo voltou para a nave e sentou em seu
trono e disse:
- Finalmente chegou a hora de conquistar o
mundo – ele cerrou a mão em punho feliz da vida.
- É o que estamos esperando rei Piccolo –
sorri muito feliz a ele, afinal eu poderia ser um rei de uma parte qualquer.
- Quero velocidade total para o castelo real.
- O quê? Nós vamos direto para o castelo
real?
- E o que tem de mal nisso?- sua voz jovem e
imponente soava.
- Não tem mal algum – balançava minhas mãos
em gesto de não. – É que no castelo real tem muito armamento pesado e eu acho
melhor nós conseguirmos armas antes atacar o castelo... – disse meio temeroso.
- Não preciso dessas coisas inúteis – ele
estava muito bravo.
- Claro... Claro... O senhor está muito forte
então não precisa mesmo – tremia de medo.
- Nanico idiota... – começou o pterodátilo. –
O senhor Piccolo está com o triplo da sua força anterior e coisas modernas não
adianta nele.
-Mai, leve-nos para o castelo real, agora
mesmo – dei uma ordem a ela.
Mai foi para a sala de comando e acelerou a
nave.
- Dentro de dez minutos estaremos no castelo
– anunciou Piano.
- Eu ouvi dizer que o rei desse castelo ama a
paz – riu ironicamente – É o tipo de pessoa que deve sofrer muito antes de
morrer.
- Será muito divertido – concordei com ele.
- E depois disso serei o novo rei. Agora nada
pode me deter. Deixarei esse planeta sinistro e será o reino da maldade – o
monstro me causava arrepios com essas palavras.
- Meus parabéns senhor Piccolo – comecei a
puxar o saco. – O senhor será o melhor rei de todo mundo – depois joguei verde.
– A propósito senhor Piccolo, quanto à promessa que fez... Eu queria saber
quanto eu vou receber? – fiz uma pausa. – A quinta parte talvez... Ou a décima
parte estava bom.
- Tem razão – o ser ria em minha frente. –
Piano, vá à sala das máquinas e traga os outros dois – dada a ordem ao
pterodátilo.
- Sim senhor- o pterodátilo ativou um
mecanismo e foi descendo como se fosse uma espécie de elevador.
- Muito obrigado senhor! – agradeci carregado
de esperança. – Então qual será a minha porcentagem?
- FORA!
- O quê? – Mai, Shu e eu não estávamos
entendendo.
- FORA! – repetiu o ser bravo mais uma vez. –
Ou terei que matar os três.
- O senhor está muito brincalhão – sorri
nervosamente. – Está nos assustando – eu enxugava o suor que escorria pela
minha testa.
- Vocês sabem muito bem que eu não gosto de
brincadeiras.
- Não pode ser! – comecei a tremer novamente.
– Nós sofremos muito tentando ajudar o senhor. Nós fizemos o senhor voltar a
esse mundo.
- Fora daqui, ou eu faço vocês virarem poeira
– eu suava mais que tampa de arroz.
Aquele ser não estava brincando, maldita hora
que eu pensei que esse plano ia dar certo...
- Está bem, mas pouse a nave, por favor – eu
tremia de medo ao olhar aquelas finas presas e aquela cara assustadora.
- Por acaso são surdos? Mandei os três irem
embora. FORA DAQUI, JÁ!
Fomos para o superior da nave onde havia uma
espécie de área com parapeito em volta.
- Desculpe, mas dá para emprestar o
paraquedas? – mal terminei de perguntar e Piccolo deu um sopro tão forte que
Mai, Shu e eu voamos como pequenos pedaços de papel. Era uma altura imensa rumo
ao chão.
Caímos no mesmo fazendo uma grande cratera.
Saímos gemendo de dor. Shu saiu do meu lado meio zonzo. Mai saiu do outro com a
mão na cabeça.
- Grande Pilaf, eu espero que não pense que
somos uns fracassados – Mai lamentava.
- Cala a boca, Mai – falei nervoso.
Voltamos para o meu castelo, cansados,
desiludido, perdido, frustrado e mais uma vez com o rabinho entre as pernas.
Prometi a mim mesmo que eu ficaria um bom
tempo sem procurar as esferas do dragão, já que passei por tantas coisas que me
fizeram desistir delas por um tempo indeterminado.
