As
horas se passaram rapidamente Mu, Shaka, Saori, Afrodite, Seiya, Shiryu,
Shunrei, Shun e June já estavam andando pela trilha que dava a pequena aldeia
perto do Olímpo. Já dava para ver as luzes coloridas o barulho das músicas
misturadas a leve fumaça que subia vagarosamente ao céu.
O cheiro
de comida já entrava pelo olfato aguçado de Shaka.
-
Hum! Que cheiro bom! – Shaka verbalizou fechando os olhos e sentindo o aroma
cada vez mais próximo.
- Já
estamos chegando, Shaka – June sorriu ao loiro, atarracada no braço de Shun.
-
Nossa você parece um cachorro morto de fome para sentir cheiro de comida a essa
distância – reclamou Afrodite.
-
Melhor ter o olfato aguçado e sentir cheiro de comida do que sentir cheiro de
rosas como você sempre sente Afrodite – Shaka o olhou enfezado.
-
Ei, pare vocês dois! Estamos indo para nos divertir, lembram-se? – perguntou
Mu.
-
Olha aqui seu carneiro desgarrado – os dois olharam para Mu que estava
esperando pacientemente a resposta dos dois.
-
Você tem razão - suavizou Afrodite olhando as luzes coloridas não muito
distante deles.
Seiya
e Saori estavam abraçados e calados, Shun e June conversavam e tentavam acalmar
os ânimos e Shiryu e Shurei caminhavam sem silêncio.
A
caminhada foi curta, mas logo eles estavam de frente a dois imensos pilares, um
tori, passaram por ele e foram por uma rua onde via algumas cada várias barracas,
mas algumas estavam tão lotadas que eles preferiram nem chegar perto. O céu
estava cheios de balões que iluminavam o festival lhe dando um ar mais festivo,
o barulho das pessoas conversando animadas em volta deles, o barulho dos
tambores ao longe, as garotas andando com as roupas típicas; yukata para
enfeitiçar alguns garotos.
O
local inteiro estava ocupado por barracas, o céu estava cheios de balões que
iluminavam o festival lhe dando um ar mais festivo, em cada barraca havia algo
novo, mas algumas estavam tão lotadas que era preferível ir para as mais vazias
para suprir a suas curiosidades.
Os
rapazes olhavam curiosos de um lado para outro quando Saori viu uma barraquinha,
escrito: “teste o seu amor aqui”.
-
Vamos lá meu pegasuzinho do amor, quero testar o seu amor por mim – ela fez um
beicinho.
-
Acho que não teria necessidade de testar, mas já que você quer tanto assim –
ele caminhou com a mão em sua cintura com um dos braços.
A
deusa toda empolgada caminhou ao lado dele para barraquinha e foram testar o
seu amor.
Ficaram
apenas Shun, June, Shunrei, Mu, Shaka e Afrodite eles continuaram pela rua
colorida, com barraquinha de um lado e de outro, a fumaça das comidas entrava
nas narinas de Shaka, o indiano estava enfeitiçado com o cheiro das iguarias
gregas e seguindo o seu olfato aguçado não viu quando se separou do grupo e foi
em direção a uma barraquinha onde havia comidas típicas como sopa de lentilha, flores de abobrinha recheadas com arroz ou
queijo e ervas entre outra iguarias.
Ele olhava sentindo a saliva brotar em sua boca.
Agora Shaka ia cometer o pior pecado para um indiano, a gula, depois de alimentar-se
com todas aquelas iguarias com certeza ele ia ter que meditar e cantar todos os
mantras possíveis para tirar aquele pecado tão tentador. Sorriu e começou a
pedir os pratos.
- Onde foi o Shaka? – perguntou Shun olhando e
vendo só ele, June, Mu, Shunrei Shiryu e Afrodite.
- Provavelmente foi comer. Ele custou a esperar
chegar aqui com aquele faro de cachorro dele – era Afrodite com as suas
criticas sobre o virginiano.
Eles sorriram animados quando Afrodite viu uma
barraquinha com vários tipos de rosas, flores e viu algumas garotas ali em
volta e foi até lá ver as flores e jogar o seu charme deixando Shun, Shiryu,
Shunrei, Shun. June e Mu.
