Kaoro recuou alguns
passos ainda não a olhando, pois já tinha tido uma conversa em Kyoto com á
médica e Megume sabia que ela amava o ex-samurai que lutou na guerra pra
colocar uma nova era.
– Vamos
conversar lá dentro do dojo – Ela estava com a voz meio tremula, a levou para
uma pequena sala, onde as duas se sentaram ao chão em volta de uma mesinha.
O silêncio
constrangedor entre as duas, Kaoro olhava pelas frestas da porta, a luz branca
entrar levemente clareado o local, tomou coragem e finamente disse:
– Sabe onde o
Kenshin está? – Ela passou as mãos uma na outra um pouco ansiosa pela resposta.
– Sim, eu sei
– A resposta seca veio com uma rajada e bateu em cheio no coração de Kaoro seus
olhos tremeram, suas mãos estavam unidas.
– Eu... –
Começou ela temerosa. – Preciso falar com ele – Ela tomou coragem e agora
encarou a médica de uma forma corajosa, mas a voz falhou ao dar continuidade.
– Kaoro você o
ama? – A pergunta veio como uma bomba. Foi tão repentina e Kaoro não respondeu
de primeiro momento.
Ouviu Megumi continuar:
– Você foi uma
irresponsável – ruiu brava e franzindo o cenho.
Kaoro sentiu como se fosse farpas que
invadiam o seus ouvidos, seu cenho também franziu.
– Na conversa
que tivemos antes de você ir para Kyoto... – Ela fez uma pausa. Eu disse que eu
ia ficar com ele, mas você disse que cuidaria do Kenshin e só você é capaz
disso. Mas eu o encontrei de madrugada, completamente triste. –Ela passou uma
das mãos ao cabelo - Ele me disse que ia simplesmente virar um runori e andar
sem rumo.
Os olhos de
Kaoro se arregalaram, ela se levantou aflita e arrependida.
– Eu preciso
de uma explicação... Eu preciso falar com o Kenshin – Algumas lagrimas
escorreram em sua face e com uma das mãos sobre o peito sentindo que estava
sendo esmagado só de pensar em nunca mais ver o ruivo que a conquistara.
– Então Kaoro,
você o ama? – Megumi levantou a encarando. – Se disser o que sente te levo onde
ele está.
– Eu o amo...
– Ela encarou de volta e um sorriso animado nos seus lábios. – Não me importa
nada, eu só o quero aqui no dojo comigo.
– Ótimo, então
venha comigo – Megume bebeu o ultimo gole do chá e começou a caminhar sendo
acompanhada por Kaoro.
Logo eles
chegaram à casa do Gensai sensei e Kaoro viu Kenshin sentando em um banco
próximo ao um jardim no fundo da casa do velho médico. Ele olhada as duas
menininhas brincando alegremente, quando a dama aproximou lentamente dele e
disse meio sem jeito;
– Oi. – Ela se
sentou sentindo as pernas bambas e as mãos trêmulas.
– Senhorita
Kaoro... – Ele pronunciou com a voz embargada. – E bom revê-la - - Ele desviou
o seu olhar quase violeta dos dela.
– Megume me
disse que estava aqui... – Ela tocou a mão dele, mas ele tirou e se levantou.
– Fiquei só
por que ela insistiu, mas eu voltarei a ser um runori... – Ele olhou o céu azul
com nuvens que pareciam algodão flutuavam tampando alguns raios de sol.
– Kenshin... –
Ela tocou o ombro dele sentindo a dor no seu coração, poderia perdê-lo para
sempre. – Eu vim para ouvi-lo... – A voz doce entrou no ouvido do ruivo. – Eu
quero ouvir todos os seus segredos... – Alguma lagrimas rolaram em seu rosto.
Kensehin tocou
a mão dela e virou-se a olhando com um leve sorriso e disse;
– Vamos dar
uma volta – Ainda segurando a mão da moça ele começou a caminhar ido em direção
ao portão e logo seguida a rua. Caminhavam lentamente em um silêncio
constrangedor, quando finalmente Kenshin parou em um vale com um pequeno lago,
sentou-se a sombra de uma árvore e ajudou Kaoro a sentar circunvagou os olhos
por todo o vale e sem lembrou da historia do vagalume do desejo e desejou do
fundo do seu coração que Kaoro aceitasse o seu sentimento.
– O nome dela
era Tomoe... – Ele fitava o céu azul agora límpido, o balanço das folhas pelo
vento fazia aquela manhã agradável. – A conheci enquanto eu lutava e logo
depois de ter matado o homem ela virou-se pra mim e disse: “Você realmente faz
chover sangue”. Foi ai que tudo começou... – Kenshin contou a historia que
havia contado a Megume para a Kaoro e cada frase que era dita Kaoro sentia a
tristeza e a culpa na voz dele, cada detalhe da vida a dois, como ele aprendeu
o verdadeiro significado do estilo hiten mitsurugi.
Depois de
narrar todos os fatos a ela inclusive quando visitou o túmulo dela quando
esteve em Kyoto depois da luta contra o Shishio Makoto, contou seu nome
verdadeiro, contou o que acontece e como conheceu o seu mestre depois de narrar
a sua história a Kaoro ele disse:
– Kaoro...
Depois da morte da Tomoe eu nunca imaginei que fosse gostar de outra pessoa,
mas depois de dez anos quando eu finalmente tomei coragem e fui visitar o
túmulo dela, descobri meus verdadeiros sentimentos.
O ruivo se aproximou da bela dama,
tocou a mão dela com delicadeza entrelaçando o seus dedos ao dela.
– Decidi te
contar tudo ontem, mas a sua reação me deixou triste e achei que... – Ele
sentiu os braços dela envolver seu corpo magro a franzino. Algumas lagrimas
molharam parte da sua camisa e parte do seu tórax.
Kenshin deu um
sorriso e envolveu os braços em torno dela, deixou que ela chorasse um pouco,
depois ergueu o rosto da dama e secou suas lagrimas com os dedos.
Foi
aproximando lentamente seus lábios do dela, suas respirações tão próximas que
sentiam o ar quente em seus rostos.
Kenshin tocou os lábios carnudos e
rosados, meio sem jeito a beijou um beijo terno, saudoso que há muito tempo ele
esperava, há muito tempo ele ansiava por aqueles lábios, os lábios da nova dama
que conquistou o seu coração, com seu gênio, com sua gentileza, com o seu jeito
de ser.
Afastou
delicadamente a moça e trouxe para o seu colo envolvendo o seus braços em volta
da cintura dela enquanto seu queixo encaixava na curva entre o pescoço e o
ombro dela.
– Vagalumes
realmente realizam desejos – ele sussurrou a fazendo arquear a cabeça para trás
e seus rostos se colarem.
– E qual o
desejo que você se fez Keishin? – Perguntou Kaoro ouvindo a respiração calma e
serena do ruivo.
– Ele está
sendo realizado exatamente agora – O ruivo a puxou mais para próximo de si e
buscou novamente os lábios dela com fervor.
Há tempos
Kenshin havia descoberto a nova ocupante do seu coração, carregado de dor e
sangue, mas agora ele teria uma história diferente e desta vez ele a protegeria
com unhas e dentes, com a sua sakabatou, com o estilo hitem mitsurugi, agora
ele tinha uma nova bainha para a sua espada, ele tinha finamente a Kaoro.
Fim.
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