Sorri
animado, afinal tinha deixado um pouco das minhas frustrações de lado. Aquele
psicólogo tinha toda a razão, me fez muito bem contar essa história, no entanto
ela ainda não acabou.
Dia 24 de janeiro 754
Havia se passado quase três anos quando ouvi
boatos do 23º torneio de artes marciais. Não me interessei muito pelas lutas. Eu
queria era conseguir dinheiro para conquistar o mundo.
Mandei Mai pesquisar alguma coisa que valesse
alguma grana.
Mai logo apareceu com uns papéis falando de
uma ave que come fogo e que morava em um vulcão.
- Será que vale dinheiro? – perguntei ela
sobre a ave.
- Sim grande amo, pois é uma ave tão rara que
chega a ser quase uma lenda – a moça confirmou me olhando.
- Então vamos até lá – concluí sendo seguido
pela raposa e pela mulher.
Fomos até o vulcão e lá encontramos um casal
pelo qual, motivo, razão, circunstância eles também estavam procurando a ave
engole fogo.
Fui
apresentado pelos meus capangas ao casal e ao cientista que mantinha o ovo aquecido
com alguns fios ligados a ele para que o mesmo chocasse.
Saí do tanque sorrindo animadamente e olhei o
grande ovo à minha frente.
- Que ovo tão bonito! Só tem um e é todinho
meu.
O cientista havia gritado para eu tirar as
mãos do ovo. Logo depois chamei Mai e Shu e cochichei no ouvido deles montando
um plano.
A raposa chamou a garota e Mai segurou as
mãos dela, a bela garota elogiou o meu gorrinho dizendo que parecia de criança.
Mai ficou encarando o jovem à nossa frente e
disse que o conhecia de algum lugar e perguntou à moça qual era o nome dele.
A moça respondeu que era Goku, então foi aí que
nos demos conta de que era aquele menino que sempre atrapalhava o meu plano de
dominar o mundo, no entanto agora ele era um rapaz.
A garota golpeou Mai e Shu, enquanto o rapaz
lançou um poder em nosso tanque e o jogou para longe.
Fugi o mais rápido que pude, pois eu não iria
enfrentá-lo.
Eu queria descobrir o que aquele macaco
queria e fiquei ali ouvindo a conversa dele junto com os meus puxa sacos.
Ouvimos sobre tal de baishossem, era sobre
isso que os jovens estavam falando. Provavelmente seria algo muito valioso e eu
poderia vender e comprar equipamentos para poder dominar o mundo.
Observamos ele sair naquela nuvem amarela com
a garota ao seu lado e o seguimos até a montanha de gelo para pegar esse tal de
baixoshem.
Logo em seguida entramos em uma nave e
partimos atrás deles. Eu estava curioso para saber como era esse baishossem e
se ele poderia valer muita grana, ou talvez fosse até mais poderoso que as
esferas do dragão.
Assim que entramos na montanha de gelo uma
tempestade de neve começou sem mais nem menos e tivemos que pousar a força.
Mai, Shu e eu pegamos cada um, um robô e
começamos a procurar pelo casal quando Goku apareceu em nossa frente.
Tentamos lutar contra ele, lançar míssil, mas
a neve congelava o fogo que saía da cauda, por fim o rapaz nos avisou que as
mulheres causavam aquela tempestade.
Mandei a moça ir embora dali e a tempestade
passou do mesmo modo que veio, mostrando que o monstrinho tinha razão. Mas ela
voltou e fez a tempestade de neve voltar. Então eu decidi fugir por um período
de tempo, pois ali eu não teria a menor chance contra ele.
Ainda não havíamos desistido, apesar de ter
fugido, voltamos à aldeia e nela vimos uma velhinha e do lado da mesma estava o
casal.
A raposa tomou o objeto estranho das mãos da
moça e ficamos curiosos para saber para que o baishossem servia. A garota então
nos respondeu a pergunta e eu pedi ao Shu para que agitasse o leque.
Mai e eu fomos lançados para longe e nem sei
o que aconteceu com a raposa, mas depois Shu nos contou o ocorrido.
Como é difícil dominar o mundo, viu.