June e Shun conversavam em sussurros, Shun estava
com o braço em volta da loira enquanto sorria a ela.
Shiryu tinha um dos braços de Shunrei e hora ou
outra dava um beijo no rosto dela, Mu ia um pouco mais atrás dos dois casais se
sentindo um pouco incomodado.
Eles viram uma barraquinha de peixinhos e foram
tentar pegar um peixe, Mu ficou afastado apenas olhando os casais em um clima
romântico.
Mu estava começando a se arrepender de ter ido,
estava incomodado de ficar perto dos casais e logo Shu e June se separaram
deixando apenas Shiryu e Shunrei na barraquinha dos peixinhos.
Agora sim ele estava deslocado, queria sair dali
correndo do que ser um castiçal inteiro, sentia se incomodado no meio daquela
situação então vagarosamente começou a afastar do casal, até que estava a uma
distância favorável do mesmo. Começou a caminhar sozinho pelas ruas coloridas
com balões e fitas dependuradas na banca, suspirou fundo olhou o céu e viu
estrelas brilhando no céu lembrou se do seu golpe extinção estrelar, deu um
sorriso fraco, um suspiro cansado e ficou distraído viajando naquele céu negro
carregado de pontinhos amarelos e brilhantes quando escutou alguém correndo em
sua direção, mas antes que pudesse se virar para ver quem era e dar licença
para a pessoa passar, ela colidiu com ele e o derrubou no chão.
Os olhos castanhos dela penetraram nos verdes
dele.
Mu a olhava e viu que a suas roupas estavam
levemente rasgadas, um pouco suja, com lagrimas nos olhos, escutou alguém
gritar:
- PARA ONDE ELA FOI?
A garota se levantou rapidamente de cima do rapaz
e disse delicadamente.
- Me desculpe – ela o olhou pela ultima vez ainda
estirado no chão e saiu correndo e deu uma olhada para trás.
Mu se levantou e olhou para todos os lados e logo
ele viu três homens enormes, mal vestidos, com um sorriso malicioso e um deles
disse:
- ELA ESTA LÁ - apontou para a garota que estava
um pouco distante de Mu e corria o mais rápido que podia.
- Vamos, temos que pegá-la ou o chefe vai nos
castigar.
Mu parou e os olhou fixamente para os homens e
deu um sorriso, não sabia se podia se meter, mas aquela garota precisava de
ajuda e então ele elevou o seu cosmo e lançou a sua rede de cristal diante dos
homens, os mesmos que corriam e não percebeu a rede, sentiu como se estivessem
presos a uma teia de aranha e foram se enroscando ainda mais.
Mu chamou a sua armadura com o seu cosmo e logo a
vestiu, aproximou dos homens e disse:
- O que queriam com aquela menina? – ele simplesmente
perguntou vendo eles imóveis na sua rede.
- Você é um cavaleiro de ouro de Atena?
- E o que parece – ele aproximou-se dos homens. –
Então vão me dizer o que queriam com a garota por bem, ou por mal – ele elevava
o seu cosmo novamente.
Os dois homens se olharam preso na rede invisível
de Mu e tremendo como vara verde eles começaram meio inseguros:
- Ela foi vendida ao nosso chefe – um deles
começou.
- Era o primeiro dia dela como escrava sexual
dele – o outro completou.
- Mas ela fugiu e deixou o nosso chefe furioso,
por que ele queria a garota – confessou o mais baixo.
- Ela é virgem e ele a queria – o outro começou a
tremer.
Mu não acreditava no que ouvia,
aqueles caras iam levar a garota para um maranata cheio de dinheiro e luxo para
satisfazer os seus desejos obscenos.
Revirou os olhos em tédio olhou para a sua
armadura em ouro e tirou um pedaço onde sabia que não ia lhe fazer falta.
- Isso paga a garota? – ele estendeu a mão com um
pequeno pedaço da armadura.
Os dois arregalaram os olhos e ficaram
boquiaberto, aquele pequeno pedaço de ouro valeria muito mais que qualquer ouro
que o chefe deles tivessem, pois era o ouro de uma armadura sagrada, feita pela
deusa Atena.
- Sim paga – eles o olharam temerosos.