Dia 25 de janeiro 770
Passei alguns anos sem procurar as esferas do
dragão, no entanto um belo dia eu decidi procurá-las novamente, com a idade já
um pouco avançada e pesando em minhas costas. Eu as queria para voltar a ser
jovem, pois eu já estava velho para governar o mundo e assim que eu conseguisse
a juventude, eu iria atrás das bolas mágicas mais uma vez para dominar o mundo.
Foi tão fácil procurá-las, as encontramos sem
problemas. Então eu pedi para meus puxa sacos e eu voltarmos a ser jovens.
O problema é que o grande dragão entendeu
errado e nos transformou em crianças. Nós olhamos e vimos que tínhamos
aparentemente entre oito a dez anos. Comecei a discutir com meus capachos e o
dragão foi embora deixando-nos ali em uma discussão demorada, nem vimos o
dragão partir. Quando finalmente me dei conta ele já tinha sumido.
- Maldição, agora nós teremos que esperar
mais um ano para sermos ao menos um pouco mais velhos – reclamei olhando para o
céu claro e límpido.
Dois meses se passaram e meus subalternos e
eu estávamos no castelo entediado, sem nada para fazer e esperando algo bom
acontecer. Foi quando Mai encostou sem querer no painel que controlava o radar
do dragão e de repente ouvi o barulhinho chatinho mostrando a localização das
preciosas bolas do dragão.
Eu estava realmente incrédulo...
- Mas como? – minha voz infantil soou
incrédula.
Não sabia por que elas estavam ali, as minhas
preciosas esferas do dragão, teria o desejo de ser um pouco mais velho, depois
esperaria para realizar o meu grande sonho.
- Eu não sei senhor – respondeu a menina
olhando para a tela.
- Vamos atrás delas imediatamente – apontei
para o painel e Shu virou-se para mim.
- Mestre, não dá para dirigir com este
tamanho – a raposa tinha a voz um pouco mais fina.
- Cala a boca, Shu, e esquece as leis de trânsito
– dei um cascudo nele. – Agora ande logo e vamos atrás das esferas.
- Sim senhor!
Saímos todos juntos do castelo e fomos buscar
as esferas.
Por incrível que pareça elas estavam juntas
em um único lugar e logo nós chegamos ao local.
Adentramos cautelosamente escondidos por um
grande jardim e vimos que aquele pessoal estava dando uma festa, vimos dois
garotinhos conversando próximo onde estávamos.
- Goten meu pai disse que essas esferas podem
realizar dois pedidos.
- Eu sei meu irmão e meu pai já me contou. –
ele sorriu e eles correram com uma esfera na mão.
Caminhamos para tentar roubá-las e
conseguimos, mas ainda faltava a que estava com o moleque de cabelos lilás. Coloquei
Mai para tentar ocupá-lo, mas a garota só conseguiu deixar o menino encantado
com ela.
Mai ficou toda convencida com aquele
garotinho que acabou pegando na mão dela e a levando para mais longe.
- Maldição, por que ela foi com aquele
moleque de cabelos lilás – reclamei enfezado.
Estava complicado e as horas estavam
passando, quando eu vi aquele mesmo jovem se aproximando de mim e disse:
- Olá! O que vocês fazem aqui? – ele nos
reconheceu.
- Mas é o Goku – Shu tremia e eu apenas o
olhava suando.
- Já sei, estão atrás das esferas de novo –
riu ele e estendeu a mão. – Mas eu vou precisar delas.
“Como ele sabia que estávamos com elas”? Perguntei-me em pensamento o encarando.
- Eu não estou com as esferas - disse
tentando disfarçar.
- Pilaf, eu sei que você está com elas. Agora
as passe para cá, porque eu vou precisar delas.
Suspiramos fundo e sabia que Shu e eu não tínhamos
chance e entregamos a ele contrariado.
Ele foi para o jardim e nós ficamos
escondidos olhando para ver qual era o pedido deles, mas não houve um pedido e
sim uma pergunta, muito estranha:
“Como ser um sayajin Deus”?
Ergui a sobrancelha tentando entender, mas
não entendi nada, só vi o dragão indo embora e resolvi sair dali, já que eu
teria que esperar novamente para fazer o meu pedido.
Senti o solo tremer e resolvi sumir dali afinal
não sabia o que ia acontecer e o melhor era fugir antes que algo ruim
acontecesse.
Voltamos ao castelo e Mai ainda suspirava por
aquele garoto de cabelos lilás.
- Mai
você pode estar pequena, mas tem quarenta e um anos, não tem idade para namorar
uma criança.
Ela resmunga alguma coisa e sai pisando alto
para o seu quarto.
Alguns meses se passaram e como eu sabia que
aqueles que sempre me atrapalhavam nos meus planos não haviam feito nenhum
pedido, eu resolvi verificar o radar do dragão e lá estavam elas brilhantes e espalhadas
pelo mundo.
Chamei meus subalternos e fomos à busca dos
preciosos artefatos mágicos. Não foi difícil reuni-las novamente e após
reuni-las eu chamei o dragão e pedi para voltarmos a ter a idade que tínhamos.
Afinal não dava para fazer muita coisa estando no tamanho de crianças.
Voltamos ao normal e o dragão partiu, agora
tínhamos que esperar um ano, mas eu não queria mais, tinha sido demasiado
frustrante e sofremos muito com aquilo.
Decidi apenas roubar um ou outro banco por ai
e pronto.
Viver assim poderia ser um pouco mais fácil
do que buscar as esferas do dragão, então de momento eu decidi desistir do meu
sonho.
Dia 26 de janeiro 780
Alguns anos se passaram e eu resolvi reativar
a ideia de me tornar o senhor do mundo. Talvez agora eu conseguisse facilmente,
então mandei Mai fazer algumas pesquisas e depois de algum tempo esperando ela
veio com o resultado.
- Senhor eu descobri que realmente tem as
esferas do dragão criadas pelo antigo Kami-sama e elas estão guardadas no
palácio celestial.
- Então vamos até o templo sagrado e vamos
dominar o mundo.
- Sim senhor – responderam uníssonos Mai e
Shu.
Voamos até à Terra Sagrada, descemos da nave
e usamos uns robôs para subir á plataforma celeste. Assim que chegamos lá,
fomos lançados por uma grande explosão para dentro de uma sala. Olhamos dentro
de uma espécie de poço coberto por um pano e elas estavam lá; as preciosas
esferas douradas com estrelas negras.
Sorri muito feliz, pois o meu sonho estava
diante de mim.
Depois de um tempo ocorreu outra explosão eu
fui para um lado e Shu destapou aquele poço puxando o pano e estava cheio de
ossos.
- Finalmente as encontrei – sorri com a falta
de alguns dentes pela idade.
- Agora o senhor vai conquistar o mundo –
comentou a raposa entre lágrimas.
- Nós sofremos tanto – comentou a velhinha
chorosa.
Juntamos todas as esferas douradas de
estrelas negras e chamei o dragão.
As esferas brilharam, uma fumaça começou a
sair delas, o céu escureceu e logo apareceu um grande dragão vermelho.
Olhávamos admirado quando alguém entrou na
sala e disse.
- Ora, são vocês! – ele apontou o dedo para
nós.
Mai e Shu se encolheram de medo e ele
continuou.
- Pilaf é você? Já faz bastante tempo – colocou
as mãos na cintura com os punhos cerrados e sorriu babacamente.
- Quem é esse cara? – perguntou Mai dentro do
robô.
- É o Son Goku, grande Pilaf – a raposa me
respondeu.
- Son Goku!? Aquele gorduchinho guloso que
sempre arruinava os meus planos?
- Esse mesmo – falaram uníssonos para mim.
- Porém parece muito mais em forma do que da
ultima vez que nos encontramos – continuou Mai.
-O que estão fazendo aqui?
- Resolvendo uns assuntos – eu tentei começar
a assoviar.
Falhei, pois não sabia assoviar.
- Que tipo de assuntos? – ele perguntou ainda
com os punhos na cintura. – Eu vi uma luz saindo daqui.
- Peguem-no – dei a ordem aos meus capachos,
mas o homem parou os mísseis facilmente e nos encarou.
- Vocês estão aprontando novamente. – ele
comentou soltando os mísseis que ele tinha segurado.
Fiquei com tanta raiva que disse:
- Era muito mais fácil de pegar quando você
era um piolhento.
- Vocês estão planejando alguma coisa? – ele
se aproximava de nós.