- Ótimo, digam ao seu chefe que o Mu de Áries
comprou a escrava dele.
Os dois fizeram que sim com a cabeça e Mu os
deixou presos ali até que alguém os retirasse, usou a sua telecinesia para
achar a garota e logo se teleportou para perto onde ela estava.
Mu retirou a sua armadura ficando com o seu manto
vermelho sobre a sua camiseta amarela, sua calça colada verde musgo, um cinto branco
amarrando a camiseta junto com o manto que cruzava sobre os seus ombros e ia
até os joelhos.
Mu a viu encolhida abraçadas aos seus joelhos de
trás de uma rocha grande e com muitas lagrimas nos olhos, parecia um bichinho
amuado e com medo.
- Agora ficará tudo bem – a voz do cavaleiro soou
calma e tranquila ela o olhou assustada, já ia correr de medo quando ele a
segurou pelo braço.
Ela tentou se soltar, trêmia, sentia as lagrimas
escorrerem pelo rosto, sentiu um medo terrível.
- Ei! Fique calma, eu não vou fazer mal a você –
ele a soltou lentamente.
Ela fixou os seus olhos castanhos nos verdes dele
e viu que era o rapaz que havia caído em cima dele.
Mesmo assim sentiu medo um medo lhe subir,
desviou o olhar do dele e saiu começou a correr novamente. Ela corria o mais
rápido que podia e sempre olhava pra trás para ver se ela estava correndo atrás
dela, mas ela não viu ninguém e quando se virou novamente escorregou e caiu
ralando os joelhos e os cotovelos. Sentiu arder, levantou-se com dificuldades e
fazendo caretas de dor, tentou caminhar,
mas sentiu dificuldade, sentiu as lágrimas descerem os seus olhos.
“Para onde eu irei agora?” se perguntou em
pensamento sentando-se no chão novamente. Olhou o céu e viu as estrelas
brilhando viu as constelações unidas, encostou o queixo no joelho e se perdeu
completamente nas estrelas.
- São lindas, não são?! – ele sentou-se ao lado
dela e ela se assustou já ia se levantar, mas sentiu a dor lancinante e
sentou-se novamente se apoiando nele.
- Você se machucou feio, não podia sair por ai
correndo assim – ele olhou para ela. Sentia a grama fresca sentado sobre ela.
- O que você quer? – ela perguntou arisca sem
olhá-lo.
- Dizer que você está livre só isso – ele se
levantou olhou as estrelas. – A constelação de Áries é a mais bela de todas –
ele traçou estrela por estrela formando o carneiro e sorriu. – Espero um dia
vê-la novamente – ele olhou para ela de um modo gentil. – Queria cuidar dos seus
ferimentos, mas sei que não confia em mim e com toda a razão – ele suspirou
fundo e começou a caminhar lentamente.
- Como assim estou livre? – ela olhou para todos
os lados e só viu os dois. Ele já estava um pouco distante e parou virou o seu
rosto para ela sorriu meigo.
- Você não será obrigada a ir a lugar nenhum com
ninguém, nem satisfazer desejos de ninguém.
Ela o olhou sem entender, tentou se levantar para
ir até ele, mas os aranhados em seus joelhos a impediram e o sangue escorreu
pelos cortes ela gemeu de dor, colocou a mão sobre o local.
- Isso está horrível! – ele comentou olhando. –
Eu posso cuidar deles para você, mas só se você quiser.
Ela o olhou novamente em seus olhos verdes e
sentiu um pouco mais de confiança, mesmo assim ainda temia.
- Por favor... – ela sentia a dor nos joelhos
ralados, escorrendo sangue nos cotovelos.
- Posso! – ele se curvou pedido para tocar nela,
pegá-la no colo.
Ela fez que sim com a cabeça, apesar de temer.
Mu sentia o corpo dela trêmulo, fixou suas mãos
só onde devia e usou o seu tele transporte para chegar mais rapidamente em sua
casa. Assim que apareceu em um dos quartos a colocou na cama com cuidado e
gritou:
- KIKI ONDE ESTÁ O QUITE DE PRIMEIROS SOCORROS?