- Se você ainda fosse uma criança. Nós te
pisotearíamos como uma barata. Você ainda é um bobalhão – eu balançava o cajado
que me ajudava por causa da idade.
- Como desejar - a voz forte do dragão soou e
o homem virou uma criança.
Olhei triste e desiludido o meu sonho tinha
ido embora novamente tudo por que eu tinha esquecido o dragão novamente. Tudo
por um descuido meu.
Foi ai que eu comecei a entrar em depressão,
com a famosa bipolaridade, foi ai que eu comecei a me trancar no quarto e a me
esconder do mundo.
Dia 27 de janeiro 781
Eu realmente havia desistido de conquistar o
mundo e estava dentro do meu castelo tranquilo, depois de longos anos eu estava
ali entediado e perdido em meus pensamentos quando senti a Terra tremer e meu
castelo começou a querer desmoronar.
Mai. Shu e eu decidimos sair dali o mais
rápido que podíamos e sentamos do lado de fora no chão bem distante do castelo,
senti o solo balançar, parecia um terremoto. Foi então que senti alguém nos
pegar e quando vimos já estávamos em outro lugar totalmente diferente.
Era outro planeta e havia vários terráqueos
por ali com várias casas diferentes. Eu não sei o que tinha acontecido, mas
pelo menos eu estava bem, junto com os meus capachos.
Uns dias depois voltamos dentro de uma nave
para o planeta Terra.
Havia boatos que o planeta havia explodido e
voltado, com certeza com a ajuda daqueles artefatos mágicos.
Ao chegar a meu castelo, meus puxa sacos e eu
pudemos voltar a nossa vida pacata e triste de sempre.
Todos os meus objetivos, todos os meus
sonhos, tudo havia morrido e nada mais podia trazer de volta aquela vitalidade
e a vontade de ser o senhor do mundo.
Será que eu voltaria a sonhar? Será que eu
teria alguma nova oportunidade?
Talvez ainda haja esperança, ou não...
***
Mai entrou rapidamente no quarto e
eu tive que fechar o meu diário às pressas.
- O que quer agora, Mai? – perguntei
com a voz velha e estremecida.
- Senhor! Eu descobri que existem as
esferas do dragão em outro planeta.
- Sério Mai! – Meus olhos brilhavam,
pois sabia que na Terra já não tinha mais as esferas do dragão. – Me fale mais,
por favor.
- Sim amo – ela sorriu mostrando
todas as rugas de seu rosto. – Eu descobri que quando a Terra explodiu os
amigos de Goku usaram as esferas de Namekusei para restaurá-la e mais eu já
arrumei a nave mais veloz do universo para irmos até lá.
- Então eu tenho chance de dominar o
mundo? – minhas esperanças voltavam como uma fênix que renasce das cinzas.
- Sim senhor! – era a raposa. – E também
podemos voltar a sermos jovens.
- Ótimo – sorri satisfeito, pois eu
tinha a chance de ser o senhor do universo novamente. - Me aguardem na nave que
eu já estou indo.
Mai e Shu saíram do quarto e assim
que eles saíram, eu olhei aquele diário que eu havia escrito com lágrimas, suor
e muita frustração. O coloquei em um envelope, escrevi o endereço nele, sai do
quarto, o coloquei na caixinha de correio para que o mesmo chegasse até o meu
psicólogo, afinal ele havia conseguido me dar uma nova esperança e seguir em
frente.
Logo eu estava junto dos meus servos
inseparáveis, unidos de frente a uma nave gigantesca.
- Então Mai, quando partimos para
esse tal de Namekusei? – perguntei já dentro da nave.
- Já estou decolando, senhor – ela
apertou alguns botões na grande nave.
- Ótimo, dessa vez eu irei ficar
mais jovem e com certeza dominarei o mundo.
Sorri em alegria mostrando a minha
boca quase sem dentes pela idade.
- Então vamos em direção a
Namekusei, pois o mundo me aguarda. – comecei a sonhar com o povo me aclamando,
me reverenciando e se ajoelhando diante de mim.
Mai decolou a nave e partimos para o
planeta com uma nova esperança de que dessa vez eu seria o rei marciano, eu
seria o dono do mundo. Hahahahaha...
Fim.
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