O garotinho apareceu com a pequena maleta ao lado
do seu mestre e assustado ao vê-lo ali pergunta:
- O que faz aqui? – perguntou ele surpreso ao
vê-lo. - Não era para estar no santua...
- Shiiiu! – ele pegou a maleta e abriu. - Não
está vendo, eu estou com visita – Mu abriu a pequena maleta pegando o que
precisaria.
- O que ela faz aqui? – ele apontou para a garota
que olhava para os dois.
- Ela se machucou, então resolvi ajudar – ele
colocou água destilada e começou a limpar os joelhos da garota e ela gritou e
puxou o joelho para perto de si, esquecendo que ele a olhava.
Ele viu a calcinha dela, mas desviou o olhar e
disse:
- Eu sei que vai arder, mas eu tenho que limpar
os seus ferimentos ou vão infeccionar – Mu limpava os joelhos dela.
- Mu por que está cuidado dessa garota? – perguntou
Kiki a olhando.
- Não faça perguntas Kiki, e vá arrumar algo para
moça comer – ele fechou o semblante para o seu discípulo.
- Eu não sou seu escravo! – ele o encarou.
- Vá logo Kiki! – ele deu uma ordem e o menino
saiu do quarto. – Desculpe o meu discípulo ele é meio rebelde – ele sorriu já
limpando um dos cotovelos dela.
- Discípulo? – ela ergueu a sobrancelha.
- Sim eu ensino ele algumas coisas como se fosse
um mestre.
- Entendi – ela o viu enfaixar o braço dela.
- Pronto agora você ficará bem – ele já ia se
levantar e a ouviu.
- Mu, por que aquele garoto não terminou a frase
de onde você deveria estar?
- Kiki é muito arteiro – ele se levantou. – Vou
ver o que ele está aprontando na cozinha – ele começou a caminhar quando o
garoto apareceu com uma bandeja com bolachas, suco e algumas frutas. – Você foi
rápido Kiki – ele sorriu ao menino e pegou a bandeja e colocou sobre o colo
dela. – Coma a vontade – ele bocejou, ergueu os braços, esfregou os olhos e
virou-se para o seu discípulo e disse:
- Mais tarde troque as ataduras dela, Kiki, eu
vou descansar um pouco, hoje o dia foi bem agitado – ele já ia caminhar quando
ouviu.
- Obrigada Mu – ela olhou e deu um sorriso tímido
a ele e o viu sair.
- Não sei por que ele tem que me deixar como sua
babá – ele cruzou os braços e bufou enquanto via-a comer.
- Ele tem poderes, não tem? – ela perguntou
interessada.
- Sim, Mu tem poderes – ele sentou-se na cama.
- Onde ele deveria estar? – ela perguntou
curiosa.
- Em lugar nenhum – ele se levantou da cama. –
Coma de uma vez e pare de faze perguntas – ele ficou emburrado.
A garota acabou de comer e Kiki foi levar a
bandeja até a cozinha, e quando voltou ao quarto ela já dormia.
****
O festival terminava. Os cavaleiros estavam
acompanhados com suas respectivas damas e os que não estavam acompanhados
seguiam pelo mesmo caminho de volta.
- Ninguém viu o Mu? – perguntou Seiya abraçado
com a Saori.
- Talvez ele já esteja na casa dele – comentou
Shiryu ao lado de Shunrei.
- Não quero saber do Mu, quero chegar na minha
casa e tomar um bom chá indiano e cantar uns quinze mantras para ver se eu
melhoro o meu estômago – Shaka segurava a barriga e com a mão na boca.
- Quem manda ter o olho maior que a barriga.
- Melhor ter o olho maior que a barriga do que
colocar o nariz onde não deve – Shaka viu Afrodite se coçando todo.
Os outros riram dos dois.
- Deve ter sido alguma flor que me deu alergia.
- Pelo visto ela conseguiu ser mais venenosa que
você – comentou Shun rindo.
Os demais riram também.
- Não vejo a hora de ver uma cama – comentou June
cançada.
- Verdade, esse festival foi bem divertido –
comentou Shunrei.
A conversa seguiu animada até chegar às casas de
quem pertenciam Shun, June ficaram junto com a deusa no seu santuário. Shunrei
e Shiryu ficaram na casa de sagitário para dormirem.
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